As marcas de Vettel e outras estatísticas de Suzuka

Agora são dois dedos no ar...

O campeonato pode estar decidido, mas a perseguição de Sebastian Vettel por marcas soberanas na história continua. Com mais uma pole e um pódio somados a seus fabulosos números de 2011, o alemão caminha para ao menos igualar dois recordes absolutos.

Eis a lista de recordes aos quais Vettel pode chegar atualizada após o GP do Japão. Suas médias caíram um pouco com o terceiro lugar, mas ao menos a marca de Mansell de maior números de poles em uma temporada continua seriamente ameaçada. O alemão, inclusive, já é o sétimo colocado na história em número de poles, com 27. Em relação aos pódios, pode chegar na marca absoluta de Schumacher, de 17, pois soma 14 em 15 provas. No entanto, o ano do recorde teve 17 etapas ao invés das atuais 19.

Maior número de vitórias em uma temporada*

Ano Piloto Vitórias Provas
2004 Michael Schumacher 13 18
2002 Michael Schumacher 11 17
1992 Nigel Mansell 9 16
1995 Michael Schumacher 9 17
2000 Michael Schumacher 9 17
2001 Michael Schumacher 9 17
2011 Sebastian Vettel 9 15/19

* Vettel já não consegue bater, mas apenas igualar Schumacher, lembrando que a temporada 2011 tem uma corrida a mais que a de 2004.

Maior número de pole positions em uma temporada

Ano Piloto Poles Corridas
1992 Nigel Mansell 14 16
1988 Ayrton Senna 13 16
1989 Ayrton Senna 13 16
1993 Alain Prost 13 16
2011 Sebastian Vettel 12 15/19
1999 Mika Hakkinen 11 16
2001 Michael Schumacher 11 17

Maior número de voltas lideradas em uma temporada

Ano Piloto Voltas Total % na liderança
1992 Nigel Mansell 694 1036 66.99
2004 Michael Schumacher 683 1122 60.87
1994 Michael Schumacher 646 1046 61.76
2011 Sebastian Vettel 598 839/1133 67.04

Porcentagem de pontos possíveis

  Piloto Ano % de pontos Total possível Total marcado
1 Sebastian Vettel 2011 86.4%* 375 324
2 Michael Schumacher 2002 84.71% 170 144
3 Michael Schumacher 2004 82.22% 180 148
4 Jim Clark 1963 81.11% 90 73
5 Fernando Alonso 2006 74.44% 180 134

O recorde que já foi quebrado com o título é algo que vinha amadurecendo há algum tempo. O piloto que abaixou a grande maioria das marcas de precocidade agora é o bicampeão do mundo mais jovem da história, com 24 anos e 98 dias. E tem sete chances de se tornar o tricampeão mais jovem – atualmente é Ayrton Senna, com 31 anos e 227 dias.

Vettel tornou-se o nono na história a vencer dois campeonatos seguidos, juntando-se a Ascari, Fangio, Brabham, Prost, Senna, Schumacher, Hakkinen e Alonso, e somou o nono título alemão – todos conquistados nos últimos 17 anos, ultrapassando o Brasil. À frente dos alemães está apenas a Grã-Bretanha, com 14, contabilizando os nove de ingleses e cinco de escoceses.

O curioso é que apenas 14 países fizeram campeões em 62 campeonatos disputados na F-1.

País Pilotos
Grã-Bretanha 14 Mike Hawthorn, Graham Hill (2), Jim Clark (2), John Surtees, Jackie Stewart (3), James Hunt, Nigel Mansell, Damon Hill, Lewis Hamilton, Jenson Button
Alemanha 9 Michael Schumacher (7), Sebastian Vettel (2)
Brasil 8 Emerson Fittipaldi (2), Nelson Piquet (3), Ayrton Senna (3)
Argentina 5 Juan Manuel Fangio
Austrália 4 Jack Brabham (3), Alan Jones
Áustria 4 Jochen Rindt, Niki Lauda (3)
França 4 Alain Prost
Finlândia 4 Keke Rosberg, Mika Hakkinen (2), Kimi Raikkonen
Itália 3 Giuseppi Farina, Alberto Ascari (2)
EUA 2 Phil Hill, Mario Andretti
Espanha 2 Fernando Alonso
Nova Zelândia 1 Denny Hulme
África do Sul 1 Jody Scheckter
Canadá 1 Jacques Villeneuve

A decisão no Japão também fez com que Vettel se tornasse um dos pilotos que selou mais cedo o título:

Piloto (ano) Provas para o final
Schumacher (2002) 6
Mansell (1992) 5
Schumacher (2004 e 2001) e Vettel (2011) 4

Pode ser sido só pela estratégia, mas vale a pena registrar Schumi na ponta

Falando da corrida em si, as três voltas lideradas por Michael Schumacher deram pano para manga. Isso porque foi a primeira vez que o alemão esteve na frente desde o fatídico, para os ferraristas, GP do Japão de 2006.

Isso fez do alemão, aos 42 anos e 279 dias o piloto mais velho a liderar um GP desde Jack Brabham em 1970. Foi “apenas” o 142º GP que Schumi liderou, tornando-se o oitavo piloto a ter ocupado a ponta em 2011.

Isso em um GP no qual houve 10 trocas de líderes, mas nenhuma ultrapassagem na pista pela ponta, lembrando os tempos de Bridgestone.

