Acerto, estratégia e retrospectos no GP da Bélgica

O circuito mais longo da temporada costuma quebrar a cabeça das equipes. Afinal, além do traçado que combina uma gama incrível de curvas e demandas, sempre costuma chover em alguma parte do final de semana. E, quando isso acontece, a pista cheia de sobes e desces vira uma caixinha de surpresas para os pilotos.

Fatores como esses podem derrubar favoritos – nos últimos 10 anos, o pole só venceu por 2 vezes –, como vimos ano passado. Apostando em um acerto com menos asa, o que salientava a maior qualidade de sua McLaren, o desempenho em retas, Lewis Hamilton ficou próximo da pole e venceu com certa tranquilidade – excursão na brita quando choveu mais forte à parte. O impressionante era que o inglês perdia 0s5 para as Red Bull no segundo setor, no qual a aerodinâmica era fundamental.

Um ano depois, com o pelotão mais equilibrado, é de se esperar outra boa briga. Tudo está tão parelho que provavelmente o pacote específico de Spa – os carros ganham asas novas para lidar com o nível baixo de downforce – decida quem será mais competitivo no final de semana. Porém, a expectativa de temperatura por volta dos 18ºC não deve ser muito animadora para a Ferrari.

Spa nunca teve problemas com ultrapassagens (média de 20,6 em provas no seco), o que deve ser ainda menor com a ativação da DRS da saída da Eau Rouge até a Les Combes.

Todos os problemas que as equipes não têm com freios e câmbio sobram com o motor, em uma das pistas, junto de Monza, que mais exigem. Isso faz com que se opte por estrear dois motores nestes finais de semana, que serão revezados até o final do ano – pilotos da Ferrari, Toro Rosso e Mercedes, por exemplo, provavelmente utilizarão o sexto na Bélgica e o sétimo na Itália, de um total de oito que podem ser usados durante o ano. Não coincidentemente, será a classificação com maior porcentagem de uso dos DRS até agora, por 60% da volta. Só será maior em Monza.

Outras considerações no acerto são a sétima marcha, uma vez que o vento – e agora a DRS – pode fazer com que o motor bata no limitador, o que é fatal para as ultrapassagens; estabilidade na freada e em alta velocidade – especialmente em curvas como a Pouhon, feita em 280km/h.

Fiquem com duas poles em Spa, uma de Senna e outra de Raikkonen, que venceu no circuito em quatro oportunidades, tendo corrido na Bélgica sete vezes.

Sobre a estratégia

A Pirelli levará os mesmos pneus do GP da Alemanha para a Bélgica, os macios e os médios. A diferença entre os compostos ficou entre 1s e 1s5 em Nurburgring e, como a volta em Spa é maior, pode ser ainda mais decisiva para a estratégia.

Na Alemanha, vimos os exemplos de Vettel e Massa, que evitaram os médios até a última volta. Ao que tudo indica, essa possibilidade também existe em Spa, ainda que dependa de condições de corrida – as paradas têm sido determinadas mais por resposta à ação de um rival do que por degradação em si.

O tempo de perda no pit pode parecer alto, cerca de 22s, mas o fato dos pilotos cortarem a última chicane ao meio para entrar nos boxes economiza algum tempo. Com isso, não é de se descartar uma corrida como as anteriores, com três paradas para os líderes e duas para quem conseguir tirar mais rendimento dos pneus médios.

Outro ponto a ser levado em consideração é o histórico de Safety Car. A chance de Bernd Maylander trabalhar no domingo é de 80% – a média é de 1.4 SC por prova.

Nº de voltas 44
Ativação da DRS Saída da Eau Rouge até freada da Les Combes
Pé em baixo 80% (alto)_
Consumo de câmbio Muito baixo
Consumo de freios baixo
Consumo de motor Muito alto
Nível de downforce Médio a baixo
Uso de combustível 3.35kg por volta (alto)
Tempo de perda no pit 22s
2010
Pole position Mark Webber, 1min45s778
Resultado da corrida 1º Lewis Hamilton

2º Mark Webber

3º Robert Kubica

Volta mais rápida 1:45.108 (Kimi Raikkonen, McLaren, 2004)

Retrospecto em Spa

Piloto 4º-6º 7º-10º 11º+ DNF
Sebastian Vettel 1 1 1 1
Mark Webber 1 1 3 2
Lewis Hamilton 1 1 1 1
Jenson Button 1 1 1 5
Fernando Alonso 1 1 1 4
Felipe Massa 1 1 2 1 1
Michael Schumacher 6 3 1 3
Nico Rosberg 2 1 1
Nick Heidfeld 1 2 1 1 1
Vitaly Petrov 1
Rubens Barrichello 1 1 3 2 1 7
Adrian Sutil 1 3
Kamui Kobayashi 1
Sebastien Buemi 2
Heikki Kovalainen 1 2 1
Jarno Trulli 1 1 5 5
Vitantonio Liuzzi 2
Timo Glock 2 1

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