Pouca degradação abre a porta para 2 paradas

O rendimento dos pneus Pirelli novamente foi o assunto após os treinos livres para o GP de Mônaco. Mas, desta vez, por durarem mais que o esperado. O composto super macio, que fez sua estreia na segunda sessão de hoje, aguentou por mais de 20 voltas no carro de Sebastian Vettel.

Os stints de McLaren e, em menor escala, Ferrari, também mostram pouca degradação de uma borracha que, de acordo com o fabricante, não deveria durar mais de 6 ou 7 voltas.

Com isso, o GP de Mônaco não apenas se desenha para abrir a possibilidade de duas paradas nos boxes, assim como para ser menos espetacular que os anteriores.

A pouca degradação também significa que poderemos ver algumas estratégias interessantes na classificação, tanto em relação à utilização de pneus, quanto de acerto do carro. Claramente, o sábado será mais importante em termos de posição no grid do que ocorreu até agora e alguns times poderão configurar seus carros apostando em segurar os adversários no domingo.

Além disso, o fato da pressão aerodinâmica ser menos importante pode fazer com que o sábado guarde algumas surpresas, ao igualar um pouco mais os carros.

Ainda que o stint de simulação da primeira parte da corrida, com super macios, de Vettel tenha sido o mais longo, é possível observar que as voltas passam a ter grande oscilações a partir da décima volta. Encontrar soluções para estender esse primeiro stint será fundamental para fazer as duas paradas funcionarem, uma vez que serão 78 voltas no domingo.

A nota impressionante da quinta-feira foi o tempo de Narain Karthikeyan. Não que o indiano da Hispanoa tenha exatamente quebrado os cronômetros: com o 1min22s066, não apenas estaria quase 2s acima dos 107% na classificação (que seria de 1min20s381 tendo como base o tempo de Alonso, mesmo lembrando que é possível que não se utilize o super macio no Q1), como seria o quarto colocado no grid da GP2!

Classificação dos Treinos Livres de Mônaco

Piloto Carro Tempo Dif. Volta
1 Fernando Alonso Ferrari 1’15.123 2/5
2 Lewis Hamilton McLaren-Mercedes 1’15.228 0.105 3/4
3 Nico Rosberg Mercedes 1’15.321 0.198 2/2
4 Jenson Button McLaren-Mercedes 1’15.448 0.325 1/3
5 Sebastian Vettel Red Bull-Renault 1’15.667 0.544 3/3
6 Felipe Massa Ferrari 1’15.781 0.658 3/5
7 Michael Schumacher Mercedes 1’16.356 1.233 5/5
8 Mark Webber Red Bull-Renault 1’16.642 1.519 3/3
9 Adrian Sutil Force India-Mercedes 1’17.101 1.978 3/3
10 Nick Heidfeld Renault 1’17.126 2.003 4/6
11 Vitaly Petrov Renault 1’17.337 2.214 4/4
12 Sergio Perez Sauber-Ferrari 1’17.541 2.418 1/3
13 Rubens Barrichello Williams-Cosworth 1’17.570 2.447 3/3
14 Sebastien Buemi Toro Rosso-Ferrari 1’17.581 2.458 1/2
15 Pastor Maldonado Williams-Cosworth 1’17.633 2.510 1/3
16 Kamui Kobayashi Sauber-Ferrari 1’17.706 2.583 1/3
17 Jaime Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 1’17.789 2.666 1/3
18 Heikki Kovalainen Lotus-Renault 1’18.266 3.143 7/7
19 Jarno Trulli Lotus-Renault 1’18.490 3.367 2/5
20 Paul di Resta Force India-Mercedes 1’19.053 3.930 7/7
21 Jerome d’Ambrosio Virgin-Cosworth 1’19.185 4.062 2/4
22 Timo Glock Virgin-Cosworth 1’19.338 4.215 2/3
23 Narain Karthikeyan HRT-Cosworth 1’22.066 6.943 4/7

 

 

3 comentários sobre “Pouca degradação abre a porta para 2 paradas

  1. Por ser o primeiro ano do retorno da Pirelli à F1, lhe faltam dados para prever exatamente o que irá acontecer nos circuitos e definir qual o melhor pneu, então ainda teremos muitas variações durante o ano, em alguns momentos os pneus com bom desempenho e alguns sendo odiados pelos pilotos.

    O que é intrigante é a persistente discrepância de desempenho do Massa em relação ao Alonso. Pode ser com pneu duro ou super macio, circuito de alto downforce ou baixo e ele tem se apresentado regularmente mais lento, muito mais do que aceitáveis 0,1 ou 0,2 décimos de segundos por volta.

    Me parece que falta sensibilidade na pilotagem do Massa, ele tem dificuldade de identificar o limite de aderência do pneu e do carro. E isso fica mais evidente quando ocorre uma mudança, por exemplo, na troca de pneus macios para duros, ou em corridas onde começa a chover no meio da prova.

    E essa falta de sensibilidade acaba por afetar a confiança do piloto. Pois ele não consegue atingir o limite do carro, então não ataca as curvas como poderia, então não gera energia para os pneus, eles ficam frios ou demoram para aquecer, então vem a baixa aderência, escorrega e perde tempo. E o pior é que a cada escorregada, automaticamente o piloto tira o pé na próxima curva ou pelo menos não acelera o que o carro permitiria.

    Muitos falam que Alonso “tira leite de pedra”, parece que o Massa só consegue “tirar leite de caixinha e mesmo assim deixa um pouco no fundo”. Ou seja, enquanto um consegue extrair muito mais do que o carro pode oferecer, o outro precisa ter um carro superior à concorrência e com pista seca para mostrar um bom resultado.

    Isso só reforça o motivo da Escuderia se antecipar dando um contrato longo para um e para o outro preferir renovar a cada 2 anos.

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  2. Ju, essa degradação menor é bem interessante, levando-se em conta a velocidade média da pista e suas curvas de baixa. Estou tentando imaginar esses pneus no Canadá e sua pista devoradora de pneus! Alonso e Hamilton entram forte na briga!

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