Vencedores e perdedores do GP da Espanha e o Mundial em gráficos

O mais intrigante nas corridas atualmente é que não há uma estratégia melhor que a outra. O sucesso ou não de uma tática depende do equilíbrio entre as características do carro, o desenrolar da prova em relação ao tráfego e a atitude do piloto. Na Espanha, tivemos alguns exemplos claros disso.

Alonso e Massa tinham pré-definida a estratégia de quatro paradas, que gerava um melhor compromisso entre ritmo e perda no box para o carro da Ferrari. E, de certa forma liberados para acelerar, abordaram a prova de maneira bastante agressiva. Aliás, a prova de Massa mostrou mais uma vez como o brasileiro é mais competitivo quanto mais puder atacar. Prova de conservação de pneu não é a dele.

O mestre em fazer isso é outro. Kimi Raikkonen demorou a ultrapassar Hamilton no começo, não endureceu o tanto que seu ritmo permitia com Vettel e deixou Alonso passar com facilidade. “É muito fácil ultrapassar, de forma que não há vantagem em lutar neste momento, porque não é possível manter o adversário atrás”, explicou. Está certo o finlandês, que tinha como proposta fazer uma parada a menos, tática ajudada por sua própria pilotagem e, claro, por sua Lotus. As chances de vitória de Kimi dependiam diretamente da largada e, depois de cair para quinto, o segundo posto foi uma questão de limitação de danos.

Mesmo Rosberg, depois de defender-se em demasia no Bahrein, aprendeu a lição e não dificultou as ultrapassagens quando perdeu rendimento, com pneus duros. Suas três paradas indicam que os problemas da Mercedes são uma combinação entre falta de ritmo de corrida e desgaste excessivo.

Desta vez, foi o conjunto Red Bull-Vettel que não compreendeu de que lado estava nesta equação. O time demorou a se decidir pela estratégia de quatro paradas, perdido entre marcar Raikkonen ou Alonso após a primeira parada. Quando percebeu que não tinha ritmo para lutar com a Lotus e mudou o plano, já tinha levado o undercut da Ferrari. Além disso, o próprio Vettel não se ajudou ao defender-se ostensivamente de Raikkonen, claramente mais rápido. A disputa foi bonita para nós, mas colocou pá de cal em suas chances de pódio.

Em um campeonato de detalhes, é impressionante como os conjuntos que conseguem ler melhor cada corrida se sobressaem. E como, corrida após corrida, temos provas de como os pilotos podem fazer a diferença. Aliás, já podem colocar nas melhores do ano o duplo passão por fora na curva 3, hein?

39 comentários sobre “Vencedores e perdedores do GP da Espanha e o Mundial em gráficos

  1. Se o carro da Mercedes não consegue tratar bem os pneus, não seria o caso de terem feito 4 paradas, para ter mais tempo de pista com pneus com menos voltas?

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  2. Se isso fosse um livro o título seria a “Arte de Andar pra Trás” ou mesmo a fábula da Tartaruga e do Coelho… tem algo de bizarro nisso propocionado acho que mais pelo exagero de como isso afeta a pilotagem e a corrida e suas ultrapassegens do que pela coisa em si.

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  3. Julianne, não seria mais interessante para a Lotus fazer o mesmo numero de paradas que os rivais, visto que, na corrida de hoje, Kimi tinha um ótimo ritmo quando acelerava ao maximo? Eles perdem muito tempo, ora com pneus muito usados, ora economizando.

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    1. A estratégia de três paradas era, no papel, sete segundos mais rápida. Porém, o ritmo de Kimi foi comprometido por ele não ter conseguido se livrar do tráfego em vários momentos na primeira metade da prova e Alonso, que abriu caminho, escapou.
      Estudarei os dados mais de perto para o post de quarta, mas acredito que a impressão de que Raikkonen era mais rápido tinha a ver com o fato dele e Alonso sempre estarem em fases diferentes pelas estratégias distintas. Quando os pneus do finlandês estavam novos, os do espanhol eram usados, e vice-versa.

