Técnica e regulamento, Tudo sobre punições

Vários pesos, várias medidas

Motor Racing - Formula One World Championship - British Grand Prix - Race Day - Silverstone, England

Foram 14 os pilotos que sofreram algum tipo de punição nas nove etapas disputadas até aqui. O atual líder de um campeonato que vem sendo vencido nos últimos anos por Pastor Maldonado é Esteban Gutierrez. Nem todas por responsabilidade sua, é verdade, mas já são seis punições: três pagas na perda de 20 posições no total no grid, dois stop and go e um drive through. O venezuelano, mais “comportado” neste ano, tem três, mesmo número de Max Chilton e uma a menos que Jules Bianchi.

Com duas punições, aparecem Vergne e Ricciardo, enquanto Bottas, Sutil, Alonso, Vettel, Kobayashi, Perez, Grosjean e Magnussen aparecem com uma cada.

As punições mais duras, por questões de segurança, são as de unsafe release, quando a equipe libera seu piloto de maneira perigosa no pit. Depois de um câmera ser acertado por uma roda que não ficou bem presa no carro de Mark Webber e saiu quicando no meio do pitlane, a FIA tem dado um stop and go durante a prova e 10 posições no grid do GP seguinte. É duro para o piloto, claro, mas ele faz parte da equipe e paga junto.

É curioso como os comissários saíram distribuindo pontos até em casos mais leves nas primeiras etapas e depois diminuíram o ritmo. Assim, o novo sistema também não ajudou a tornar as punições mais homogêneas e não deixa claro aos pilotos quais os limites.

A única novidade boa nesta temporada é o stop and go de 5s. Em algumas ocasiões, quando um piloto levava um drive though logo no início da prova ou após uma relargada, a pena acabava ficando muito maior que o crime, pois passar pelos boxes quando os carros estão agrupados é obviamente pior do que no final de uma prova, por exemplo.

Essa punição de 5s, por sua vez, é cumprida apenas quando o piloto fizer sua parada (e, se não tiver mais pit stops pela frente, o tempo é adicionado ao resultado final), cumprindo bem seu papel de cuidar de delitos menores.

Um bom exemplo é o que aconteceu com Fernando Alonso no GP da Grã-Bretanha. O espanhol se confundiu com as placas e parou à frente de sua marca no grid de largada. O ganho que ele teve com isso é mínimo, mas não é o correto. Então foi adotada justamente a pena mais branda, de 5s.

Mas parece que pedir coerência nas penas é muito, e faz tempo. Clique nos links e veja algumas decisões tomadas neste ano e compare: será que os comissários usam sempre o mesmo peso e a mesma medida?

Bianchi x Maldonado, GP da Malásia: stop and go 5s + 2 pontos

Magnussen x Raikkonen, GP da Malásia: stop and go 5s + 2 pontos

Valtteri Bottas, por atrapalhar Daniel Ricciardo no GP da Malásia: 3 posições no grid + 2 pontos

Sutil, por atrapalhar Grosjean na classificação no GP do Bahrein: 5 posições no grid + 2 pontos

 Maldonado x Gutierrez, GP do Bahrein: stop and go 10s + 5 posições no grid + 3 pontos

Bianchi x Sutil, GP do Bahrein: 2 pontos

Ericsson x Massa, GP de Mônaco: largar do pitlane + 2 pontos

Raikkonen x Magnussen, GP de Mônaco: sem punição

Perez x Massa, no GP do Canadá: 5 posições no grid

Gutierrez x Maldonado, GP da Grã-Bretanha: 3 posições no grid.

Depois de um longo stint de 9 provas, farei um pit stop nos próximos dias, voltando com força total para o GP da Alemanha. Não vou abandoná-los, fiquem tranquilos. 😉

5 comentários em “Vários pesos, várias medidas”

  1. Oi, Ju,

    Antes de acabar de ler o último paragrafo pensei: “lá vem”. Mas ainda bem que é só um pit stop.

    Não nos abandone nunca, Ju, por favor. Você é uma referência.

    Ainda bem que entenderam que tantas punições não faz sentido na Fórmula 1.

    Vendo o sensacional duelo entre Vettel e Alonso, em Silverstone, me lembrei na hora da épica disputa Villeneuve vs Arnoux, no GP da França de 79, um clássico da Fórmula 1.

