GP de Mônaco por brasileiros, espanhóis e britânicos: “Vai ser um longo ano”

O glamour...
Ah, o glamour…

Com o clima pegando fogo dentro da Mercedes e a expectativa de brasileiros, espanhóis e britânicos por um ataque de Lewis Hamilton para cima de Nico Rosberg, houve quem se perdeu com a única ação que se materializou nas primeiras filas: Daniel Ricciardo sendo superado por Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen.

“Largada decente para Rosberg e Hamilton tem de ficar atrás. Olhem Raikkonen pressionando Sebastian Vettel e passando!”, se confunde David Croft, na Sky Sports.“O Alonso vem brigando e ganha uma posição”, Galvão Bueno também erra na Globo. Erro justificável, para Martin Brundle. “Normalmente é Alonso que começa atacando, desta vez foi Raikkonen que foi muito corajoso na curva 1.”

Muito corajoso na linguagem dos britânicos, ou “um autêntico míssil”, como narra Antonio Lobato na Antena 3.“Fiquei com a impressão que Fernando teve de levantar para não bater na Red Bull. Em Mônaco não depende só da sua largada, mas também de quem está na frente”, lamenta Pedro de la Rosa.

No meio do pelotão, Perez tenta superar Hulkenberg por fora na Mirabeau, mas é tocado por Button, que vinha atrás. “Acho que Sergio deveria ter deixado um pouco mais de espaço. Era quase certo que haveria alguém ali”, opina Brundle. Rubens Barrichello vê o contrário. “Magnussen (sic) tentou colocar por dentro mas não tinha espaço”. E Galvão destaca como “os dois carros da Williams passaram por um fio de cabelo.”

O incidente traz o Safety Car à pista. Na relargada, Vettel aparece lento.“Vettel dormiu… não, não. Ele tem problemas. Ele fez uma grande largada, estava lutando pelo pódio e o carro lhe deixa na mão. Isso é síndrome de Mark Webber”, defende Lobato. Fim de prova para o alemão.

Com o abandono, Raikkonen assume o terceiro posto, “pilotando mais que seu carro”, segundo Brundle. A sua frente, Hamilton “está pilotando mais com raiva do que qualquer outra coisa”, nas palavras de De la Rosa. Os espanhóis acreditam que Hamilton vai lutar a prova inteira e lembram de 2007. “Tínhamos um problema de freio e Fernando estava administrando, mas Lewis ficou forçando e colocou a prova dos dois em risco”, diz o comentarista, que era piloto de testes do time na época. “E a equipe pediu que se acalmasse mas, mesmo assim, ele continuou pressionando.”

Em uma tarde Mãe Dinah, De la Rosa não gosta da maneira como a informação é dividida dentro da Mercedes. “Se um engenheiro sabe o que o outro está fazendo, não dá para você tentar surpreender o outro carro e parar antes, por exemplo. E a tendência é sempre que priorizem quem vai à frente. Mas, se eu fosse Hamilton, tentava parar antes. Eles deveriam deixar cada um fazer a própria tática. O restante das informações deve ser dividido porque ajuda a equipe a evoluir”. Esta seria a reclamação do próprio Lewis voltas depois.

Motor Racing - Formula One World Championship - Monaco Grand Prix - Sunday - Monte Carlo, MonacoCroft não tem certeza se parar primeiro seria a melhor opção. “Se os pneus estiverem demorando para aquecer, talvez Rosberg não queira parar antes e deixar Hamilton com ar livre”, acredita. Mas Brundle não descarta que a prova seja decidida de outra maneira. “Se eu fosse Kimi ou Ricciardo, eu pensaria ‘eu posso vencer essa corrida’, porque não está descartado que essas Mercedes se embolem.”

Galvão acredita que “Hamilton parece mais rápido que Rosberg, mas se chegar é uma coisa, passar é outra, imagina em Mônaco”. O comentarista espanhol Jacobo Vega segue a mesma linha, diz ver “que Lewis está mais lento”. Mas Lobato retruca: “Eu vejo Nico na frente na pista! Lembra de Mansell perseguindo Senna? Acabou a corrida tonto.”