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  4. Eu fiquei com a impressão que se a Mercedes, em especial com o Hamilton, fizesse 5 paradas, teria um ritmo muito melhor e um resultado no mínimo igual ao que teve…

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      1. Esse é o problema do exagero do pneu. Se ele durasse 3 voltas a mais ou se desse mais pneus para os piltos… Mas sem pneu vai fazer o que?

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      2. Até fazendo 3 paradas geralmente se coloca um pneu usado (provavelmente o prime do Q1). Isso não é um problema.

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      3. Isso não pode ser feito, pois os pneus são devolvidos após cada sessão. Para a classificação e corrida, são 6 jogos disponíveis. Assim, o máximo de uma corrida no seco seriam justamente 5 paradas.

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      4. Hmmmm, legal… Achei que fosse só ao fim do final de semana. A equipe pode fazer uma avaliação do pneu para ver o consumo, onde está havendo mais desgastes e coisas a mais? Quando ela tem que devolver, imediatamente ao fim da sessão ou somente ao fim do dia?

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      5. Sim, eles avaliam isso logo depois que trocam o pneu. Mesmo durante a corrida, assim que fazem o pit stop, há técnicos da Pirelli em cada equipe e eles passam as informações rapidamente. Tanto, que na Espanha, ouvimos o engenheiro do Vettel falando para ele cuidar mais do dianteiro esquerdo logo depois de sua parada. Essa é uma informação tirada do jogo que havia sido trocado.
        Devolve-se ao final de cada sessão de treinos livres:
        – um jogo de duros após o FP1
        – um jogo de cada após o FP2
        – um jogo de cada após o FP3

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  5. Não entendo o porquê da choradeira sobre os pneus, afinal quando a RBR “dominava o difusor soprado em 2011”, exterminando a concorrência vergonhosamente com antecedência, não havia tanto espanto, mas consternação, mas agora que “todos” estão no mesmo barco, ficam lamuriando…Ora, os pneus não são os mesmos para todos? Busquem adaptar-se, simples… Ps: passão duplo por fora não é para qualquer um!

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    1. Alonsete detected.

      Mas sim, concordo, que passão… PQP. Correu muito. Mas que é exagero esse desgaste é… Minha mãezinha que no alto de seus 70 anos com inteligência diz: Filho, tudo que é demais é veneno. Verdade. Até consumo demais de pneu envenena a disputa.

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      1. Caro, Americo, em 1988, Senna foi campeção com motor turbo, ao passo que outras equipes possuiam motor aspirado, portanto, algumas equipes tinham “vantagens” técnicas em relação a outras, não é o caso hj. Ora, os pneus influenciam muito hj? O carro da RBR é muito rápido mas não consegue utilizá-los, façam o dever de casa…Engraçado, Vettel já venceu 2 corridas…Sabe qual a diferença do difusor soprado da RBR 2011 e dos pneus de 2013? Em 2011 apenas a RBR dominava, mas hj, o brinquedo não tem dono, sendo um desafio para todos. Ora, qual a diferença do domínio da aerodinâmica e dos pneus? Qual é melhor?

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      2. Não entendi seu comentário, sinceramente. Em 92 Mansell foi campeão com carro do outro mundo, em 2004 o Schumacher venceu com uma superioridade ímpar… E???

        Hoje você acha mesmo que não há vantagens técnicas? Então porque a Marussia e a Cartehan não pontuaram nunca? Porque a Willians andou pra trás, como a Sauber? Porque a Mclaren ao fazer um novo projeto pra esse ano caiu, se era o carro mais rápido ano passado? Vantagens técnicas sempre há. E não, a RBR não é o melhor carro desde meados do ano passado. E isso não é culpa do pneu exclusivamente. Por mim, acho apenas exagerado o número de pits, 4, normalmente. Isso é crueldade, vira bagunça nos boxes. Mas tá, como você disse, a regra é igual pra todos, virem-se. Não sou contra os “Farelli”.

        Mas o Alonso não é o melhor piloto dessa fase. Isso é fato. É segundo ou terceiro, mas não o primeiro.

