Por uma transmissão menos ordinária

A cada post sobre as transmissões das corridas sempre recebo comentários críticos ao produto que recebemos. Principalmente, a respeito dos juízos de valor, que invadem o espaço que deveria ser informativo. No entanto, é igualmente comum ver as palavras de Galvão e companhia reproduzidas quase sem filtro. E por quem mais os critica! O poder do discurso é impressionante.

E não é só o discurso de Galvão – e essa não é uma cruzada contra o narrador, mas sim pela melhoria do produto. Passeando pelos fóruns europeus, dá para perceber uma relação muito estreita entre as discussões da transmissão e dos comentários – e salta aos olhos como a F1 acaba sendo simplificada ao extremo – ou ao “limite extremo”, por aqui.

A transmissão da Globo raramente leva em consideração os retardatários quando observa se um piloto está se aproximando de outro na luta pela liderança. Nunca é imaginada a possibilidade do piloto A estar controlando o consumo de combustível ou de pneu – a não ser por Burti, quando lhe deixam fazer algo mais do que traduzir os rádios – e apenas controlando a distância para o piloto B. E as estratégias, então? Nunca sabemos com precisão quanto tempo um piloto tem que abrir de diferença para voltar fora do tráfego, para ficar no básico.

Ao invés disso, ouvimos com exaustão as opiniões pessoais sobre quem “merece” isso ou aquilo, o que piloto X está pensando… e isso é repetido e repetido até que se torna verdade! No lugar da corrida, “define-se” o caráter de fulano ou ciclano – e isso não é de hoje, vide a falta de respeito com que Prost foi tratado quando escapou na chuva em 93 em Interlagos. Isso, quando não ficamos “na torcida” para os líderes “se enroscarem”…

Curiosamente, aqueles cuja índole é questionada são os mesmos que cometeram o “crime” de andar mais que algum brasileiro em qualquer momento de sua carreira. Assim, a atitude, por exemplo, de Senna jogar o carro em cima de Prost para ganhar um campeonato é justificada, a de Schumacher tentar o mesmo em 97 – e conseguir em 94 – é absurda. Enquanto os outros “fazem tudo para vencer”, são Dick Vigaristas (quanta criatividade!), os brasileiros campeões do mundo superam os demais por “esperteza” ou “criatividade” ou, se não o conseguem, é porque “lutavam contra o preconceito por vir de um país não-europeu” ou são vítimas de pressões comerciais. E, repito, mesmo quem critica essa “linha editorial”, acaba, de tanto ouvir a mesma ladainha, reproduzindo os juízos que sequer são seus.

A transmissão pobre faz com que, mesmo quem assiste F1 há muito tempo, tenha uma compreensão limitada do esporte. É uma pena. Não é só o “haja coração” ou o “limite extremo” que incomodam. É o vazio discursivo que impede uma compreensão menos superficial de uma categoria tão apaixonante. Saídas existem, como postei há alguns meses.

Para dar um exemplo claro: na semana passada, enquanto a mídia brasileira destacava a 1ª posição de Massa nos treinos com o pneu Pirelli, salientando que foi a borracha o grande problema do brasileiro no ano e insinuando que um teste inicial, com o carro de 2010, tinha resolvido todas suas deficiências, a discussão na Inglaterra era de como encontrar um meio termo entre a vontade de um fabricante de pneus de ganhar mídia positiva na F1 e a necessidade, em nome do espetáculo, de termos compostos que realmente sofram degradação e deem emoção às corridas, tomando como base o GP do Canadá. O que é mais construtivo e próximo à realidade?

43 comentários sobre “Por uma transmissão menos ordinária

  1. Faz muito tempo que eu assisto as transmissões de tv no mudo, ouvindo a transmissão através da rádio CBN e acompanhando através do live timing os tempos. Assim não fico sabendo das bobagens do nosso narrador oficial.
    Existe opção de ouvir através da Jovem Pan , mas o “delay” é extremo nesse caso e fica um pouco impraticável de acompanhar assim.

