Várias marcas caem no GP mais longo da história

Nunca um Safety Car foi tão acionado na história da F1

A vitória de Jenson Button, ultrapassando Sebastian Vettel na última volta depois de cair para o fim do pelotão durante a prova, certamente vai entrar para a história da F-1.

Mas esta não é a primeira vez que um GP do Canadá termina desta maneira. Há 20 anos, curiosamente na última vitória da Pirelli na categoria até o início deste ano, Nelson Piquet superou seu eterno rival Nigel Mansell quando a Williams do inglês perdeu rendimento na volta final e o campeão de 1992 já acenava para o público.

A última vez que houve uma troca de posição pela liderança nos momentos derradeiros da corrida havia sido em 2005, em uma também memorável corrida de recuperação de Kimi Raikkonen, que saiu de 17º para ultrapassar Giancarlo Fisichella na última volta e vencer.

Mas a última vez em que um piloto venceu após liderar apenas a última volta foi em outra ocasião: no GP do Brasil de 2003, Fisichella superou justamente Raikkonen logo antes que um acidente de Fernando Alonso encerrasse a prova. Na ocasião, uma confusão da cronometragem fez com que o finlandês subisse ao pódio como vencedor, mas depois a vitória foi dada ao italiano, que na época corria na Jordan.

Aquela prova, inclusive, detinha o recorde até ontem de maior número de Safety Cars, cinco, um a menos do que tivemos no Canadá. Em uma temporada em que a primeira interrupção ocorreu na sexta prova, já somamos oito.

Foi a décima vitória de Button, que agora está empatado com nomes como James Hunt, Ronnie Peterson, Jody Scheckter e Gerhard Berger. Nove destas conquistas foram obtidas de 2009 para cá. E três delas são pela McLaren, todas com períodos de pista seca e molhada.

Michael Schumacher esteve próximo de conquistar seu melhor resultado desde que voltou à F1. No entanto, ao ser superado por Webber e Button nas voltas finais, o alemão igualou sua melhor marca, com o quarto lugar. Mais importante, o alemão agora está em igualdade de pontos com o companheiro Nico Rosberg.

Schumacher, aliás, junto de Pedro de la Rosa, ajudou a quebrar uma marca que durava mais de 30 anos: enquanto o mais jovem campeão mundial da história comandava na frente, o alemão e o espanhol garantiam que este fosse o primeiro GP com dois pilotos acima dos 40 anos desde o GP da Itália de 1980, quando Vittorio Brambilla e Mario Andretti estavam no grid.

Quem também conquistou seu melhor resultado foi Jaime Alguersuari, com o oitavo lugar. Foram os primeiros pontos do espanhol no ano e a primeira vez que a Toro Rosso colocou ambos os carros nos pontos desde o GP da Austrália de 2009.

Falando em melhor resultado – este um pouco mais modesto – Vitantonio Liuzzi aproveitou os abandonos e os problemas de Trulli e deu a melhor posição de chegada à Hispania. Com a 13ª colocação, o time ultrapassa a Virgin no campeonato.

Outro que tem mostrado evolução em 2011 é Vitaly Petrov. Em sete corridas e sem a sombra de Robert Kubica, o russo já marcou mais pontos do que em sua temporada de estreia inteira (27 x 31).

Cena rara: é apenas o terceiro abandono de Alonso na Ferrari

O GP do Canadá pode ter sido positivo para uns, mas derrubou duas fortes marcas: Fernando Alonso era o piloto com a maior sequência nos pontos: 12, desde o GP de Monza de 2010. O espanhol só ficou fora dos 10 primeiros por quatro vezes desde que chegou à Ferrari.

Lewis Hamilton também vinha em uma boa sequência: 10 provas em sucessão nos pontos, desde o GP do Japão de 2010. É a oitava vez que Hamilton não termina uma prova em 78 largadas – apenas duas delas por quebras.

Com o abandono de ambos, apenas Button e a dupla da Red Bull completaram todas as 442 voltas até agora.

A mais de 1h15 de bandeira vermelha vez com que o GP do Canadá se tornasse a corrida mais longa da história da F1. No total, foram 4h39min537 para descobrirmos que Button venceria, saindo de sétimo no grid. Foi mais de uma hora mais longo que o igualmente chuvoso GP da Coreia no ano passado.

Para chegar nas corridas mais longas até ontem temos que voltar à década de 1950, quando a Indy 500 contava para o mundial de F1 (3h57min38s050 em 1951) e a categoria corria no velho Nurburgring (3h45min45s800 em 1954).

Sebastian Vettel, que liderou 352 das 442 voltas até agora – enquanto o companheiro Mark Webber não liderou uma sequer e ainda não andou na frente do companheiro em corridas – continua com uma das melhores arrancadas da história. No entanto, com este segundo lugar, já não pode alcançar as seis vitórias e um segundo lugar de Michael Schumacher de 1994.

Quem o alemão ultrapassou no Canadá foi Fernando Alonso, em número de poles. Com as 21 (praticamente uma para cada ano de vida), em sua terceira temporada em um carro competitivo, passa a ocupar o décimo posto no quesito na história. Caso ele conquiste todas as poles do ano – depois de sair na frente em pistas que seriam menos favoráveis, como Mônaco e Montreal, não é algo fora de questão – seria o terceiro maior detentor de primeiras posições no grid da história.

Pilotos com maior número de poles

Piloto Poles
1 Michael Schumacher 68
2 Ayrton Senna 65
3 Jim Clark 33
4 Alain Prost 33
5 Nigel Mansell 32
6 Juan Manuel Fangio 29
7 Mika Hakkinen 26
8 Niki Lauda 24
9 Nelson Piquet 24
10 Sebastian Vettel 21

Falando em poles, o GP do Canadá marcou a 100ª para a Alemanha, país que há 20 anos tinha apenas uma. Segue a lista:

Piloto Poles
M. Schumacher 68
Vettel 21
R. Schumacher 6
Frentzen 2
Heidfeld 1
Hulkenberg 1
Von Trips 1

3 comentários sobre “Várias marcas caem no GP mais longo da história

  1. Com as novas regras de pneus e asa móvel, é interessante notar a queda no número de acidentes na 1ª volta das corridas, já que ficou muito mais fácil ultrapassar e não vale à pena arriscar até às últimas consequências.

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