Turma de 2011: Force India

Em 2010
Colocação/pontos: 7º, 68 pontos
Melhor resultado: 5º (2 vezes, com Sutil)
O que levar para 2011: o rendimento da 1ª metade do campeonato
O que esquecer: perda de peças importantes do corpo técnico
Montanha russa

Adrian Sutil
Stamberg, Alemanha, 11.01.1983
71 GPs
Por que Sutil: precisa mostrar serviço depois de um final de 2010 difícil
Em 2010: 11º, 47 pontos
O que levar para 2011: a evolução que mostrou de 2007 a 2009
O que esquecer: tentativas desastradas de guiar mais que o carro

 

Com moral

Paul di Resta
Livingston, Inglaterra, 16.04.1986
Estreia em 2011
Por que Di Resta: bateu Vettel quando foram companheiros na F3 Euroseries e é considerado um piloto de ótimo feedback pelos engenheiros
Em 2010: campeão da DTM

A Force India tem que decidir de que lado está. Se continuará o linha ascendente que teve em seus primeiros 3 anos e meio de vida, saindo do fundão do grid para o pódio solitário com Fisichella na Bélgica em 2009. Ou se entra na briga com a Toro Rosso por uma vaga no Q1. A ex-Jordan e Spyker trilhava um bom caminho, tendo à disposição o motor Mercedes e a colaboração técnica da McLaren, mas perdeu muito com a debandada de engenheiros no meio da temporada passada. Com a saída, especialmente de James Key, que acabou arrumando a casa da Sauber, o desenvolvimento do carro ficou comprometido e a equipe acabou perdendo, por 1 ponto, o 6º lugar entre os construtores para a Williams.

É de se imaginar que o projeto deste ano também tenha sido comprometido, feito em meio a profundas mudanças estruturais. Mas o ótimo motor e a parceria com a McLaren continuam de pé, além do time contar com uma competente dupla de pilotos.

Adrian Sutil mostrou em suas 4 temporadas na F1 que tem a competência para aproveitar oportunidades de levar pontos importantes para casa. É claro que fez suas trapalhadas e tem o péssimo hábito de tentar guiar mais que o carro, mas é um bom parâmetro para seu novo companheiro, Paul di Resta. O escocês de 24 anos chega gabaritado pelo bom retorno que deu aos engenheiros da Force India quando testou o carro às sextas-feiras em 2010, pela vitória no mano a mano com Vettel na F3 Euroseries e o recente título da concorrida DTM. Porém, são justamente os 4 anos que passou disputando apenas o campeonato de turismo que podem atrapalhar um pouco seu “ritmo de jogo” em monopostos no início. Se um dos dois ficarem aquém do esperado, Nico Hulkenberg estará mais que pronto para assumir o cockpit. É certamente a line-up mais forte do meio do grid.

Até por isso, a equipe fala em lutar pelo 5º lugar no grid neste ano, ou seja, se embolar com Renault e Mercedes. Pelo menos à primeira vista, o carro lançado hoje não parece correr muitos riscos. O único detalhe que chama a atenção é a entrada de ar acima da cabeça do piloto dividida ao meio, solução trazida pela Mercedes em 2010 – e abandonada neste ano. Nos testes de Jerez, veremos se o novo Force India é confiável; em Barcelona e no Bahrein, se almejar o 5º lugar é sonhar alto demais.

6 comentários sobre “Turma de 2011: Force India

  1. Ju, vc acredita que o Hulk tem possibilidades de beliscar uma vaguinha como titular de vez em qnd, assim como ocorreu com a Hispania na temporada passada?

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    1. Acho difícil, Marcela. O que aconteceu na Hispania era mais uma questão de “quem pagar mais, pilota” do que por mérito. A aposta dele é ir bem nas sextas-feiras e tentar uma vaga no ano que vem. Lembre-se que Alonso e Massa já passaram por isso, eram titulares, viraram reservas, e depois voltaram.

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      1. Confesso que essa situação é meio angustiante p/ mim… Mas, fazer o quê? A F1 é uma caixinha de surpresas, as vezes acontece alguma coisa e td muda.
        Mas surgiu uma outra dúvida: sei que foi mt indelicado por parte da imprensa começar a cogitar nomes p/ substituir Kubica no mesmo dia do acidente, mas o nome de Hulkenberg está no meio. Não acho que seja possível tê-lo numa Renault (até por questões contratuais), mas queria saber a sua opinião: existe essa possibilidade? Qual é o mais cotado p/ assumir esse lugar?
        Beijos

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      2. É difícil falar sem saber de como é o contrato dele, mas, pelo que o Boullier falou, ele não é uma possibilidade (ele só citou Bruno, Heidfeld e Liuzzi). Até acho que ficar entre esses 3 faz mais sentido. Já que eles têm um piloto sob contrato com uma temporada de experiência, ia ser muito estranho gastar a mais com outro que, apesar de ter mostrado mais serviço, tem tanta experiência quanto o Bruno.
        Não sei se essa vaga na Renault é uma boa, seja pra quem for. O Kubica é o líder daquele time, o carro foi feito pensando nele (que tem um estilo de pilotagem bem próprio). Sem ele acho que vai ficar muito difícil, tanto para encaminhar o desenvolvimento, quanto para lidar com a pressão, porque, como venho apontando nos últimos posts, a base política/econômica por lá não é das mais estáveis.

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  2. Ainda não tinha pensado nisso… Essa vaga é mt ilusória, já que a Renault é uma equipe liderada pelo polonês. Qnd ele voltar, adeus substituto, sem dó nem piedade!

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