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      3. A suspensão ativa da Willians era “tão antiesportiva”, afinal o carro fazio o serviço para o piloto, facilitando demasiadamente a pilotagem, como só a Willians possuía, resolveram proibir em 93. Em 2011, o difusor soprado, dava tanta vantagem para a RBR, que não havia disputa pelo primeiro lugar. Hj o regulamento é o mesmo para todos, inclusive os pneus,(mas nenhuma equipe possui vantagem muito superior, está equilirada a disputa) portanto, parem de chorar, inclusive a RBR…Sabe porque os taurinos estão reclamando? Simples: o carro deles possuem tanto down force, que se os pneus fossem mais duros, aqueceriam melhor, deixando a concorrência comendo poeira. Marussia, Cateham, Sauber,Willians não estão vencendo, não pelos pneus, mas pelos projetos ruins, além da falta de verba…A Mclaren está pagando o preço por inovar no projeto, feito a Ferrari em 2012, mas a diferença é que os ingleses não têm um piloto do “nível” de Alonso…A RBR não é o melhor carro desde meados do Ano passado? Vc está errado! O fato é: se tornarem os pneus mais duráveis, o alto down force da RBR faz o resto, pois como mesmo diz Vettel: “o carro é rápido”, mas por empregar muita energia nos “fragéis Pirelli, não dá o dominio que o alemão deseja!Ps: ora, qual a diferença entre as muitas trocas de pneus hj e na época do reabastecimento? ; não acho justo mudar o regulamento “durante” o campeonato, afinal o problema é o mesmo para todos!

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      4. Na realidade a RBR é o melhor carro desde meados de 2009! A diferença é que os pneus mais frágeis da Pirelli foram o modo encontrado pela FIA para tentar deter o domínio taurino, mas sabemos que é uma questão de tempo, como Newey fez faltando 6 corrida para o fim da temporada de 2012.

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      5. Mas pera lá. O regulamento era o mesmo para todos em 2009 e até em 2011 o foi. Todos poderiam ter o difusor soprado. E o título de 2010? E a evolução do carro durante 2009, 2010, 2011. O mal início e a recuperação em 2012???

        Se você quer creditar todo o sucesso da RBR ao bom carro e nada mais, papo encerrado, com cético não se conversa. Pois todos os comentaristas, bons ou mals, sabem do talento que o Vettel tem e nenhum discorda do mérito dele em ter 3 títulos (só as Alonsetes). Eu concordo que em 2011 foi até ridículo, mas isso ocorre de tempos em tempos é absolutamente normal e merecedor, um time que inventa algo novo se sobressair. Ou vc não acha mérito da RBR vencer por inventar algo incrível?

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      6. Hehe, take easy man…Vc jura que o regulamento de 2009 foi o mesmo para todos? Ou Brawn deu o golpe do joão sem braço concebendo um difusor (i)legal? Bem, o bom carro de 2009 (sem difusor duplo), concebido pelo único aerodinamicista “gênio” da F-1 atual, tornou o RBR tão ou superior ao carro de Brawn. Hehe, uma coisa é projetar o carro baseado no difusor soprado, outra coisa é implantar depois do projeto pronto, como podemos ver, não há muitos neweys na categoria. Hehe, em 2012 a FIA barrou o difusor soprado, mas o carro da RBR ainda assim continuou o melhor, não mais dominante. Hehe, a RBR teve mal início em 2012???? Recuperação??? Mas esse não foi o caso da Ferrari??? Bom, se for cético é não compartilhar com seu ponto de vista, então o sou, mas em nenhum momento disse que Vettel não é um bom piloto, apenos reitero que o carro da RBR é o melhor do grid desde meados de 2009…Por fim, se vc não suporta a genialidade de Alonso, até entendo, mas me diga uma coisa, afinal vc é: Raikkolete, Hamiltete, Massete, Vettelete, Webbete, Rosbete, enfim, qual a sua torcida? Bem, na atualidade, Vettel é bom, mas “pra mim”, Alonso é muito superior…Quem sabe daqui uns 7 anos Vettel alcance Alonso, não em números, mas em pilotagem! Ps: se sou Alonsista ou não, não é da sua conta, mas o termo “as Alonsetes” não diz respeito a mim, serve pra vc o artigo feminino?

