Mundial de pilotos e construtores em gráficos

Alonso costuma dizer que luta contra Adrian Newey no campeonato. Sua lógica é de que, enquanto o engenheiro não tinha feito a diferença, superava Vettel na tabela. Mas os gráficos mostram outro viés. Comparando o crescimento do alemão com o de Webber, que também foi notório nas últimas provas mesmo com o toque com Grosjean no Japão, percebe-se que é o conjunto Vettel/Red Bull, e não apenas o carro, que vem fazendo a diferença.

São vitórias fáceis, três liderando desde a primeira curva e outra que caiu no colo pelo abandono de Hamilton? Para aproveitar as oportunidades, é preciso fazer um trabalho competente o suficiente para estar no lugar certo quando elas aparecerem. Mesmo com problemas como o que Webber teve no Kers, se tiver uma diferença maior, a exemplo do companheiro, não teria tanto com que se preocupar. Diferentemente do australiano, que se coloca em posição mais vulnerável, principalmente com largadas falhas e ritmo de corrida abaixo do companheiro – pois, em classificação, está conseguindo tirar tanto do carro quanto Vettel – o líder do campeonato aproveita ao máximo o carro que tem em mãos.

15 comentários sobre “Mundial de pilotos e construtores em gráficos

  1. É o que eu sempre digo: Se o carro é ruim, não tem piloto que resolva. Se o piloto é ruim, não tem carro que resolva.
    Nesses 30 anos que eu acompanho a F-1, é o conjunto que faz a diferença no final.

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  2. Julianne,
    Arrisco dizer que um hipotético conjunto Vettel/Ferrari andaria (ou, principalmente, chegaria) atrás do conjunto Alonso/Ferrari, mas a recíproca é verdadeira, um hipotético conjunto Alonso/Red Bull andaria (ou chegaria) atrás do conjunto Vettel/Red Bull. Ninguém extrairia mais desse Red Bull do que Vettel, talvez nem Hamilton, que é tão veloz quanto o alemão mas é menos preciso.

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    1. Aucam… Preciso seu comentário… Penso o mesmo da força de relação… E acho complicado mesmo o conjunto Mercedes/Hamilton… Ali a coisa vai pegar… Mas, vamos esperar pra ver.

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  3. Pois éh.Já cansou esse discurso de que Alonso é um superpiloto e a Ferrari a corroça que ele consegue levar na frente. A Ferrari tem bom ritmo de corrida e acho que Vettel tiraria mais.
    O Barraco que teve no box de Ferrari no sabado é bastante esclarecedor: Pat Fry simplesmente insinuo que o carro é fantastico e o que falta é piloto. Isso terminou em chilique do espanhol, que quase até publicou no twitter que a traseira do carro é a mesma do começo do campeonato. Isso último também poderia explicar o mau desempenho de Massa, já que o carro dele serviu para experimentar toda classe de biruletes e asinhas sem sucesso.
    Em Abu Dhabi Vettel debe fechar a fatura e calar a boca do espanhol de vez.
    Não basta ter um foguete, tem que se muito eficiente para tirar tudo o proveito.
    E Aucam, Lamento muito, mas com um conjunto Ferrari-Vettel o banho sería pior, pq não haveria escusas. Vettel es simplesmente melhor do que esse asturiano chorão, alem de ser também muito melhor pessoa.

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    1. Sem dúvida alguma Alonso deveria se espelhar em seus compatriotas Rafael Nadal e Jorge Lorenzo, grandes esportistas que sabem ganhar e PERDER com dignidade e elegância, sem choradeiras descabidas.

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    2. Bruz,
      Sem dúvida alguma, Alonso deveria se espelhar em seus compatriotas Rafael Nadal e Jorge Lorenzo, dois grandes campeões que sabem ganhar e PERDER com dignidade e elegância, sem choradeiras descabidas.