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    1. Quanto ao delay, tenho uma dica que talvez te ajude: ao invés de ouvir pelo streamming, experimente ouvir pelo bom e velho rádio. A transmissão da Band News pelo streamming do site deles, por exemplo, tem um baita delay, mas pelo rádio é inclusive uns 2 ou 3 segundos antecipada em relação à da Globo.

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  2. No Brasil a transmissão de um GP começa minutos antes da largada, enquanto na Europa começa 1 hora até 2 horas a transmissão.

    assino embaixo o que post!!!

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  3. É realmente lamentável que se faça isso por aqui… Como você disse Ju, esse é um esporte que tem tanto potencial para apaixonar. Mas para isso sua transmissão precisa informar, pois muitos dados não podem ser percebidos pelos telespectadores simplesmente por verem os carros passar…
    Mas, quem sabe a partir de 2014 (quando Galvão se aposentar) as coisas melhoram…

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  4. Fica o convite aberto para todos acompanharem as transmissões que a gente faz na Bandeirantes/Band News FM. Vale a pena conhecer, a maioria que experimenta não troca mais.

    Ju, só uma curiosidade (e pq eu conheço as peças): fora a participação do Gené, como é a participação dos “aficionados profesionais” na Sexta? Não prevalece uma completa falta de objetividade?

    Abs

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    1. Ico, só assisto pela Globo para fazer o post comparativo depois. Certamente preferiria ouvir a tranmissão de vocês!

      Na La Sexta, foi interessante a dinâmica durante o ano. Com o Alonso por baixo, eles eram até razoáveis, mas quando ele começou a ganhar…
      Eles trabalham com o narrador, que é amigo pessoal do Alonso, numa relação meio Galvão-Senna, o Gené e o Jacobo Vega. Este é um torcedor infiltrado, só pode! Sempre tem aquela opinião de botequim que nada acrescenta. E a repórter, Nira Juanco, faz o trabalho dela, não se compromete.
      Considero a transmissão deles melhor que a brasileira pelo programa que começa 1h antes da corrida, que está longe do da BBC, mas é informativo (gostei das matérias técnicas que fizeram na Hispania, tipo “como funciona o tanque de combustível” e tal) e pelo Gené.

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    2. Ico, o programa Pole Position, que vai ao ar nos sábados de GP, é transmitido em rede nacional pela Band News FM?

      Sou gaúcho. Tentei ouvir no último GP. Estava em programação normal. Tentei no AM 640, estava passando um programa sobre automobilismo, mas só falava de Tarumã.

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      1. Gosto muito do Jacobo e da Nira como colegas de paddock, mas o fato dele ter a credencial permanente autografada pelo Alonso me deixa com muitas dúvidas sobre sua isenção. Sua opinião confirma isso. Dos gringos o q me impressiona é o Jonathan Legard. Humilde, simpático e vai a todas as entrevistas que consegue num final de semana. Comprometimento com a informação é isso.

        Julio, a dica para ouvir o Pole é acessar o player no site radiobandeirantes.com.br na hora do programa. Se vc tem iPhone/iTouch, vale baixar o player das rádios do Grupo Bandeirantes. É de graça!

        Abs

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      2. O compromisso com a isenção é zero, mas, não sei se é impressão minha, isso é deixado claro. Estamos torcendo e ponto final.
        Gosto do blog do Legard, ele parece fazer um trabalho sério, mas não muito da narração. Não sei, acho que falta punch. Também não curtia o Allen narrando e hoje adoro o blog dele. Deve ser um trabalho meio ingrato…
        Gostei do insight sobre os colegas do paddock, você podia fazer um post disso, sei lá.

