Turma de 2011: Ferrari

Em 2010
Colocação/pontos: 3º, 396 pontos
Melhor resultado: 1º (5 vezes, todas com Alonso)
O que levar para 2011: padrão de desenvolvimento do carro
O que esquecer: estratégias em corridas menos óbvias

Título é obrigação

Fernando Alonso
Oviedo, Espanha, 29.07.1981
159 GPs
26 Vitórias
Por que Alonso: agressivo e cerebral, corre com a tabela de pontuação na cabeça
Em 2010: 2º, 252 pontos
O que levar para 2011: liderança dentro da equipe e o rendimento na 2ª metade do campeonato
O que esquecer: os erros do início da temporada

 

Pressionado

Felipe Massa
São Paulo, Brasil, 25.04.1981
135 GPs
11 Vitórias
Por que Massa: sabe que precisa mostrar serviço neste ano para salvar sua vaga na Ferrari
Em 2010: 6º, 144 pontos
O que levar para 2011: ritmo de corrida
O que esquecer: a falta reação frente ao companheiro e à dificuldade de aquecer pneus

O erro de estratégia que decretou a derrota de Fernando Alonso no campeonato de 2010 é a marca da gestão cheia de altos e baixos da Ferrari nos últimos 3 anos, após a saída de Jean Todt do comando da equipe. Agora que a busca por um piloto que lidere a Scuderia parece ter acabado com a chegada do espanhol, falta acertar a mão no projeto do carro (que já deu um grande salto de 2009 para 2010) e evitar perder oportunidades por más avaliações de estratégia.
Pensando nisso, a equipe contratou Neil Martin, que conduzia a estratégia na Red Bull, e reorganizou-se de maneira a trabalhar num sistema parecido com o da McLaren, fazendo projeções simultâneas na fábrica e na pista durante os GPs, para ter mais exatidão nas decisões-chave.

Tendo um ano de experiência com o KERS, é de se esperar uma melhor adaptação em relação a equipes como a Red Bull, que não usou o sistema em 2009. Outras melhoras devem acontecer nos freios (a equipe desenvolveu um novo sistema junto da parceira Brembo) e no consumo de combustível (a Shell teria desenvolvido uma gasolina melhor a fim de que o carro possa ter um tanque menor). Um supostamente inovador sistema de suspensão traseira é a grande aposta da equipe no modelo F150.

Além disso, o time italiano se gaba de ter melhorado seu túnel de vento e de ter sub-locado o equipamento da Toyota, o que possibilita burlar a limitação de uso do túnel combinada no acordo de restrição de gastos.
Dentro da pista, a Ferrari espera um melhor trabalho de seus pilotos. Enquanto Alonso errou muito na primeira parte do campeonato de 2010, Massa teve um ano para esquecer. Para tirar os 0.2s de desvantagem que, segundo Stefano Domenicali, teve em média para a Red Bull vai precisar que o ótimo rendimento das últimas 9 corridas do ano passado sejam a constante em 2011.

12 comentários sobre “Turma de 2011: Ferrari

  1. Tendo em vista o vacilo da Alemanha/Abu Dhabi, parece que a Ferrari está buscando corrigir as falhas, inclusive se moldando nas táticas vencedoras de outras equipes. Pela tradição, não possui direito de errar. O fato de haver mudanças, é sinal que está voltando à casa italiana, a organização que leva às vitórias. A parceria com a Shell e Brembo são exemplo.

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  2. Espero o de sempre. Disputa com a McLaren, desrespeito as regras, privilégios (quem assistiu ao shakedown sabe o que digo) e atenção dispensada ao 1º piloto.

    Só não me pergunte quem irá ser o primeiro piloto desta vez.

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    1. Não que eles nunca tenham desrespeitado as regras, mas criou-se uma “verdade” de que a Ferrari sempre é privilegiada. Fazer o shakedown e filmagens promocionais está totalmente dentro do regulamento. A Sauber e a Renault também o farão hoje e a Lotus ficará 2 dias a mais em Valência para suas “filmagens”.
      O que não vejo ninguém dar atenção é o fato deles terem sub-locado o túnel de vento da Toyota. Isso sim vai contra o espírito do RRA.

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      1. Ahhhh é????

        Shakedown em pista completa ao invés de apenas retas?
        Com uma porrada de engenheiros grudados da tela e garimpando a telemetria?
        Tá, de repente é legal e não sei disso. Mas parecia que shakedown era apenas umas voltas em linha reta.
        Sub-locado o túnel de vento da toyota é uma sacanagem tão óbvia que até minha escrivaninha está ligada nesse caso.

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      2. Sim, são 3 as possibilidades: shakedown, filmagem e testes em linha reta. Há um limite de vezes que isso pode ser feito no ano e também de quilometragem.

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  3. Fico com um pensamento do Renan Couto (Por Fora dos Boxes): ” O ideal seria aumentar os testes coletivos, talvez quatro por ano”. Seria o ideal. E distorções como essa, onde se testar o carro, ver o funcionamento da máquina, sejam encarados como antiesportivo. Como já foi dito, a f1, é dos poucos esportes do mundo, onde uma restrição absurda aos testes (em outros esportes, por exemplo, tem-se pré- temporada de “1” mês), causa situações surreais e ridículas. Falhas no regulamento “possibilitam” o “abuso” da sub-locação. O que é mais gritante: – Alguém acha que a f1 teria chegado no estágio de desenvolvimento que está, sem os testes? Tenho minhas dúvidas.

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    1. Acho que não importa o número de testes coletivos. Quem tiver dinheiro, vai usar todas as brechas no regulamento pra testar, usar o túnel de vento, o que for. Daí, fica a pergunta de sempre: se todas essas restrições são para nivelar a performance de equipes desniveladas tecnicamente e para evitar que a F1 vire uma “bolha inflacionária” (sem sucesso em ambos os casos), por que não restringir, de fato, os gastos ao invés do regulamento?

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      1. Perfeito. “Sabemos que a f1 sempre teve desníveis de desenvolvimento, inclusive esse é um dos motivos dos áureos 80”. As desigualdades geram soluções diferentes, e na atualidade, a tentativa artificial de se “igualar” tem criado essas situações distorcidas. A capacidade inventiva “desses caras”, está atrelada fortemente ao desejo de se vencer, e essas canetadas, além de artificiais, travam algo inerente à f1, a busca por soluções. O teto forçaria positivamente uma produtividade enxuta. Esse discurso da igualdade na f1, mais parece uma fala politicamente correta, e sabemos muito bem, que P1 em f1 só tem lugar para um.

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  4. Muito interessante o blog. Parabéns!
    Coincidentemente a Ferrari usou o túnel de vento da
    Toyota, que coincidentemente esta servindo a Pirelli
    pra testar os pneus. Tutti buona gente!!

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