Estilos de pilotagem: Kimi Raikkonen

Motor Racing - Formula One Testing - Day 4 - Jerez, Spain

O estilo de pilotagem de Kimi Raikkonen ganhou grande atenção ano passado, tamanha a diferença de performance em relação a Fernando Alonso e também ao próprio desempenho do piloto finlandês nos dois anos anteriores, na Lotus. Além de mais lento, o campeão de 2007 ainda gastava mais pneus, exatamente o oposto do que vinha acontecendo desde seu retorno à Fórmula 1.

Perguntado sobre o assunto, Kimi por várias vezes admitiu que precisava esperar o próximo projeto da Ferrari para mostrar o que o trouxe de volta ao time de Maranello. Era um caso, portanto, de má adaptação entre o comportamento do carro e um estilo responsivo como o do finlandês.

O primeiro ponto é que o estilo de Alonso sempre será mais adaptativo do que o de Raikkonen, por induzir o carro a responder de determinada forma, e não esperar que ele responda de determinada forma. E o segundo é que a tendência de saída de frente da Ferrari de 2014 é o pior cenário para Kimi. Enquanto o espanhol faz as curvas controlando a pressão no pedal de freio, Raikkonen caracteriza-se pela grande habilidade em modular o acelerador e à sensibilidade aos sinais do volante. O que vimos em 2014 foi Kimi muitas vezes frear, esperar a frente se normalizar e então reacelerar. Nesse processo, perdia o embalo e, quando chamava o acelerador, a falta de tração da Ferrari ficava ainda mais evidente, junto de um decorrente desgaste de pneus.

A questão é que toda essa sensibilidade de Kimi depende de uma dianteira bastante presa, algo que a Ferrari não conseguia ter ano passado e que também tem a ver com a aderência dos pneus. Na época dos aderentes Michelin, o estilo de Raikkonen caía como uma luva e quando os Pirelli eram mais macios ele também tinha vantagem por evitar que a dianteira escorregasse. Não coincidentemente, quanto mais duros ficaram os compostos Pirelli, mais dificuldades Kimi teve, o que começou a ser notado em meados de 2013.

O exemplo do finlandês também nos dá algumas lições importantes sobre a complexidade atual da Fórmula 1. Não conseguir trabalhar a temperatura dos pneus dianteiros e ter de jogar o equilíbrio de freio para a frente afeta a recuperação de energia. Se você recupera menos energia, gasta mais combustível. Se está gastando mais, precisa tirar o pé para economizar, o que vai prejudicar ainda mais a temperatura dos pneus…

Se o problema não era simples de ser resolvido ano passado, nesta temporada basta a Ferrari fazer um carro com a dianteira mais presa – o que parece ter sido o caso tendo em vista as reações após os primeiros testes – e Kimi saberá o que está fazendo.

39 comentários sobre “Estilos de pilotagem: Kimi Raikkonen

  1. Ju,
    As características de cada um podem ser resumidas em poucas palavras de qual maneira?
    Alonso: Técnico e intuitivo
    Vettel: Técnico e inteligente.
    Hamilton: Instintivo e arrojado.
    Kimi: Ibstintivo e passivo.
    Não é opinião, so conclusão

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  2. Ju, vejo que Kimi, principalmente em 2012 e 2013, compensou sua perda de velocidade (comparada aos os tempos de Mclaren) com uma regularidade impressionante. Ele não completou 30% dos seus primeiros 100 grandes prêmios, enquanto que na Lotus abandonos foram raros. Na Ferrari, apesar do titulo em 2007, acho que ele não fez um trabalho tão bom quanto nas outras duas equipes.

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  3. E tem gente que ainda diz que é fácil pilotar os carros atuais.

    Pergunta pro Vettel e pro Raikkonen.

    Aliás, a Ferrari vai sofrer esse ano com esses dois pilotos que só sabem andar rápido em carros com características específicas. O Vettel não se adaptou ao novo regulamento e não é nada sem o Adrian Newey e o Raikkonen provou que o carro da Lotus é que economizava pneu, não ele.

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  4. Não concordo quando falam que Vettel é inteligente…. pressionado ele comete burradas . Quero ver ele pegar a pedra de gelo chamada Kimi rssss

    Um piloto que espero que este ano se destaque mais ainda é o Ricciardo .. promete muito.

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  5. A Ferrari manteve o sistema de suspensão dianteira adotado desde 2012? No “olhômetro” bem destreinado parece que a SF15T tem uma suspensão mais tradicional.

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  6. Julianne, eu jurava que o Ricciardo seria o 4 do seu G4. Porque eu não considerava ou esperava Rosberg como o número 4? Francamente, porque – apesar de considerá-lo hoje em dia um piloto fortíssimo e perigoso (no bom sentido), – eu não tenho convicção de que Rosberg teria ganho 3 corridas com aquela Red Bull vitoriosa nas mãos habilíssimas de Ricciardo.