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  5. mais um texto de qualidade! nada como o raciocínio lógico para desvendar as curvas da f1! por isso JU, o papel fundamental de uma transmissão sem devaneios! como você mesma diz, ” se ater aos fatos”! como já foi dito, não há problema em vender o “produto”, desde que não haja distorção dos fatos! “o caso de ter que fazer um herói”, torna inglória, a luta de ter que assistir algo que muito gostamos mas, que parece filme de quinta categoria, por causa de uma narração imprecisa e tendenciosa! infelizmente, para nos libertarmos desta falta de profissionalismo, passarão anos de experiência, até que construamos um ponto de vista autônomo e crítico, para que possamos saborear todas as nuances que a f1 proporciona! HAJA CORAÇÃO! HAJA PACIÊNCIA!

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  6. Sinceramente, a transmissão do Galvão, por pior que seja, está no nível da imensa multidão que acha que sabe alguma coisa de F1 e aqueles outros que acompanham a categoria quase que sem querer aos domingos e pelo jornal de segunda. Basta ver como Barrichello, sempre rápido e competente, já foi tratado como pé-de-chinelo, vilão incompetente e/ou herói da pátria inúmeras vezes durante a carreira.

    Se não tem tu, vai tu mesmo.

    Ou então espera pelo resumo no SporTV.

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      1. Essa questão que o Érico levantou é o típico dilema tostines, como a Julianne lembrou.

        Mas essa relação de causa-efeito pode ser aplicada em quase todos os aspectos envolvendo jornalismo, indústria do entretenimento, esporte, ou a somatória deles, que é o que temos nas transmissões da F1 (ou mesmo dos outros esportes).

        As pessoas se interessariam por um telejornal que analisasse a notícia e fornecesse sempre ao espectador opiniões de ao menos dois comentaristas com visões divergentes? Mas como oferecer um formato “palatável”?

        As pessoas se interessariam por uma programação cultural mais autoral, caso as tvs, rádios e distribuidores de cinema por algum tipo de milagre fizessem essa escolha? Mas como quebrar a massificação a qual o público já se acostumou?

        As pessoas se interessariam por notícias menos apaixonadas e mais realistas sobre os esportes que acompanham? Mas e o risco de se racionalizar demais?

        Na minha opinião, com o tempo o público se interessaria e se acostumaria com uma qualidade menos rasteira disso tudo aí em cima.

        Mas isso não é interesse da indústria de massa (do esporte, do jornalismo ou do entretenimento).

        Então vai continuar tudo como está. Na verdade, tem piorado a cada ano, não é mesmo?

        PS: Julianne, parabéns mesmo pelo seu blog, conheci através do Ico. E se disso tudo surgir algum material acadêmico, nos avise caso seja publicado, certo?

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      2. Sim, certamente há causa e efeito, mas não sei qual sua magnitude. Não seria justo atribuir toda a culpa disso à Globo ou ao Galvão.

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    1. érico, sua colocação me faz lembrar algo bem menos notório neste caso mas, que é de conhecimento de toda rede televisiva brasileira, QUALIDADE! o problema brasileiro só para ficarmos no âmbito televisivo, é representado por uma televisão ABERTA de pouca variedade de conteúdo e qualidade! o fato do público ouvir o galvão, nada mais é do que o monopólio da transmissão! para onde correr? não quer dizer que dando audiência, compactue com suas asneiras! nivelar a pouca qualidade da narração com a qualidade do público que assiste, invariavelmente você estará colocando o público como culpado pela má prestação de serviço da emissora, quando o disconfiomêtro deveria funcionar, honrando o grande público com uma apresentação informativa e de qualidade( sem devaneios, isenta, imparcial)! quem gosta de f1, independente de emissora, assiste pelo prazer! me desculpe a franqueza mas, barrichello é um bom piloto, nada mais que isso! chamá-lo de pé-de-chinelo, é falta de respeito de quem realmente não conhece nada de f1 afinal, já apareceram pilotos muito piores! barrichello está no nível de pilotos como alesi, irvine, boutsen,patrese, nada mais que isso! agora rápido mesmo na atualidade, acima da média: – alonso, vettel, hamilton e kubica, o resto, bons pilotos! para finalizar, a emissora e o narrador, para quem ama f1, estão em segundo plano, e sinceramente, boicotar ou fazer protestos não faria diferença para uma emissora que não tem compromisso com a qualidade de sua informação!