    Naquela época não havia rádio para um ficar reclamando do outro, e sou capaz de apostar que as reclamações de Vettel e Alonso durante a disputa foi só por causa destas frescuras que a Fórmula 1 adotou de um não poder nem chegar perto do outro porque os comissários punem.

    Ainda bem que caiu a ficha e estão mudando, pelo menos um pouco deste conceito.

    Do jeito que estava caminhando logo teríamos pilotos fora de corrida por pouca coisa. Não é justo.

    Um abraço, Ju, bom pit stop. Não se esqueça que os pit stops hoje são na casa de 2s5 o tempo de parada….kkkkk!!!!!

  2. Julianne,

    Você está sabendo sobre uma possível proibição do sistema FRIC de suspensão utilizado pela Mercedes após o GP da Alemanha?

  3. O GP da Alemaha já foi há dois dias atrás no mineirão, hehehehehe. E ainda querem achar explicação. Eu tenho a explicação que ninguem quer falar, porque blindaram um monte de moleques com o carinho de todos, mas a verdade tem que ser dita. Podem ser excelentes jogadores, mas se vão cair nos prantos cada vez que levam um reves, simplesmente não servem. Isso foi o que aconteceu. Esses caras (Oscar, David Luiz, Thiago Silva, Bernard… ) desabaram e com eles levaram o resto. Apagão? que nada, fraqueza emocional é perigosa num jogo importante. O pior de tudo é que como são jovens e cairam no coraçãosinho do brasileiro, vão seguir sendo convocados, e a merda continuará latente.
    Que venha o GP da Alemanha de F1, porque o verdadeiro GP já foi.

    1. Falou tudo, Bruz.

      Concordo. E acrescento mais: a imprensa, principalmente a Globo com sua filosofia de trabalho, endeusa demais esses jogadores.

      Eu já não aguentava mais tanta babaquice por causa da contusão de Neymar. Reportagens especiais, plantão na porta da casa do jogador, e haja paciência de monge para aguentar tanta baboseira.

      Se o Neymar corresse o risco de nunca mais poder andar, ou jogar futebol, vamos lá, a gente nunca que que esse tipo de coisa. Mas o cara está bem, não foi nada de grave. Contusões estão na vida dos jogadores assim como os acidentes na vida dos pilotos…

      E a imprensa ficou criando essa comoção nacional, atingindo o emocional até das crianças.

      Façam-me o favor.

      Teve programa de televisão que distribuiu máscara do Neymar para os convidados vestir para dar força ao jogador… Eu ficava horrorizado com tudo aquilo. É ridículo, sensacionalismo barato. Muitos meios de comunicação precisam rever o jeito de fazer jornalismo, que é dar a notícia, informação, e não criar um clima de consternação por nada.

      Jogadores saindo de campo dizendo que iam jogar para o Neymar… É pura falta de preparo emocional. Primeiro porque eles tinham que jogar pela Seleção, pelo País, afinal é uma Copa do Mundo, e não para o Neymar.

      Jogadores entrando em campo chorando… aquilo foi ridículo, como foi querer fazer média entrar em campo como criancinhas que entram em fila para a sala de aula (pelo menos no meu tempo de escola primária era assim).

      Entrar em campo com a camisa do Neymar e cantar o hino agarrada a ela como se ele estivesse lá.

      Puxa, quanto despreparo.

      Quer saber a verdade? Eu queria muito que o Brasil vencesse essa Copa, mas já que perdeu, que bom que foi de goleada, assim acabou o encanto. Se o Brasil perde por 1 ou 2 gols de diferença, as babaquices estariam pipocando em quase todas as mídias do tipo: “se o Neymar estivesse lá o Brasil teria vencido”, “Tiraram o Neymar covardemente da copa e por isso o Brasil perdeu”, e por aí vai.

      Pelo menos os 7 a 1 calou as babaquices. No ogo de ontem ninguém cantou olê, olê, olá, Neymar, Neymar, e nem “sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”.

      A imprensa brasileira precisa primeiro saber fazer jornalismo, mostrar a verdade, e não apontar os erros para o torcedor depois que a tragédia aconteceu.

      Não são todos, mas os mais influentes agem assim.

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