Além da briga pela ponta, a transmissão da Globo foca nas críticas à tática da Williams. Galvão queria que Massa tivesse largado com os pneus macios. “Massa está limitado pelo Bottas. Se ele estivesse com pneus diferentes, ficaria na pista até o final e tentaria lucrar com pneus macios no final. Mas a Williams é muito tradicional nas estratégias”, critica.

As dúvidas quanto à estratégia do brasileiro só aumentam quando ele é o único que não aproveita o Safety Car provocado por Adrian Sutil – “o único que estava fazendo graça”, para Galvão – para fazer seu pit stop. “A chance que o Massa tem é que os outros tenham problemas com os pneus e ele consiga abrir. A Williams arriscou agora, mas não da forma como a gente gostaria”, observa Barrichello. “Mas ele é o mais lento de todos! Para fazer isso, tinha que ter largado com pneus macios”, insiste Galvão. A tática foi questionada por todos. “Massa não tem muito mais rendimento em seu pneu, mas tem posição de pista. Veremos como isso vai funcionar. Será muito difícil”, reconhece Brundle. “Não dá para entender a tática de Massa”, diz Lobato.

Outro problema das paradas sob o Safety Car foi na Mercedes.“Por que vocês não me pararam na volta anterior?”, questionava Hamilton via rádio.“Quando era claro que o SC era inevitável, né?”, Brundle entende logo de cara o que queria o inglês. “Como eles iriam saber? Não faz sentido”, Lobato não compreende. “Hamilton deve estar bravo porque era a única chance de Hamilton passar Rosberg. Agora estão na mesma estratégia”, resume Barrichello.

O período de Safety Car ainda guardaria mais uma surpresa: a parada dupla de Raikkonen, sendo a primeira planejada e, a Untitled-1segunda, causada por um toque com Max Chilton, que não apareceu na transmissão. “Como é possível que Chilton tenha tocado Raikkonen ao descontar uma volta? É uma pena porque ele vinha fazendo uma grande corrida”, Lobato não se conforma. “Esse vai ficar bravo”, prevê Barrichello.

Após a relargada, Hamilton segue na cola de Rosberg e Lobato teme pelo ‘pior’. “Ai, ai, ai, ele vai tentar. Estou convencido. Já vivi isso há alguns anos. Hamilton deve ter pesadelos com Mônaco”, em uma nova referência a 2007.

Mas quem tenta – e consegue – é Hullkenberg, na Portier, para deleite de Brundle (“você vai ter que ir bem longe nos livros históricos para achar outra igual!”), e Bianchi, na Rascasse, “dando cotoveladas, como se estivesse em um carrinho de bate-bate”, como narrou Lobato.

Falando em Bianchi, apenas na Globo pairou a dúvida sobre sua punição. Barrichello repetiu algumas vezes que era estranho ele ter um stop and go e não parar, porque “teria de fazer isso em três voltas”. Porém, os demais explicaram que há uma regra nova. “O bom desse stop and go de 5s é que você pode servir durante o pit stop. Então é uma punição, mas não arruína seu dia. É mais justo”, considera Brundle.“Os cinco segundos só se aplicam na parada ou, se não for parar, eles são somados ao tempo final. O que ele não vai poder é acenar ao público na última volta porque não pode perder tempo”, brinca De la Rosa ao explicar a situação aos espanhóis.

Outro ponto que causou reações distintas foram as seguidas mensagens que Rosberg passou a receber para economizar combustível. Para Galvão, “já está na metade da corrida e ele não chegou na metade do combustível. O engenheiro tá colocando pressão nele.” O narrador leva em consideração que o carro está com 100kg, a quantidade máxima de combustível que pode ser usada quando, na verdade, as mensagens significam que a Mercedes optou por usar bem menos. “Em Mônaco, com SC, eu não esperava ouvir em combustível nesse domingo. Eles arriscaram. Mas carregar 10kg a mais pode resultar em cerca de 8s na corrida”, explica Brundle. A informação causa surpresa em De la Rosa.“Não dá para entender isso. É um GP em que usamos uns 85kg de combustível e ainda assim tivemos dois SC. Isso é um erro de cálculo da equipe. O consumo aqui não é importante para ninguém, nem para o SC.”

