As vítimas do verão de 14ºC e Vettel fora da 1ª fila após mais de 10 meses

Com o asfalto frio, os “suspeitos” de sempre tiveram dificuldade. Button, Schumacher, Massa e até Di Resta se juntou à turma. Todos saíram da classificação meio sem entender a diferença em relação aos companheiros. Mas a manchete do dia foi Hamilton tirando Vettel da primeira fila. Assim, depois de quase um ano, desde o GP da Itália, em Monza, Vettel terá carros a sua frente quando largar amanhã, para uma corrida que promete ser nos moldes daquela épica batalha pela sobreviência de 2007.

Com o asfalto frio aumentando ainda mais a diferença entre ambos os compostos ao dificultar o aquecimento, a grande dúvida era arriscar ou não ficar no Q1 ao não usar os pneus macios. Como as nanicas, especialmente Kovalainen, começaram a ultrapassar os médios com o pneu mais mole, forçaram Williams, Force India e afins a fazerem o mesmo. Assim, como Massa foi 0s9 mais lento que Alonso em sua tentativa com os médios, também teve de sair com os macios e foi o único das três melhores equipes a fazê-lo. Porém, tomando-se a performance do espanhol em conta, é animador para a Ferrari que, com 14ºC de temperatura ambiente e 22ºC na pista, ao menos um carro vermelho tenha virado no mesmo décimo de Red Bull e McLaren.

Andando a meio segundo de Perez, Kobayashi sobrou depois de apenas três voltas marcadas em uma pista na qual a Sauber esperava andar bem, mas já percebeu ontem mesmo que havia algo de Nurburgring que não se encaixava com o carro. Ao menos tem jogos novos de macios para surpreender na corrida. Quem teve melhores notícias foi Ricciardo. O australiano vem tendo uma adaptação difícil, mas desta vez conseguiu ficar bem próximo de Liuzzi.

Massa abriu os trabalhos no Q2 com o mesmo jogo de pneus macios do Q1. Alonso deu uma bela fritada em sua segunda tentativa e, como Hamilton descobriu na Malásia, pode sofrer se tiver que usar o mesmo jogo na corrida – e a única chance de isso não acontecer é se chover.

Adotando a estratégia que vem funcionando nas últimas provas, a Toro Rosso optou por fazer apenas uma tentativa, no final do Q2 . Podem não ter estourado os cronômetros, mas guaradam um jogo de macios para amanhã. Maldonado adotou a mesma tática. No entanto, mesmo sendo quase meio segundo mais rápido que Barrichello – que não usou o Kers –, não conseguiu ganhar posições.

O tempo de Maldonado e as boas parciais da Force Inida fizeram a Renault sair da toca. Com as Mercedes também na pista, tiveram que lutar para se garantir no Q3. No final, Sutil fez com que sobrassem três vagas para quatro pilotos. Pior para Heidfeld. Schumacher, mesmo sendo 0s8 mais lento que Rosberg, passou raspando.

As Mercedes e Sutil, mais interessados em se defender dos pilotos que ficaram no Q2 do que nas seis primeiras posições da prova, priorizaram a economia de pneus e fizeram apenas uma tentativa.

Depois de andar a um, dois décimos de diferença dos rivais por todo o final de semana, Webber e Vettel colocam cerca de meio segundo na concorrência na primeira tentativa no Q3. Mas o jogo não estava terminado. Pelo menos não para Hamilton, que tirou o alemão da primeira fila pela primeira vez em 14 oportunidades. Com Alonso a quatro décimos da briga e sabendo que Ferrari e McLaren tendem a crescer na corrida – e ingleses ainda mais em condições de molhado – a briga promete.

2 comentários sobre “As vítimas do verão de 14ºC e Vettel fora da 1ª fila após mais de 10 meses

  1. Na corrida de hj Ju, me parece que a Mclaren, que parece a equipe ter sofrido mais com a limitação do difusor, ter voltado ao normal. Mas quando vc fala da baixa temperatura, me parece que esse foi um fator que dificultou a batalha da Ferrari de Alonso mais especificamente, na luta pela liderança contra a Mclaren de Hamilton. Ao que parece, o espanhol não teve rítimo suficiente para desbancar o carro de Woking.

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    1. Não sei se é bem o difusor ou um melhor mapeamento do motor, até porque em Valência eles já tinham perdido bastante. E os pneus também parecem ter ajudado, pois, entre as 3, a McLaren é a que mais gasta – há duas semanas, sofreram bastante em Silverstone – e, no frio alemão, faz sentido que Ferrari e Red Bull tivessem mais problemas de aderência. Nada melhor que uma corrida na Hungria para responder isso!

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