Por um fio: Massa, Webber, Grosjean e Di Resta

É curiosa a lista dos pilotos que precisarão mostrar mais trabalho do que em 2012 para manter seus empregos para a próxima temporada: de Romain Grosjean, novato que errou demais da conta, a um dos mais experientes do grid – e sempre na corda bamba, sabe-se lá se por opção própria – Mark Webber.

Felipe Massa
São Paulo, Brasil, 25.04.1981
174 GPs
Em 2012: 7º, 122 pontos
O que levar para 2013:  finais de semana impecáveis da segunda metade de 2012
O que esquecer: espiral de queda de confiança após maus resultados

No meio disso, Felipe Massa diz ter reencontrado na felicidade de pilotar a velocidade que só apareceu em lampejos nos últimos três anos. De fato, o salto gritante de qualidade do brasileiro a partir do GP da Bélgica não teve nenhuma razão técnica. Talvez a maior previsibilidade dos pneus Pirelli ao longo do ano tenha ajudado, pois diminui a vantagem daqueles que se adaptam mais rapidamente, mas só isso não conta toda a história. Seja como for, o normal é que, ao longo da temporada, Massa seja superado pela constância de Alonso. Porém, mais finais de semana como mostrou ser capaz de ter na segunda metade de 2012 abrem uma nova perspectiva para sua carreira. E, convenhamos: há sete meses, isso parecia impossível.

Paul Di Resta
Uphall, Escócia, 16.04.1986
39 GPs
Em 2012: 14º, 46 pontos
O que levar para 2013:  habilidade em se manter longe de confusão
O que esquecer: quedas de performance ao longo da temporada

Paul Di Resta chegou com a pompa de ter derrotado o ex-companheiro de equipe Vettel na F-3 Euroseries e não decepcionou em seu primeiro ano, especialmente nas corridas finais de 2011. A impressão, portanto, era de que o escocês engrenaria. Porém, apesar de ficar longe de acidentes no embolado meio do pelotão, parece faltar uma pitada de sal ao escocês, que teve uma queda de rendimento acentuada após seu companheiro de 2012, Hulkenberg, começar a brilhar. Fora das pistas, um ponto de interrogação no futuro de Di Resta tem a ver com sua relação com a Mercedes: fora a Force India – que, especula-se, ensaia usar motores Ferrari em 2014 – as outras duas equipes atuais da montadora (a oficial e a McLaren) têm contratos de mais de um ano com seus pilotos.

Romain Grosjean
Genebra, Suíça, 17.04.1986
26 GPs
Em 2012: 8º, 96 pontos
O que levar para 2013:  velocidade em classificações
O que esquecer: afobação nas primeiras voltas

Grosjean mesmo admitiu não esperar que o desafio da F-1 fosse tão grande. Se a inconsistência e os erros bobos em largadas – o mais espetacular certamente foi na Bélgica, mas o de Suzuka beirou o ridículo – o fizeram balançar ao final do ano mesmo com o dinheiro francês dando uma força, é justo dizer que sua velocidade foi importante para que ganhasse uma terceira chance. Afinal, dizem que é mais fácil um piloto rápido tornar-se consistente do que um piloto consistente tornar-se rápido, não? Mas agora acabou a fase de “bixo”: o carro deve ser bom, o companheiro não incomoda, o chefe aposta nele e Grosjean tem tudo a seu favor para brilhar em 2013.

Mark Webber
Queanbeyan, Austrália, 27.08.1976
198 GPs
Em 2012: 6º, 179 pontos
O que levar para 2013:  performances como em Silverstone
O que esquecer: apagões durante a temporada

Quem parece que não gosta deste tipo de situação é Mark Webber. Aliás, a teoria dos ingleses para os comuns ataques vindos de Helmut Marko esbarra na necessidade que o australiano parece ter de ser tido como azarão, no melhor estilo Rocky. Psicologia à parte, o problema de Webber é semelhante ao de Massa: como seu companheiro consegue se virar em uma gama mais ampla de condições, tanto do carro, quanto externas, ele pode vencer algumas batalhas, mas dificilmente levará a guerra. E Webber mesmo já adiantou: se não for para correr na turma da frente, prefere promover suas corridas de aventura na Tasmânia.