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      7. Eu não sou piloete… Sou automobilistete. Gosto do automobilismo. Por isso lá no primeiro comentário ainda falei: realmente, PQP, correu muito. Porque eu adorei ver a corrida do Alonso. Aliás, dos três primeiros. E deu pena ver Hamilton, Rosberg e até o Webber sem saber largar direito. Gosto da corrida boa. Aquela que tem briga. Por isso acho exagero o pneu. 4 paradas é demais e até a Pirelli acha isso. Mas vamos examinar outro ponto:

        Você citou no primeiro comentário: “Ora, os pneus não são os mesmos para todos? “. Então, o regulamento de 2009, como o de 2011 era o mesmo. Difusor pode até beirar a ilegalidade. Mas não está nela. Esperto quem percebeu isso e colocou ele no carro. Assim como espertas agora a Ferrari e Lotus em usar bem os pneus que tem a disposição em lutas com asfalto abrasivo. Tenho em mim que elas não terão tanta facilidade com asfalto menos abrasivo, com menor necessidade de pits, mas isso só o tempo dirá.

        Sobre o gênero feminino, o que serve pra mim é problema meu, o que serve para você é problema seu. Não brinquei com sexualidade em nenhum momento e se você entendeu assim, peço minhas desculpas. Brinquei pelo fato de você visivelmente ser torcedor do Alonso. E reitero, realmente, ele correu muito em Barcelona. Mas não o acho o melhor piloto no momento. Mas F1 é feita de momentos. Em 2011 o momento era bom pra RBR. Em 2005 e 2006, pra Renault do Alonso. E por aí vai. como no futebol, basquete, volei, e qualquer esporte, não existe apenas um que vence, sempre tem alguém tentando beliscar a vitória quando quem está se sobressaindo bobeia. E hoje, tenho pra mim que quem se sobressai é Lotus (constante em quase todas as corridas) e Ferrari.

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  6. que estranho esse negócio de aderência mecânica ser importante, né?! quando se trata de carro, achei que aerodinâmica era o mais importante, afinal carro é feito para voar, não para ter contato com o chão.

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  7. Julianne,

    Li em algum lugar que parte dos problemas que a Mercedes vem enfrentando com o desgaste de pneus está relacionado com sua suspensão diferenciada, uma especie de equipamento que mantém a altura do carro em relação ao solo mais constante. O que há de verdade nisso? Realmente a suspensão desses carros tem algo diferente, até certo ponto revolucionário?

    Abs.

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    1. Essa suspensão é a chamada FRIC e é um assunto que devo abordar por aqui em breve. Mas não é a explicação para o desempenho da Mercedes porque também é usada pela Lotus.

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      1. Valeu! Aguardo ansioso pelo post sobre essa suspensão. É ótimo ter onde conhecer a parte técnica dos carros de F1.

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      1. Hahahahahaha, Américo! Sei que a$ finança$ mandam, e também eu não estava lá dentro pra saber direito como se passaram as coisas, mas, visto assim de fora, tenho a impressão que Kobayashi não foi avisado com antecedência suficiente da necessidade de arrumar patrocínio. Então, sua dispensa me pareceu injusta e uma perda enorme para o Circo. Creio que os Deuses das Corridas agora estão se vingando, hahaha. Como sou fiel devoto de São Koba pelas suas irreverentes ultrapassagens. . . Mas não leve a brincadeira a ferro e fogo. Grande abraço.

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  8. Ju, uma coisa que eu não compreendi bem na corrida foi a demora da Ferrari em chamar o Massa para a última parada. Se ela fosse adiantada em algumas voltas ele não teria como ao menos tentar pressionar o Raikkonen?

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  9. Julianne, Me espantou a diferença de 40 segundos de Alonso para Vettel na corrida, sem que nada de anormal tenha ocorrido. Nem quando a Ferrari estava mal e a Red Bull dominando tivemos tamanha diferença. Isso só confirma sua tese que ganha quem faz a melhor leitura da corrida em relação aos pneus. Vc acredita que isso pode indicar uma tendencia em favor da Ferrari para as corridas em Montreal , Hungria, Nurburgring entre outras onde o consumo de pneus é muito alto ? Neste caso o papel de Massa ganha enorme valor, em tentar tirar pontos do Vettel para ajudar o Alonso, como aconteceu ontem. Isso garantiria sua renovação, sem dúvida.

