Ganhadores e perdedores de Xangai e os gráficos do mundial

O circuito nunca foi dos mais favoráveis. Afinal, coloca muito estresse nos pneus dianteiros devido às curvas longas de média velocidade e às freadas fortes e, como a Red Bull costuma funcionar melhor com a dianteira bem presa, o que colocaria ainda mais energia nos pneus dianteiros, foi preciso trabalhar o carro com outra filosofia. E menos veloz.

A estratégia, por sua vez, parecia uma boa, mas teve dois problemas de execução: o nono lugar no grid com direito a fritada justamente no pobre dianteiro direito e a perda de tempo com o tráfego no primeiro stint.

Em suma, o final de semana de Sebastian Vettel foi ruim. E ele saiu da China com 12 pontos.

Assim como a Red Bull, Lotus e Ferrari demonstraram ter ritmo para vencer corridas e, como Raikkonen salientou, este equilíbrio faz com que a adaptação a determinada pista faça a diferença em cada final de semana. A Mercedes, também rápida especialmente na classificação, promete roubar pontos, ainda que não convença o bastante em corrida para pensar em título.

Não é de se duvidar que Vettel, Raikkonen e Alonso vencerão quando estiverem em vantagem em um final de semana, como o espanhol mostrou com propriedade na China. Tendo isso em conta, em um campeonato que tem todos os ingredientes para ser tão disputado quanto o do ano passado – carros no limite de seu desenvolvimento, pilotagem de alto nível na ponta e uma crescente adaptabilidade aos pneus ao longo da temporada – são os “match points” salvos nos GPs em que as coisas não sairão como o planejado que vão decidir.

Fora o “trio de ferro”, fica a menção às grandes classificações de Lewis Hamilton nestas três primeiras etapas, colocando 0s544 em média em Nico Rosberg. Outro Nico, o Hulkenberg, agora pode dizer que liderou uma prova com duas equipes (médias) diferentes, e olha que não foi apenas por uma questão de estratégia, já que tinha carros mais fortes no mesmo barco, a exemplo de Interlagos. E Ricciardo foi irrepreensível durante todo o final de semana.

Por outro lado, Mark Webber e Nico Rosberg, os dois que saíram infelizes da Malásia pelo jogo de equipe, tiveram outro GP para esquecer, agora por problemas externos. E a tendência de Massa em deixar o carro escorregar nas curvas novamente lhe traiu com o composto médio, algo que já tinha aparecido de forma mais tímida na Austrália e cuja solução deve ser uma prioridade para o brasileiro. Afinal, como vimos que o composto macio é basicamente um pneu de classificação, os médios deverão ser usados com muita frequência ao longo do ano.

9 comentários sobre “Ganhadores e perdedores de Xangai e os gráficos do mundial

  1. No mundial de construtores, que fase a da McLaren hein, só na 3ª etapa conseguiu empatar com a Force India. Será que o carro é que é ruim mesmo, ou é a falta do Hamilton? E a Williams nem conseguiu entrar no gráfico…

    No grupo dos 6 primeiros, o Massa e o Webber vão ter que se esforçar ou vão ter que começar a trabalhar para o Alonso e Vettel logo logo.

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  2. O cara encheu o saco demais no encalço do primeiro piloto, até encheu varias vezes o retrovisor colocando a caranga de lado. Alguem do dedo duro disse, parem esse moleque para que não atrapalhe a estrela no seu dia. Umas decimas a mais no pit e uns pneus “menos tolerantes”. Pronto, acabou a encheção…. O primeiro piloto podía voar sosinho.
    Nah!! Que besta de imaginação a minha. Mas, Pq será que desconfio?

