Espanha – corrida: “E que Deus ilumine o Dunga”

As 3h de transmissão – sim! – na Inglaterra começam com a expectativa de lavada da Red Bull, mas o comentarista Eddie Jordan não perde a oportunidade de colocar um tempero na relação entre Rosberg e Schumacher. “Será que veremos a mesma história de Benetton e Ferrari, com Michael impondo-se com seu jeito de ser e seu esforço no desenvolvimento?”, pergunta Jordan. “Todo o planejamento foi feito em cima dele”.

A corrida começa e todos valorizam seus pilotos. “Todos os brasileiros ganharam posição”, comemora Galvão. “Jaime 9º. Não sei como ele conseguiu isso!”, diz o comentarista Jacobo Veja, que dificilmente acrescenta algo, na La Sexta. “Hamilton pegou ótimo vácuo, mas foi bastante cauteloso. Talvez não tivesse sido há 3 anos”, Martin Brundle lembra do impetuoso Lewis que estreou em 2007. Galvão não viu muita cautela. “Hamilton tentou passar os 2 de uma vez e Webber disse: ‘aqui não’!”

Na volta 17, Button faz uma parada ruim e dá a chance para Schumacher o ultrapassar. O alemão não perdoa. Enquanto Brundle se preocupa com a insegurança de Button, Galvão se entristece porque “não deu para o Massa” e Lobato prepara a audiência: “daqui a pouco veremos a mesma cena entre Hamilton e Alonso.”

Não vimos. Hamilton saiu até na frente de Vettel. Talvez pelo marasmo depois das paradas, as TVs focam nos seus. “Alguém tem que falar pro Button parar de tentar passar no mesmo lugar. Isso é muito óbvio. É carne de vaca pro Schumacher”, se enlouquece Jordan. “Não sei se a Ferrari tem um carro perfeito ou se precisa de Fernando para ser campeão do mundo. Só sei que ele está tirando 120% do carro”, observa Lobato. Com Massa discreto, uma bela corrida de Barrichello passando despercebida e os estreantes lá atrás, Galvão apela. “Quem serão os nossos representantes na Copa?”

Trenzinho de Schumi enlouquece Eddie Jordan

Um lance que animou os comentaristas só aconteceu na 50ª volta, quando o engenheiro de Rosberg dá dicas de como passar Hulkenberg. “Ele tá recebendo uma lição de como pilotar”, debocha Burti. “É estranho que não tenha pensado nisso sozinho”, completa Vega.

Na volta 56, Vettel sai da pista. “Acho que ele tem algum problema na dianteira esquerda”, aponta, acertadamente, Brundle na BBC. Burti dá bronca: “Pra ser campeão do mundo, Vettel tem que aprender a andar em 3º, 4º.” “Tomara que aconteça mais vezes”, Lobato torce por pódio de Alonso.

Nem precisou torcer muito. Hamilton bateu no final e deu o 2º lugar para o espanhol. “A roda quebrou igual o Kovalainen”, lembrou bem o narrador espanhol. Galvão chama a atenção para o número de voltas no mesmo pneu e Brundle acredita que foi um furo. Na volta de retorno aos boxes, o veneno britânico escapa. “Alonso está louco para ver carro de Hamilton na brita…”

Fim de papo e o domínio da Red Bull pauta a BBC. “Se vocês acham que o carro foi rápido aqui, imaginem com o outro grande passo que eles devem dar na Turquia”, ameaça Legard. “A Ferrari precisa analisar essa corrida e ver como pode reagir”, preocupam-se os espanhóis. “Sorte de campeão”, sentencia Galvão, que fecha com chave de ouro. “E que Deus ilumine o Dunga.”

2 comentários sobre “Espanha – corrida: “E que Deus ilumine o Dunga”

  1. realmente galvão não está sozinho! quanta m…….alguns acertos e algumas pérolas. talvez o receio de hamilton, possa ser amadurecimento. penso que o inglês para se tornar um fora de série, terá que domar seu instinto agressivo. penso que button e hamilton se completam. se fosse um piloto apenas com suas características, teríamos um novo prost.

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