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    1. Acho que o mais difícil nesse momento é apontar tendências. Acredito que a interação carro/composto/pista pode embaralhar as cartas. Mas um fator que considero muito importante é o papel da simulação e do acerto: ganha quem souber prever a evolução da pista e adequar seu carro e estratégia a isso.
      Sobre o Massa, o papel dele é fundamental, principalmente com Grosjean tendo dificuldades em classificação e Webber apagado.

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  10. NÃO ESCUTEM, PROTEJAM-SE!
    GP da Espanha, mais uma etapa do campeonato de pneus-farofa. Fernando Alonso, contando com um carro com menor consumo de pneus-farofa, levou a melhor. Com isso, conseguiu a sua trigésima segunda vitória, tornando-se o quarto maior vecendor da história da Fórmula 1. Após doze anos, com um currículo cheio de jogadas sujas e de lances espúrios, ele conseguiu um número de vitórias, que Sebastian Vettel poderá alcançar ainda este ano com apenas, efetivamente, seis anos e meio de Fórmula 1, já que em 2007, disputou apenas oito GP’s: um pela equipe Sauber e as restantes pela Toro Rosso. Além disso, Sebastian Vettel, hoje, é considerado o menino prodígio dentro da Fórmula 1. Não é por menos; ele vem alcançando suas glórias bem antes de todos os outros grandes pilotos da história da Fórmula 1, inclusive deste, que segundo o blogueiro é o melhor piloto do grid atual.

    Na largada, que segundo os ufalunáticos da imprensa que compõe o plano medíocre do discurso: “ME ENGANA QUE EU GOSTO”; Fernando Alonso foi genial. Não foi bem assim, simplesmente, Fernando Alonso fez o que, tanto ele quanto Felipe Massa, vem fazendo em todas as corridas, já que, sem que saibamos o porque, o carro é muito eficiente nas largadas das provas. Da largada feita por Felipe Massa, pouco se falou. Saiu em nono e na segunda volta era o sexto colocado. Antes de entrar nos boxes para sua primeira troca de pneus-farofa, mesmo com eles em péssimo estado, ultrapassou Lewis Hamilton. Fernando Alonso, que tinha um carro mais equilibrado do que Sebastian Vettel, não conseguindo ultrapassá-lo na pista, o fez no retorno à pista, depois de fazer sua troca de pneus-farofa. Por que Fernando Alonso (O MELHOR DO GRID) não ultrapassou Sebastian Vettel na pista, já que ele, além de ser o melhor, tinha o carro produzindo menos farofa de borracha do que os outros? “No começo da volta 12, antes da primeira curva, Fernando ultrapassou Rosberg e levou o público espanhol ao delírio”. O reporter-ufalunático, responsável por esse:”ME ENGANA QUE EU GOSTO”, não disse que Nick Rosberg, devido ao consumo de farofa de pneus da sua Mercedes, que era muito alto, aliviou o acelerador e diminui o seu ritmo de corrida. Em seguida, foi ultrapassado por Sebastian Vettel e por Felipe Massa. Aqui vale uma observação: Felipe Massa que largara em nono, já era o terceiro colocado, mesmo não sendo o melhor do grid. Aqui, encerro o discurso da épica largada do melhor do grid no GP da Espanha de 2013.

    Felipe Massa, na sua segunda troca de pneus-farofa, foi, mais uma vez, prejudicado pela equipe Ferrari. Visando mantê-lo afastado do melhor do grid, visto que, há uma muleta confeccionada com caneta e papel, que o proíbe de tal ousadia, retardou a sua entrada nos boxes. A melhor estratégia é sempre para o melhor do grid. A equipe Ferrari necessita justificar o alto investimento que fez com a sua contratação. Por isso, o melhor do grid tem que ser tricampeão a todo custo.