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  3. Ju, me lembro que ano passado, Nelsinho Piquet, havia falado que se Alonso tivesse uma Sauber nas mãos, poderia ter vencido o campeonato com antecedência. Onde quero chegar: Perez , nesse começo de temporada, me parece a decepção, tudo bem, o garoto é novo, mas fazer um bonito com carro bom é fácil, sei lá, posso estar sendo muito precipitado, mas o mexicano não é nenhum novato. Suas corridas tem sido muito apagadas, ao passo que Button com toda limitação do carro tem tido seus lampêjos. Vamos aguardar…Vendo as pilotagens de Alonso, Raikkonen, Hamilton e Vettel, é notável como em qualquer lugar que voltem, na frente ou meio do grid,se estiverem com pneus novos, chegam e passam, no máximo com uma volta, ao passo que Massa, mesmo com pneus novos, ficou travado atrás da Force India do “esforçado” Di Resta…Depois não dá para reclamar da sorte! Na transmissão do Sport tv, Lito Cavalcanti disse algo mt interessante: Alonso teve uma boa estratégia, mas uma execução melhor ainda. Enfim, nem só de tática vive a F-1 atual.

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  4. Não deu pra entender a estratégia com o Webber. Largar de pneu macio e fazer uma volta? Não era pra largar com o médio e usar o macio no final com carro leve? O tempo que o Massa perdeu dando mais uma volta com pneu macio justificaria parar logo atras do Alonso? Não perderia menos tempo?

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    1. A ideia da tática de Webber seria se livrar do pneu macio, opção que ele tinha já que sua posição de pista estava comprometida de antemão. Mas ainda quero dar uma olhada nos dados para entender exatamente o que queriam.
      No caso do Massa, ele mesmo explicou após a prova que a Ferrari espera uma margem de no mínimo 6s atrás entre seus pilotos para pará-los juntos – e ele estava a 2s de Alonso naquele momento. A Mercedes fez isso com Rosberg mais perto (4s2 de Hamilton) e o alemão ficou 2s a mais no pit.
      A situação da Ferrari era difícil: na volta 5, Massa já havia sido 0s9 mais lento que Alonso, seus pneus estavam mais desgastados, mas era a volta em que o espanhol pararia. É o líder da equipe e estava na frente. Por outro lado, essa preferência fez com que Massa voltasse 6s3 atrás do companheiro. Ou seja, perdeu 4s2. Num exercício de matemática, se Rosberg estava 4s2 de Hamilton e, ainda assim, perdeu 2s ao parar junto do companheiro, a situação de Massa não mudaria muito caso a Ferrari tivesse copiado a estratégia.

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    2. Não sei se teria sido melhor para o Massa parar uma volta antes do Alonso, meio que tentando um undercut, pois eles já sabiam que a vida útil dos macios seria bem curta. Teria sido melhor do que encurtar o segundo stint com médios, como acabaram fazendo.

      A verdade é que a vida útil dos macios foi exageradamente curta.

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  5. Me parece que a Ferrari está bem, mas, a Lotus melhor. Me parece que o ano, ao contrário do que aconteceu em 2012, vai ser mais fácil para Alonso e mais trabalhoso para Vettel. Ainda sim, vejo o alemão com chances de título, a julgar por essa corrida, Mesmo largando longe das posições de costume, ganhou posições, foi aguerrido e no final, acabou abocanhando mais pontos. Pouco, claro, considerando a proximidade dos concorrentes na tabela, mas, o suficiente para que a Red Bull, e principalmente Newey, consigam desvendar o mistério dos pneus achando o ponto de equilíbrio certo para o bólido rubro-taurino.

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  6. ju eu te adoro, realmente aprecio mto seu conhecimento desse esporte que me fascina, mas a verdade pura eh que massa nao eh piloto de ponta, alonso,vettel e hamilton se estiverem com um bom carro conseguem andar no pelotao da frente em todas as corridas, kimi em quase todas, button em muitas, webber e rosberg em algumas e felipe massa so conseguiu andar nesse pelotao qd seu carro era bastante superior, se os carros estiverem nivelados como acontece a tres anos ele nao consegue acompanhar o pelotao da frente durante uma corrida inteira, por mais que te ache um pouco politica com felipe as vezes, vc tem q concordar que ele definitivamente eh um bom piloto mais esta mto longe de ser um piloto de ponta

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