GP da Austrália em dados: 24 pitstops a mais que em 2010

hamilton gp da austrália 2011
Hamilton faz sua parada, uma das mais rápidas do dia
Piloto Equipe Pit 1 Pit 2 Pit 3
Alguersuari Toro Rosso 1/26.898 17/24.463 35/26.348
Schumacher Mercedes 1/25.021 17/23.988
Webber Red Bull 11/23.426 26/22.520 41/26.230
Alonso Ferrari 12/23.251 27/24.733 42/24.181
Massa Ferrari 13/23.842 31/24.500 48/24.095
Barrichello Williams 13/23.643 23/37.856 40/26.309
Vettel Red Bull 14/22.603 36/24.036
Di Resta Force India 14/24.863 36/24.332
d’Ambrosio Virgin 14/25.259 38/26.446
Buemi Toro Rosso 15/25.342 29/23.100
Heidfeld Renault 15/22.994 30/25.098
Hamilton McLaren 16/23.227 36/23.199
Petrov Renault 16/24.535 36/25.683
Rosberg Mercedes 16/23.716
Kobayashi Sauber 16/24.064 32/24.192
Sutil Force India 16/25.978 37/23.871
Trulli Lotus 16/24.899 37/24.848
Button McLaren 19/23.303 37/22.681
Kovalainen Lotus 17/24.865
Glock Virgin 18/23.792 19/8:56.552
Perez Sauber 23/23.438

*os drive through de Button, na volta 17 (16s867) e de Barrichello, na 28 (16s892), não foram contabilizados

Falaremos sobre as estratégias em si mais adiante na semana. Os tempos revelam a perda total nos boxes. Os 4 pitstops mais rápidos foram, não coincidentemente, dos carros mais velozes do final de semana, Red Bull e McLaren, ao passo que a Ferrari não trabalhou bem.

Outra curiosidade é observar a tendência de aumento do tempo de perda total quanto menos recursos a equipe tem. Enquanto as grandes trabalham, no caso da Austrália, numa faixa de 23s, as médias ficam em 24s e as nanicas, entre 25 e 26s. Prova de que até a contratação e o treinamento dos mecânicos que executam a troca é uma espécie de diferencial de performance.

Isso se torna ainda mais importante num ano em que os mecânicos devem trabalhar mais. Em comparação ao GP da Austrália do ano passado, mais movimentado que o normal devido à chuva, foram 24 pitstops a mais: 22 contra 46.

Os 37s856 de perda de Barrichello indicam algum tipo de problema para o brasileiro na segunda parada.

E, para os amantes das teorias da conspiração, vale observar que as paradas de Massa, Button e Webber foram, em geral, melhores que de seus companheiros “queridinhos”.

5 comentários sobre “GP da Austrália em dados: 24 pitstops a mais que em 2010

  1. Julianne,

    Acho que ainda é cedo para as teorias de conspiração.

    Acredito que a performance abaixo do esperado de Massa, Webber e até mesmo do Schumacher em relação a seus companheiros, se deve mais à pressão psicológico auto-imposta pelo próprio piloto.

    Imagine retornar aos boxes e olhar tempos melhores de pista obtidos pelo companheiro. O piloto fica com a certeza de que dá para tirar mais tempo do carro e sai com mais gana, aí abusa e comete pequenos erros, uma subida de zebra aqui, uma pisada de grama ali, uma fritada de pneu acolá e como resultado tem um resultado final ainda pior.

    O cara que está à frente, Alonso e Vettel por exemplo, não tem esta preocupação e só ganha mais auto-confiança para encontrar seu limite e do carro.

    Já com Hamilton e Button não vejo este comportamento, os dois parecem no momento serem mais maduros, talvez por já serem campeões.

    Efeito contrário aconteceu com Petrov. A ausência da enorme sombra de Kubica, fez melhorar o seu nível de pilotagem e confiança na pista.

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    1. Falei em teoria da conspiração porque já vi gente reclamando em outros sites. Para mim, não faz qualquer sentido investir milhões para sabotar um funcionário desde o início do campeonato.
      Concordo com você sobre a auto-confiança. É fundamental em qualquer área, ainda mais num ambiente tão competitivo.

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  2. Julianne,

    Partindo para a especulação pura e observando alguns fatos como:
    1.) a reclamação veemente do Trulli sobre o estranho comportamento dos pneus em relação aos últimos testes, considerando que ele é um dos pilotos mais experientes do grid;
    2.) a baixa performance da Ferrari e especialmente de Massa para aquecer os pneus;
    3.) a inesperada durabilidade dos pneus com Perez na Sauber.

    Não teria a Pirelli se assustado com a grita dos treinos de inverno e alterado de última hora o pneu, sem falar para ninguém?

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  3. Acredito que dois fatores tornam as equipes de mecânicos ainda mais importantes, pois com o fim do reabastecimento, o ponto chave é os pneus, ainda mais com a valorização das táticas, tornando o tempo de volta à pista, ainda mais importante. A tática me parece tão importante, que após a corrida, Alonso entregou que a Ferrari parou mais vezes, não pelo desgaste excessivo, mas pelo tráfego, o que demonstra a má leitura dos italianos novamente, um revival de Abu Dhabi, para Alonso e Massa.

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