Finalmente, Mercedes

Motor Racing - Formula One World Championship - Russian Grand Prix - Race Day - Sochi, Russia

Não foi em uma das corridas mais emocionantes da face da Terra, longe disso, mas o acerto de contas da Mercedes com sua própria história ao conquistar seu primeiro título de construtores foi mais uma prova do nível de eficiência que o time alemão atingiu.

Mesmo tendo de reprogramar a estratégia após o erro pouco característico de Rosberg, piloto e equipe conseguiram ler bem o desgaste de pneus, não se assustaram com o graining e conquistaram uma dobradinha que tem muito a ver, também, com todo o trabalho de acerto do carro em uma pista nova.

Sim, houve quebras demais ao longo do campeonato e esse deve ser o grande foco para o ano que vem, mas ver uma equipe funcionando bem em vários setores é impressionante. E não é algo que acontece da noite para o dia.

Deixo para vocês um texto que publiquei aqui no blog há pouco mais de um ano, em setembro de 2013, no qual aponto quais os motivos que faziam a Mercedes indicar, já naquela época, que estava no caminho certo para ser the next best thing na Fórmula 1:

A história da Fórmula 1 é cheia de ciclos: houve equipes que fizeram carros dominantes, mas não conseguiram manter-se no topo muito tempo, como a McLaren do bicampeonato de Hakkinen, algumas que apareceram do nada, como a Brawn de Button e outras que só foram “derrubadas” com mudanças de regulamento, como a Ferrari de Schumacher.

Hoje, vivemos o ciclo da Red Bull, que não dá sinais de que acabará tão cedo. Mantendo a estrutura técnica com Adrian Newey à frente e a politicagem com o cada vez mais influente Christian Horner, a equipe, que há cinco anos lutava no pelotão intermediário, hoje caminha para o tetracampeonato com sobras.

Porém, se tivesse de apostar em qual será o time do futuro, jogaria minhas fichas na Mercedes.

Voltando um pouco no tempo: a Red Bull apareceu após uma mudança no regulamento, cuja intenção era diminuir a influência da aerodinâmica nos carros. Logo de cara, a Brawn – hoje Mercedes – compensou isso com o difusor duplo, mas a falta de investimento impediu que o desenvolvimento continuasse. Newey e sua equipe, por sua vez, encontraram outras soluções, muitas delas caçadas pela FIA (como o difusor soprado e as asas flexíveis), mas ainda assim tiveram margem de manobra para se manter no topo. E é por essa constante inovação, esse desenvolvimento consistente, que fica difícil acreditar que eles apareçam com um projeto totalmente equivocado ano que vem.

Mas, se alguém dá pinta de que pode chegar nos virtuais tetracampeões mundiais é justamente o espólio da antiga Brawn. A equipe levou três anos para se reestruturar após passar aquela temporada de 2009 com muito pouco investimento e tendo de enxugar sua estrutura – lembre-se que aquele carro com que Button foi campeão foi desenvolvido com dois túneis de vento e orçamento quase infinito da Honda.

De lá para cá, o time contratou muito – e bem – adotando uma nova postura que vem ganhando adeptos na Fórmula 1, menos centralizada. Renovou a tecnologia de sua fábrica, aumentou a escala do túnel de vento, e vem colhendo os frutos. Ao contrário da Ferrari, que volta e meia se vê com peças que não funcionam; da McLaren, que alterna bons e péssimos momentos; e da tão criativa quanto endividada Lotus, mostra-se o time mais bem organizado entre os desafiantes da Red Bull.

E essa ‘afinação’ da fábrica chega em boa hora. Os engenheiros explicam que um dos grandes desafios do regulamento que entra em vigor ano que vem é a maior interdependência entre os sistemas. Ou seja, quanto mais próximos os setores que cuidam do motor e do carro em si trabalharem, melhor.

“O mais notório para mim é que a interdependência entre as peças diferentes do carro é bem maior do que hoje. Por exemplo a instalação do motor: há uma implicação aerodinâmica, uma implicação no desenho da caixa de câmbio, uma implicação no chassis – tudo é muito mais interligado”, explica o diretor técnico da Toro Rosso, James Key. Em teoria, isso favorece as equipes de fábrica.

No final dessa ‘linha de produção’, estão os pilotos, quesito em que a equipe também está bem servida. Com ambos andando bem e com contratos longos, a continuidade é outro fator a ser considerado. E, se o próprio Lewis Hamilton admitiu a essa coluna que não sente a vontade no carro “que foi desenvolvido para Nico e Michael, pois demora um tempo para adaptá-lo ao meu estilo de pilotagem”, e é terceiro em um campeonato que seria de adaptação, imagine o que está por vir.