Mesmo com o companheiro com problemas, Hamilton não consegue se colocar em posição de pressioná-lo. “Eu posso ver Hamilton declarando guerra depois desse GP. Lauda já esteve nessa situação, com Prost, e deveria saber como lidar com isso”, avalia Brundle.

Na volta 50, De la Rosa tem outro momento de premonição. “Hamilton deve estar com a viseira toda suja, deve ter levado pedaço de borracha na cabeça o GP inteiro. E às vezes começa a entrar todo tipo de porcaria no capacete. É muito duro ficar perto de outro carro por uma corrida toda.”

Voltas depois, o inglês diminui o ritmo de uma hora para a outra. E diz à equipe que não consegue enxergar com o olho esquerdo. “Muito incomum. Daria para tentar abrir um pouco a viseira pra limpar. Ricciardo está chegando, mas pode ser que ele não veja”, Brundle não resiste.

Lento, Hamilton chega a se irritar quando seu engenheiro insiste a lhe informar sobre a aproximação de Ricciardo. “Quero saber de Nico”, esbraveja. Mas o australiano se aproxima perigosamente. “Ele disse que não se importa com Ricciardo, mas deveria se importar porque ele está chegando muito rápido.”

Chegou, mas não passou , e a Red Bull tem de se contentar com o terceiro lugar. Com a visão em dia, Rosberg vence, e Hamilton não esconde a irritação com o segundo posto e a perda da liderança do campeonato.

“Nico tinha uma missão aqui e cumpriu, retomando a ponta do mundial”, Motor Racing - Formula One World Championship - Monaco Grand Prix - Sunday - Monte Carlo, Monacoresume Lobato. “Acho que Hamilton errou quando fez aqueles comentários sobre ser mais faminto que Nico porque vinha de família pobre e tal. Isso só aumentou a vontade dele”, avalia o narrador. “Rosberg pole position e vitória em dois anos consecutivos é para trazer muito orgulho para qualquer piloto em qualquer situação. E Massa obteve grande resultado chegando em sétimo depois de largar em 16º”, resume Galvão para os brasileiros.

“Lewis vai estar muito irritado… vamos ter muitas discussões sobre essa pole nesta semana”, resgata Brundle, que parece convencido de que Rosberg simulou o erro na classificação para prejudicar o companheiro. “Lewis estourando o champanhe parece mais que está regando as plantas”, observa. “São dois pilotos da Mercedes que não conseguem olhar um na cara do outro ou se cumprimentar”, diz Croft. E Brundle conclui: “Será um longo ano.”

39 comentários sobre “GP de Mônaco por brasileiros, espanhóis e britânicos: “Vai ser um longo ano”

  1. Muito pelo contrario “Será um ano muito curto”, eu já disse varias vezes que acredito na reação da Ferrari e sobretudo da Renault. Eles prometeram 100% no Canadá e já é na próx semana. Já veremos, se não… jogarei a atoalha em Monza, e dormirei placidamente minhas noites de GPs para lá de Bangladesh.
    Mas com tudo o que tem acontecido, é relevante ver Vettel declarar que “Matemáticamente estamos aí”. Do alto dos seus 4 títulos lapidados a partir das mitades das temporadas, e a quase caça da Brawn em 2009, nos deixa com um sorriso na boca e certo alivio.
    Por outro lado vou discordar desses caras da trasmição. Eles deven saber muito mais do que eu, mas Monaco sim é um dos circuitos que mais gasta combustivel. Gasta mais que Monza por exemplo. Lembremos que a velocidade media é bem menor, mas se trabalha com o cambio baixo, mantendo altas rotaçoes para póder ser competitivos. Em Monza se trabalha quase sempre em alta com um regime mais estavel de cambios e rotações. Que me corrijam os especialistas, mas acreditos que De La Rosa mijou fora do pinico.
    E as declarações de hoje de Ron, heim?? Pronto. Logo veremos Alonso tomando um lanchinho com o exchefe, uma briguinha mais na Ferranha, e o rio termina revelando a grande rocha. Faz tempo que dizem na espanha que o contrato McLatas-Honda-Santander descansa no criado mudo do rilipojas. É mais Aucam, vai experimentando a velha jaqueta vermelha, porque teu pupilo vai terminar de vermelho. Eu é… vi no tabacco.

