Saiba tudo sobre os desafios do GP da Turquia

Apesar de ser palco de provas emocionantes, o evento turco foi vencido quatro vezes pelo pole position e, nas outras duas provas disputadas em Istambul Park, que está no calendário desde 2005, o primeiro colocado ao final das 58 voltas largou na segunda colocação.

Foi o que aconteceu no ano passado, em prova que ficou marcada pelos erros de Sebastian Vettel. Na classificação, o alemão travou os pneus logo na primeira curva e acabou em terceiro no grid. Ultrapassou Lewis Hamilton nos boxes e partiu para cima do líder Mark Webber, abandonando após uma colisão com o companheiro de equipe.

A tentativa frustrada de ultrapassagem aconteceu antes da curva 12, justamente onde os pilotos poderão utilizar as asas traseiras móveis neste ano.

É um trecho em que o vento conta na hora de determinar a relação de marchas, pois a sétima muda em função disso. Outro problema que deve ser levado em consideração na hora de acertar o carro é a estabilidade nas freadas nas curvas 12 e 9, assim como a tração na saída da última curva, que une os trechos de baixa e de alta do circuito.

Curva 8 é grande cartão-postal de Istambul Park

Em relação à curva 8, a grande preocupação dos engenheiros é evitar que o barro bata no chão, o que ocorre devido às ondulações no local e também na curva 11.

Outra questão que fará os engenheiros quebrar a cabeça é como minimizar o consumo de pneus, uma vez que o desgaste imposto, principalmente na curva 8, no dianteiro direito, respondem por 40% de toda a volta. Isso devido ao asfalto abrasivo e às forças laterais, que ficam em 4,5G em média.

Curiosamente, os 120m do grid para a primeira curva é a menor distância da temporada, juntamente com Mônaco.

É raro o Safety Car aparecer no GP da Turquia. As corridas no circuito de Hermann Tilke e suas grandes áreas de escape só tiveram a corrida interrompida uma vez nos últimos três anos, em 2008.

As prometidas evoluções dos carros, o consumo de pneu nos níveis de Sepang e a expectativa de chuva são ingredientes mais que suficientes para garantir mais um final de semana de emoção na F1.

Voltas: 58
Altitude: 129m
Nível de ondulações: médio/alto
Zebras: baixas
Consumo de motor: médio
Consumo de câmbio: baixo
Consumo de freio: baixo
Problemas de refrigeração de freio:  médio
Aderência: média
Configuração aerodinâmica: média a alta

Em 2010:
Temperatura do ar: 29ºC
Temperatura da pista: 45ºC
Umidade: 35%

Classificação:
1º Webber         1min26s295
2º Hamilton        1min26s433
3º Vettel             1min26s760
4º Button            1min26s781
5º Schumacher 1min26s857
6º Rosberg         1min26s952
7º Kubica             1min27s039
8º Massa              1min27s082
9º Petrov            1min27s430
10º Kobayashi   1min27s434

Corrida:
1º Hamilton        McLaren
2º Button            McLaren
3º Webber         Red Bull
4º Schumacher Mercedes
5º Rosberg         Mercedes
6º Kubica             Renault
7º Massa             Ferrari
8º Alonso            Ferrari
9º Sutil                 Force India
10º Kobayashi   Sauber

Volta mais rápida
Petrov  1min29s165

Recorde do circuito
J P Montoya McLaren 1:24.770
Últimas pole positions
2009 S Vettel Red Bull 1:28.316
2008 F Massa Ferrari 1:27.617
2007 F Massa Ferrari 1:27.329
Últimos vencedores
2009 J Button Brawn GP 1:26:24.8
2008 F Massa Ferrari 1:26:49.4
2007 F Massa Ferrari 1:26:42.1

7 comentários sobre “Saiba tudo sobre os desafios do GP da Turquia

  1. O final de semana tem tudo para ser interessante após 3 semanas de pausa, tempo mais que suficiente para as equipes reverem seus projetos. A RBR diz que resolveu o problema do Kers, Ferrari vem com novas peças, Renault acha que está brigando no nível de Ferrari, Williams vem com novas peças e a estrutura organizacional estremecida, até Hispania tem novo pacote para brigar com a Virgin.

    Mas o item mais interessante, é o comportamento dos pneus Pirelli, se a curva 8 já forçava os pneus Bridgestone, imagine agora. O que será mais eficiente, pneus macios ou duros? Qual a melhor estratégia para a corrida? Com vários updates nos carros, será necessário mais voltas nos treinos para testá-los, mas como fica o uso dos pneus? Pois nas primeiras corridas ficou claro que é melhor economizar pneus para a corrida. Será que alguém arrisca largar no top-10 com pneus duros? Dúvidas a serem respondidas no final de semana.

    Julianne,

    Você tem o tempo médio de pit stop?

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    1. O tempo total de perda ano passado ficou entre 22 alto e 24 baixo. Não é muito, devemos ter várias trocas.
      Será interessante ver o comportamento do pneu duro no frio. Até agora, ele tem escorregado muito, fazendo com que o desgaste seja maior – levando-se em consideração que o problema da curva 8 é justamente a pressão lateral, deve ser ainda pior lá.
      As equipes, inclusive, vão testar na sexta-feira um “super duro”, que não será usado ainda na Turquia.
      Se continuar na mesma toada das outras corridas, a melhor estratégia é aquela que minimizar o uso do pneu duro.

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  2. Vendo essa foto da curva 8, mt me agrada essas amplas áreas de escape. Voltando à fala de Stewart, algo que poderia ser feito, imagino um asfalto bem mais abrasivo que a pista, evitando a famosa espalhada. Quem seria o maluco de literalmente lixar os pneus. Mesmo superior, a RBR poderá passar bons bocados em vista dos pneus. Vamos aguardar. A corrida promete boas surpresas.

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