 

22 comentários sobre “Finalmente, Mercedes

  1. Julianne, você acredita que me lembrei dessa sua futurologia hoje? Na época, achava meio impulsiva a ida de Hamilton para a Mercedes, mas não podia pensar o mesmo de suas análises sempre cheias de variáveis complexas. Esperei, sem opinião, meio cética. Mas agora tenho que dar os parabéns aos 4: à equipe campeã (com a bela camiseta comemorativa!), aos pilotos e, sem dúvida, à eficiente colunista!

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  2. Parabéns Ju, vc foi realmente muito feliz nesse post “premonitório”. Hoje além do primeiro mundial de construtores a Mercedes conquistou a nona dobradinha na temporada. Com mais uma iguala o recorde histórico da Mclaren de 88 com dez dobradinhas. Faltam três corridas para tentar igualar o feito e quem sabe estabelecer um novo recorde.

    A Red Bull nunca chegou a esse nível de dominação, em parte pelo esforço de Ferrari, Mclaren e até a Lotus e também pela sua dupla de pilotos. Webber, diferente de seu compatriota Ricciardo, não conseguiu desafiar Vettel, exceto pela temporada de 2010.

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  3. Exato, e eu lembro que há 2 anos atrás, quando Hamilton acertou sua transferência pra Mercedes, eu havia escrito aqui nos comentários que ele havia dado o pulo do gato, indo na hora certa, tendo 1 ano pra se adaptar ao carro que deveria ser o melhor a partir de 2014.

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  4. Acho que nessa nova era turbo a Mercedes é a equipe que deve ser a referencia pelo menos mais uns 2 ou 3 anos. Com mais restrições aerodinamicas nesse novo regulamento vai ser dificil a Red Bull voltar a dominar,o peso de ter um Adrian Newey na equipe ja não sera tão fundamental, acredito que até antevendo isso Vettel pulou do barco principalmente depois que a Red Bull estreitou seus laços com a Renault,o motor mais fraquinho da turma. Com a relação a Mercedes vamos ver se ela tambem consegue quebrar o recorde historico de 15 vitorias na mesma temporada que a Mclaren(1988) e a Ferrari(2002 e 2004) conquistaram. Ja tem 13 vitorias esse ano, com mais 3 corridas que faltam certamente tem tudo pra conseguir.

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  5. Em se tratando de organização, os alemães são fora-de-série! Ouvindo o som do motor Honda, Ju, me parece que os japoneses virão para incomodar…2015 promete!

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  6. Ok, muito legal e tal essa da Mercedes levar o campeonato com um super carro apos tantos anos de trabalho, mas imagino (ou nao imagino) o que seria da Mercedes se a Redbull tivesse a disposicao um motor (ou sei la a definicao do negocio) bem melhor que essa bomba que a Renault produziu em 2014.

    Visivelmente o ultimo carro de Newey tinha o melho chassis e aerodinamica.

    Mas ja esta cravado que o show foi da Mercedes. Tomara que derrubem essa tontice de pontos duplos na ultima corrida.

    SDS.

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    1. O que iria acontecer se os Touros tivessem motor melhor?

      Ia acontecer o que acontece na Mclaren, na Force India e na Williams. Iam tomar pau do mesmo jeito. O carro da Mercedes não é só motor.É todo um conjunto a disposição de dois pilotos feras. Lá não tem segundão, não tem motorista. Essa é uma das coisas…

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  7. Com a contagem em dobro de Abu Dhabi, este campeonato ainda está totalmente em aberto. Tudo o que eu desejo e quero ver é um título decidido nas pistas, e não por quebras, seja com quem for, para que não pairem dúvidas sobre o mérito do vencedor, seja ele quem for.

    A grande ironia é que um dos arquitetos do sucesso da Mercedes é justamente Aldo Costa, que li em um comentário por aí ter levado com ele 12 engenheiros italianos da Ferrari, quando de lá saiu. Se alguém puder confirmar, agradeço.

    Pessoalmente, sou contra a continuação nas demais temporadas dessa contagem em dobro para a prova final; considero-a mais um atentado às tradições da F 1.

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  8. Interessante como como Lewis vem evoluindo em todos os sentidos. Acho que era senso comum entre os amantes da formula 1 que o Nico era um piloto mais cerebral (sabe ler melhor a corrida que seu companheiro), que cuidava melhor do equipamento ( cuida melhor dos pneus, economiza gasolina …) reagia melhor em momentos de pressão, cometia menos erros etc. Justamente por causa destas qualidades muita gente apostava no Nico como campeão em cima do Hamilton(O campeonato ainda está aberto, qualquer um pode levar, nada está decidido).

    O que muita gente não esperava (eu incluso) é o fato do Lewis ter evoluído muito nesses quesitos. Ao longo da temporada o piloto inglês vem demonstrando o quanto melhorou sua leitura de corrida, muitos vezes superando seu companheiro de equipe. Exemplos? Ok.

