Frank Williams e os novos desafios

Chega ao fim mais um especial feito em parceria com o Café com F1, desta vez sobre a vida e carreira de Frank Williams. Neste especial foi possível conhecer como Frank entrou para o mundo do automobilismo, sobre o início da equipe, a primeira vitória e o primeiro título, as uniões com Renault e BMW.

Com a saída da BMW em 2005, restou à equipe de Frank Williams os fracos Cosworth, pau para toda obra. Nick Heidfeld, que acabou indo junto com os motores alemães, seria substituído pelo inglês Jenson Button, mas o piloto acabou entrando na justiça para rescindir o pré-contrato que tinha com a equipe. Depois de receber uma boa indenização, Frank Williams acabou liberando Button da obrigação.

Mais um recomeço, agora de Cosworth, Webber e Rosberg

Para o lugar dele entrou o jovem alemão Nico Rosberg, primeiro campeão da nova categoria de acesso a F1, a GP2. Junto com ele estava o australiano Mark Webber, que permaneceu na equipe depois de 2005. Eles até começaram bem, marcando pontos na primeira prova do ano, mas daí para frente foi um caos: das 36 largadas do ano (considerando os dois carros), foram 20 quebras.

Obviamente, Frank Williams, que já tinha ficado sem Honda e se virou de Renault nos anos 1980, ficou sem Renault e se virou de BMW nos 2000, o fez novamente: foi de Toyota em 2007. Os japoneses tinham uma equipe própria na categoria e gastavam rios de dinheiro em desenvolvimento. Mark Webber se indispôs e saiu do time. O novo recruta Wurz até conseguiu um pódio no Canadá.

Obviamente, o apoio da Toyota não foi de graça e, quando Wurz anunciou a aposentadoria, já na última prova daquele ano, foi substituído por Kazuki Nakajima. Rosberg é que começava a perder a paciência e houve um forte rumor que ele iria para o lugar de Fernando Alonso na McLaren, mas no fim ele permaneceu na Williams. O carro novamente nasceu fraco, em 2008, e um pouco depois do meio da temporada o time abandonou o desenvolvimento e começou a trabalhar no do ano seguinte.

Junto com a Brawn e a Toyota, eles desenvolveram os difusores duplos, que acabaram dando bons resultados durante a temporada. Mas no fim daquele ano a Toyota anunciou a saída da categoria e a equipe se viu novamente sem motores. E lá estava a Cosworth de volta. Rosberg acabou mesmo saindo, indo para a Mercedes, e Nakajima, sem o apoio da Toyota, foi desligado. A nova dupla de pilotos para 2010 era Rubens Barrichello, brasileiro recordista de provas na categoria e o alemão Nico Hülkenberg, então atual campeão da GP2.

Frank está de olho nas mudanças de 2013

Com a experiência de Barrichello e a velocidade de Nico, a equipe conseguiu terminar a temporada em 6º lugar. Para 2011, eles continuarão com a Cosworth e Barrichello, mas Hülkenberg foi trocado por outro campeão da GP2, o venezuelano Pastor Maldonado e seu caminhão de dinheiro. Analisando toda a história contada nesta semana, é de se imaginar que a equipe esteja costurando uma parceria com outra grande montadora. Resta a todos aguardar qual será o próximo lance de Sir Frank Williams, definitivamente um gênio do automobilismo.

3 comentários Adicione o seu

  1. wagner vieira alves disse:

    Belos textos, vc fechou com chave de ouro! Frank possui f1 no DNA. Foi muito bom rever esse “menino” correndo com as próprias pernas no passado. Esse é um dos exemplos que engrandecem a competição. Seu espírito empreendedor, aliado ao fiel escudeiro Head, produzirá bons frutos no futuro. Sua foto (de teor sonhador), exemplifica muito bem o caráter deste gênio, onde a melhor performance, está por vir, novamente, parabéns!!!

    Curtir

  2. Cassiano Mariani disse:

    Bacana! Mas acredito que infelizmente a Williams caminha para o fim. A equipe perde patrocinios, confia o projeto em engenheiros mais ou menos ( Sam Michael é um deles), e aos poucos é engolida pela falta de orçamento… Infelizmente a Williams está mais perto do fim do que de uma virada! pobre de nos torcedores da equipe…

    Curtir

    1. faster F1 disse:

      Se nada acontecer até 2014, mesmo com a grande mudança de regras, também acho difícil. Não dá para uma equipe como a Williams comemorar ficar 1 ponto na frente da Force India

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.