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    1. Correção: “Em Monza se trabalha quase sempre em alta velocidade com um regime mais estavel de cambios e rotações”.
      De fato, acho que é o circuito onde se gasta menos combustivel.

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      1. Pela velocidade menor. Se chegasse até os 300km as provas seriam sempre limitadas pelas 2h de duração. Com 260km já demorou 1h50!

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      2. Ju, então aquele gráfico do combustível, mostra o percentual de quilos consumidos certo? Se for, então para a gente saber se o piloto está no limite, só se tivermos a informação de quantos quilos ele largou.

        É isso ?

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      3. Eu acho que, nas primeiras etapas, estava em porcentagem, levando em consideração que eles usariam 100kg sempre. Mas como isso não é verdade para todos os circuitos, eles mudaram. Agora, está em kg (fiz uma captura da imagem e vou colocar no post pra vc ver porque aqui não dá). Então, quando o Galvão fala “passamos da metade da prova e eles não passaram da metade do combustível” é porque ele não deu direito o gráfico.

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      4. Legal Ju. Se lembra da época do reabastecimento que havia a necessidade de saber com quantos quilos cada um largava? Talvez volte essa curiosidade, mas agora é um pouco mais fácil, pois não tem a ver com estratégia e sim consumo total de cada equipe para cada pista.

        Mas se eles divulgassem seria interessante. A Williams antigamente disponibilizava no preview do seu site o consumo de cada pista, esse ano eles não estão divulgando mais, talvez por recomendação da Mercedes.

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      5. Acho bem difícil porque isso faz parte da estratégia das equipes desde o fim do reabastecimento. Uma coisa é certa: de 2010 para cá, eles nunca colocam combustível suficiente para terminar a corrida usando a mistura rápida o tempo todo… pensando bem, não vou entregar tudo aqui, isso é assunto para um post! rsrs

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      1. Colega,

        Esse campeonato ja foi pro saco! Vettel pode ate ganhar corrida esse ano, mas campeonato? naaahhh esse eh da Merc! Ou Ra-milton, ou britney como dizem por ai!

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      1. Meu caro Aucam, tire suas proprias conclussões pelo papo do Ron:

        “— Fernando seria muito bem vindo de volta à McLaren. Não tenho problema algum. A coisa mais importante para nós é ganhar novamente. Em 2015, teremos motor Honda e precisamos de um grande piloto — afirmou o chefão.”

        Eu diria que falta muito pouco para que se declare o namoro. Não digo que Dennis não goste mais do negão, mas…. Santander é coisa seria. E também é o preferido da Honda. O chororo do Button de semanas atrás querendo ficar um pouco mais no circo, é coisa de alguiem que deram preaviso, e o Ron desta vez falou muito mais claro.

        A coisa de Hamilton na Mercedes pode tomar caminho muito dramático se por casualidade vir a quebrar umas duas vezes e Rosberg asume o mundial. Ele mesmo já deu o primeiro paso com o desplante de Monaco. O fato de Lauda dizer que vai falar com ele e aclarar o que esta acontecendo realmente foi grosso.
        Uma provavel ida do Alonso e um desplante na Mercedes, pode juntar duas necesidades, e ai é que eu acredito sim, que Hamilton com uma Ferrari vai virar mito.
        Y los sueños, sueños son??… Sei não, acho que vi no Tabacco.

        E esta semana tem Mugelo. logo te conto a piada da semana.
        To separando uns videos para o blog do Gabriel. Temos que comemorar os 300 do Doutore.

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      2. Não pude me aguentar Aucam. lembra de Laguna Seca 2008?

        Rossi já se bateu com Sete Gibernau, Biaggio, Lorenzo e agora quero velo de novo em forma contra Marc.
        Tem também varias batalhas épicas com Stoner, mas essa pasagem na Saca Rolha com um finale na poeira de Stoner foi de antologia.
        Disfruta velho zorro.

