Quatro pilotos da mesma geração no top 10? #HungriaFacts

"Logo a gente chega lá"

A atual geração da Fórmula 1 caminha para ter quatro representantes entre os 10 maiores vencedores da história da categoria. Fernando Alonso (quarto) e Sebastian Vettel (sexto) já estão lá, e Lewis Hamilton deu mais um passo, em seu GP “talismã”, para chegar na lista. O inglês conquistou a quarta vitória em Budapeste – em sete tentativas – e chegou a 22 triunfos no total. Com mais três, empata com o atual chefe Niki Lauda e com Jim Clark e entra no top 10. Kimi Raikkonen, por sua vez, tem 20 vitórias.

Por ora, Hamilton igualou o número de conquistas de Damon Hill, perdendo na porcentagem de vitórias/prova (19,13% a 18,33%). O inglês também garantiu a continuidade de sua marca de sempre vencer pelo menos uma prova na temporada, o que conseguiu desde sua estreia. Contando apenas temporadas completas, o recorde é de Schumacher (15 primeiras temporadas seguidas com vitórias), com Lewis e Fangio em segundo (sete) e Vettel em terceiro (seis).

A primeira vitória de Hamilton fora da McLaren veio no circuito em que mais vezes venceu – 2007, 2009, 2012 e 2013, superando Ayrton Senna e empatando com Schumacher. Depois de Hungaroring, o circuito em que o inglês teve mais sucesso é o palco de sua primeira conquista, Canadá, com três vitórias (2007, 2010, 2012).

Curiosamente, sempre que Hamilton ganhou na Hungria, Raikkonen foi segundo. O finlandês tem cinco segundos lugares em Budapeste e apenas uma vitória, totalizando sete aparições no top 3, mesmo número de Schumacher e Senna. Além disso, foi responsável, no último domingo, pelo 150º pódio finlandês na Fórmula 1. Kimi esteve na metade deles, enquanto Mika Hakkinen soma 51, Keke Rosberg 17, Heikki Kovalainen 4, Mika Salo 2 e JJ Lehto 1.

A pole de Hamilton foi a 30ª da carreira, na primeira vez que o inglês largou na frente por três vezes seguidas. Aliás, Lewis nunca havia largado na primeira fila em seis provas em sequência. Com exceção do GP do Bahrein, quando foi nono no grid, o piloto da Mercedes não sabe o que é largar fora das duas primeiras filas. Talvez isso corrobore com sua opinião de que este carro é o melhor que pilotou na carreira, superior até que o de 2008, com o qual conquistou seu título.

Quem fez a volta mais rápida foi Mark Webber, que igualou as 17 de Rubens Barrichello e está a uma do companheiro Sebastian Vettel no quesito. Curiosamente, é a terceira vez nas últimas três provas em que o quarto colocado na corrida é o dono da volta mais rápida.

No meio do pelotão, a Williams marcou o primeiro ponto após 11 provas. A equipe estava zerada desde o GP dos Estados Unidos de 2012. Ano passado, neste mesmo ponto da temporada, o time tinha 47.

Pleiteando uma vaga na Red Bull ano que vem, Daniel Ricciardo se classificou no top 10 pela terceira vez seguida, o que não acontecia com a Toro Rosso desde 2008, quando os carros do time ainda eram desenhados por Adrian Newey.

Já Adrian Sutil teve pouco para comemorar em seu 100º GP, sofrendo com a falta de ritmo e abandonando com problemas hidráulicos. O alemão reconheceu, na quinta-feira, que ainda está longe de atingir seus objetivos na categoria: tem como melhor resultado o quarto lugar no GP da Itália de 2009.

Também no campo da longevidade, Felipe Massa ultrapassou, na volta 24 do GP da Hungria, a barreira dos 50.000km em corridas, tornando-se o décimo na história a fazê-lo, junto de Schumacher, Barrichello, Button, Trulli, Coulthard, Alonso, Fisichella, Patrese e Webber.

5 comentários Adicione o seu

  1. Larissa disse:

    Os carros estão cada vez mais confiáveis tanto que quando um carro quebra por problema mecânico parece algo de outro mundo. Eu comecei a acompanhar F1 em 1994, no GP da Hungria desse ano largaram 26 carros e 12 não terminaram a corrida e de lambuja a equipe Pacific nem qualificou os dois carros. Algo inimaginável hoje em dia.

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    1. JL disse:

      Isso é verdade, a confiabilidade hoje é muito grande comparada com o passado. Antes era normal um cambio quebrar ou motor estorar.

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    2. Diogo Valensi disse:

      Essa é uma questão curiosa. Eu sempre penso que antes os pilotos era obrigados a andar no limite dos carros; e, hoje, têm de andar no limite dos pneus. Com a máquina trabalhando abaixo da capacidade é mais difícil que ocorram quebras.

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      1. wagner disse:

        Caro, Diogo, não sei se os pilotos não andam no limite do equipamento hj, afinal com o gerenciamento da eletrônica, fica fácil saber até onde forçar, vide as respostas imediatas dos sensores da telemetria (ex: Vettel ano passado no Brasil, recebeu do pit em tempo real a necessidade de mudar o mapeamento do motor sob risco de quebra…). O fato é que hj não se pode usar os motores de forma descartável como era no passado. Temos que levar em consideração o quanto a tecnologia de construção das peças evoluiram, tornando-as resistentes, juntando-se a isso pistas com amplas e seguras áreas de escape, impedindo danos maiores aos carros, de certa forma “facilitando” a vida dos pilotos e equipes.

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      2. JL disse:

        Os pilotos nunca andaram nos limites dos carros, pois eles nao aguentariam uma corrida inteira. Sempre tinham q. aliviar em algum lado.
        Tem este post da Julianne q. ele explica melhor:
        http://www.totalrace.com.br/blog/juliannecerasoli/2013/06/24/sera-que-a-era-bridgestone-era-mesmo-de-pe-embaixo/
        Abrcs

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