GP da Áustria promete ser um “Canadá Parte 2”

79179688

O circuito é um semi-novo – o traçado é essencialmente o mesmo do A1 Ring, que sediou o GP da Áustria de 1997 a 2003, mas as instalações foram totalmente renovadas após um investimento privado da Red Bull, da ordem de 70 milhões de euros – mas há pouco que pilotos e equipes podem tirar de suas experiências passadas.

No atual grid, apenas quatro pilotos já andaram no hoje chamado Red Bull Ring: Button, Raikkonen, Alonso e Massa. Curiosamente, entre as equipes, apenas quatro times do atual grid alinharam naquele GP da Áustria de 2003 com os nomes/donos atuais: Ferrari, McLaren, Williams e Sauber. E eram os italianos os homens a serem batidos, sob o comando de Michael Schumacher, que conquistaria seu penúltimo título naquele ano.

As regras, então, nem se fale: classificação com apenas uma volta lançada, sistema de pontuação distinto (ao invés de 4 pontos entre o vencedor e o segundo, a diferença foi diminuída para 2 naquele ano numa tentativa de frear Schumacher), motores V10 3.0L…

Mesmo que as informações não sejam tantas quanto nos demais circuitos, espera-se um cenário parecido com o Canadá. Afinal, são quatro grandes retas, uma volta curta (em torno de 1min08, o que é promessa de mais uma classificação apertada) e os mesmos pneus (supermacio e macio).

O que diferencia o circuito de Spielberg é o tipo de curvas – saem as chicanes e entram curvas de baixa velocidade. De qualquer forma, um carro com boa velocidade final e boa tração tem tudo para se dar bem.

Como passa-se cerca de 70% do tempo com o pé embaixo, espera-se um alto consumo de combustível, a exemplo da pista do Canadá. Na última etapa, um Safety Car longo logo no início da prova fez com que as equipes não tivessem de economizar muito durante a corrida, mas a história pode ser diferente neste final de semana.

Como as freadas também são fortes, são esperadas novas dificuldades de freio, ainda que não tão severas quanto em Montreal porque os muros não são tão próximos e, consequentemente, a refrigeração é maior.

Outra fonte de preocupação deverão ser os motores. Como a pista está localizada em uma região de 700m acima do nível do mar, os turbos têm de girar mais rápido para compensar a perda de pressão atmosférica.

Tudo isso significa que a vantagem da Mercedes deve continuar, com a Red Bull se aproveitando de sua tração e buscando outras duas vantagens (o fator casa e o novo combustível da Total, um dos motivos para o motor Renault perder em relação aos demais) e a Williams tentando manter o ótimo nível de Montreal. Mais atrás, a Ferrari torce por um final de semana de temperaturas mais amenas para poder usar todas as novidades testadas no Canadá e salvar outro final de semana que, no papel, promete ser difícil.

18 comentários sobre “GP da Áustria promete ser um “Canadá Parte 2”

  1. Bela análise Ju. Acredito que o traçado por ser curto, vai juntar mais os carros e podemos ter uma prova movimentada como Interlagos. Com dois pontos de detecção e duas zonas DRS, acho que ultrapassagem não vai ser problema.

    Curtir

    1. alex como eu faço para colocar uma foto nesse blog, em alguns blogs tem que colocar o endereço da imagem em html mas aqui eu não consegui, agradeço se puder ajudar.

      Curtir

  2. Julianne, a Ferrari pode sonhar com pódio neste fim de semana, ou irão continuar ficando com as migalhas? Sobre os rumores de que Raikkonen não continuará no próximo ano, se o finlandes continuar com o péssimo desempenho, pode o rumor começar a concretizar-se em realidade?

    Curtir

  3. Oi, Ju

    É uma satisfação enorme voltar a ver uma corrida de Fórmula 1 na Áustria. Um local que nunca deveria ter saído do calendário, que tem tradição, que tem história.

