Corridas e análises

Por que a Williams é uma boa aposta para Massa

Me he cansado de esperar, Felipe

Duas vitórias circunstanciais nos últimos 10 anos. Colocando desta maneira, a Williams não parece ser dos destinos mais animadores para Felipe Massa em 2014. Por outro lado, a próxima temporada apresenta uma oportunidade de salto de qualidade e um recomeço para a terceira equipe mais vencedora da história. Mas será que a Williams está preparada para dar esse salto?

Tudo o que podemos analisar antes dos carros alinharem para o GP da Austrália são sinais. Economicamente, a Williams é a equipe mais saudável do meio do pelotão, com lucros líquidos na casa de 10 milhões de dólares. Além da bem sucedida variação de negócios da empresa, grande parte vem dos 30 milhões de dólares injetados anualmente pela petrolífera venezuelana PDVSA e resta saber se o acordo permanece para os próximos anos mesmo sem Pastor Maldonado a bordo – o time garante que são negócios independentes. De qualquer forma, a segurança financeira permitiu que a estrutura técnica não sofresse perdas nos últimos anos, como tem sido o caso da Lotus e da Sauber, por exemplo.

Isso inclui desde a estrutura física, na fábrica, até a humana. E este é um ponto ao mesmo tempo positivo e negativo. Positivo porque possibilitou a contratação de gente gabaritada e experiente, como Pat Symonds, e negativo porque o time parece ter errado em algumas apostas. O ex-Renault é o terceiro diretor-técnico em três anos, procedendo a Mike Coughlan, responsável pela draga deste ano, e Mark Gillan. Apesar do ‘upgrade técnico’ da troca de Coughlan para Symonds, a falta de continuidade pode ser um problema.

Um exemplo disso foi a atual temporada, em que, sob nova direção, o time decidiu começar um projeto do zero – e ele se mostrou equivocado e de difícil compreensão. Aliás, algo recorrente nos últimos anos e que complica a vida da Williams é a dificuldade que o corpo técnico tem de entender por que o carro melhora ou piora, algo semelhante ao que acontece na Ferrari.

Outro ponto que pode ir tanto para um lado, quanto para o outro é o motor. A Williams fechou com os Mercedes, que prometem ser os melhores da nova geração que estreia em 2014. Porém, a troca de fornecedor neste momento tão delicado é vista com desconfiança, pois a interação entre os projetos da unidade de potência e aerodinâmico é fundamental e é claro que o fluxo de informações entre Williams, que atualmente é parceira da Renault, e Mercedes não tem sido o mesmo de Mercedes e Force India, por exemplo.

Essa combinação de fatores leva a crer que a Williams está em um processo de fortalecimento econômico e técnico, mas dá sinais de que ainda está ‘verde’ em vários pontos e longe de voltar a seus dias de glória. Por outro lado, em comparação com seus pares do meio do pelotão, apesar da lanterna deste ano, é a que apresenta os alicerces mais fortes para se reerguer a médio prazo.

23 comentários em “Por que a Williams é uma boa aposta para Massa”

  1. Então, vc quer dizer que, aparentemente 2014 será um período de entrosamento entre os diversos departamentos da equipe?
    Não sei, tem alguma coisa na Williams que não me inspira a menor confiança.

    Minha opinião: o problema de Massa chama-se Pirelli. Sinceramente não penso que Felipe vá conseguir se adaptar aos Pzero.

    Espero que os fatos me desmintam.

    1. Eu espero que o Lassanha não feche com ninguem. Fica chato todo mundo jogando bosta encima desse senhor que já não tem nada que mostrar. A fila da F1 tem que andar. Tem bons pilotos que precissam serem promovidos vindos da GP2.

    2. A Williams tem bons sinais, melhores que seus rivais diretos, e é tudo o que podemos ver no momento. Mas concordamos em relação ao Massa. Ainda mais ano que vem, com necessidade de dosar combustível também, não é o melhor tipo de corrida para o estilo dele.

  2. Não acredito que a Williams vai dar um upgrade considerável visto que faz já bastante tempo que o time vem em franca decadencia atingindo o máximo neste ano, com um único ponto no campeonato. Depois disto, qualquer coisa será melhor. Pat Symonds não é nenhum génio visto os vários carros ruims da Renault depois dos dois títulos de Alonso. Massa continuará lutando para pontuar e é com isso que o torcedor brasileiro terá que se conformar.

  3. A Williams vai “upgrade” sua unidade motriz para os (over?)hyped Mercedes. Pessoas importante tecnicamente saíram da Lotus.
    Sera que Maldonado vai pular da panela para o fogo? Seria bastante ironico 🙂

    Ju,

    Voce falou das possibilidades da Williams tornar-se uma “boa aposta”. Voce teria algo a dizer da possibilidade da Lotus ser um “barca furada” em 2014, se o dinheiro da Quantum não chegar?

