Tudo sobre o GP da Grã-Bretanha

O final de semana de Silverstone promete ser daqueles movimentados. Todos vão perder um pouco com a mudança nas regras e talvez pouco mude na relação de forças entre as equipes, mas certamente todas elas estarão utilizando todo tempo de pista possível – e o que os raros jogos de pneus disponíveis permitirem – para avaliar o comportamento dos carros sem o auxílio do efeito aerodinâmico dos gases do escapamento por todo o tempo. Isso afeta principalmente as freadas e curvas, e deve desestabilizar bastante os carros.

Silverstone costuma mostrar a verdade sobre quem é quem, não mascara deficiências como as últimas três provas. Tanto, que foi uma dobradinha da Red Bull em 2009, o que só não se repetiu ano passado por um afoito Vettel, que teve um pneu furado ao dividir a Stowe com Hamilton na largada. Só voltou para a corrida e marcou pontos graças a um Safety Car.

Aos que gostam dos números, vale lembrar que o GP da Grã-Bretanha não repete vencedor desde 2003. E Vettel já levou a sua, em 2009.

Não é um circuito em que é fácil ultrapassar. Mas principalmente a sequência de curvas de alta, que agora está no segundo setor, garante perseguições emocionantes. A asa traseira móvel estará na parte nova do circuito, com as curvas mais travadas, e deve ser efetiva, sem tornar as manobras simples demais.

As asas prometem fazer mais diferença na classificação, quando poderão, de acordo com previsão da Mercedes, ser utilizadas por 57% da volta. Naturalmente, o carro que estiver mais no chão nas saídas de curva levará vantagem.

O acerto para o traçado tem alguns desafios. A prioridade geralmente é dada para as curvas de alta. No entanto, a parte mais sinuosa, que agora está no primeiro setor, não pode ser totalmente deixada de lado.

Outro grande desafio é em relação ao vento, muito presente no terreno plano daquele que já foi um aeroporto na Segunda Guerra Mundial. Prever com precisão para onde e com que intensidade ele estará soprando no domingo garante uma sétima marcha na medida certa.

Nº de voltas 52
Ativação da DRS Detecção na entrada da Village (curva 3) e ativação antes da reta Wellington (entre as curvas 5 e 6 – Brooklands)
Pé em baixo 64,00%
Consumo de câmbio muito baixo
Consumo de freios baixo
Consumo de motor baixo
Nível de downforce médio
Uso de combustível 2.36kg/volta, faz diferença de 0s07/volta
Tempo de perda no pit 19s1
2010
Pole position Sebastian Vettel, 1min29s615
Resultado da corrida 1º Mark Webber
2º Lewis Hamilton
3º Nico Rosberg
Volta mais rápida Fernando Alonso, 1min30s874

Retrospecto em Silverstone

Piloto 4º-6º 7º-10º 11º+ DNF
Sebastian Vettel 1 1 1
Mark Webber 1 1 2 2
Lewis Hamilton 1 1 1 1
Jenson Button 5 2 2 2
Fernando Alonso 1 2 1 3 1
Felipe Massa 3 3 2
Michael Schumacher 3 3 1 3 1 5
Nico Rosberg 1 1 2 1
Nick Heidfeld 1 4 1 4 1
Vitaly Petrov 1
Rubens Barrichello 1 2 3 3 5 1 3
Pastor Maldonado
Adrian Sutil 1 1 2
Paul di Resta
Kamui Kobayashi 1
Sergio Perez
Sebastien Buemi 1 1
Jaime Alguersuari 1
Heikki Kovalainen 1 1 1 1
Jarno Trulli 3 4 2 5
Narain Karthikeyan 1
Vitantonio Liuzzi 3
Timo Glock 1 2
Jerome D’Ambrosio

5 comentários sobre “Tudo sobre o GP da Grã-Bretanha

    1. Acho difícil porque já é um problema crônico, mas eles vão testar uma suspensão nova – de novo. Pode atenuar o problema.

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