GP da Malásia em dados: voltas mais rápidas

Há quem diga que o desgaste dos pneus e as diferentes estratégias acabaram com a importância da volta mais rápida, mas é claro que, cruzando alguns dados, temos alguns indicativos interessantes.

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O melhor tempo de Vettel, por exemplo, ainda na volta 33, com os pneus macios que havia trocado 8 giros antes, mostra que ainda há performance escondida na Red Bull. Já o melhor de Webber, que fez quatro paradas e andou sempre com borracha nova, foi marcado com muito menos combustível – a 10 voltas do final – e 3 depois de sua última parada, mesmo número que Alonso levou para conseguir seu melhor tempo com o último jogo de pneus.

É interessante observar essas melhores voltas na terceira volta do pneu – segunda se considerarmos a imediatamente após o pit como de aquecimento. Justificando o arriscado ataque a Hamilton, Alonso disse que teria que ultrapassar o rival em duas voltas, caso contrário os pneus acabariam. De fato, sua volta seguinte à mais rápida já foi 2 décimos pior, e as seguintes, entre 6 e 7 décimos mais lentas. E não dá para falar que o espanhol não estava forçando, pois tentava se aproximar de Massa, que rodava, com pneus 8 voltas mais velhos, mais de 2s mais lento naquele momento.

É possível ver também que o ritmo de Hamilton não melhorou como deveria com o último jogo de pneus. O inglês tinha pista livre, pouco combustível e apenas quatro voltas para fazer com o pneu – fez a última parada no 52º giro – e mesmo assim esteve mais lento que Button, que havia parado na mesma volta de Massa (38) e ainda assim mantinha um ritmo 1s5 mais rápido que o brasileiro. Se alguém apostava que o estilo mais suave do campeão de 2009 faria a diferença frente a seu companheiro, a corrida da Malásia foi prova disso.

Observando as nanicas, é evidente a melhora da Lotus, um dos carros que parece ter melhor ritmo de corrida que de classificação – juntando-se a Renault, Ferrari, Force India e Williams. A única Lotus que completou, Kovalainen, foi mais rápida que a Toro Rosso de Alguersuari. Apesar do finlandês ter menos combustível quando fez seu melhor tempo, seus pneus tinham 9 voltas de vida, enquanto os de Alguersuari, 5. Os pilotos da Toro Rosso, que se classificaram bem e perderam terreno na corrida, reclamaram de desgaste excessivo.

Quase numa outra liga, Timo Glock fez seu melhor giro bem mais leve que Kovalainen, mas, enquanto o alemão fez apenas 5 voltas na casa de 1min45 (a maioria fica em 1min47), o finlandês andou durante a maior parte da corrida em 1min44, num ritmo mais próximo ao de Alguersuari.

Falando em rabeira, mesmo completando apenas 5 voltas, Maldonado numa fraca Williams foi mais rápido que Liuzzi na Hispania.

Luta entre companheiros pela volta mais rápida

Vettel 0 x 2 Webber
Button 2 x 0 Hamilton
Massa 1 x 1 Alonso
Schumacher 0 x 2 Rosberg
Heidfeld 0 x 2 Petrov
Barrichello 2 x 0 Maldonado
Sutil 1 x 1 Di Resta
Kobayashi 1 x 1 Perez
Buemi 1 x 1 Alguersuari
Kovalainen 1 x 1 Trulli
Liuzzi 1 x 0 Karthikeyan
Glock 0 x 2 d’Ambrosio

2 comentários sobre “GP da Malásia em dados: voltas mais rápidas

  1. Julianne,

    As corridas ficaram mais cerebrais. Deve haver um balanceamento entre ser mais rápido na classificação ou mais consistente na corrida.

    Vide a prova de Hamilton, que obteve um bom resultado no sábado ao exigir mais dos pneus, porém ficou vulnerável na corrida, pois já largou com os pneus em piores condições, tendo que antecipar as paradas em relação aos demais, culminando com uma parada extra no final e tendo que repetir o uso de pneus duros, que eram os piores, por não ter mais pneus moles disponíveis.

    Os pneus Pirelli conseguem ser muito rápidos nas primeiras voltas, porém cobram na mesma velocidade em relação ao desgaste. Por isso, é interessante largar mais à frente no domingo para ficar longe da muvuca, mas desde que isto não encurte a vida útil dos pneus.

    Button conseguiu equilibrar bem essa equação, se compararmos com a corrida da Austrália, em que ele disputou posições com Massa, desgastou muito os pneus e ambos ficaram para trás. Ele é forte candidato, comendo sempre pelas beiradas.

    Disputas por posições devem ser resolvidas rapidamente, com a ajuda do KERS e da ATM, pois ficar brigando e forçando os pneus, encurta a vida útil dos mesmos.

    As corridas ficaram muito dinâmicas e difíceis de entender pelo telespectador ocasional.

    Prefiro assim.

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  2. A tendência com a chegada do verão europeu, será ainda mais grave, afinal tendo que surrar os pneus macios no sábado, o quê sobrará para a corrida será fundamental, já que os duros tbm não duram mt. Largar nas duas primeiras filas, será ainda mais importante que em 2010, já que os pneus Pirelli querem evitar a fadiga, rsrsrsrs.

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