É só usar a cabeça

Quando Button, contestado mesmo ao vencer o mundial de 2009, apostou numa mudança arriscada para a McLaren, onde dividiria equipe com Hamilton, piloto tão excelente quanto protegido pela equipe, muitos o classificaram de louco. Diziam que, mesmo que fosse mais rápido – um milagre em si – não teria as mesmas oportunidades. E eis que Jenson vence a segunda corrida do ano com propriedade.

Button é até chato de tão perfeito

Em contraste, Lewis foi o sexto e reclamou, durante e logo após a prova, da estratégia – enquanto Button parou uma vez, Hamilton fez dois pit stops. Há quem fale em pressão, imaturidade e equipe dividida.

Não é para tanto: é tarefa difícil encontrar quem acelere, brigue mais na pista que o campeão de 2008. Mas o campeonato desde ano não premia esse tipo de comportamento. Sem reabastecimento, será mais comum os pilotos fazerem várias voltas com o mesmo pneu, o que privilegia a inteligência em detrimento ao arrojo. Ponto para Button que, mais experiente, raciocina melhor dentro do carro que Hamilton. Lewis terá que abaixar a cabeça e usá-la de vez em quando, senão é ele quem sairá com a reputação arranhada.

Publicado em 03.04

2 comentários sobre “É só usar a cabeça

  1. de duas características de prost, button tem apenas uma, cautela. outra tão importante, lhe falta: arrojo. o francês, era ainda melhor, atacava com ferocidade apenas na hora certa, dosando o conjunto piloto/máquina.

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