Os 10 melhores de 2011 – parte 1

Listas só servem para causar discórdia, não mudam a vida de ninguém, mas são irresistíveis. Confesso que tive dificuldade em chegar a esse “veredicto” e vejo pelo menos dois empates técnicos, mas deixo a bola em campo para vocês discutirem à vontade.

10. Michael Schumacher

Posição no mundial 8º, 76 pontos
Comparação com companheiro (classificação) 3 x 16 (+0.366 em média)
Comparação com companheiro (corrida) 6 x 7
Melhor resultado 4º, Canadá

Na primeira volta, não tem para ninguém. No roda a roda, nem tanto. Mas Michael Schumacher mostrou grande evolução neste seu segundo ano após a volta. Mesmo com uma Mercedes mais problemática que a do ano passado, andou mais próximo de Nico Rosberg em situação de corrida e protagonizou algumas grandes recuperações.

É claro que a velocidade em uma volta lançada ainda não chega nem perto do que deveria, mas Schumacher quase sempre compensou seus maus rendimentos aos sábados com excelentes largadas. Além disso, duas características do velho Schumi apareceram em 2011: uma performance fortíssima na chuva em Montreal, com a clara possibilidade de pódio, e a forma dura como defendeu a posição com Lewis Hamilton em Monza.

É claro que houve maus momentos, sendo a prova da Turquia o exemplo mais emblemático. A perigosa batida com Perez em Cingapura foi outro momento que colocaria uma pulga atrás da orelha de qualquer um. Afinal, para que correr tamanho risco aos 42 anos e cheio de glórias? Schumacher quer construir um time vencedor – de novo – e deu um passo no rumo certo em 2011.

9. Paul Di Resta

Posição no mundial 12º, 27 pontos
Comparação com companheiro (classificação) 9 x 10 (-0.058 em média)
Comparação com companheiro (corrida) 6 x 10
Melhor resultado 6º, Cingapura

O sólido sexto lugar em um circuito seletivo como o de Cingapura é um bom começo para justificar por que um piloto que marcou pouco mais de 39% dos pontos da Force India na temporada tem uma vaga no top 10. Outro ponto forte foi a classificação em Silverstone, quando alinhou em sexto, além do sétimo lugar em condições adversas no complicado Hungaroring.

Estreante em 2011, o escocês fez uma grande primeira metade da temporada, andando de maneira convincente à frente do mais experiente Sutil. Demorou para se recuperar, no entanto, depois de duas colisões seguidas, em Mônaco e no Canadá, e de ficar na mira dos comissários. Com a equipe mais preocupada em obter a sexta posição no Mundial de Construtores e querendo cobrir todas as possibilidades estratégicas, ficou com táticas ruins no final do campeonato e fez algumas provas apagadas.

No entanto, o fato de ter mostrado serviço logo de cara, mesmo após quatro temporadas longe dos monopostos, além do equilíbrio em classificação com um Adrian Sutil que fez sua melhor temporada na carreira, mostram que Di Resta é do ramo.

8. Nico Rosberg

Posição no mundial 7º, 89 pontos
Comparação com companheiro (classificação) 16 x 3 (-0.366 em média)
Comparação com companheiro (corrida) 7 x 6
Melhor resultado 5º, China e Turquia

A consistência foi a marca de Nico Rosberg durante a temporada 2011. Nenhuma novidade para um piloto acostumado ao lugar de “melhor do resto” nos últimos dois anos, superando de forma convincente “apenas” um heptacampeão do mundo.

Foram 10 provas chegando entre quinto e sétimo, muitas vezes brigando com a Ferrari, carro bastante superior, de Felipe Massa – ou mesmo com ambas, nos casos de Coreia e China. É de se pensar se o alemão não poderia ter beliscado algum pódio não fosse o fraco DRS da Mercedes, que prejudicou principalmente na Turquia e em Spa, assim como a alta degradação de pneus.

Além disso, só deixou de completar duas provas, sendo abalroado por outros pilotos em ambas as ocasiões (Austrália e Itália). Ou seja, uma temporada sem erros graves que mais uma vez nos faz imaginar até onde o piloto, que vai para sua sétima temporada aos 26 anos, poderia chegar com um carro mais competitivo.

7. Jaime Alguersuari

Posição no mundial 13º, 26 pontos
Comparação com companheiro (classificação) 6 x 13 (+0.207 em média)
Comparação com companheiro (corrida) 6 x 5
Melhor resultado 7º, Itália e Coreia

Em sua terceira temporada – a segunda completa – aos 21 anos, Jaime Alguersuari sabia que este seria um ano decisivo. Depois de um começo problemático, encontrou seu caminho com os Pirelli a partir do GP do Canadá, quando largou em último para chegar em oitavo em uma prova pra lá de complicada, e deixou Sebastien Buemi para trás de forma convincente, além de demonstrar um certo “corpo fechado” mesmo lutando por posições no animado meio do pelotão.

Com bom ritmo de corrida e demonstrando força no roda a roda, foi certamente o piloto que mais evoluiu em 2011. Por quatro vezes, saiu de uma eliminação no Q1 no sábado para uma posição entre os 10 primeiros no domingo.

Se isso mostra a força do espanhol aos domingos, também evidencia seu ponto fraco: a classificação. O piloto ficou à frente de Buemi em apenas seis oportunidades, pouco para quem sonha em dividir equipe com Vettel, talvez já em 2013. Sabe o que melhorar para o ano que vem, caso a Toro Rosso o mantenha, no duro processo seletivo do programa de desenvolvimento de pilotos da Red Bull.

6. Lewis Hamilton

Posição no mundial 5º, 227 pontos
Comparação com companheiro (classificação) 13 x 6 (-0.204 em média)
Comparação com companheiro (corrida) 7 x 7
Melhor resultado 1º (China, Alemanha e Abu Dhabi)

Foram seis drive through no ano e dois abandonos por acidentes no mínimo estranhos (Canadá e Spa), mas ainda que tenha vivido seu pior ano, de longe, na F-1, Lewis Hamilton terminou o ano batendo de forma convincente o companheiro Jenson Button em classificação – inclusive, é o segundo melhor do grid no quesito, com média de 3,58 – e andando à frente nas corridas “limpas”.

O piloto que despontou como único concorrente de Sebastian Vettel nas primeiras etapas foi (se) perdendo no decorrer do ano, correndo atrás do prejuízo de forma muitas vezes estabanada e envolto em uma má leitura dos Pirelli aos domingos em diversas ocasiões. O resultado foi um início de ano pressionando Vettel em provas como China e Espanha, e disputando posição com Massa, piloto que fez quase metade de seus pontos, do meio para o final da temporada, com sinais de recuperação nas provas finais.

Ganha uma posição no top 10 pelas belas performances de vitórias como na Alemanha e em Abu Dhabi, corridas sólidas como na Espanha e na Coreia e grandes ultrapassagens, destacando-se a insistência em ignorar a DRS na China.

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