    * No GP da Hungria Lewis não deu passagem ao seu companheiro, ao ser alertado pelo seu engenheiro que Rosberg estava em outra estratégia, mas o inglês soube ler a corrida e viu que se ele deixasse o seu companheiro passar ele chegaria na sua frente, mesmo fazendo uma parada a mais.

    * Outro exemplo. No Gp da Monza, o engenheiro do inglês pediu para que ele economiza-se pneu para poder atacar mais na frente, outra vez o inglês teve uma melhor leitura da corrida e resolveu atacar naquele momento, bom o final todo mundo já sabe.

    Outro ponto que vem me chamando atenção é o fator psicológico, o que pra muita gente ia decidir esse campeonato a favor do Alemão, e é justamente ele (o psicológico) que está jogando contra o ele neste momento. Depois do acidente na Bélgica é nítido como Nico vem sucumbindo a pressão. Hamilton por outro lado parece estar num momento “Zen”, incrível como ele manteve tranquilidade hoje, alguns anos atrás você pode ter certeza que ele teria tentado alguma coisa bem estúpida hoje depois do Rosberg ultrapassá-lo na largada.

    Pra terminar (desculpe pelo longo texto) gostaria de falar sobre erros em corridas. Lewis sempre foi e é considerado um piloto extraordinário, de talento puro mas que cometia muitos erros durante as corridas. Considero que ele evoluiu também nesta parte (embora tenha tido seus momentos esse ano) não cometendo nenhum erro que realmente atrapalha-se suas corridas. Rosberg por outro lado vem cometendo erros e entregando de bandeja algumas corridas para se companheiro, Monza e Sochi são exemplos claros, logo ele que era considerado um piloto que não errava, um piloto cirúrgico.

    Enfim, não quero ser o dono da verdade, apenas estou colocando meu ponto de vista, acho que daria um bom post, uma análise fria dos dois postulantes ao título, principalmente nesta parada de três semanas até a próxima corrida.

    Há não esqueci, Nico vem batendo Lewis em classificações com méritos, sua velocidade natural melhorou bastante…🙂

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    1. Pra mim o Hamilton continua o mesmo de sempre,veloz e trapalhão. Ele tem o melhor carro disparado ai fica mais dificil cometer erros. As pessoas questionam muito o Vettel mas e o Hamilton? Ja entrou na F1 em uma situação privilegiada,em uma equipe de ponta com um otimo carro e sempre foi assim a carreira toda. É mais facil lembrar de vitorias e titulos que ele despediçou do que alguma corrida ou temporada que ele fez algo notavel sem ter um carro tão bom.

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      1. Meu caro Maurício, eu por exemplo não questiono e nunca questionei o Vettel, pra mim um pilotaço, frio em momentos decisivos e completo, um tetracampeão excelente em pista seca e em pista molhada. Quanto à sua queda de desempenho este ano, todo piloto tem seus anos ruins ou pelo menos um ano ruim, é da condição humana ser imperfeito, não há um piloto invencível, até Marc Márquez, que já estava quase me fazendo rever meu ponto de vista, já foi vencido quatro vezes este ano, e eu o considero um alienígena pela quantidade de recordes derrubados com tanta precocidade. É preciso termos perspectiva histórica.

        Quanto a Hamilton, achei extraordinário em seu ano de estréia ele ter peitado e se sagrado vice-campeão mundial em cima de um extraordinário bicampeão mundial, que por sua vez havia derrotado um heptacampeão mundial no auge de sua forma. Convenhamos que essas façanhas de ambos – Lewis e Alonso – foram memoráveis. Hamilton também foi o ÚNICO PILOTO do atual grid a ter vencido até agora pelo menos UMA prova por ano desde que estreou, e o mais notável foi que conseguiu duas vitórias em 2009 com uma McLaren que nasceu péssima, o que até hoje leva Alonso a reconhecer que Lewis é um dos pouquíssimos do grid capazes de vencer com um carro inferior (Kimi também venceu uma naquele ano com uma Ferrari péssima). Em 2009, tanto a McLaren quanto a Ferrari eram duas dragas, os bichos-papões eram a Brawn e já a Red Bull, relembremos.