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      1. Aucam, é sempre bom trocar idéias com pessoas sensatas como vc. Vendo seu comentário, abriu-se um precedente em minha mente. Esportes “teoricamente” unitários como a F-1 e o tênis, são muito exigentes psicologicamente. Quando vc toca no quesito saber perder, até consigo entender a diferença entre Nadal e Alonso. Nadal precisa(teoricamente) apenas de suas forças para vencer, influenciando em menor escala, o arbitro e o técnico, ao passo que Alonso, mesmo sabendo ser o melhor, sabe que não depende apenas de si, ficando nas mãos do carro e da equipe (como aquele erro grosseiro de estratégia em 2010), sendo assim, por mais coletivo que seja uma equipe de F-1, sabendo de sua capacidade para lutar pelo título, entendo as atitudes de Alonso perante a incompetência da Ferrari…

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      2. Caro Wagner,

        Hamilton, Alonso e Vettel são pura dinamite, não é mesmo? Comentar sobre eles é pisar em terreno minado. . . Antes de qualquer coisa, vou expor a minha opinião sobre os três, já dita aqui no blog da nossa competentíssima Julianne: todos me impressionaram e continuam me impressionando muito até hoje e a diferença entre eles – se houver – é mínima, e talvez diga respeito a detalhes em que cada um pode ou não ser mais forte que os outros dois. As paixões nascem das características sobre as quais os aficionados – de acordo com o gosto pessoal de cada um – atribuem maior valor. Todos três têm superlativas habilidades naturais, mas acho que Hamilton deles é o mais arrojado, o que tem mais ímpeto (embora isso às vezes possa lhe ser prejudicial), já Alonso tem fantástica capacidade de superação de adversidades e Vettel tem a maior precisão em velocidade extrema.

        Confesso a você que prefiro ver Alonso dando uma de Hamilton – indo pra cima como foi agora na Índia (bem sucedido) e no Japão (mal sucedido), do que não ousar – como no “affair’ com Petrov (perdido, perdido e meio) até porque, como também já disse aqui neste blog em outras oportunidades, proezas na pista – na minha modesta opinião – são mais lembradas que estatísticas, daí porque não dou muito valor a números, e sim a emoções (mas é claro que não se pode ignorar empilhamento de recordes). Pela capacidade de Hamilton de gerar emoção, a minha torcida vai sempre para ele (e para Kobayashi também). Mas outros aficionados avaliam com maior peso outras características e por isso uns torcem para Alonso e outros para Vettel, o que é ótimo, desde que as diferentes opiniões sejam respeitadas, inclusive porque não somos nós, torcedores de a ou b, que iremos modificar opiniões, o que cabe aos próprios pilotos fazê-lo, com as suas atuações em pista.

        Dito isto e especificamente com relação à comparação que fiz entre Alonso, Nadal e Jorge Lorenzo, todos três espanhóis e expoentes em seus esportes, acho que Alonso engrandeceria ainda mais seus feitos se, como aqueles dois, soubesse lidar melhor com as suas derrotas, PRINCIPALMENTE dentro das equipes onde já atuou e/ou atua e sabendo também reconhecer quando um adversário possa ter se saído ou estar se saindo melhor. Observo sempre com admiração o grande respeito e reconhecimento que os grandes tenistas se dispensam entre si. E veja, Lorenzo saudou com entusiasmo a chegada do grandíssimo Valentino Rossi para correr ao lado dele e também sempre reconhece quando o fortíssimo Casey Stoner se sai melhor. Mas, caindo na obviedade, paixões são paixões, e cada um é cada um e concordo com o que você disse e eu também já disse por aqui no Blog: no automobilismo o competidor depende, sim, muitíssimo do meio que tem em mãos, mas olhe, Wagner, eu acredito que ninguém conseguiria extrair mais do atual Red Bull do que Vettel, nem mesmo Hamilton ou Alonso. Porém, é apenas a minha opinião.

        Grande abraço.