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      3. Claro, essa aí está arquivada há muuuito tempo nos meus Favoritos. . . Laguna Seca e o Sacarrolhas são demais! Mas se tivesse F 1 lá teriam que dar um jeito de levar para outras curvas esses comissários chatos da F 1 de hoje. . .Segunda-feira estaremos lá no Blog do Gabriel comentando mais uma vitória do Marc (note a minha convicção). . . Se ele derrotar Rossi em casa aí vai ficar imbatível mesmo. . .

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      4. Bruz, no xadrez da F 1 atual nenhum rumo pode ser descartado. . . Esse cenário de Hamilton quebrando duas vezes seria apocalíptico, o terremoto seria muito grande e espalhado. . .

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  2. Diferente do Bruz eu achei, pelo relato da Ju, que o De la Rosa matou a pau na transmissão. Foi muito bem na leitura dos acontecimentos mais importantes da corrida e por conta disso dessa vez a melhor transmissão fica com a Espanha.

    Geralmente dá Inglaterra, mas acho que dessa vez deu Espanha. O Brasil não sai do zero no placar😦

    A questão do combustível eu tb me confundi. Acreditei que aquele percentual seria o total do tanque, então não estava entendendo as mensagens do engenheiro do Rosberg.

    Seria muito mais fácil se aquele percentual fosse o total consumido, assim se em determinado momento da corrida alguem chegasse próximo a 100% faltando ainda boas voltas, entenderíamos melhor o drama.

    Dessa forma como foi explicado, caso o Rosberg atingisse 85%, significaria que tinha chegado ao limite. Confuso…

    Quanto ao campeonato, díficil alguem tirar da Mercedes. Como eu venho dizendo, eles são um alvo móvel. Se alguem evolui, basta ela evoluir tb um pouco pra continuar com boa vantagem. Já se foram seis pistas com características distintas e eles levaram todas, então, acredito que em condições normais, não tem pra ninguem por enquanto.

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      1. Sensacional! E aqueles sortudos que pagaram para dar uma volta no Nordschleife e tiveram a sorte de estar na pista com Nico e Lewis.

        Impressionante como os “charutinhos” deixavam os pilotos totalmente expostos, fora que eles corriam com um courinho que eles chamvam de capacete que cobria parte da cabeça.

        “Hey man, the gearbox is terrible!”

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      2. E a alavanca de câmbio? Parece a de um caminhão. . . Em compensação, os pilotos daquela época não tinham que lidar com 550 botões e manetes no volante, ajustar o balanço dos freios muitas vezes por volta e ainda por cima aguentarem o engenheiro lhes buzinando instruções nos ouvidos a 250 km quilômetros por hora na entrada e no meio das curvas. . . É por isso que não dá para comparar pilotos de épocas diferentes, cada uma tem suas dificuldades peculiares.

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      3. E mais: aguentarem essas instruções a mais de 250 km por hora sem perder a concentração e ainda assim obterem vantagens sobre os adversários na casa dos MILÉSIMOS DE SEGUNDOS!

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  3. Eu já avisei que esta semana tem Moto GP em Mugello. A casa de Rossi e justo no seu GP 300. A coisa esta tão feia com o entrompe do novo genio das duas rodas, mas tem gente que ainda leva na boa e faz piada.

    Deixemos que o proprio Marc convide vocês. Ele postou no seu twiter:

    Esta semana volvemos! / We are back this week!

    Ao que Cal Crutchlow respondeu também por twitter:
    “Porque você não perde uma corrida? Vai na Praia ou alguma coisa?”

    ao que Marc respondeu

    Marc Márquez @marcmarquez93
    26 de may.
    “@calcrutchlow: @marcmarquez93 can’t you miss a race ? Go to beach or something ?” Hahahaha… See you in Mugello mate😉

    hahahaha, no meu espanglish entendi como: “Vou te dar mate em Mugello”
    hehehehe. pois é, não me assombra tua convição Aucam. hehehehe

    Vamos ver que coisa traerá prepada “Il Dottore”

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  4. Bruz e Aucam, não faz sentido a Mercedez queimar o Hamilton. O Nico não dá conta do trio de ferro com carros com desempenho parecidos. Ou a Merdecez acha que pode por mais de 1s na concorrência até 2019. A Ferrari não tem previsão de ter um carro para disputar o campeonato, mas os touros estão chegando. E se o sorriso continuar assim, enfolo o Rosberg também. Já o Vettel, nem tomando um RedBull.
    Agora, se o Hamilton, ou mesmo o Vettel, forem para a Ferrari e campeões, o espanhol se mata.
    Sobre Mugello, quantas voltas para o Marques assumir a ponta? E quanto ele vai baixar do recorde da pista?