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  7. Acredito que no caso da Globo, que começa 5 min. antes e termina 10 min. depois da corrida, é preciso focar no aspecto técnico da corrida em si. Mas, o que Galvão nos pode dizer sobre técnica? Consumo, paradas, estratégias, etc?

    É triste porque o foco deles é a polêmica, assuntos ou que estão no passado ou que não tem nada a ver com o GP. Falta, claro, algo, sempre.

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  8. Julianne, descobri o seu blog muito recentemente e há muito que procurava críticas cruzadas de transmissões como vc faz. assisti uma vez pela Band/JovemPan e achei excelente.

    só para reforçar algo que vc disse: as transmissões da Globo melhoraram muito com a entrada do Burti (na verdade, ele é o único diferencial, quando ele consegue falar o que quer). na verdade, é o que se salva.

    na corrida de Abu Dhabi, estava viajando e assisti mais da metade da corrida na CBN. achei muito ruim no geral. em especial, os comentários do Christian Fittipaldi foram nulos, até risíveis.

    a opinião ‘pública’ em geral acaba sendo a opinião da Tv ‘oficial’ (=Galvão). é assim que tem sido. (mas o mesmo também não ocorre com a política?)

    além disso, o jornalismo esportivo, em geral, é medíocre. ainda que a mediocridade do jornalismo do futebol seja muito pior que dos outros esportes. há excelentes profissionais, sim, mas eles circulam em um ambiente que é populado por jornalistas passionais. (Alguém aí consegue assistir uma mesa redonda de fim de domingo? Há 15 anos atrás, eu conseguia.).enfim, o que quero dizer que esse é um problema no jornalismo esportivo.

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    1. Ricardo, sou jornalista esportiva e posso dizer que é uma área complicada, pois, ao mesmo tempo que é o trabalho sério de uns, é o entretenimento de outros e você precisa achar o meio termo entre compromisso/leveza.
      Estou falando de F1 aqui, mas é lógico que é um comentário que pode ser ampliado, inclusive para a política. Apenas escândalos são notícia, então para o público só existem corruptos.
      Não acho que os meios de comunicação sejam vilões, porque eles fazem o que vende, então temos uma parcela de culpa com espectadores. É uma via de mão dupla.
      Quanto às mesas redondas, tente a ESPN Brasil às segundas.

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  9. Ótimo texto, sinto o mesmo comparando o conteudo de noticiários e blogs nacionais e os internacionais, e na conversa com amigos criticos do galvão cheios de ‘bordões gaçvanisticos’.

    Ótimo blog, passo bastante por aqui mas nunca tinha comentado, parabéns!

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  10. Oi Julianne,

    Creio que esse seu texto passa a régua em suas observações ao longo do ano. Como jornalista, eu também tenho a preocupação de buscar ao máximo a informação e a objetividade – que tanto falta no trabalho da Globo na F1.

    Mas, friamente, creio que a raiz do problema é contextual, sistêmica e envolve tanto o Galvão e sua equipe quanto a audiência. Isto é, o Galvão diz o que diz porque existe uma relação entre o jornalismo esportivo e a audiência que autoriza essa situação. Se não fosse assim, a audiência baixaria e forçaria a uma mudança – já que o espaço na televisão só existe quando é lucrativo, e este depende da audiência.

    Por isso, apesar de não desistir de batalhar para que a teoria e a ética do jornalismo seja uma matéria levada a sério na profissão, duvido que qualquer mudança abrupta aconteça. Se melhorar, será no ritmo da Hispania, e não da Redbull.

