Decisão do título não chegaria ao Brasil com a pontuação antiga

Atendendo a pedidos, eis a pontuação final deste campeonato pelo sistema utilizado de 2003 a 2009, com 10, 8, 6, 5, 4, 3, 2, 1 pontos distribuídos do 1º ao 8º lugares. Numericamente, pouca coisa muda entre as duas formas, aumentando-se apenas a diferença entre a primeira e a segunda colocações, além do crescimento sensível entre o quarto e o terceiro lugares. Por isso, pilotos que venceram mais se destacam, assim como aqueles que foram para o pódio mais vezes que os rivais diretos.

Além disso, nono e décimo lugares não rendem pontos, algo que faz diferença principalmente para Senna e Ricciardo em relação à tabela oficial.

Vemos que, pela diferença no número de vitórias (5 a 3), Vettel ganharia o campeonato de forma bem mais folgada com o sistema antigo. A decisão, aliás, nem chegaria ao Brasil, pois o alemão teria 14 pontos de vantagem em relação a Alonso (112 a 98) antes da etapa final.

Piloto Antiga Atual
1º Vettel 115 281
2º Alonso 106 278
3º Raikkonen 82 207
4º Hamilton 84 190
5º Button 76 188
6º Webber 71 179
7º Massa 47 122
8º Grosjean 37 96
9º Rosberg 36 93
10º Perez 26 66
11º Hulkenberg 21 63
12º Kobayashi 15 60
13º Schumacher 17 49
14º Di Resta 15 46
15º Maldonado 16 45
16º Senna 8 31
17º Vergne 4 16
18º Ricciardo 0 10

9 comentários sobre “Decisão do título não chegaria ao Brasil com a pontuação antiga

    1. Não acredito. Ninguém vai se contentar com menos só porque mais carros ganham pontos. Houve uma conversa na época em que o sistema foi adotado, de que ele aumentaria a luta pela vitória, mas duvido que alguém estivesse abrindo mão de uma vitória pela diferença pequena de pontos.

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  1. Muito obrigado Julianne, adoro estas comparações porque elas mostram que a diferença do sistema de pontuação mudam também as situações e colocações finais dos pilotos. Por exemplo, pela pontuação antiga, Hamilton chegaria na frente de Raikkonen, o que mostra que o atual sistema de pontuação é mais generoso com a consistencia do piloto do que era o antigo. Grato!

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  2. Da pontuação antiga, a única falha que enxergava, era a quase nenhuma diferença entre o 1º e o 2º, afinal, não se valorizava o vencedor.

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    1. Wagner, eu preferia como era nos anos 90(10, 6, 4, 3, 2, 1). Ali sim valorizava mais a vitória mas infelizmente mudaram em 2003 pra(10 ,8, 6, 5, 4, 3 ,2, 1).
      Foi uma das raríssimas vezes que eu concordei com o Galvão:
      “Antigamente 1º ganhava 10 e 2º ganhava 6, agora a FIA inventou o “quase 1º”, então o 1º ganha 10, o quase 1º ganha 8, e assim por diante.”
      Foi tão brilhante que tenho minhas dúvidas se foi ele o criador da frase. 😀

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      1. Para se ter uma ideia, traduzindo aquele sistema para a “moeda” atual, o segundo colocado receberia 15 pontos, 10 a menos que o vencedor.

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  3. Juliana,

    Parabéns pelo blog! É leitura obrigatória!
    Gostei muito de ver o comparativo… Sou uma das “viúvas” do sistema 10-6-4-3-2-1. Na verdade, sou da época em que a vitória valia 9 pontos (e sei que já valeu apenas 8). Penso que o sistema 10-6-4-3-2-1 beirava a perfeição. E sei també que a mudança para 10-8 visava tão somente impedir que alguem (um certo alemão, por exemplo) vencesse o campeonato com muita antecedência.
    O sistema atual não é muito diferente do sistema 10-8 (o segundo lugar valia 80% do primeiro. Hoje, vale 72%).
    Você saberia dizer se, caso ainda tivéssemos o sistema 10-6-4-3-2-1, algum título teria ido para outras mãos?

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  4. Cara Juliana,

    Como leitor assíduo deste site, muito em função da qualidade e precisão das matérias e opiniões aqui publicadas, tomo a liberdade de sugerir uma retificação.

    Vettel ganharia mais fácil o campeonato na pontuação antiga, não por ter mais vitorias, e sim “apesar de ter mais vitorias”.

    A nova pontuação teve o mérito de voltar a valorizar as vitorias, como de fato você e os colegas leitores ressaltam nos comentários, em dissintonia com o espirito do post.

    Para finalizar, acredito que entre os sistemas de pontuação que acompanhei de 1980 para cá, esse atual talvez seja o melhor, pois associa uma valorização das vitorias e do pódio, com a necessidade comercial das equipes enormes de “marcarem pontos”.

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

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