Confira todos os posts sobre o quem é quem nesta temporada.

7 comentários sobre “Por um fio: Massa, Webber, Grosjean e Di Resta

  1. Me parece improvavel que Massa e Webber sigam, seja nos atuais times ou mesmo na F1, correndo ano que vem. Já mostraram o que tinha que mostrar, ou seja, nada de mais.

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  2. Julianne,

    Perfeito o título que emoldura as fotos desses quatro. Já que não Grosjean não teve ou não tem cabeça, talvez se a Lotus fizer uma pequena “lobotomia” na relação da primeira marcha do carro dele – para deixá-la chocha nas largadas – ele encontre o equilíbrio que precisa entre a falta de cabeça e a velocidade inegável que tem. . . Falando sério, realmente é a sua última chance para se reabilitar e se consolidar. Eu estou acreditando que isso vai ocorrer. Quem tem velocidade sempre merece um crédito extra.

    Webber sempre foi muito rápido, mas a Red Bull – sendo o que é hoje – teria um campeão do mundo apenas com ele e outro qualquer, correndo contra Vettel, Alonso, Hamilton e Raikkonen em outras equipes? Com certeza não. Em 2011, quando a Red Bull foi extremamente dominante, Webber não conseguiu sequer ser vice, perdendo para Button. Mas, de jeito algum, o australiano NÃO pode ser trocado pelos dois atuais freios de mão da Toro Rosso.

    Di Resta, apesar de ter sido Campeão da F 3 Euroseries em cima de ninguém menos que Vettel, definitivamente encruou. Primeiro, sucumbiu a Sutil e, em seguida, a Hulkenberg. São fatos. Deveria voltar para o DTM.

    Massa talvez tenha nos novos pneus as suas térmicas para não entrar em novo apagão.

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  3. Talvez o tempo de Weber e Massa tenha realmente passado.

    No caso do brasileiro, acho que mesmo com um desempenho bem melhor do que na últimas temporadas (não dá pra ser pior) ele não deve ter seu contrato renovado. Se eu fosse um diretor de equipe não pensaria nele como opção. Ele já não tem nada pra oferecer à Ferrari, a não ser atuar como escudeiro de Alonso.

    Weber também deve parar. Acho improvável que em 2013 a RedBull consiga uma vantagem como teve nos três anos recentes. Se isso de fato acontecer será um milagre de Newey.

    Grojean é rápido e blá, blá, blá… Mas fez a pior coisa que alguém pode fazer pra si: Construir uma imagem negativa. Queiram ou não, foi isso que ele fez. Desfazer essa imagem vai ser difícil. Em 2013 ele precisa: 1-andar mais rápido e consistente que Kimi, 2-vencer uma corrida, 3-não causar um acidente sequer. É uma tarefa hercúlea.

    Nunca achei grande coisa no Di Resta. Ele perdeu o bonde ao ser preterido pela McLaren em favor de Perez. Dele não espero grande coisa.

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    1. Eu discordo com relação a Massa não ter nada em oferecer para a Ferrari. Ora, ele pode se correr dignamente, como no final de 2012, conseguir pontos e ajudar na luta pelos construtores, sendo o segundo de Alonso. Isso é muito para qualquer equipe. Ele não será o número 1, mas é parte sim do time, se fizer corretamente este papel.

      Sobre Grosjean, um adendo sarcástico… Não é uma tarefa hérculea. É uma tarefa hérculea para o Grosjean, huashuahsuas…

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      1. Marcar pontos apenas é pouco pra um ferrarista. Na verdade eu estava querendo dizer que Felipe não tem mais apelo comercial pra Ferrari.

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      2. Mas aí eu concordo com o Dé… Se não vence, vai vender a marca como?!??! Massa teve apelo apenas até 2009. Com a chegada do Alonso ele começou a ir mal e não vende nem um FIAT 147 hoje em dia… Quem dera dar força.

        A propaganda das marcas da Ferrari no Brasil tem o Alonso como garoto propaganda… É engraçado, mas dados os resultados do Felipe, não podemos reclamar. Ninguém quer atrelar sua marca a alguém na descendente. Se ele mudar a situação definitivamente, a coisa vai mudar novamente.

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