    Por último….. se me permite, uma recomendação.
    Não sei se te interessa produzir material acadêmico, mas o conjunto da sua análise sobre a cobertura da F1 poderia virar um artigo científico.

    Abraço,
    Sérgio.

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    1. Perfeito, também acho que é por aí. Gostei do “ritmo de Hispania”.
      Nunca tinha pensado em escrever sobre isso na academia. Boa ideia. Dava até tese de doutorado se depender da minha empolgação em escrever sobre isso.

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    2. desculpe-me intrometer no assunto Sérgio! vendo um debate tão gabaritado quanto o seu e o da Ju, com certeza um simples leitor como eu mas, apaixonado por f1, aprende mais e abre a mente! concordo quando você fala do contexto e do fator sistêmico mas, sinceramente, o problema parece ser mais grave ainda! quando você fala da autorização da audiência e do boicote, me veio à memória o quanto a falta de EDUCAÇÃO E POSTURA CÍVICA INFLUENCIAM em tomadas de decisões! um país que maltrata seu povo, com uma educação de péssima qualidade, com certeza não semeia na população capacidade de análise para correr atrás de seus direitos! por fazermos parte de uma população mais esclarecida, não temos este viés do perdedor! mas em um país em que a maior passeata por direitos civis, foi deflagrada pelos cara pintadas, e que sabemos trata sua população, PIOR QUE OS CAVALOS DO GENERAL FIGUEIREDO, não consigo imaginar boicote à globo! sinceramente, não consigo imaginar para o país nas próximas 3 gerações, mudanças substanciais! A EDUCAÇÃO QUE DEVERIA SER O PAC DE 2011, É NEGADA A POPULAÇÃO DESDE OS IDOS DE 1500! E VIVA O BRASIL DO FAZ DE CONTA!

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    3. Não sendo a intromissão requerida, pode-se contribuir..
      A questão das Audiências é a velha questão de.. pode fazer melhor mas não faz porque não deixam ou neste caso não querem..o Galvão está no ar há quanto tempo? Mais de 20 (Vinte)anos.. Que não tivesse começado logo logo com uma linguagem muito técnica e especializada mas se ao longo dos anos tivesse subido o nível de forma cadenciada a essa altura duas gerações de Brasileiros já tinham aprendido o suficiente..Não vamos aqui explanar teorias Proto-comunistas de Educação das Massas..Agora que não haveria forma mais rápida e eficiente de se despojar desse fanatismo imberbe e dirigido.. isso não haveria não..
      Ainda bem que existem esses Blogs com qualidade e “summula”..e posso dizer que melhores que os Brasileiros não há..nem os Italianos nem os Espanhóis os Ingleses estão batendo-se muito para superar..os Tedescos é que..

      Bacci e

      Abraços

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      1. Na vida venceu, no Desporto, também, para além de inúmeras Vitórias GP a prova de Fair-Play que eu conhecia mas nunca tinha visto plasmada e contradita em texto,junto com a outra manobra, valeu Ju,Quem assistiu àquilo diz que valeu mais a atitude que dois WDC…outros tempos..

        Bacci

        Gostei da “lost in translation” que se pode fazer entre “ordinary” transmissão e a tradução literal..

