Viagens e bastidores

Kimi, Lotus, costas e contas

Prioridades...

Das primeiras vitórias desde os tempos da parceria Alonso-Renault para o time de Enstone a maneiras hilárias de aproveitar todo o potencial marqueteiro do menos marqueteiro dos pilotos. Tomara que o final melancólico não atrapalhe a avaliação dos dois anos, duas vitórias, 14 pódios, quatro voltas mais rápidas e 390 pontos da relação entre Kimi Raikkonen e a Lotus.

Escrevi aqui sobre a sensibilidade de uma equipe que soube usar com maestria o pouco óbvio valor comercial de Raikkonen, mas parece que nem todo marketing positivo foi capaz de suplantar a dificuldade em manter uma equipe economicamente confusa em condições técnicas de lutar por coisas maiores do que um lugar entre o G-4 da Fórmula 1. E não deu para segurar o finlandês.

Porém, dentro da pista, não dá para negar a surpresa com os resultados de uma parceria que começou com ares de alto risco em 2012 – tanto pelo ano complicado da Lotus em 2011, quanto pela desconfiança gerada por um piloto que deu de ombros à Fórmula 1 e voltaria para uma realidade completamente diferente, tendo pouco tempo de pista para adaptar-se – e logo de cara se mostrou uma grande jogada. Kimi Raikkonen deu um novo gás ao time de Enstone, da mesma forma que a equipe deu o alicerce para que o finlandês voltasse ao posto dos grandes do grid.

Porém, assim como na McLaren e na Ferrari em 2006 e 2009, o fim tomou ares melancólicos. Mas, desta vez, com uma cirurgia.

Quem acompanha a carreira do finlandês sabe que as dores na coluna são comuns e teriam começado em um acidente durante testes em Magny-Cours, na França, em 2001. A pancada também em testes em Barcelona, quatro anos depois (confira o vídeo abaixo) só piorou a situação. E, se você tem qualquer problema na coluna, essa ilustração publicada por Alonso recentemente em seu twitter mostra bem o porquê fica difícil pilotar um Fórmula 1.

Mesmo que seja caso antigo, é difícil achar informações sobre qual seria o tal problema de coluna de Raikkonen. Em 2010, quando o piloto passou por uma cirurgia antes do Rali do México, falou-se em “discos intervertebrais inchados”. Quando ele voltou a ter dores em Cingapura, ouvi de colegas o termo menos técnico de “nervo pinçado”, o que não explica muita coisa, mas vai pelo mesmo caminho. Caso esta realmente seja a questão, Kimi teria um tipo de hérnia de disco contida, quando o núcleo do disco intervertebral se incha e comprime os nervos da coluna, causando inflamação e dor, mas sem o rompimento da membrana que caracteriza a hérnia tradicional.

O que se sabe é que trata-se de algo crônico com que o finlandês se acostumou a lidar. E seria totalmente compreensível se a escancarada falta de pagamento tenha dado o empurrão que faltava para o piloto decidir por esse tipo de tratamento. Ver Kimi de volta é mais um motivo para contarmos os dias para 2014 chegar.

6 comentários em “Kimi, Lotus, costas e contas”

  1. Uma penas que as coisas tenham terminado desta forma. Acho que a Lotus duvidou da capacidade do Kimi quando o contratou por bônus de pontuação. Ele sempre terminava corridas entre os ponteiros antigamente. A diferença agora é que ele largou os abandonos para trás.

  2. Atitude absurda da Lotus q mesmo depois de todo bafáfá ainda não pagou Kimi e pelo jeito nem vai pagar. De duas, uma: ou esse Geraldo Rodriguez é um pilantra de marca maior ou estão completamente sem dinheiro. Anuncio de Maldonado e PDVSA na Lotus 100% certo.

  3. uma pena que ele não estará nas duas ultimas etapas, então pra mim esta encerrado esse campeonato chato. pois pra mim ele é unica graça. que venha 2014!pois a unica coisa que interessa é o duelo entre ele e alonso. assim saberemos quem é o melhor piloto f1.

Deixe uma resposta