Os recordes que marcaram o ano

Quem acompanhou a temporada de 2010 no FasterF1 já sabe: na semana seguinte a cada GP, são compilados os recordes e curiosidades que cercaram o evento. Ao final, esta será a temporada em que tivemos o campeão do mundo mais jovem da história, o 1º título de construtores da Red Bull, o 1º piloto a alcançar a marca de 300 largadas… enfim, foi um ano cheio de surpresas e números interessantes. Por meio destas marcas, dá para contar um pouco da história desse campeonato.

Bahrein

Alonso vence em sua estreia na Ferrari, tornando-se apenas o 3º na história a conseguir o feito. Antes dele, apenas Nigel Mansell e Kimi Raikkonen debutaram logo no lugar mais alto do pódio.

Foi o GP de estreia de Vitaly Petrov, Nico Hulkenberg, Bruno Senna, Karun Chandhok e Lucas di Grassi. Dois brasileiros e um alemão ao lado de pilotos vindos dos mercados emergentes da Rússia e Índia. Não coincidentemente, estes dois países foram anunciados neste ano como novos promotores de GP.

Barrichello se tornou, ao lado de Graham Hill, o piloto que mais temporadas consecutivas iniciou: 18.

Austrália

A corrida de Melbourne não começou bem para Webber e não terminou bem para Vettel: a dobradinha se transformou em 2 pontos

Quem diria, foi a 1ª vez em sua breve história de 6 temporadas que a Red Bull fechou a 1ª linha do grid de largada.

Malásia

Indicando que esta seria uma temporada daquelas, pilotos de 3 equipes diferentes – Ferrari, McLaren e Red Bull – venceram as 3 primeiras provas da temporada pela 1ª vez desde 1990 (McLaren, Ferrari e Williams). Isso por cortesia de duas quebras de Vettel.

Com o erro de avaliação da chuva, Hamilton largou de pior posição – 20º – em sua história de 4 temporadas na F1.

China

É a estreia da dobradinha de Button e Hamilton pela McLaren – a última da equipe havia sido em Monza-2007, com Alonso e Lewis. Desde a última vez em que dois britânicos ocuparam os lugares mais altos do pódio lá se vão 11 anos: Coulthard e Irvine no GP da Austrália de 1999.

Espanha

Mark Webber liderou uma prova de ponta a ponta pela 1ª vez na carreira. Lembrando que o australiano estreou na F1 em 2002 e tem exatamente o mesmo número de largadas de Alonso. Aliás, esta não é a única semelhança entre os dois.

Mônaco

Não coincidentemente, após 2 vitórias incontestáveis, Webber chega à liderança do campeonato de F1 pela 1ª vez na carreira.

Turquia

A prova que marcou os 800 GPs da história da Ferrari, mesmo num circuito que tantas alegrias já deu para a Scuderia – 3 vitórias, todas de Felipe Massa, em 5 anos – foi o ponto mais baixo do ano em termos de performance: 8º e 12º no grid, com o brasileiro a 0.8s do pole Webber, e 7º e 8º na corrida.

Canadá

Na 8ª etapa do campeonato, Hamilton se torna o 5º líder diferente da classificação, um recorde na história da F1.

Europa

Sinal dos tempos para Schumacher, que obtém sua pior posição de chegada na carreira: incrivelmente, um 15º lugar – e olha que o alemão completou 269 GPs ao final do ano!

O domingo de Valência foi um dos dias mais traumáticos para Schumi em 2010

Inglaterra

Um toque entre os companheiros que resultou num pneu furado para Massa na 1ª volta, somado a uma punição na pior hora possível – junto de um Safety Car – para Alonso fizeram com que os 14º e 15º lugares de Silverstone fossem o pior resultado da Ferrari desde o GP da França de 1978.

Alemanha

A Williams alcançou uma marca negativa em Hockenhein: foi o 100º GP seguido sem vitórias do time inglês, e as perspectivas de mudar esse quadro a curto prazo são mínimas. A última vitória foi no GP do Brasil, em 2004, com Montoya.

Hungria

Uma prova antes de Barrichello completar 300 GPs e no mesmo ano que a Ferrari comemorou 800, a jovem Red Bull “soprou as velinhas” pela 100ª corrida da equipe na F1. E, não fosse o vacilo de Vettel, o faria com uma dobradinha convincente.

Bélgica

A homenagem ficou bonita

Ele já é o piloto com maior número de largadas desde o ano passado, mas, mesmo com mais festa que tempo de pista na corrida nº 300, Barrichello mostrou que ainda tem fôlego para andar de igual para igual com meninos que vestiam fraldas quando ele já era campeão no kart.

Itália

Coroando seu ano de lua de mel com a Ferrari, Alonso se tornou o 1º piloto desde Niki Lauda, em 1974, a fazer a pole e vencer na estreia pelo time em Monza

Cingapura

Novamente Alonso foi o nome do final de semana ao ser o 21º piloto na história da F1 a conquistar o grand chelem: pole, volta mais rápida, e vitória liderando todas as voltas da corrida. O último a ter alcançado o feito foi Schumacher (pela 5ª vez!), com sua imbatível Ferrari de 2004, na Hungria.

Nos tempos da alta tecnologia, a velha pitboard diz tudo

Japão

Schumacher esteve na zona de pontuação pela 200ª vez na carreira, o que lhe dá uma média de pontuar em cerca de 75% das corridas em que largou.

Coreia

Começou de dia, terminou à noite e, mesmo sem muita luz, vimos as 55 voltas programadas: com 2h48min20.810, este foi o GP mais longo em 50 anos na F1.

Brasil

Na prova com maior número de carros classificados desde o GP da Inglaterra de 1952, a Red Bull conquistou seu 1º título de construtores da história. Curiosamente, foi o 2º novo integrante seguido a entrar na lista, depois da Brawn em 2009. Uma sequência como essa havia acontecido pela última vez entre 62 e 63, com BRM e Lotus.

Abu Dhabi

Para ninguém esquecer que ainda é um menino

Vettel quebra mais um recorde de precocidade – já é o pole e vencedor mais novo da história da categoria. Agora, também é o campeão mais jovem, com 23 anos, 4 meses e 11 dias. O alemão conseguiu o feito ao alcançar, a última prova do ano, a liderança da tabela pela 1ª vez na carreira e se torna o 3º piloto a chegar na decisão do campeonato com 2 rivais mais bem colocados e, mesmo assim, conquistar o título, emulando Giuseppe Farina e Kimi Räikkönen.

5 comentários sobre “Os recordes que marcaram o ano

  1. imagino que dois fatores foram importantes para estes acontecimentos: -o fim do reabastecimento, que tornou as corridas mais técnicas, e esta pontuação farta, que de uma forma ou de outra, premia a regularidade.

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  2. Julianne,

    Gostaria apenas de parabeniza-la pelos excelentes textos, de conteúdo sólido, bem articulados, facilitando a leitura e o entendimento, e, digníssimo de nota nos tempos atuais, português impecável, sem anglicismos forçados e desnecessários.

    Muito obrigado pelo seu trabalho, e que não só 2011, mas também todos os anos que você tem pela frente, lhe sejam férteis e profícuos.

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