    Pista de verdade, sem as frescuras das pistas “Tilke”.

    E pra quem não se lembra, foi lá em 2002 que a Ferrari patrocinou aquela marmelada que levou Rubens Barrichello a entregar de presente a vitória para Schumacher na linha de chegada.

    Estou ansioso para a corrida de domingo.

    Abs.

    Curtir

  4. Não se esqueça que a unica vez que rubinho deixou schumi vencer a corrida, foi no grande prêmio da austria em 2002,mas schumi devolveu o favor no grande prêmio dos estados unidos do mesmo ano.

    Curtir

  5. Marmelada no GP da AUS-02 não é nada comparado ao que acontecia nos anos 50. Barrichello jamais seria campeão em 02, Schumacher ainda corrigiu a besteira da Ferrari devolvendo a vitória a Rubinho no GP do USA. Duro mesmo foi o que aconteceu com Peter Collins em Monza 56 valendo o título! L. Fagioli ficou famoso por sua determinação e por seu temperamento explosivo. Em 1934 muito antes da F-1 existir, correndo uma prova pela Mercedes em pleno Nurburgring, recebeu ordens para ceder a vitória a um companheiro de equipe. Furioso, parou o carro na beira da estrada (a corrida era disputada em uma rodovia) e voltou para casa, deixando a equipe. Em 1951 Fagioli era companheiro de equipe de Fangio, e à altura do GP da França o argentino disputava o título com G. Farina. Durante a prova Fangio teve problemas com seu carro, e usando um artifício permitido pelo regulamento, a Alfa chamou Fagioli (líder da prova) para os boxes e entregou seu carro a Fangio(para Fagioli ceder é porque tinha algo no contrato). O argentino venceu a prova, mas de acordo com o regulamento, a vitória e os pontos foram repartidos com Fagioli. Bom lembrar, Fagioli entregou a liderança e terminou em 11º lugar. Era apenas a 3º prova do ano de um total de 7, ou seja, Fangio foi favorecido no início da temporada.

    Em 56 P. Collins chegou à ultima prova do campeonato em Monza numa posição em que poderia ser campeão do Mundo. Fangio liderava a corrida mas teve um problema na coluna de direção indo para os boxes. A equipe ordenou a L. Musso para que cedesse seu carro a Fangio, mas o italiano recusou(e fez muito bem, cada um com seus problemas). Contudo, o piloto argentino teve carro para prosseguir a corrida e alcançar o título. Carro cedido por… seu rival, Collins que brigava pelo título. Como podem ver, a coisa era até pior que nos dias de hoje, Collins tinha chance de ser campeão, mas foi obrigado a favorecer Fangio. Mais tarde, perguntou-se a Collins o porquê deste gesto de aparente fair-play. A resposta foi simples, mas hilária:

    “Sou demasiado novo para ser Campeão do Mundo”

    Acredite quem quiser, mas eu não engoli essa desculpa “sou demasiado novo para ser Campeão”. Collins recebeu ordens para ceder o carro a Fangio. Luigi Musso recusou, mas Collins aceitou sem reclamar bem ao estilo capachão Berger, Coulthard, Barrichello ou Massa. Collins foi um “banana” essa que é a verdade, tinha chance de ser campeão, mas se rendeu aos caprichos do time que bajulava Fangio. Alguns vão lembrar que as corridas em “duplas” eram permitidas na década de 50. Ok, mas porque Fangio era sempre o beneficiado? O argentino nunca cedia seu carro, sempre pegava carro emprestado! Em alguns casos, sequer o carro de Fangio quebrava, ele sentia problemas no carro, parava no boxes e pegava carro do companheiro que estava melhor(caso do líder Fagioli acima). Recentemente, Moss afirmou que teria se comportado exatamente como F. Massa no GP da Malásia. Quando a Motorsport Magazine lhe disse que ele certamente teria cedido a posição ao companheiro de equipe se estivesse no lugar de Massa, Moss respondeu: “Sem chance”.