  4. A única vantagem que vejo é o fato positivo de ter um brasileiro no Grid. Pelo menos assim, Galvão poderá gritar qualidades que só ele vê e, dessa forma, influenciar os leigos, enfiando guela abaixo que ele pode sim ser campeão com qualquer carro, de qualquer equipe.

    Meu medo era de não ter nenhum brasileiro no Grid o que diminuiria o interesse dos patrocinadores, fazendo com que a Globo desistisse da transmissão na tv aberta.

  5. Julianne o Rob Smedley vai para Williams ou fica em Maranello ?
    Vc acha que seria positivo ele ser acompanhado pelo Smedley ou nao ¿?
    Obrigado
    FP

    1. Se não me engano ele fechou com a Williams antes do Massa, mas para ocupar outro cargo na equipe. Não sei a opinião da Julianne, mas acredito que ele não agregue muita coisa como engenheiro de corrida já que a maioria das estratégias do Felipe no ano foram equivocadas. E acho, pelo menos pela função, que o Smedley possuia influência direta nessas escolhas

      1. O Smedley indicou no passado que está no final da fase como engenheiro de pista e que queria assumir um posto mais alto, de chefia. Isso provavelmente aconteceria na própria Ferrari caso ele continuasse. Então se ele realmente fechar com a Williams (ainda não houve anúncio) acredito que não seja para atuar como engenheiro de pista.

        E lembro também que a estratégia não é feita pelo engenheiro de pista. No caso da Ferrari, inclusive, há dois grupos, no box e em Maranello, cuidando paralelamente disso.

      2. Obrigado Julianne, como sempre, super atenciosa.

        Tenho outra pergunta 🙂

        Vc acha que o Ross Brawn estaria com as malas prontas para GROVE ?

  6. Ju, só discordo desta parte:

    “A Williams fechou com os Mercedes, que prometem ser os melhores da nova geração que estreia em 2014. Porém, a troca de fornecedor neste momento tão delicado é vista com desconfiança, pois a interação entre os projetos da unidade de potência e aerodinâmico é fundamental e é claro que o fluxo de informações entre Williams, que atualmente é parceira da Renault, e Mercedes não tem sido o mesmo de Mercedes e Force India, por exemplo.”

    Ao meu entender, é justamente o contrário, é a Renault que provavelmente não dá auxílio algum para a Williams, sabendo que não tem mais contrato com ela para o próximo ano.

    Já a Mercedes com o contrato assinado, está fornecendo todas as informações de seus motores, justamente por estar em contrato.

    Seria diferente se não houvesse assinado nada ainda.

    Eu mesmo já trabalhei em uma empresa com contrato assinado para ir para outra e fiquei dois meses já recebendo detalhes da nova empresa e seu funcionamento, quando cheguei já estava inteirado de todos os detalhes da minha área. Construção civil, claro, eram áreas de atuação diferente, mas não acredito que a Mercedes não forneça todos os detalhes possíveis para a Williams.

    Que parceria seria esta que começa com desconfiança? A Williams jamais repassaria informações para a Renault para fortalecer seus concorrentes e a Mercedes não deixaria de ter um time forte na disputa, a não ser que ela queira isso, “sabotando” seus clientes para fortalecer sua equipe própria.

    Mas pelo que eu li a área de motores é totalmente independente da equipe de F1.

    1. Digo isso por uma conversa que tive com o chefe de motores da Renault, Rob White. Ele não disse nada disso em aberto, mas me deixou essa clara impressão. Os motores são desenvolvidos de forma independente em relação às equipes, mas há engenheiros fazendo essa ponte, que será primordial para o projeto do ano que vem, centrados na nova unidade de potência. E temos de lembrar ainda que o negócio com a Mercedes foi fechado em maio deste ano. O projeto do carro de 2014 começou em 2011.

  7. Julianne, o Pat Symonds deve ser um dos únicos no grid que esteve na F1 na primeira “era turbo” (anos 80). Você acha que isso traria algum tipo de vantagem para a equipe? Ou os equipamentos atuais serão tão diferentes que de nada adianta esse conhecimento prévio?

  8. Ainda bem que o Smedley fechou também. Senão, quem vai ficar ditando pelo rádio pro massa, a marcha na saída da curva, onde frear e coisas do tipo?

    Já ouvi isso diversas vezes durante a transmissão e achei ridículo. Que pilotinho fraco é esse que precisa que alguém dê dicas de como tirar mais do carro?

    Fica difícil acreditar que ele tem peito pra liderar uma equipe, que ele vai dar pau no Bottas ou que vai fazer uma pequena parte do que o Galvão está prometendo aos leigos.

