Mundial de pilotos e construtores em gráficos

Na coletiva de quinta-feira, um jornalista francês perguntou a Alonso em que achava que seu ex-companheiro Romain Grosjean precisava melhorar. O espanhol disse que só lhe faltava consistência, algo que viria naturalmente com o tempo. Enquanto lá na ponta o bicampeão dá uma aula, pontuando pela 20ª corrida seguida (e, o que é mais impressionante, apenas por duas vezes fora do top 5 nesse período), junto de Webber e de Rosberg – que, tivesse começado a pontuar antes da China, estaria lutando pela ponta – a inconsistência é a grande marca dos jovens que buscam seu espaço neste jubilado grid.

Maldonado disse para o TotalRace também na quinta que era claro que ele, Grosjean e Perez formavam o trio do futuro da F-1. É uma possibilidade, mas, até agora trata-se do trio (um quarteto na verdade, com Kobayashi no mesmo padrão) da inconstância, de “heros to zeros”. O francês hoje não teve culpa, mas não pode dizer o mesmo dos três abandonos anteriores. Para chegar a 20 corridas seguidas nos pontos – e isso não é uma questão só de idade, pois Vettel teve uma sequência de 19 e só é mais velho que Perez nessa turma – ainda precisam comer muito feijão. Têm tempo para isso, pois essa geração que está no topo hoje ainda tem lenha para queimar.

4 comentários sobre “Mundial de pilotos e construtores em gráficos

  1. Concordo, consistência não é uma questão de idade.

    Vettel prova que não é preciso ter muitos anos de carreira na F1 pra isso, apesar do abandono (falha mecânica) de hoje.

    A afirmação de Maldonado é prova da sua falta de maturidade (o que afinal é perfeitamente normal para um jovem).

    O futuro próximo da F1 é de Alonso, Vettel e Hamilton.

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  2. Esses quatro – Perez, Grosjean, Kobayashi e Maldonado – realmente estão muito acima dos demais do grid e seriam o futuro, excluindo-se as três divindades (Hamilton, Vettel e Alonso) e os talentos que já estão no ocaso (Schumacher, Raikkonen e Button), mas a falta de sorte deles foi serem contemporâneos daquelas três divindades, que além de serem já serem campeões e terem uma baita experiência são ainda muito jovens. Hamilton e Vettel ainda tem uns 10 e 12 anos pela frente, respectivamente, e Alonso 6 (pois já está com 31) de pilotagem em altíssimo nível, o que significa que irão dividir entre eles títulos e estatísticas, deixando pouca coisa para Perez, Kobayashi, Grosjean e Maldonado abocanharem. Desses, Perez, por ser o mais jovem, ainda poderia, com um carro de ponta, daqui a algum tempo, tentar se misturar àquele Trio de Ouro, mas no momento não o vejo como um superpiloto já consolidado. Como aficionado, acho que do Trio de Ouro, Hamilton tem a maior habilidade natural e o maior arrojo, Vettel a maior precisão e Alonso a maior capacidade de superação e percepção de corrida. A extrema velocidade é o denominador comum dos três. Como valorizo mais habilidade natural e arrojo que números propriamente, torço por Hamilton, mas ele ainda continua precisando refrear um pouco mais seu instinto indomável que por vezes acaba prejudicando-o, como aconteceu hoje, quando poderia ter cedido a colocação a Maldonado e terminado a corrida, pois a maioria dos aficionados prefere mesmo estatísticas, o que acaba gerando descrédito à imensa capacidade de Lewis. Acredito que nos próximos dez anos os títulos serão mesmo apenas de Hamilton, Vettel e Alonso, com Perez, Kobayashi, Grosjean e Maldonado ganhando somente corridas, aqui, ali e acolá.

    Na GP 2, esse inglês James Callado impressiona muito, a meu ver mais que o brasileiro Felipe Nasr. Belíssima, irretocável vitória de Razia e mais um show de aguerrimento de Fabio Leimer, que no entanto, apesar estarem ambos prontos para a F 1, para os padrões atuais do ultracompetitivo ambiente da Fórmula 1 já passam da idade para pretensões maiores.

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  3. Sobre a constância citada por Alonso, uma coisa é fato, pois a F1 exige um amadurecimento prematuro do piloto. Dos três melhores pilotos do grid hoje, Hamilton apesar do arrojo e velocidade, é o que mais comete erros. Com 6 temporadas em uma equipe de ponta, já deveria ter aprendido que não se vence um campeonato em uma corrida. Me lembro que as palavras de Alonso após o Canadá foram as seguintes: “…torcia para que as ultrapassagens fossem as mais limpas possíveis…” Perfeito! Sabendo que não tinha pneus para lutar, o melhor seria somar pontos em um campeonato muito parelho como esse, onde quebras de carros são raras, as estratégias feitas por um verdadeiro quartel general, enfim, quanto menos errar o piloto, mais próximo estará da vitória. A tocada de Hamilton me parece mais adequada quando a equipe possui um carro dominador, como a RBR ano passado, possibilitando erros. Muitos dizem que Alonso ganha tudo na sorte, tudo cai no colo dele, mas se vermos a corrida hoje, Alonso pode ter tido sorte, mas não faltou arrojo e inteligência para o espanhol. Quando se larga na primeira, segunda fila, é mais fácil vencer, mas partindo de 8º, 11º, só para os fora de série! Aucam, discordo de vc em um ponto, pois se Perez, Koba, Maldonado e Grosjean, mesmo com menos experiência, se no futuro possuírem carros de ponta, ou bem nascidos, podem rivalizar sim, com Vettel, Hamilton e Alonso, pois sabemos que em uma categoria superprofissional como a F1, nem sempre o melhor piloto ganha, pois sendo assim, 2 títulos não representam a grandeza de Alonso!

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    1. Prezado Wagner,
      É, talvez você até tenha razão na discordância, mas é que vejo Hamilton, Vettel e Alonso tão superiores a todos os demais do grid que somente com uma nova “Brawn” Koba, Perez, Grosjean e Maldonado poderiam se impor àqueles três, considerando-se o cenário dos próximos 10 anos, acredito eu. Quanto à grandeza de Alonso, é por isso que não ligo muito para números, valorizo mais a habilidade natural, como eu disse acima. Alonso derrotou Schumacher ainda no auge duas vezes e agora enfrenta a genialidade de Vettel e Hamilton, que são bem mais jovens, o que significa que ele nunca teve moleza na vida. No entanto, de um modo mais geral, as pessoas gostam de estatísticas. Mas feitos heróicos, como algumas vezes fazem Hamilton (especialmente em ultrapassagens, nem sempre bem sucedidas) e Alonso (em superações como a de Valência e com o carro este ano) ficam para sempre, veja que ainda hoje Tazio Nuvolari é mais lembrado e citado que Bernd Rosemeyer e Rudolf Caracciola. Piquet, a meu ver, tinha tanta ou até mais habilidade natural que Senna e Prost, e aquela ultrapassagem sobre Ayrton na Hungria em 86 (por fora, em pleno four wheel drift, como um carro de rally, a mais incrível de toda a F 1) é a prova definitiva do que estou citando. Mas Prost era muito político e Senna muito obcecado e dedicado, por isso ambos tem números melhores, (sem retirar a grandeza de ambos). Acresça-se a isso o grave acidente que Nelson teve em Ímola, que lhe retirou velocidade, infelizmente. Ontem Alonso fez algumas ultrapassagens à la Hamilton e Kobayashi e, felizmente para ele, deu tudo certo. Isto é, “foi pra cima”.

      Abraços.

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