Vettel tem a pole, Hamilton tem um jogo de pneus

Vettel: cercado, mas na ponta

A pole pode ter escapado mas talvez a jogada de Hamilton, que guardou um jogo de pneus super macios novinho em folha, possa pender a balança para o lado do inglês no GP da Hungria. Estima-se que o composto mais mole perca cerca de seis décimos da primeira para a segunda volta forte e, se tivermos uma disputa tão acirrada como na Alemanha, é suficiente para fazer a diferença no que se desenha como uma prova dos erros. Com a alta degradação e o circuito travado, muito da decisão da corrida deve estar nas estratégias.

É claro que a largada pode facilitar a vida de Vettel. Trata-se de uma das corridas em que há mais diferença entre os lados limpo e sujo e ter qualquer piloto que não consiga acompanhar o ritmo de Vettel em segundo após a primeira volta pode transformar o que prometia ser uma luta intensa pela vitória em uma procissão.

Com o alto desgaste de pneus previsto para a corrida e Virgin e Hispania andando muito mal neste final de semana, sequer a Lotus sentiu a necessidade de usar o super macio no Q1. Liuzzi e Ricciardo se classificaram à frente de D’Ambrosio e todos conseguiram ficar fora dos 107%, em uma das provas em que as nanicas chegaram mais próximas da eliminação.

A direção hidráulica mais precisa da Lotus parece não ter surtido tanto efeito para Jarno Trulli. Conhecido pelo talento em uma volta lançada, o italiano vinha sendo superado sistematicamente por Heikki Kovalainen neste ano e culpava o sistema do carro, que, segundo ele, atrapalhava sua sensibilidade ao volante. Mesmo com as mudanças, o finlandês voltou a ficar à frente, ainda que a diferença tenha ficado em menos de dois décimos.

Buemi teve de abandonar o treino, ficou atrás de Alguersuari pela terceira vez no ano e foi o eliminado da vez. De qualquer maneira, o suíço já perderia cinco posições no grid pela batida com Heidfeld na Alemanha.

Na frente, a Ferrari precisou de cinco voltas lançadas para conseguir seus melhores tempos, enquanto Hamilton fez uma saída simples com os macios. Devem imaginar que os super macios serão os pneus principais na corrida. Afinal, nada justifica desgastarem tanto um pneu que pode ser utilizado na corrida só para serem mais rápidos na primeira parte do treino.

Talvez por problemas no Kers e querendo ter tempo para colocar uma volta no bolso e voltar à pista se necessário, Vettel colocou os super macios logo no início do Q2. Não fez um grande tempo. Tanto, que Hamilton, de pneus macios, foi apenas 10 centésimos mais lento. Na frente, Alonso foi três décimos mais rápido. Veríamos no Q3 que este seria o limite da Ferrari.

Estagnada no desenvolvimento, a Renault ficou no Q2 com ambos os pilotos – é bem verdade que Petrov foi atrapalhado por Perez e ficou a apenas um décimo do Q3, enquanto as esperanças de top 10 da Williams foram trocadas por jogos novos de pneus super macios (dois para Barrichello e três para Maldonado). Comprovando uma tendência recente, Sutil bateu Paul Di Resta e Perez voltou a ficar à frente de Kobayashi.

Como era de se prever pelos tempos do Q2, Hamilton foi o mais rápido na primeira sequência de voltas do Q3. Tudo parecia bom demais até que o Kers “vai, não vai” da Red Bull parece que resolveu funcionar na hora crucial e Vettel cravou mais uma pole.

O dia não foi bom para a Ferrari, que viu ambos os pilotos ficarem a meio segundo de Vettel mesmo com temperaturas razoáveis e seus pneus favoritos. Mas a grande decepção foi Webber, a seis décimos do companheiro e sem saber muito bem o que aconteceu, após superá-lo nas últimas duas corridas.

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