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      2. nada contra Senna Stirling Ceccotto, companheiro apaixonado pela f1 como todos nós! não acho que a tese seja comunista, puritana ou demagógica! temos que levar em consideração, e isso não há como negar, O PODER TRANSFORMADOR QUE A EDUCAÇÃO POSSUI NA FORMAÇÃO DO CARÁTER E DO SER HUMANO! SABEMOS MUITO BEM, QUE UM INDIVÍDUO LETRADO, SEM DÚVIDA ALGUMA É UM INDIVÍDUO MAIS COMPLETO! SABEMOS QUANTO OS LIVROS E AS PALAVRAS PODEM MUDAR UMA VIDA, SEM FALÁCIA! UMA SOCIEDADE SÓ CONSEGUE EQUILÍBRIO QUANDO COMPARTILHA O SABER! QUALQUER PROFESSOR SABE DISSO! TODAS SOCIEDADES DITAS EVOLUÍDAS, TIVERAM COMO ALICERCE A EDUCAÇÃO! EDUCAÇÃO DE NÃO JOGAR LIXO NA RUA, RESPEITAR O PRÓXIMO, EXIGIR SEUS DIREITOS, SABER VOTAR, CIDADANIA! INFELIZMENTE, ESTE PROCESSO É DEMORADO E PENOSO! POR MAIS QUE PAREÇA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO, O BRASIL AINDA VIVE A ÉPOCA DO PÃO E CIRCO! O PODER DAS EMISSORAS É CONCEDIDO POR NÓS, ELES SÃO NOSSOS FUNCIONÁRIOS E DEVEM PRESTAR BOM SERVIÇO! FALTA DISCERNIMENTO!

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  11. Tem outro lado também. Temos que entender que Galvão dá mancadas constantes mas… é só um funcionário, não é o dono da Globo. Tenho certeza que ele acha um monte de coisa que não pode falar de jeito nenhum. Ele não deve achar o massa e o rubinho tão bons assim, mas pra não falar da competência deles, então vai buscar outras coisas. Aí fica enfiando na cabeça de quem não entende que rubinho tem “habilidades” no piso molhado, ou que massa tem tudo pra ser campeão mesmo com Alonso na equipe, entre outros absurdos. Outra coisa que não gosto é aquele português corretíssimo do Burti e do próprio Galvão. Queria uma linguagem diferente. Por ex.: Tem uma cobertura jornalística sobre a Feira de Empreendedores com uma linguagem, um estilo de falar, um jeito de se vestir que é igual ao que se passa na F-1 ou no Jornal Nacional ou no Fantástico. Tudo igual. Já mandei até e-mail pro Galvão falando sobre isso e informando pra ele parar de falar gasolina. O que se coloca dentro do tanque do F-1 é combustível. Gasolina é aquele líquido que vendem nos postos. Se colocarmos num F-1 ele não sai do lugar. O Galvão parou e só fala combustível, mas o Reginaldo não. Afinal Petrobrás é uma das patrocinadoras. Resumindo: o Galvão é ruim, tudo bem, mas e o Luis Roberto, e o Kleber Machado. Credo!

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  12. Ótimo texto Julianne. Concordo com o Ricardo, também tem a ver com o jornalismo esportivo. Sobre F-1, não se resume só a transmissão, mas a toda a cobertura que se dá a categoria tanto em tv, rádio e internet. Espaços minúsculos e tendenciosos. Na internet, inclusive por quem se diz entendido.
    Isso q vc não citou o fato de Galvão se valer de informações da época do Senna pra utilizar em algum acontecimento atual. Quando nas raras vezes em q quer ser “informativo”.
    Quantas vezes não ouvimos o narrador oficial “O grande Ayrton Senna dizia….”???????

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  13. bom dia Ju! me veio à memória um pequeno complemento a respeito do tema! pegando uma carona no texto do Sérgio, quando é falado sobre “lucro/audiência, temos que fazer uma resalva: – a visibilidade da f1, com os pontos de ibope que ela proporciona,independem da boa trasmissão pois, o foco do torcedor “apaixonado”, visa apenas a corrida! as bobagens dos comentários são apenas um detalhe! nós, por sermos um público mais consciente e exigente, queremos melhor prestação de serviço (direito do consumidor! hehehehe), mas numa boa, conseguiria ver uma corrida de f1 apenas com áudio dos carros e o rádio das equipes! confesso que seria estraho mas, em nenhum momento tiraria A PAIXÃO pela disputa! SINCERAMENTE, ACHO QUE O PRODUTO F1 VENDE-SE SÓ PELA QUALIDADE DA DISPUTA E PELA ADRENALINA! GALVÃO E GLOBO SÃO APENAS UM IMPECILHO NECESSÁRIO! PARABÉNS PELO PROFISSIONALISMO E POR ATRAIR PARA SEU PROGRAMA, PESSOAS GABARITADAS QUE ENGRANDECEM NOSSO PENSAMENTO! POR ISSO É BOM FICAR ENTRE OS FERAS POIS, SE APRENDE MUITO!

