Os motores de Vettel e Alonso

Depois da quebra de Vettel na Coréia, agora são 2 postulantes ao título pendurados na questão dos motores. Alonso, com os problemas no início do ano – teve um propulsor trocado por precaução e 2 falhas nas 3 primeiras provas – está fazendo as últimas 4 provas com 2 unidades que já não estão zeradas. Mas por que a situação do piloto da Red Bull é mais delicada?

A questão é o planejamento. A Ferrari, como teve problemas – que foram resolvidos com uma atualização permitida pela FIA – em março, pôde manejar o uso do equipamento durante o restante do ano, enquanto a Red Bull teve a quebra no momento errado.

Primeiramente, é bom lembrar que as equipes têm 8 motores para usar livremente durante o ano. Caso precisem de um 9º, perdem 10 posições no grid na 1ª vez que usá-lo. Eles não precisam respeitar nenhuma sequência. A única restrição é que um motor trocado a partir da classificação não pode ser mais utilizado em corridas.

Os times usam um motor com mais rodagem na sexta e só instalam no carro aquele com que disputarão a corrida no sábado. É desses que estamos falando.

Faltando 2 corridas para o final, Alonso usará a 8ª unidade no Brasil e em Abu Dhabi. Esse motor só foi usado em Monza. Desde o GP da Itália, o espanhol utilizou o motor nº 6 em Cingapura – o mesmo de Alemanha e Hungria – e o de nº 7 no Japão e na Coréia (além de Spa). Continuando na média de 3 provas por motor, não deve ter problemas. A não ser, é lógico, em caso de quebra.

Vettel e o motor quebrado na hora errada

A situação de Vettel parece mais delicada. O alemão também chegou no limite de 8 motores (no Japão) e perdeu na Coréia o motor com que tinha feito Alemanha e Bélgica. O piloto da Red Bull usará no Brasil, de acordo com o jornalista Peter Windsor, o motor de Mônaco e Cingapura. Precisará, portanto, de outro também usado para Abu Dhabi. Segundo Christian Horner, todas as suas unidades já têm bastante quilometragem.

Não é algo novo para a equipe. Ano passado, quando Vettel teve uma quebra no GP da Europa, muitos duvidavam que escaparia de punição. Ele teria 2 motores para 6 corridas, isso com Spa e Monza ainda pela frente. A Red Bull, então, usou o 7º na Bélgica, em Cingapura e no Brasil, mesclando com o 8º, utilizado na Itália, no Japão e na final em Abu Dhabi.

Mesmo assim, o alemão foi, de longe, o piloto que mais pontuou nessas 6 etapas finais: somou 37 pontos, incluindo 2 vitórias, um 3º e 2 quartos lugares, enquanto o campeão Jenson Button ficou nos 23. Mesmo rodando menos às sextas-feiras, andou forte na hora H e contornou o problema.

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8 comentários Adicione o seu

  1. Não acredito que nenhum dos dois terá problemas. Interlagos não acaba exigindo muito dos motores, pois está a 800m de altitude, acho que a maior altitude dos autódromos do circo. Talvez em Abu Dhabi, mas a corrida é noturna, e a temperatura já está mais amena.

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    1. faster F1 disse:

      Também acho. O exemplo do ano passado mostra isso. E dei o meu pitaco por no seu desafio!

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      1. É sim, Julianne. Deixei o comentário como pendente para não facilitar para quem responder depois, sexta-feira publico a resposta com o link do blog junto.

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  2. Dé Palmeira disse:

    Essas regras da F1 são tão confusas…acho que são feitas de propósito pra que se perca o interesse de vez pela categoria…

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    1. faster F1 disse:

      Essa dos motores é importante para corte de gastos, mas concordo com você. O pior é que eles ficam mudando toda hora!

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  3. Rafael-F1 disse:

    Vejo que a melhor alternativa para se cortar gastos é o “teto orçamentário”.
    A F1 gasta demais, isso é um absurdo. Ela pode, mesmo reduzindo custos, ser a maior categoria do automobilismo.

    Eu tinha em “meus favoritos”, um site onde mostrava os gastos das diferentes categorias do esporte, e sem demagogia, chegava a impressionar o que a F1 “desperdiçava” a mais, parecia piada a diferença.

    GN’R

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    1. faster F1 disse:

      Teoricamente, eles estariam chegando lá. Mas já começam a rever o que foi programado no auge da crise. Os gastos com marketing teriam que ser reduzidos a 30 milhões, mas querem aumentar para 40. Imagine a hora que tiver que diminuir o uso de túnel de vento…

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