    Na verdade, eu ainda tenho dúvidas se Ricciardo é o Clark Kent ou o Billy Batson que trabalhava na inexpressiva HRT, mas o fato é que depois que Ricciardo gritou SHAZAM! ele se transformou num superpiloto, vai ver que me enganei e, ao invés de Clark Kent, ele era mesmo o Billy Batson, que recebeu superpoderes. . .

    Então, quando vi Raikkonen como o 4 no seu ranking fiquei realmente surpreso. . . Tudo bem, Raikkonen tem o peso de um campeão do mundo, uma baita e invejável estatística de melhores voltas (prova de sua notável rapidez) e um estilo perigoso (também no bom sentido, de que nunca se deve subestimá-lo no decorrer de uma corrida, até pela sua velocidade), além de ter sido brilhante bem precocemente. No entanto, posso até queimar minha língua, mas intuo que ele começou seu declínio, me desculpem seus fãs. Não terei problemas em penitenciar-me se eu estiver enganado, afinal é de um campeão mundial que se trata. Para mim, seu melhor ano foi mesmo 2012, em seu retorno, quando brilhante e inesperadamente deu lustro ao seu título obtido como fruto daquela briga fratricida (e até patricida, hahaha) havida na McLaren naquele ano Mandrake de 2007, de acontecimentos até então impensáveis, que certamente causariam tristeza ao lendário Steve McQueen se ainda vivo fosse. Kimi é um grandíssimo e excelente piloto, não tenho a menor dúvida, mas não o vejo como um piloto genial. Para mim, Mika Hakkinen foi maior e melhor do que Kimi, em todos os sentidos. Uma coisa que sempre percebi em Raikkonen é que ele costuma “quebrar” sob pressão, Schummy e Hamilton que o digam. Lembro de duas ultrapassagens antológicas que ele sofreu: uma de LewIIs em Spa (na chuva) em 2008 (quando tiraram a vitória de Hamilton no tapetão) e outra de Schumacher em sua despedida da primeira fase, na Curva 1 de Interlagos. Fatos. Em ambas, está até hoje procurando pelos dois. Grandíssimo, mas não genial, a meu ver.

    Por isso, e atento à realidade presente que vivenciamos, Ricciardo é o 4º piloto da minha lista e Rosberg (que dá um trabalho danado a LewIIs, valorizando sobremodo as conquistas do gênio inglês) é o 5º do meu G-5. Julianne, gostaria de ver a continuação dessa série magnífica com a sua análise desses dois pilotos – Ricciardo e Rosberg – ambos com evidente potencial para serem campeões mundiais.

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    1. Caro aucam, voce eh um blog dentro do blog! Adoro seus comentários e também aprendo muito com eles, não apenas com os posts da Julianne. O TotalRace ja abriu o blog para um post do De Palmeira, se voce tivesse a mesma oportunidade, voce escreveria sobre que assunto? Tenho certeza que seria algo da historia da F1/automobilismo. Obrigado!

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      1. Meu caro Muguello, muito obrigado pela força que você dá aos meus pitacos aqui no Blog da nossa Mestra Julianne Cerasoli. Sem qualquer demérito aos demais jornalistas brasileiros especializados em automobilismo, costumo sempre dizer aos meus amigos que SÓ preciso dela e do Celso Itiberê para me orientar e me informar sobre todas as nuances desse esporte – que todos que frequentamos este espaço amamos tanto. Nem sei se Julianne conhece o Itiberê pessoalmente, mas seria maravilhoso vê-los juntos comentando as transmissões! E porque isso? Pela racionalidade, pelos conhecimentos que demonstram e, sobretudo, pela IMPARCIALIDADE que ambos imprimem em seus comentários. Também destaco na Julianne uma coisa que aprecio muito em qualquer pessoa, e que é própria dos grandes: a humildade em reconhecer quando se equivoca ou desconhece algum aspecto.

        Sobre sua pergunta se gostaria de escrever algo aqui no Blog, como o nobre Dé Palmeira andou fazendo com muita pertinência e competência, claro que seria uma HONRA IMENSA (e o faria apenas a título de colaboração), mas DEFINITIVAMENTE prefiro continuar apenas com meus PROLIXOS pitacos, hahaha, pois apesar de eu ser um fervoroso aficionado por automobilismo e de tão longo tempo, pois sou velho (sem eufemismos, hahaha), não domino assuntos técnicos complexos (salvo o básico e genericamente). Mas, por isso mesmo, por ser velho e ser desde criança apaixonado por automobilismo em geral (em especial automobilismo de Fórmula e Rally), vivenciei contemporaneamente o esporte desde a década de 50, por todos os meios que me eram possível, seja “in loco”, ou através de jornais, livros, biografias, revistas (nacionais e estrangeiras); imagine as dificuldades em uma época em que não havia Youtube e Internet! Cheguei atrasado a essa FESTA que é a Internet e agora estou “descontando” o atraso! Assim, vou me lembrando das coisas e escrevendo, escrevendo. . ., mas SEM compromisso, a não ser essa prazerosa troca de idéias e opiniões com as “feras” que frequentam este Blog indispensável da Julianne.