    1. Power

      Não dá pra acreditar uma postagem como a sua.Não vi Galvão prometendo nadasobre o Massa para 2014. E olhe que acompanho com frequência as notícias de F-1 em todos os sites e programas, etc. Você está sambando na maionese. Massa é um grande piloto e não o pilotinho como você grosseiramente o chama.Leigo não é o público de Galvão, leigo é você que fala de Massa como entendesse muita coisa de F-1.Pela sua postagem , você entende muito , muito menos do que pensa que entende.
      Alguém que acha difícil Massa bater Bottas, não a menor noção do que está falando. No mínimo

  9. Power

    Não dá pra acreditar uma postagem como a sua.Não vi Galvão prometendo nadasobre o Massa para 2014. E olhe que acompanho com frequência as notícias de F-1 em todos os sites e programas, etc. Você está sambando na maionese. Massa é um grande piloto e não o pilotinho como você grosseiramente o chama.Leigo não é o público de Galvão, leigo é você que fala de Massa como entendesse muita coisa de F-1.Pela sua postagem , você entende muito , muito menos do que pensa que entende.
    Alguém que acha difícil Massa bater Bottas, não tem a menor noção do que está falando. No mínimo

  10. O discurso é otimista. Mas precisamos ser realistas. O Massa ganhou uma despedida bonita da Ferrari e etc? Sim. Foi um piloto e pessoa queridos por lá? Também. Mas voltemos a realidade. Foi demitido por falta de resultados. Fez quatro temporadas terríveis. A realidade é essa. E não, o Massa nunca foi um super piloto. E não será a partir de agora.

    Não se trata de perseguição ou brasileiro desmerecer brasileiro e torcer contra, como alguns dirão. Não é isso. Só me incomoda o fato que, de repente, estarem tratando a ida do Massa à Williams como uma revolução. Não, não será. É preciso lembrar que a Williams é a atual nona das onze equipes do grid e, apesar do passado glorioso, hoje é apenas uma equipe pequena.

    Por mais radical que seja a mudança no regulamento do próximo ano, ela não terá nem recursos nem um staff técnico suficientes pra enfrentar Red Bull, Ferrari, Mercedes, Lotus e McLaren. Por melhor que seja o progresso do carro, ele lutará por alguns pontos e com muita sorte e uma revolução do piloto, um pódio.

    Não. Nem Williams nem o Massa serão campeões e farão uma revolução em 2014 como alguns comentários jornalísticos, colunas e títulos de matérias dão a entender. Pode ser um recomeço pro piloto do ponto de vista de se correr livre sem ter que trabalhar sempre pro companheiro. Mas será apenas isso. É só lembrar das duas últimas temporadas do Barrichello por lá. A diversão do piloto será correr solto pra marcar uns pontinhos e só. E não há nada de errado nisso. Só não “vendam” (equipe, piloto e imprensa) a ilusão que de uma hora pra outra o Felipe vai se tornar um super piloto e lutar por vitórias e títulos. Torcedor pode até ser cego e idiota. Quem gosta de verdade de Fórmula 1 e entende como as coisas funcionam, não.

    1. Junior.
      Concordo com seu ponto de vista. Achei seu comentário ponderado, bem equilibrado, não vi nenhuma perseguição ao Massa e penso também que não se deve criar expectativas, nem pessimistas nem otimistas, pela razão simples de que o que vem por aí na F1 é uma incógnita, segundo os jornalistas especializados.
      Torço pelo Massa e qualquer outro piloto brasileiro que estiver competindo, mas só o fato de ele, Massa, poder correr sem um eventual “…faster than you” já me anima.

  11. Pro Rick,

    Digo pilotinho pra não dizer motorista. Quando ouço o rádio do massa, me lembro quando eu era garotinho. Toda vez que o carro saía da garagem, eu queria ir junto. Minha mãe que dirigia, meu pai não gostava. Só que minha mãe tinha um braço duro do caramba, ruim de roda mesmo. Aí meu pai ficava do lado, falando ou, às vezes gritando:

    _ Vai!!!! Põe segunda logo, vai ficar em primeira até quando???!!?? Ó o carro vindo!! Pisa nesse freio!!!! E muito mais.

    Se a dona Josephina não fosse tão “ruim de roda”, o “seo” Isidoro se sentiria confortável e confiante pra deixa-la no comando e ficaria quieto do seu lado.

    Nunca vi o Ross falando pro Lewis: “Aí, bota 3ª na curva que você está fazendo em 2ª, que aí o motor grita menos”… ou o Fernando recebendo ordens do tipo.

    Agora, se você acha que eu não sei porra nenhuma de F-1 porque eu não gosto do massa, eu aceito na boa. Quando eu comento, não é com a intenção de agradar todo mundo não. Eu já não acho que você não entende ‘nada’ porque simpatiza com massa. Eu vejo uma pessoa influenciável. Tipo, o Galvão fala que o rubinho é bão com pista molhada. Em 19 anos ele tomou pau até do Johnny Herbert com chuva mas, como foi o Galvão que disse, um monte de gente acredita.

    Fica frio. Pode torcer pro massa, pro rubinho, pra quem você quiser. Quem vai ficar nervoso é você. Já pensou se o Bottas andar mais que massa?? Você ai gritar:
    “Carvalho, aquele merda do Power estava certo!!!!”.

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