        O “problema” é que Lewis sempre pilota para além dos limites (muitas vezes em uma dimensão só dele) e quem ousa mais está obviamente mais sujeito a riscos, mas, em contrapartida, gera momentos da mais pura adrenalina e emoção para todos aqueles que, como nós, amam o automobilismo. Lewis honra a essência do automobilismo, que pode ser traduzida na luta por um único centímetro de pista, na disputa por uma posição mesmo que intermediária sem se entregar, por freadas além do imaginável, pela doação da própria alma em busca de uma classificação melhor, pela vitória conseguida arduamente no mano a mano sem esperar obtê-la através do infortúnio de outro competidor, pela subjugação das Leis da Física através do domínio total da máquina. Hamilton pertence a essa estirpe de piloto. Lewis nem precisa mais de títulos ou estatísticas para ser imediatamente lembrado no porvir entre os seus pares, será lembrado sempre como um espírito indômito e que sempre oferece o melhor de sua tocada para aqueles que sabem reconhecer o bom automobilismo. Ele ainda tem muitas páginas de sua história por escrever e, por isso mesmo, guardadas as devidas proporções, talvez esteja caminhando naquela mesma trilha desbravada por Tazio Nuvolari, que venceu menos que Rosemeyer e Caracciola, mas é mais citado que esses dois formidáveis ases (pelo menos, quando eu era criança, sempre que eu ouvia alguém se referir a outro alguém muito bom de roda, a pergunta era se esse alguém se julgava um Nuvolari: era o Mantuano Voador o sinônimo do gênio).

        Um abraço!

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      2. Bom Aucam,ainda vou esperar pra compravar essa evolução do Hamilton,um showman sem duvida, em um duelo direto contra o Alonso ou o Vettel,pilotos que talvez ainda sejam um pouquinho mais completos do que ele.

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      3. Mauricio,

        Onde você estava em 2007? Lembra? Lewis X Fernando?

        Lewis estreante venceu o bi Fernando e o bi saiu da equipe brigado e denunciando espionagem.

        Contra o Vettel não precisa. Lewis anda mais que Ricciardo.

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    2. Muito bom texto mp4-23 e bem observado. Eu sempre soube q. o Lewis é melhor que o Rosberg. Mas realmente, alguns achavam que o Hamilton nao saberia trabalhar os pneus, combustivel e motor por ser muito agressivo na pilotagem. E como a Julianne me disse uma vez, um bom piloto sempre se adapta rápido as mudanças. E voilà…alem de sua adptaçao para pilotar poupando equipamento, ele manteve a agressividade na pilotagem.
      Foras os records que ele vem batendo. Nao tiro merito do Rosberg, é um bom piloto. Mas Hamilton é mais talentoso. Se nao fossem as quebras, teria mais vitorias no bolso.
      Abrcs

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    3. Ótimo comentário, mp4-23, realçando os méritos de cada um da excelente dupla da Mercedes. Na minha insignificante opinião, com seus desempenhos brilhantes, ambos os pilotos engrandecem um ao outro. No começo deste campeonato, quem imaginaria um Rosberg tão rápido e quem imaginaria um Lewis tão poupador? Bem poucos. E, a meu ver, a habilidade natural de Hamilton é inquestionavelmente maior que a de Nico, concordando com a sua análise e do JL.
      Um abraço.

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      1. Caros aucam e JL que bom que tenham gostado do meu comentário, embora eu não comente com frequência, venho acompanhado o trabalho de vocês neste maravilhoso espaço.

        Sou oriundo de outros blogs, sou da época em que o Livio Oricchio era do estadão, era bastante ativo no blog dele, tinha uma rapaziada muito boa lá, outro que eu não poderia deixar de mencionar é o F1 Around do nosso saudoso Becken Lima (anda sumido faz muita falta).

        Lewis cresceu muito como piloto, a disputa contra o Rosberg está fazendo muito bem a ele. O campeonato está show, a briga está muito boa, só nos resta torcer para que o campeonato seja decidido dentro da pista sem quebras. E que vença o melhor.

        Abraços.

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      2. Aucam bem lembrado. O fato de Rosberg estar pilotando bem, fez Hamilton superar a sí mesmo. Ele tem dado um show em todos os aspectos. E quem tem ganho tbem somos nos. Podendo ver verdadeiras disputas que tanto queriamos.
        Abrçs

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  9. a mercedes fez um belo trabalho sem duvidas, mas se a Renault tivesse feto um motor um pouco mas decente a historia desse domínio avassalador seria diferente, ano q vem muita coisa vai mudar …ou as outras se igualam ou a mercedes vai ser mas dominante ainda.

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    1. Meu caro Chrystian, as outras eu não sei, mas a Mercedes vem com 70 cavalos a mais em cima dessa cavalaria já respeitável. Imagine. . . Creio que terão que liberar algumas mexidas nos motores de outros fabricantes.
      Um abraço!

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    2. Tbem acho isso. A sorte maior da Mercedes é que o motor da Renault ficou um lixo. O que jogou a RB lá pro pelotao do meio. Mas podemos observar que ele tem um excelente chassi e bem equilibrado. Podemos observar que sao os únicos que conseguiram 3 vitorias nas falhas da Mercedes. Mas pro ano que vem a cois anao vai ser tao fácil pra Merc. Até mesmo pro campeonato. Vejo ali uma disputa feroz, com Red Bull e Williams e os seus pupilos (Riccardo e Bottinhas) na disputa.
      Abrçs

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