Os desafios dos testes de fevereiro

Os testes de pré-temporada podem até indicar alguma tendência, mas sempre é difícil ler qualquer coisa dos dados que nós, de fora, temos à disposição. No entanto, há uma dinâmica interessante a se perceber entre os times. Mesmo com apenas 15 dias de testes, com só um carro na pista por equipe, Force India e, muito provavelmente, McLaren, não estarão com seus modelos de 2011 na pista na primeira sessão de ensaios, entre os dias 1 e 3 de fevereiro, em Valência, Espanha.

Começou o esconde-esconde entre as equipes

A princípio, e faz todo o sentido, a ideia é aproveitar à exaustão o tempo de pista para entender os novos pneus Pirelli. Usar o carro do ano passado é uma garantia a mais do ponto de vista de confiabilidade.

A marca italiana levará vários tipos de pneu para o circuito Ricardo Tormo para decidir quais serão os adotados na temporada, o que deve ser feito apenas depois do 2º “round” de testes, em Jerez, entre os dias 10 e 13 de fevereiro. Imagine o tamanho da pressão dos times para que os compostos escolhidos sejam aqueles aos quais seus carros se adaptaram melhor…

Os testes de Abu Dhabi, em novembro, serviram muito pouco para as equipes, pois ficou claro que a pista foi melhorando muito, fazendo com que seja difícil apontar o que foi uma adaptação aos pneus em si ou ao asfalto. O que se sabe, no entanto, é que a nova borracha macia não tem a mesma tendência da Bridgestone, de “voltar à vida” depois de algumas voltas com sinais de degradação, o que permitiu stints bastante longos – mais notadamente, Vettel só os trocou na última volta em Monza – em 2010. Portanto, espera-se que todos sejam obrigados a fazer 2 pitstops, diminuindo um pouco a importância dos sábados.

Contudo, há outro motivo para explicar o “mistério”, principalmente por parte da McLaren – a Force India passa por uma grande reestruturação técnica e parece estar um tanto perdida. O grande temor dos engenheiros nesse estágio é que alguém apareça com alguma ideia que se tornará o novo duto aerodinâmico ou difusor duplo. Com ambos os dispositivos proibidos, resta saber quem trará a melhor solução.

O pior cenário para os engenheiros é se essa “descoberta” fosse de difícil incorporação no chassi, uma vez que ele é homologado. O jeito seria começar o ano já fazendo “gambiarra”. Além disso, é lógico que, quanto mais tarde estrear a novidade, menor a chance de um rival copiá-la até o Bahrein. Vale lembrar que o duto só apareceu na McLaren no último teste.

Um comentário sobre “Os desafios dos testes de fevereiro

  1. Hehe, os caras são tão cara dura, que só faltou um sombrero e máquina fotográfica para o integrante da Mclaren dizer que era turista. O fato do fornecedor escolher os pneus a serem usados, já é um retrocesso. Poderiam limitar a quantidade por amostra (todos os compostos). Teríamos um fim de semana empolgante, no qual, haveria desníveis de rendimento a todo momento, sem a necessidade de asas flexíveis, kers,… Bastaria mexer nos sapatos.

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