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  14. Muito legal o nível da discussão!
    Lendo os comentários sobre qualidade x rentabilidade e fico pensando: será que é pedir que eles simplesmente se atenham aos fatos seja esperar qualidade demais? Não seria isso o mínimo?
    E quantos telespectadores a emissora afugentaria com uma transmissão começando, para não pedir muito, meia hora antes, com umas 2 matérias (por exemplo, uma mais técnica, falando sobre algum aspecto do carro ou da estratégia e outra mais leve, com alguma curiosidade) e um repórter fazendo algo como o gridwalk do Brundle ou, pelo menos, entrevistando os pilotos brasileiros ao vivo?
    Não queremos uma transmissão elitizada. Queremos o mínimo.

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    1. Chegando no fim da discussão, vejo que há muitos dedos apontados para Globo/Galvão. Mas não acho que a transmissão deles afeta (nefastamente) os que realmente gostam do esporte e buscam informações mais profundas acerca do esporte noutros lugares. Eles me afetam mais positivamente do que negativamente.

      Assisto à F1 desde os 4 anos de idade (hoje tenho 30) e o “show” da Globo, no formato e na profundidade, fazem parte do meu ritual de Grande Prêmio. Assistir à F1 sem Galvão e Reginaldo fazendo parte desse momento seria (será) muito estranho.

      Preencho todas as faltas da equipe global entrando 10 vezes por dia no blog do Felipe Motta, 5 vezes por dia no Blog do Ico, 2 vezes nos blogs do Fábio Seixas e de Téo José, além de 100 vezes por dia em diversos canais de notícias.

      Então, quando chega o GP, não careço das informações globais, só quero as emoções, as lembranças infantis ao lado de meu pai. Eu vibrando com as vitórias e chorando (mesmo) com as derrotas de Senna. Ele torcendo por Piquet/Prost.

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      1. Bem-vindo, Edmilson. Vou falar por mim: não é o Galvão que me incomoda, é a falta de conteúdo. Ele pode continuar com os “haja coração” dele, desde que nos informe melhor sobre o andamento da corrida e não fique se ocupando com factoides.
        De uma forma ou de outra, esse público que está tendo a opinião formada por todos esses sites que você citou tende a pressionar, a ritmo de Hispania, que seja, a Globo a ter mais carinho com seu produto.

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      2. Obrigado, Julianne, pelas boas-vindas.

        De uma certa forma, até sinto prazer em perceber algumas coisas antes da equipe da globo (que, às vezes, parece um pouco desatenta com o andar da corrida, com o live timing da FOM), em sentir um gosto de notícia atrasada nas coisas que a equipe fala e em discordar, embasadamente (ou não), das opiniões de Galvão, Reginaldo, mas até das de Felipe Motta, do Ico (das tuas…).

        Quem está o dia inteiro ligado em tudo o que é veiculado sobre a categoria (e em diversas opiniões a respeito dessas coisas) acaba cobrindo a categoria (abstratamente) junto com os profissionais que realmente a cobrem. Então, as falhas de Galvão, de Reginaldo, não interferem muito no que apreendemos de um GP, mesmo quando o captamos pela Globo.

        Ao mesmo tempo, não sei como o resto do planeta, que só respira F1 durante as exibições da Globo, percebe toda a dinâmica do circo. Talvez, realmente, sejam mais afetadas por eventuais (constantes) falhas de Galvão e Cia.

        Abraços.

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