Overdose de Alonso marca a TV espanhola

Depois do jeito britânico de ver a F-1, agora é a vez dos espanhóis. O cuidado com a edição não é o mesmo, nem a trilha sonora, mas o tempo que a categoria ocupa na tela da La Sexta é ainda maior, com programas pré-corrida que chegam a passar de 2h em provas-chave, como os GPs caseiros ou – como aconteceu ano passado, com 2h30 de prévio de Abu Dhabi – se Alonso está disputando o título.

O asturiano, claro, é o dono da festa. Tive de garimpar para encontrar uma matéria – não exatamente a mais interessante do mundo, é verdade – com Jaime Alguersuari.

Tenho de dizer que o terceiro espanhol, Pedro de la Rosa, é bem mais popular que seu colega catalão e deve ganhar bastante espaço em 2012, quando volta à titularidade.

Neste ano, claro, De la Rosa já apareceu bastante nas transmissões como o comentarista que roubou a cena e fez o que pôde para “salvar” seu povo das patriotadas do narrador Antonio Lobato, que também comanda o programa pré-GP. Pode-se dizer que Lobato é uma espécie de Galvão Bueno espanhol, bastante criticado por sua postura nas narrações. Quando Alonso anunciou seu divórcio, inclusive, a piada que mais se repetia na Espanha era de que o narrador havia sido visto na Cibeles, monumento que se tornou palco tradicional de comemorações esportivas em Madri.

Sim, voltamos a Alonso. É bem verdade que o bicampeão, sempre bastante didático com sua imprensa local, ao menos rende boas entrevistas, mesmo que usado à exaustão pela La Sexta. Dois bons exemplos são estas, uma do Canadá e outra explicando a largada em Monza.

Na TV espanhola, até Sebastian Vettel tem de dividir espaço com a “diva” local. Mas o silêncio do asturiano quando Nira Juanco lhe pede para definir o rival em uma palavra e o consequente sorriso do alemão vale boas risadas.

Para finalizar, outros dois exemplos da tocada mais leve da transmissão espanhola – vale lembrar que a La Sexta detém os direitos para mostrar a F-1 em todo o país, mas outras três emissoras (TPA, das Asturias; Canal 9, de Valência, e TV3, da Catalunha) também o fazem regionalmente – são as tradicionais “tomas falsas”, o equivalente ao nosso “falha nossa”. A pegadinha das velas no aniversário de Alonso (claro!) é impagável.

E, por fim, uma compilação de uma série de entrevistas com celebridades guiando seus próprios carros a falando sobre como são como motoristas e o quanto seguem a F-1. Novamente, nada que vá mudar o mundo, mas uma maneira, por que não, lúdica, de entreter um público que ainda não tem o faro para a categoria tão aceso quanto os britânicos.

Um comentário sobre “Overdose de Alonso marca a TV espanhola

  1. O excesso para quem gosta do piloto escolhido, é agradável, o mesmo não podendo se dizer para quem torce por outro piloto, mas algo é fato: as matérias do La Sexta, mesmo que exageradas, possuem mais conteúdo que as brasileiras.

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