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    1. Pois é Alexandre, o melhor da Moto GP hoje, é que Marc e bem barbeiro de largada, e sempre tem se embananado nas primeiras curvas. Mas isso é o que tem dado bom para ver. Remontadas Fantásticas.
      Hoje choveu na segunda sessão que geralmente é a seria para tomada de tempos, assim que a “Formiga Atómica” ficou com o melhor tempo do primeiro treino de instalação. Valentino promete, de Lorenzo dizem que resucita e ira ao ceu, e as Cagivas estão vindo com potencia extra do novo motor e o experimentado na última corrida novo chasis. Quero ver a Dovi se responde para Honda nesse retão de mais de 1 Km de Mugello.

      Por outro lado, Hamilton na Ferrari e pinto minha Honda Lead de vermelho (essa é meu cavalinho rampante), hehehehe, sería grandioso o nego de macacão vermelho. Ai é que deve virar lenda.

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  5. Eu sinto muita falta ju da epoca do reabastecimento as corridas tinha muito mais emoção e estrategia ainda mais com o schumy fazendo aquelas voltas voadoras antes do pit stop ele era o cara é uma pena que tenha acabado.

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  6. Veja, Julianne, esta é quentíssima, e merece ser postada aqui, você ainda vai falar muito no nome dele:

    http://www.gptoday.com/full_story/view/489360/Marquez_would_like_to_try_F1/

    Tremei Hamilton, Vettel e Alonso!!!!

    No entanto, ele precisa estar atento para não deixar passar o timing, como Valentino, que, na minha opinião, teria sido um dos grandes na F 1 se a tivesse tentado no tempo certo. Márquez tem que estar atento à precocidade que impera hoje na F 1.

    Também gostaria de ver na turma de ponta da F 1 a grandeza que tem Valentino Rossi, na leveza com que trata as vitórias e as derrotas, os adversários, no fair play que sempre demonstrou, a F 1 nunca teve ninguém como Valentino, um cara único na maneira de impressionar e cativar os fãs do motociclismo.

    Julianne, acho que você poderia até contribuir para a campanha “Duas rodas são pouco para Marc Márquez” (copyright Bruz). E, diante do que está acontecendo, eu até proporia outra, simultaneamente: “Quatro rodas JÁ para Marc Márquez”.
    Valentino e Márquez têm tudo o que um competidor de esporte a motor de altíssima performance precisa ter: cumplicidade e intimidade com a altíssima velocidade, extraordinária noção de profundidade e distância, e inacreditável rapidez de reflexos, tudo refletido na incrível habilidade que provam ter em domar suas máquinas e desafiar com elas as Leis da Física.

    Na vitória que Marc teve hoje sobre Lorenzo o grande ganhador, ou melhor, os grandes ganhadores fomos nós.

    Grande abraço.

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  7. Julianne, permita-me sugerir-lhe que leve essa campanha pedindo Márquez na F 1 ao Ico, o Totalrace tem muita visibilidade e credibilidade. O que vimos hoje em Mugello foi um duelo de gigantes: a competência e a dureza de Lorenzo são um parâmetro perfeito para avaliar a genialidade de Márquez. Marc tem 21 anos, poderia correr mais um ano, em 2015, no motociclismo, já se preparando para correr em 2016 pela McLaren, com 23 anos, com a Honda já devidamente estabilizada, em seu segundo ano. Digo McLaren porque Márquez já é um piloto Honda. Acorda, Ron Dennis! Acorda CEO da Honda! Vocês têm um campeão e não o estão enxergando! Está na hora de alguém repetir a grandíssima façanha de John Surtees.

    Aos fãs do motociclismo que estiverem por aqui, sugiro darem uma olhada na coletânea de vídeos que o Bruz postou lá no Blog do Gabriel em homenagem a Valentino, no melhor estilo Antti Kalhola, o jovem finlandês mestre em servir emoção e adrenalina embaladas em belas imagens e épicas trilhas sonoras.