No primeiro terceiro lugar de Vettel no ano – até aqui só havia vencido ou sido 2º ou 4º, sem ter abandonado uma prova sequer  – Button venceu pela quinta vez na McLaren, a primeira no seco e a 12ª da carreira. Curiosamente, o inglês nunca marcou uma pole pela equipe britânica – inclusive, todas as vezes que ganhou com o carro prateado era Vettel quem largava em primeiro.

Em uma constatação nada positiva, Mark Webber fez sua melhor largada em sete corridas. Não que tenha ultrapassado ninguém, saindo de sexto, mas ao menos não perdeu nenhuma posição.

Quem largou mal foi Kamui Kobayashi, que conquistou no sábado, mesmo sem uma volta lançada sequer, a melhor posição de largada da carreira, sétimo.

Tudo bem que teve Safety Car para ajudar, mas enquanto Galvão Bueno insiste que as nanicas não têm lugar na F-1, a Lotus conseguiu terminar na volta do líder pela primeira vez – considerando o ponto de partida da equipe em 2010, é claro.

Encontrou alguma outra curiosidade ou estatística sobre o GP do Japão? Mande para nós!

7 comentários sobre “As marcas de Vettel e outras estatísticas de Suzuka

  1. Boas Julianne.
    Gostei das estatisticas, ajudam e bastante a entendermos um pouco mais de F1, e que ao afirmarmos que um piloto é o bom, temos que estar a par dos nºs, que este piloto já somou.
    A unica coisa a acrescentar seria sobre os pneus, pois ainda soa um pouco estranho, as estratégias na Classificação, inclusive, no Q3 alguns pilotos não sairem para começarem melhor a corrida, um pneu Médio? Macio? e o Super Macio?, você saberia nos informar quantas voltas duram em média, inclusive alguns carros, parece que não se adaptam muito bem a mudança de Macio para Médio, caso típico da Ferrari, era visível tanto o Alonso como o Massa, diminuirem o ritmo em função da troca?Abraços.

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    1. Olá Marco,
      acredito que nem as equipes conseguiriam lhe responder isso. A durabilidade dos pneus depende de vários fatores (carro, estilo de pilotagem, pista, temeperatura, etc.) e variam a cada GP. Prometo escrever um post explicando melhor, mas basicamente o que acontece é que certos pilotos usam todos seus jogos de macios para chegar ao Q3, ao contrário das Red Bull, McLaren e Ferrari da vida. A corrida desses pilotos é com quem vem atrás, aqueles que ficaram no Q2 e podem escolher com qual pneu largar. Para igualar-se a eles, optam por não fazer volta e, com isso, ao mesmo tempo economizar borracha e escolher o pneu.

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  2. Olá Julianne, antes de mais nada lhe parabenizo por seu excelente trabalho estatístico sobre a Fórmula 1, que é extremamente esclarecedor.

    Tenho 2 dúvidas sobre a estatísticas de países de pilotos campeões:
    A primeira é se não seria mais correto separar os títulos da Gra Bretanha entre os países que ganharam os títulos, Inglaterra e Escócia.
    E a segunda é um pouco mais polêmica. Me refiro à Jochen Rindt, campeão considerado austriaco. Rindt nasceu na Alemanha, morou quase toda a vida na Austria mas oficialmente nunca se naturalizou austriaco, permanecendo como cidadão alemão. Entendo que é polêmico dizer que a Alemanha já era campeã de F1 antes de Schumacher, mas oficialmente isso poderia ser admitido?
    Abraços!

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  3. A FIFA considera Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte como membros. A Irlanda é “independente” do quarteto!
    O COI e a FIA consideram a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales) como membro.
    A ONU considera o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda de Norte.
    A Irlanda (ou Eire) é uma república independente mas… no rugby o selecionado nacional é formado pelas “duas Irlandas”!
    Tem ainda a região da Bretanha que fica na… França!
    Oficialmente a corrida em Silverstone 2011 foi chamada de British Grand Prix.
    Basicamente é o “jeitinho inglês” de contar mais, hehehe!
    Enfim… uma zona, hehehe!
    Fui!

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    1. Acho que o Sandro respondeu bem: os britânicos disputam certos esportes como Grã-Bretanha (esportes olímpicos), outros como ingleses, escoceses, etc. (futebol, críquete, rúgbi, e por aí vai). No automobilismo, sempre disputaram como Grã-Bretanha em todas as categorias.
      O interessante é que os ingleses nunca tiveram um grande campeão, daqueles de colocar no top 5. Da lista dos britânicos, se sobressaem justamente Clark e Stweart! Isso serve para explicar em parte os fortes ataques que Hamilton tem sofrido da mídia inglesa, pois ele é a grande esperança deles de entrar nesse grupo.
      Sobre o Rindt, é uma questão que acontece com outros pilotos também. Ele tinha a opção de correr representando por ambos países e corria pela Áustria, então acho que não tem muita discussão. O mesmo ocorre com o Grosjean, por exemplo, que é suíço, mas registrado como piloto francês.

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  4. Pelas estatísticas apresentadas a impressão que fica é que desde o final da década de 80 o equilíbrio na F1 foi embora. Talvez o grande fator seja o fim das quebras dos carros, pelo menos em relação às grandes equipes.

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