Vettel, um ano depois – e o risco da Red Bull

Newey revelou que prova foi tensa no pitwall da Red Bull

Sebastian Vettel disse após a prova da Bélgica que vai somando os pontos e ganhando as corridas em que é possível ganhar, atitude mais do que correta para quem tem mais de 90 pontos de vantagem na liderança. E, mesmo assim, arrancou uma vitória para começar a colocar por terra a suspeita de que é um piloto que falha quando anda no tráfego.

Exatamente no mesmo lugar em que ganhou o apelido – que já caiu em desuso há muito tempo – de “crash kid”, dado pelo chefe da McLaren Martin Whitmarsh, Vettel combinou cuidado com os pneus e agressividade para impedir que a primeira parada antecipada o atrapalhasse. Enquanto outros pilotos, notadamente Felipe Massa, desapareceram no tráfego após os pit stops, Vettel aproveitou bem o acerto da Red Bull, que priorizou a velocidade de reta, para evitar riscos desnecessários e aproveitar-se de um dia em que apenas a McLaren apresentou real rendimento para bater a equipe dos energéticos – mas só podia atacar com um de seus pilotos, que largara em 13º.

Isso, em uma prova mais do que complicada pela Red Bull. A equipe teria explorado os limites da cambagem dos pneus e levado a borracha da Pirelli a algo muito próximo de uma falha estrutural. O time foi avisado de que os italianos estavam preocupados com o estado dos pneus após a classificação, e tinham uma escolha a fazer: ou arriscavam a segurança dos pilotos em um circuito de curvas de altíssima velocidade, ou mudavam o carro e largavam do pit lane.

Tendo Adian Newey, um homem cuja história na F-1 está intimamente ligada aos extremos, a bordo, a decisão foi assumir o risco. Para isso, os pilotos fizeram suas paradas muito cedo a fim de que a equipe pudesse medir o tamanho do estrago. No final das contas, não foi tão dramático quanto o esperado e o pneu médio aguentou bem, fazendo até com que Webber se segurasse na pista com duas paradas. Não coincidentemente, foi Newey quem subiu ao pódio para receber o troféu pela equipe.

Fora do pódio, em mais uma prova disputada sob temperaturas relativamente baixas, a Ferrari apenas teve lampejos de performance – notadamente ao conseguir tirar tempo do pneu por mais tempo – mas mesmo quando Alonso liderava, sua luta nunca foi com a Red Bull. Em Monza, provavelmente estarão cheios de peças específicas para fazer bonito em casa, então é de se esperar uma melhora. Se ela não vier, é de se esperar que os italianos desistam até de alcançar a McLaren pelo segundo lugar nos construtores. A briga – prova a prova, porque ambos os campeonatos só têm lutas pelos vices – está cada vez mais entre Red Bull e McLaren.

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