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    1. Acho essa vontade de ver os grandes pilotos da MotoGP na F1 muito curiosa. Provavelmente Marquez foi questionado, não deve ter dado essa declaração do nada. Por que você acha que existe essa necessidade implícita dos grandes astros das duas rodas se “provarem” na F1?

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      1. Essa curiosidade, Julianne, talvez tenha a ver com a necessidade de saber, de ver até onde vão os limites, o poder, a capacidade e as habilidades do Homem. Você escreve (segundo li alguma vez aqui no Blog) sobre esportes que têm a ver com atletismo, com forma física, então acho que é meio por aí, até onde poderemos ir em nossas habilidades naturais como espécie, existem sempre a necessidade e a expectativa de superação de recordes. Veja o Barthez, goleiro da França, que vai correr as 24 Horas de Le Mans. Muito se diz também que “cada macaco em seu galho”, para exemplificar tentativas de expoentes de uma área que não foram bem em outra, no automobilismo citando-se Montoya na NASCAR, Schummy no motociclismo (Surtees disse-lhe que a transição de 4 para 2 rodas é muito mais difícil que o contrário, quando ele se entusiasmou após testar a moto de Pedrosa), Michael Andretti e Alex Zanardi da Indy para a F 1 e mesmo Loeb, que apesar de sua grandeza e extraordinária habilidade, ainda está aprendendo a competir roda a roda nos circuitos, coisa que o rallye, apesar das incríveis dificuldades, não proporciona, e por aí vai. Mas veja, falo de gênios, e posso citar a migração e o pleno sucesso de John Surtees de 2 para 4 rodas como exemplo MÁXIMO (há muitos outros, que não citarei para não encompridar o post) de que é, sim, possível, ser bom em várias áreas, quando se tem a chama da genialidade.

        Eu sou um velho (não apenas na paixão, mas também na idade) aficionado por automobilismo (principalmente) e motociclismo, então, “da minha janela”, já vi muita coisa, e intuo que se existe alguém que pode repetir Surtees, depois de tanto tempo, esse alguém hoje é Márquez.

        Ao contrário de você, até não acho que os próprios atores/stars do motociclismo busquem se provar no automobilismo, na minha opinião Rossi, por exemplo, nunca levou isso a sério, creio que isso – esse desejo – decorre mais dos fãs do que deles próprios. Rossi ama o motociclismo mais que tudo, é o verdadeiro amor dele (Mike The Bike tentou e teve sucesso apenas relativo, ganhando só o Europeu de Fórmula, que era muito importante na época, pois misturava cobras da F 1 junto com a turma da F 2). Não sei se é o caso de Márquez, se ele ama tão verdadeira e sinceramente a Moto GP, mas, de repente, ele pode estar se dando conta que poderia fazer sucesso tanto em 2 como em 4 rodas e esteja querendo, mais que se provar, novas experiências e sensações. A extrema velocidade é inebriante em todas as suas formas. Torço por isso, quero ver até onde podem ir os limites do Homem (como espécie), mais uma vez (a primeira foi com John Surtees). Das declarações de Márquez, no link acima, pincei uma palavra que pode ter muitas traduções: “keen” (não sei o contexto original da entrevista, se foi em inglês) – “traduttore, tradittore” – deveríamos traduzí-la por ansioso (eager), afiado, entusiasmado? Só o tempo dirá. Só um aspecto dificulta as coisas (tudo no mundo, hoje em dia): o excesso de engessamentos comerciais. Não entendi bem a sua pergunta, Julianne, mas estaria relacionada a interesses comerciais?

        Para concluir, (uuufa, será que você conseguiu chegar até aqui?), tenho firme convicção que Márquez é feito da mesma matéria-prima que Hamilton, Vettel e Alonso, tem as mesmas propriedades.

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      2. Foi uma provocação em forma de pergunta, Aucam. Por que sempre surge essa questão com os grandes campeões das motos e o mesmo não acontece com a F1? Por que, para provar seu valor, o grande piloto das motos teria que ser grande nos carros?