    “Se não estiver escrito no contrato que você precisa deixar seu companheiro passar, você está lutando com ele tanto quanto com qualquer outro na pista – e se estivesse no contrato, eu não assinaria”.

    “Eu só abri uma exceção para uma pessoa, Juan M. Fangio, e por respeito”.

    Ahh, então Moss aceitou ser capachão de Fangio em 55…bela porcaria! Então, Fangio foi favorecido nos títulos de 51, 55 e 56…

    Oras, assim é fácil ser pentacampeão…

    Curtir

    1. Marcelo, outra correção, e muito importante.
      Stirling Moss liderava a prova de Monza que era a última do campeonato. Com Fango fora, se sagraria campeão mesmo que Collins chega-se em segundo. Assim que a Ferrari fez a troca e Fangio chegou em segundo, arrebataram o título de Stirling. Pode procurar um anuario e conferir.
      Sobre o suposto favorecimento de Fangio na Ferrari, é uma inverdade de tamanho maiusculo, inclusive sendo o comendadore acusado do contrario no livro escrito pelo Manager de Fangio. Nesse livro – “A minha vida a 300 Km/hr” – supostamente Enzo Ferrari favorecia a Collins e quería que este fosse campeão, porque Inglaterra era melhor mercado que argentina para suas carangas. Isto terminou azedado a relação de Fangio com a Ferrari, fazendo com que no ano seguinte ele trocasse o cavalinho rampante pela Maseratti.
      Em declarações que ouvi da propia boca de Fangio num documental, ele se sentia eternamente agradecido por Collins ter tido tão cavaleroso gesto. Nada de capacho nem outras ervas.
      Sobre o resto que você escreveu de Moss…. Bah, procure uma Biografia dele e de Fangio. Acho que lhe falta um pouco mais de informação sobre os caras, e os aspectos daquela época.

      Forte Abrazo

      Curtir

  6. Marmelada é piada velha no esporte a motor, só os teleguiados do Galvão não sabem, pensam que a coisa começou a partir do GP da Áustria 02, mas Schumacher devolveu a vitória perdida para Rubinho mesmo ano no GP do USA. Não me lembro de outro piloto fazer isso por conta própria! Aquela vitória que Senna entregou a Berger no Japão, só aconteceu porque R.Dennis interferiu pelo rádio.Era uma forma da Mclaren agradecer os FAVORES que Berger fez nos campeonatos de 90 e 91. Principalmente quando o austríaco tinha carro mais veloz que Senna(algumas vezes acontecia do carro de Ayrton perder rendimento no meio da corrida. Em outras, Berger ‘”voava” na pista por ter pneus mais novos). Fato, a ordem era Berger se manter atrás, tirar pontos de Senna era motivo de tomar esporro de Ron Dennis, pontos preciosos que fizeram a diferença no campeonato. Se o piloto tem condições de ultrapassar, mas se mantém atrás, isso também caracteriza jogo de equipe. Hilário é rever corridas no tube onde Galvão dispara:

    “Berger abandona a corrida, então Senna perdeu seu fiel escudeiro”
    “Senna abandona a prova, então Berger corre por ele e por Senna”
    “Berger vem voando na pista e alcança Senna, mas não deve ter nenhum ataque, eles são amigos e estão se dando muito bem. Senna briga desesperadamente com Prost pelo campeonato”

    Isso é esporte ou armação? Cansei de ver ordens de equipe desde 1981, mas até aí tudo bem já sabia como a coisa funcionava. Duro mesmo foi aguentar a CHORADEIRA verde-amarela a partir do GP da AUT- 02. Se jogo de equipe foi proibido em 2003, então o que aconteceu na Áustria-02 estava valendo, sempre houve ordens de equipe e ninguém reclamava! E não me venham falar de acordo de cavalheiros, isso é balela. Um piloto esta ganhando e outro perdendo!