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      3. //////////////////////////////////////////////////////////////////////
        Caro Wagner,

        Hamilton, Alonso e Vettel são pura dinamite, não é mesmo? Comentar sobre eles é pisar em terreno minado. . . Antes de qualquer coisa, vou expor a minha opinião sobre os três, já dita aqui no blog da nossa competentíssima Julianne: todos me impressionaram e continuam me impressionando muito até hoje e a diferença entre eles – se houver – é mínima, e talvez diga respeito a detalhes em que cada um pode ou não ser mais forte que os outros dois. As paixões nascem das características sobre as quais os aficionados – de acordo com o gosto pessoal de cada um – atribuem maior valor. Todos três têm superlativas habilidades naturais, mas acho que Hamilton deles é o mais arrojado, o que tem mais ímpeto (embora isso às vezes possa lhe ser prejudicial), já Alonso tem fantástica capacidade de superação de adversidades e Vettel tem a maior precisão em velocidade extrema.

        Confesso a você que prefiro ver Alonso dando uma de Hamilton – indo pra cima como foi agora na Índia (bem sucedido) e no Japão (mal sucedido), do que não ousar – como no “affair’ com Petrov (perdido, perdido e meio) até porque, como também já disse aqui neste blog em outras oportunidades, proezas na pista – na minha modesta opinião – são mais lembradas que estatísticas, daí porque não dou muito valor a números, e sim a emoções (mas é claro que não se pode ignorar empilhamento de recordes). Pela capacidade de Hamilton de gerar emoção, a minha torcida vai sempre para ele (e para Kobayashi também). Mas outros aficionados avaliam com maior peso outras características e por isso uns torcem para Alonso e outros para Vettel, o que é ótimo, desde que as diferentes opiniões sejam respeitadas, inclusive porque não somos nós, torcedores de a ou b, que iremos modificar opiniões, o que cabe aos próprios pilotos fazê-lo, com as suas atuações em pista.

        Dito isto e especificamente com relação à comparação que fiz entre Alonso, Nadal e Jorge Lorenzo, todos três espanhóis e expoentes em seus esportes, acho que Alonso engrandeceria ainda mais seus feitos se, como aqueles dois, soubesse lidar melhor com as suas derrotas, PRINCIPALMENTE dentro das equipes onde já atuou e/ou atua e sabendo também reconhecer quando um adversário possa ter se saído ou estar se saindo melhor. Observo sempre com admiração o grande respeito e reconhecimento que os grandes tenistas se dispensam entre si. E veja, Lorenzo saudou com entusiasmo a chegada do grandíssimo Valentino Rossi para correr ao lado dele e também sempre reconhece quando o fortíssimo Casey Stoner se sai melhor. Mas, caindo na obviedade, paixões são paixões, e cada um é cada um e concordo com o que você disse e eu também já disse por aqui no Blog: no automobilismo o competidor depende, sim, muitíssimo do meio que tem em mãos, mas olhe, Wagner, eu acredito que ninguém conseguiria extrair mais do atual Red Bull do que Vettel, nem mesmo Hamilton ou Alonso. Porém, é apenas a minha opinião.

        Grande abraço.

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      4. //////////////////////
        Wagner:
        Mais um detalhe: a Honda está melhor que a Yamaha este ano e, mesmo assim, Lorenzo renovou com a Yamaha, ainda que pudesse ter se transferido para a Honda, com a aposentadoria precoce de Stoner. É muita confiança em si e uma demonstração de apreço pela equipe em que corre. Penso que eis aqui uma diferença gritante entre os dois ases espanhóis, como esportistas, com todo o respeito.
        Abraços.