        É como o Falcão, por exemplo, que sentiu a necessidade de jogar futebol de campo em determinado momento da carreira: parece haver uma noção de que jogador de futebol de verdade atua no campo, não na quadra, então, se ele quisesse se tornar uma lenda, precisaria dessa transição. Quando ouço essas especulações em relação aos pilotos da MotoGP, ou caras como Loeb, por exemplo, tenho a mesma sensação. Por isso te perguntei por que será que essas mesmas perguntas não são feitas a Vettel e cia.

        Eu não concordo com essa visão. Não entendo nada de motos, mas tenho certeza que é uma modalidade que exige qualidades diferentes em relação aos monopostos. E acho que, ao fomentar esse tipo de especulação em relação à F1, Marquez, assim como Valentino no passado, acabam indiretamente desqualificando o próprio esporte. É só minha opinião. Então meu movimento é outro: #quedateMarquez! Que ele tenha feitos incríveis e ajude a popularizar ainda mais a MotoGP.

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      3. Bem, querida Julianne, acho que as minhas considerações são autoexplicativas: para os aficionados e, principalmente, para os pilotos, o desejo de ver superados todos os limites e de experimentar novas sensações, em novas inebriantes formas de velocidade. Agora, por que não ocorre o contrário? Porque, paradoxalmente, a migração do carro para a moto é muito mais difícil, isso não sou eu quem está dizendo, foi John Surtees quem alertou Schumacher, quando este se empolgou depois do teste que fez com a moto de Pedrosa. E sinto que essa dificuldade apontada por Surtees seja mesmo verdade, pois envolve equilíbrio corporal, inexistente no carro (onde o piloto vai inclusive firmemente amarrado). Aficionados puristas do motociclismo podem mesmo considerar uma heresia trocar as duas rodas por quatro, ainda mais depois da glória, e talvez tenham razão. Além de tudo isso – e aqui nos casos de Márquez, Lorenzo e principalmente Valentino – acho que os grandes campeões de motociclismo talvez não estejam em busca de glórias e famas adicionais, e também ganham salários que muitos do grid da F 1 não atingirão. Gostam, amam verdadeiramente as duas rodas. A pressão vem mais do lado dos aficionados do automobilismo, tenho lido muitos comentários sobre o assunto por aí.

        Por outro lado, embora eu não seja especialista em marketing e não disponha de números, creio que a visibilidade da F 1 – a sua fama – reflete uma glória muito maior em termos de público e menção na imprensa que o motociclismo, embora isto não signifique que o motociclismo tenha um valor intrinsecamente menor que o automobilismo a meu ver, mas creio que é um fato, daí porque não vemos pilotos da F 1 querendo fazer o percurso inverso, além da dificuldade exposta por Surtees (à exceção da tentativa de Schumacher, em uma categoria sem maior importância, mais a título de diversão pós-aposentadoria). Também sabemos que o motociclismo não garante facilidade no automobilismo, são muito diferentes, vide que Hailwood – um expoente – não conseguiu o título na F 1, apenas no Europeu de F 2, daí porque acho um desafio que só gênios podem enfrentar. Do jeito que tudo é explorado comercialmente no mundo hoje em dia, um atual campeão mundial de 2 e 4 rodas poderia dar fantásticos retornos comerciais, imagino eu. Na época do Surtees essas coisas eram inexistentes, as carrocerias de F 1 corriam limpas, sem patrocínios (com exceção de pequenos stickers de pneus, velas etc).

        Sei que estou sendo um herege com o motociclismo diante dos puristas, um egoísta (hahaha, como disse o Muguello), mas gostaria sim de ver a façanha do lendário John Surtees sendo repetida por Marc Márquez, gostaria de ver todos os limites serem mais uma vez superados. Particularmente, por todas as considerações que fiz, sou de opinião que isso não desvaloriza o motociclismo, apenas impede pessoalmente sucessivas quebras de recordes em duas rodas para o piloto que migrar. E quem quiser na F 1 fazer o movimento inverso terá a minha torcida pelo sucesso também.

        Julianne ,muito obrigado por ter exposto sua opinião, ainda que diferente da minha, mas depois não diga que eu não lhe avisei rsrsrsrs quando você estiver falando muito no nome de Márquez, se ele um dia fizer essa transposição de 2 para 4 rodas.
        Grande abraço.

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