    Coulthard vivia entregando posições na cara dura a Hakkinen entre 98 e 99, e ninguém falava nada. Vários pilotos europeus ficaram na condição de segundo piloto enquanto Fittipaldi, Piquet e Senna lideravam o time. Já é de poder público que Nakajima e Dumfries não tinham os mesmos privilégios que Piquet e Senna na Lotus, basta observar a pontuação no campeonato, bizarro!

    Ordens de equipe sempre existiu na F-1, mas só foi dar confusão quando teve brasileiro no rolo! Quando Berger baixava a ‘cueca’ para Senna todo mundo achava maravilhoso: “Berger é um cara legal”, sei…

    Coulthard sempre foi capachão declarado na Mclaren, nem por isso os torcedores britânicos atacaram equipe e piloto. Vejam só, uma equipe inglesa beneficiando um piloto finlandês e deixando um piloto escocês na mão…hilário! Patriotismo muitas vezes não é prioridade na F-1(vejam a Ferrari, poderia dar chance a um piloto italiano, mas se lixa pra isso). Bom lembrar, quando Patrese bateu liderando o GP de Imola 83, os tifósis foram a loucura, torciam para um francês que vinha em segundo pilotando uma Ferrari. D.Hill em time inglês, foi outro caso, sempre foi segundo piloto de Prost e Senna na Williams. Não me lembro dos torcedores ingleses ficarem choramingando por isso. Bom lembrar, Hill entregou duas vitórias a Prost em 93, aconteceu no meio da temporada, GP do Canadá e França. Hill venceu três corridas em 93, mas poderiam ser cinco se não fosse tanta marmelada. O novato Hill botou pressão em Prost em várias corridas em 93, podia brigar pelo título, mas o que prevalecia era o contrato em favor de Prost.

    Torcedor brasileiro é péssimo perdedor, mas isso tem um motivo, o mesmo reclamão que torce na F-1, é o mesmo que torce no futebol. E não tem raça pior que torcedor de futebol, quando o time perde, é um rosário de lamentações, é ataque para todos os lados!

    Curtir

  7. E ai Marcelo parabéns você entende do assunto. O vettel tinha por obrigação de devolver aquela vitória suja em cima do Weber em 2013, o massa tinha meu respeito e admiração até 2009, a partir dai ele perdeu minha admiração, poderia ter desacatado aquela ordem do engenheiro de deixar Alonso passar em 2010, e ainda tem uns puxa saco do alonso que dizem que ele é melhor que Schumacher, Schumacher nunca precisou do companheiro de equipe fazer vácuo nos treinos classificatórios, e nem trocar o câmbio para ele ganhar posições na largadas.

    Curtir

    1. Sei não velho.
      O Gabo colombiano recomendava: “Se cuida de dizer uma mentira pequena, porque no final termina perdendo a grande verdade que você comparte”

      Curtir

  8. Eu não entendi nada do que você disse, mas se eu disse uma mentira nesse comentário por menor que seja me aponte bruz, ou você é torcedor do alonso?

    Curtir

    1. Não Marcelo, tudo o contrario, cuspo encima do Aloso cada vez que posso, mas nem por isso deixo de reconhecer que é um baita piloto. Não tira leite de pedra, mas sim coelhos da cartola..
      Sobre o asunto da mentira me referia ao outro Marcelo que você diz que ele entende muito do assunto, eu acho que ele se embanana e falseia fatos na ansiedade da sua torcida.
      Não se sinta incomodado a não ser que Marcelo e Marcelo Dutra sejám a mesma pessoa.

      Curtir

  9. Não somos a mesma pessoa bruz, mas eu nunca engoli o alonso ele até pilota bem, mas não sabe desenvolver o carro, eu sei que isso cabe aos engenheiros e mecânicos, mas o trabalho do piloto também ajuda, eles só dizem que ele tira leite de pedra porque a equipe não da chances aos seus companheiros e gira tudo em torno dele.

    Curtir

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s