Especiais

Turma de 2011: Mercedes

Em 2010
Colocação/pontos: 4º, 214 pontos
Melhor resultado: 3º (3 vezes, todas com Rosberg)
O que levar para 2011: confiabilidade
O que esquecer: carro difícil de acertar
Panela velha

Michael Schumacher
Hürth-Hermülheim, Alemanha, 03.01.1969
269 GPs
91 vitórias
Por que Schumacher: deve ser a tradução de agressivo em alemão
Em 2010: 9º, 72 pontos
O que levar para 2011: o ritmo de corrida das últimas provas
O que esquecer: todo o resto

Ganhando espaço

Nico Rosberg
Wiesbaden, Alemanha, 27.06.1985
89 GPs
Por que Rosberg: inteligente e constante, dificilmente erra
Em 2010: 7º, 142 pontos
O que levar para 2011: a tendência em ficar longe de confusões
O que esquecer: excesso de zelo no mano a mano

A queda no rendimento nas últimas corridas de 2009, depois de um início arrasador sob o nome de Brawn, já anunciava os dias difíceis que viriam. A obra-prima, que havia sido desenvolvida com os rios de dinheiro da Honda, não teve como seguir seu crescimento com a drástica redução de pessoal entre 2008 e 2009. Com a chegada da Mercedes, ao final do ano (quando o desenvolvimento do carro de 2010 já estava bem adiantado), o time tomou a decisão de continuar compacto, já de olho nas restrições do acordo de restrição de gastos, que prevê, entre outras medidas, corte de pessoal.

O W02 apresentou alguns problemas técnicos no início dos testes

Por essas e outras, é compreensível que o mesmo time que espantou a todos no início de 2009 tenha despencado em 2011. A campanha foi ainda mais prejudicada pela difícil readaptação de Michael Schumacher, envolto em problemas com os pneus e o acerto do carro. Ao menos a equipe alemã confirmou que podia contar com seu outro novo recruta, Nico Rosberg, que deu os 3 únicos pódios à equipe.
É de se esperar que, tanto os problemas de desenvolvimento e projeto, quanto de adaptação – de Schumacher e na integração da ex-Brawn com a Mercedes – fiquem para trás em 2011. O problema é a distância considerável que separa os alemães da ponta. Mesmo lembrando que as flechas pararam de ser desenvolvidas em meados do ano, a diferença de quase 1s2 na classificação em Abu Dhabi é alarmante; na Inglaterra, quando o carro ainda recebia peças novas, a distância para a pole foi de 1s.


Não coincidentemente, alguns conceitos do carro do ano passado foram abandonados. A entrada de ar acima da cabeça do piloto agora tem um ar mais standard, o bico mais baixo foi levantado, ganhou a forma em V característica dos Red Bull e as entradas dos radiadores ficaram mais anguladas e triangulares. Seguindo a moda do paddock, a traseira é esguia e as suspensões, em formato pull rod. A aposta da Mercedes é num projeto que se aproxime dos conceitos adotados pela Red Bull, e na força de seu KERS, notavelmente o melhor e mais leve em 2009.

2 comentários em “Turma de 2011: Mercedes”

  1. Confio muito no Schumacher, acredito que ele irá fazer um campeonato bem mais honesto que o ano passado, o Nico é um piloto bem honesto, mas não me enche os olhos.

  2. A Mercedes em 2010, me pareceu dividida. Apesar da distância para o bloco da frente, foi surpreendente o bom começo de Rosberg, nesse caso, o piloto errado. Pelo passado, Shumacher foi elevado à 1º piloto. Mesmo com um carro mediano, Nico conseguia se manter próximo à ponta, mas apartir do momento que pararam de desenvolver o carro, buscando “salvar” Shumi, o carro estacionou. Colocaria Shumacher no time de pilotos centralizadores técnica e em marketing, assim como Alonso, Vettel Hamilton, Piquet, Senna… Acontece que Rosberg possui algo que Massa não demonstrou em 2010, correu com inteligência, mesmo quando a equipe não lhe era favorável, sem fazer beicinho, e em papel de coitado. Pilotos como Shumacher, necessitam de apoio irrestrito, algo que Rosberg não está disposto. À se confirmar o mal campeonato em 2011, Shumacher pode estar com os dias contados, afinal apostar em uma jovem promessa, parece mais racional.

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