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  4. Vettel é um grande piloto, fato, mas é inegável o quanto o carro tem ajudado nessas vitórias seguidas…O carro da RBR é sim predominante, afinal onde vimos Massa fazendo pole ou primeira fila nesse ano? Comparar Vettel com Webber, é o mesmo que comparar Hamilton com Button, Alonso com Massa, enfim, os primeiros pilotos de cada equipe são realmente os melhores…Vettel com carros perfeitos, faz o normal, andar rápido sozinho, mas fica a dúvida: quantas ultrapassagens fez em Cingapura, Japão, Coréia e India? Sinal que o carro está sobrando. A ojeriza a Alonso por parte dos brasileiros, vem em grande parte pelo Cingapura Gate, mas fica a dúvida: se Massa perdeu o título de 2008 por 1 ponto, Alonso ajudou muito, afinal roubou pontos de Hamilton no Brasil; não podemos nos esquecer da corrida vergonhosa de Massa em “Chuvastone 2008”, onde não conseguiu ficar na pista, além de não marcar nem um mísero ponto (culpa de Alonso?), hehe. Sobre o fato de Vettel produzir em um possível carro Ferrari, fica a dúvida: Vettel “praticamente” só correu com carros de Newey, afinal a Toro Rosso de 2008 era uma RBR de 2007, portanto, para somatório de estatísticas, Vettel nunca andou de Minardi por exemplo…Muitos dizem sobre a sorte de Alonso, mas se equecem que Alonso também abandonou duas vezes, e Vettel se aproveitou disso…Alonso não desmereceu Vettel, mas indiretamente cobrou a Ferrari, porque no mano a mano, Alonso não perde para ninguém nessa F-1 atual. Sobre saber perder, hehe, isso é conversa pra boi dormir, afinal alguém viu a carinha emburrada de Vettel quando Webber fez uma “mísera pole” na Coréia? Nesse discurso politicamente correto, cabe uma correção: seres humanos são únicos, emoções idem, desportividade é necessária, mas nenhum atleta de elite fica sorrindo com derrota, o resto é balela politicamente correta, ainda mais em um esporte egocêntrico como a F-1. Ps: me parece que um dos condicionantes do contrato de Vettel com a RBR, é possuir um carro que lhe possibilite brigar por vitórias, inclusive com a permanência de Newey, conincidência não???

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  5. ///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
    Julianne,

    Embora já tenha havido um desmentido por parte de Alonso, http://www.as.com/motor/articulo/alonso-desmiente-discutiera-pat-fry/20121030dasdasmot_3/Tes

    é impressão minha ou está começando um “climão” na Ferrari? http://totalf1.com/full_story/view/433844/Alonso_furious_at_Ferrari_in_India/ Você que acompanha de perto, o que acha? Lembro que Prost já era Tri quando foi sumariamente demitido pela Ferrari, antes do final da temporada, ao dizer que o carro dela que ele guiava era “um caminhão”! Se bem que neste caso do Alonso a grana do bancão espanhol que o apoia não é de jogar fora. . .

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    1. Não estive na Índia, porém, falando com colegas, realmente Alonso não estava em seus melhores dias no sábado. Mas é curioso ver que mídias consideradas sérias no meio não repercutiram a noticia do La Stampa. Esses são os fatos.
      Agora, partindo para a impressão pessoal, duvido que estejam felizes na Ferrari com as declarações em que, seguidamente, Alonso tira o dele da reta. Quando fala muito da competência de Newey e dele mesmo – uma verdade, diga-se de passagem – há quem possa entender que ele quer dizer que sua equipe técnica e Vettel são incompetentes – interpretação que ele deixa em aberto.
      Por outro lado, lembre-se que, recentemente, ele obteve uma vitória política com a permanência de Massa. Além disso, até pela reação dos jornalistas que estavam na Índia e não repercutiram a história, me parece haver exagero. Repito, são impressões.

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      1. ///////////////////////////////////////////////////////////////////
        Julianne,

        Muito obrigado pela sua esclarecedora resposta. Alonso é mesmo polêmico, impossível dizer o contrário. Realmente não foram muitas as mídias que repercutiram esse desentendimento, mas, a ser verdade o que agora começa a ser mais divulgado, parece que a coisa foi feia. Montezemolo está botando panos quentes em favor de Alonso, o que é uma boa para o espanhol, se considerarmos que Prost foi sumariamente defenestrado quando classificou a Ferrari como “um caminhão”.

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