    Para os que dizem que Felipe Massa não é melhor piloto que Fernando Alonso, gostaria de dizer-lhes que, assim como na obra de George Orwell(ANIMAL FARM), na qual, espertamente, em benefício próprio, os porcos começam a modificar os sete mandamentos que normatizavam o dia-a-dia dos animais, incluindo o mandamento de número7, que dizia: “TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS”; que após ser modificado, assim ficou:”Todos os animais são iguais, MAIS ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS”.); na Fórmula 1, cada equipe tem “DOIS CARROS QUE SÃO IGUAIS”, mas na equipe Ferrari,”OS DOIS CARROS SÃO IGUAIS, MAIS UM É MAIS IGUAL QUE O OUTRO”. O mais igual pertence, justamente, ao melhor do grid. O melhor do grid demonstra ser, devido ao seu comportamento, um bicampeão com uma aura de covardia, deveras, infinitamente grande em torno da sua megalomaníaca pretensão de sagrar-se tricampeão de Fórmula 1.

    Os ufalunáticos dessa imprensa do “ME ENGANA QUE EU GOSTO”, tentam transformar um bom piloto, em um dos maiores de todos os tempos. Tentam, através de um engodo uivado de falácias, transformar pilotos talentosos, como Sebastian Vettel, Kimi Räikkönen, Felipe Massa, Lewis Hamilton, Jenson Button, etc, em meros coadjuvantes de uma farsa calçada com pneus que se desintegram e transformam o espetáculo em um medíocre e repetitivo show de consumo explícito de farofa de borracha.

    Há mais ou menos 85 anos atrás, surgiu na Alemanha, um gênio do mal, que tinha outro gênio como seu ministro da Propaganda. Esse ministro dizia: “UMA MENTIRA DITA CEM VEZES, TORNA-SE VERDADE”. É justamente isso, o que essa imprensa-ufalunática tenta fazer com essa mentira que se chama Fernando Alonso. É quase certo que esse movimento-ufalunático é patrocinado pelo banco vermelho da praça e orquestrado pelo tapete vermelho do cavalinho rompante. Não escutem, protejam-se! Tapem os ouvidos, fechem os olhos e sonhem…Quem sabe em um futuro não muito distante, veremos Felipe Massa, com todo seu talento, sagrar-se campeão de Fórmula 1?

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  11. O cara coloca o mesmo texto no blog do Ico. Talvez tenha colocado nos outros blogs tb. Parece um campanha. Vc quer nos convercer do que, rapaz? Melhor se tratar….

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  12. JU,o carro da red bull é rápido, o que eu gostaria de saber é:

    O dono da Red Bull disse que se utiliza-se todo o Potencial do RB9 precisaria de 8 paradas e que não pode utilizar todo o potencial do carro

    os pneus pirelli não suportariam muita carga aerodinâmica ?

    vc acha que a Red Bull ira recuperar o terreno perdido ?

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    1. Vejo as declarações como uma forma de pressão política, não devem ser levadas ao pé da letra. Vettel fez quatro paradas para vencer em Barcelona em 2011 e não lembro de ouvir reclamações. Reitero que as interações tipo de circuito/composto disponível/simulações/acerto irão fazendo a balança pender para um lado ou outro.

      Respondendo também ao Roberto: a evolução dos carros parece ter surpreendido a Pirelli, que também melhorou o nível de performance de seus pneus. Nestas pistas citadas, há curvas com perfil semelhante à 3 de Barcelona, onde há dois agravantes: asfalto muito abrasivo e temperaturas relativamente mais altas. Os carros também estarão mais adaptados aos pneus quando chegarem a Spa e Monza. Então, pela lógica, não vejo uma questão de perigo (a não ser que as equipes inventem moda com cambagem, claro!)
      Porém, a Pirelli divulgou “mudanças estruturais”, cedendo às pressões e me parece que isso está diretamente ligado aos pneus dechapados que temos visto, o que realmente não cabe na F-1. Porém, essa mudança estrutural provavelmente virá junto de um decréscimo da importância do gerenciamento termal do pneu e tirará ênfase da mecânica.

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