Pilotos que foram e voltaram – parte 1

williams1992O próprio presidente da Ferrari, Luca Di Montezemolo, reconhece que colocar Kimi Raikkonen ao lado de Fernando Alonso a partir desta temporada é “um risco”. O italiano se refere, claro, a uma potencial dupla explosiva, com cada lado demandando o máximo de atenção do time. Mas e a situação do finlandês, que volta ao time que pagou milhões para que ele não cumprisse seu contrato até o final em 2009?

Esta não será a primeira vez que o piloto que marcou época volta para uma equipe – e a história teve decepções e reencontros de sucesso.

Juan Manuel Fangio e Maserati: de 1953 a 1954 e de 1957 a 1958

O pentacampeão argentino é famoso por ter vencido corridas – e campeonatos – por quatro equipes diferentes. Alfa Romeo, Ferrari, Mercedes e, claro, Maserati. Mas o título com os italianos só viria em sua segunda passagem. Oficialmente, Fangio foi para a equipe em 1952 mas, com uma contusão no pescoço após acidente em Monza, só estreou de verdade na temporada seguinte, em que foi segundo colocado.

As coisas pareciam diferentes em 54, com duas vitórias logo de cara, mas o argentino logo trocou a Maserati pela Mercedes, que dominaria aquela temporada. O piloto seria bicampeão com os alemães e iria para a Ferrari após a fábrica germânica abandonar as corridas. Porém, apesar do título com o time de Maranello, a relação com Enzo Ferrari nunca foi das melhores e o argentino voltou para a antiga casa.

A segunda chance deu certo: Fangio venceu quarto das sete etapas e selou seu quinto e último campeonato.  O penta também marcaria a aposentadoria do argentino, que na época tinha 47 anos.

Graham Hill e Lotus: de 1958 a 1959 e de 1967 a 1970

Apesar da segunda passagem de Graham Hill pela Lotus ter gerado mais sucesso do que a primeira, a história do inglês praticamente se confunde com o time, no qual começou como mecânico na década de 1950. Mas aquela Lotus do final dos 50 estava longe da potência que se tornaria pouco menos de 10 anos depois, e Hill teve como melhor resultado um sexto lugar em seus dois primeiros anos pelo time.

O inglês foi, então, para a BRM, equipe com a qual conquistaria o título de 1962, mas o time foi perdendo rendimento – Hill ainda conquistaria três vice-campeonatos, mas foi apenas quinto em 1966 – e o piloto voltou “para casa” na temporada seguinte. Nessa época, a Lotus já era bicampeã, com Jim Clark. Com a morte do escocês, Hill se tornou o primeiro piloto da equipe e foi campeão em 68.

Nigel Mansell e Williams: de 1985 a 1988 e em 1991, 1992 e 1994

O casamento entre Nigel Mansell e a Williams teve ingredientes de novela. O Leão voltou duas vezes para o time em que foi campeão em 1992 – a primeira, depois de sofrer um sem-número de decepções em sua primeira jornada em Grove. Foram dois vice-campeonatos seguidos – o primeiro, especialmente doloroso após uma explosão de pneu – e uma temporada frustrante para qualquer um que não tinha uma McLaren, em 1988, até que o inglês resolveu ir para a Ferrari.

Infeliz no time vermelho, o agora il Leone chegou a anunciar sua aposentadoria, mas foi persuadido por Frank Williams a ficar. O fez na hora certa, pois o time de Grove teria o carro que dominaria a partir de 92. Campeão aos 39 anos, o inglês novamente se aposentaria momentaneamente, indo para a Indy. O segundo retorno aconteceria sem o mesmo brilho, por quatro provas, em 1994.

1 comentário Adicione o seu

  1. Jobson disse:

    Julianne,

    Na primeira passagem de Kimi Raikkonen pela Ferrari, ele tinha contrato até o final de 2010.

    Abraços.

    Curtir

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