A dura vida da turma do fundão

Estrear na F-1 numa equipe novata, em época de testes limitadíssimos, tinha tudo para ser uma pedreira para Bruno Senna e Lucas Di Grassi, que podem não ter ganho tudo o que disputaram até a categoria máxima como Rosberg, Hamilton e Hulkenberg, mas sempre foram tidos como competentes.

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Mesmo andando no final do grid e convivendo com carros frágeis – Senna  é o piloto que mais teve falhas mecânicas: só completou cinco das 13 corridas disputadas, enquanto Di Grassi abandonou seis vezes, todas por quebras –, o que dificulta a avaliação de sua qualidade técnica, sempre resta a esperança de impressionar, como fizeram Alonso e Webber em seus tempos de última fila na Minardi.

Ambos, contudo, esbarram em problemas financeiros e na falta de vagas nas equipes maiores. Se nem o sobrenome Senna alavancou o investimento esperado, a situação de Lucas é ainda mais complicada. Com pilotos cheios de milhões na porta de equipes desesperadas por dinheiro, já que o bolo dos direitos comerciais só é distribuído entre os 10 melhores times, ambos correm risco de não ter, na prática, tempo de mostrar serviço.

Mais informações sobre a situação de Lucas

Publicado no jornal Diário do Povo em 18.09.2010

3 comentários sobre “A dura vida da turma do fundão

  1. Alonso já era considerado um piloto fora de série, sempre foi da Renault, mas ficou emprestado na Minardi, nessa época se testava muito, o espanhol não marcou pontos na equipe, mas mostrou muita qualidade técnica nos testes com os engenheiros! Em 2003 começou na Renault que estava em “baixa”, mas Alonso foi a revelação da temporada vencendo até um GP, sempre mostrou evolução na equipe até chegar ao titulo! Webber fez sua estréia na Austrália/02 também pela Minardi. Seu contrato inicial era para apenas três corridas, mas foi prorrogado até o final da temporada após conseguir o quinto lugar na sua primeira corrida. Fez boas corridas na Jaguar e Williams, mas os carros quebravam muito! Na RBR deu a sorte da equipe evoluir muito nos últimos anos! Não tem saída na F1, ou vc chega como promissor, ou arruma um bom manager na carreira, aí espera dar sorte como aconteceu com Button e Webber, mas para isso também tem que mostrar que é bom na pista! Se o piloto não for bom, nem pagando consegue ficar muito tempo no circo! O caso de Bruno é ainda mais delicado, pois não tem histórico de títulos na carreira(fora a idade avançada que hoje conta muito), e o mais ameaçador, sempre aparece piloto em categoria de base com grana ou talento querendo vaga na F1! J.Villeneuve por causa da morte do pai também estreou tarde no automobilismo, mas Jacques chegou como um “furacão”, mostrou talento foi campeão em 95 no USA(venceu até a Indy 500),depois conseguiu logo de cara correr por uma equipe grande na F1, a Williams em 96!

    Com Damon Hill foi ainda pior, chegou a F1 aos 31 anos de idade na equipe Brabham em total decadência(pior que a Hispânia). Com um carro que só tinha condições de fechar o grid e com muitas dificuldades, o piloto inglês conseguiu alinhar em apenas dois GPs(pelo menos a Hispânia consegue se classificar em todas as corridas). Depois Hill foi piloto de testes na Williams, Nigel Mansell ganhou o campeonato em 92 e deixou a equipe para pilotar na CART em 1993, Hill foi promovido para piloto titular tendo como companheiro de equipe o francês Alain Prost. Novato em 93 Hill venceu três corridas sucessivas na sua primeira temporada completa, chegou até dar um susto em Prost, mas o francês era o primeiro piloto na equipe e foi campeão!

    Resta saber se Bruno ou Di Grassi pelo menos conseguem se manter na categoria nos próximos anos, hoje tudo é mais difícil na F1, antes um novato podia chegar tarde a F1 e ser campeão, hoje até para conseguir uma vaga de piloto de teste em equipe grande é complicado! Heidfeld deu essa sorte na Mercedes e depois conseguiu vaga na Sauber(ser alemão hoje na F1 também ajuda muito, mas Heid também é um bom piloto). Acho que Bruno não esta dando sorte, resultados não aparecem(em corridas perdeu para o indiano por 7×2), o carro sempre quebra mais com ele, assim fica muito complicado, o sobrenome do tio só ajudou a entrar no circo, o resto é com Bruno! Só de se manter no circo por uns anos já vai ser um grande feito, não vejo Di Grassi ou Bruno brigando na frente, o nível dos pilotos esta muito alto, muito difícil tirar vaga de algum piloto de ponta! Olha o Kubica, um piloto fenomenal em equipe média, a anos merece um carro de ponta, mas não consegue. Sem poder testar como antigamente como Bruno e outros novatos vão poder aprimorar suas habilidades técnicas e chegar ao nível dos pilotos de ponta? Heidfeld, Glock, Kovalainen e Rubens são verdadeiras “encrencas” para os novatos, a experiência hoje conta muito na F1! Hülkenberg deve estar aliviado por conseguir superar Rubens nas últimas 3 corridas: “Lá vem mais um alemão na vida do Rubinho”…rs

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  2. Pois é, não foi por acaso que me referi à tentativa de emular Alonso e Webber como “esperança”, pois hj há um cenário diferente do início dos anos 90. O ideal é seguir hamilton, rosberg, vettel, alguersuari, etc.: ter apoio de grandes montadoras/empresas desde cedo pra já chegar com a carreira estruturada na F1. Chegar sem ser apadrinhado por um programa de desenvolvimento de pilotos é complicado. Até quando vc chega no topo, isso atrapalha, vide alonso x hamilton e webber x vettel.
    Di Grassi era do programa da Renault, mas se viu sem espaço e saiu. E Bruno, até pela idade, como vc bem citou, nunca teve esse tipo de apoio. Acho que isso complica mto a situação deles.

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  3. a falta de testes, mostra-se uma medida que joga contra o espetáculo, afinal, limita muito o aparecimento de novos talentos, os quais, passam a depender quase que exclusivamente do patrocínio. esses programas de teste, parecem o clube do bolinha.

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