        Por último, mas não menos importante, devo dizer que também gosto muito de seus comentários, feitos com grande sinceridade, e que, na imensa maioria das vezes, vejo que temos opiniões coincidentes. E, por favor, quando não concordar comigo, diga o motivo, porque às vezes, no calor das paixões e dos debates, deixamos de perceber coisas importantes.

        Forte abraço, Muguello!

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    2. Calma, Aucam. Ricciardo fez um excelente ano mas, da mesma forma que não podemos desconsiderar caras como Vettel e Kimi após as temporadas muito ruins que tiveram em 2014, também acho que não podemos colocar o australiano no mesmo nível dos demais. Ainda que , de fato, imagino que seja uma questão de tempo.

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      1. Hahahahaha, calma nada, minha querida Mestra! Mil desculpas pelo “topete” e pela petulância de discordar de você! Vou valer-me de sua argumentação para ponderar que eu ficarei estupefato se Ricciardo não confirmar em 2015 o desempenho prodigioso que mostrou em 2014! Da mesma maneira que fiquei (e ainda estou) estupefato com o que ocorreu com Vettel em 2014! Da mesma maneira que tenho certeza que Vettel se reencontrará com as vitórias e a glória que experimentou tão precocemente! O que Ricciardo fez em 2014 foi algo impressionante e, fazendo a análise pelo presente e projetando o futuro, minha lista do G-5 é aquela que fiz no comentário acima: (em ordem alfabética) ALO/HAM/RIC/ROS/VET – a ordem real fica ao gosto de cada aficionado, de acordo com as características que cada um valorizar mais.

        Kimi é grandíssimo, mas não o considero genial a ponto de incluí-lo entre os Top 4, inclusive considero Button (que também foi brilhante precocemente) mais piloto do que Kimi, apesar de os números estatísticos do inglês serem menores do que do finlandês. Button já protagonizou duelos épicos e eletrizantes com Hamilton (roda a roda, com vantagem para LewIIs), com Alonso (no Canadá, naquela corrida louca marcada pela chuva, com vantagem para Button) e, o suprassumo, a antológica ultrapassagem feita de uma tacada só em cima de ninguém menos que Hamilton e Schummy, em Monza, que vinham se engalfinhando há várias voltas: Button cozinhou o galo em banho-maria, mas, na primeira oportunidade, o serviu com água fervendo e “generosa” quantidade de pimenta, hahahaha!!! Épico, hahaha! E ainda andou muitas vezes trocando tintas com o não menos petulante e apimentado Sérgio Pérez. . . um “garçom” que sempre serve fartas quantidades de adrenalina.. .

        Com todo o respeito pela Mestra e um grande abraço!

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    3. Aucam Kime foi eleito o terceiro melhor piloto pois dois anos seguidos 2012 e 2013 e superou o badalado hamilton mesmo pilotando o quarto melhor carro do grid e deixou hamilton,button, webber e massa para traz todos tinham carros melhores que kimi raikkonen, eu não entendo porque voces sempre exautam Hamilton e despredigiam raikkonen afinal ele fez no primeiro ano o que alonso não fez em cinco na ferrari, ele tompu um cassete do alonso ano passado tomou 106 do alonso que é o melhor piloto da atualidade e ex dono da ferrari kkk, e o vettel tomou 72 pontos do compamheiro novato que foi derrotado pelo vergne se não fosse a desclassificação na australia teria de ricciardo teria tomado 90 pontos sendo que raikkonen pegou um carro projetado ao gosto de alonso e o da redbull foi feito sobre medida para vettel, portanto a surra que vettel levou foi muito mais vergonhosa do que a de raikkonen, seguindo seu raciocinio aucam vettel não deveria estar nesta G4 da juliane se raikkonen não merece.
      Não quero que leve a mal minha opinião aucam afimal curto muito seus comentário meu nome verdadeiro é carlos roberto brisola mas des de criança sou conhecido por papa léguas, mas diz ai aucam é seu nome mesmo ou apelido?

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      1. Pois é, meu caro Papa Léguas, cada um tem a sua própria opinião, e eu RESPEITO profundamente a sua, desculpe-me se desta vez não estamos com opiniões coincidentes, mas isso é que interessante e movimenta o debate, pois nos faz ver às vezes coisas que – como sempre digo – no calor dos debates e das paixões nos passam despercebidas (sim, o automobilismo também desperta paixões, não apenas o futebol). Mas veja: em nenhum momento desmereci Kimi (ou qualquer outro piloto), leia cuidadosamente meus posts e constatará isso, ao contrário, ressaltei seus pontos fortes. APENAS não considero Kimi genial, apesar de considerá-lo grandíssimo. Entre os três finlandeses campeões mundiais, sempre tive Keke Rosberg (pelo arrojo) e Mika Hakkinen como superiores a Raikkonen. É um ponto de vista pessoal. Assim como (ainda falando de finlandeses, esses poetas do gelo), apesar de suas estatísticas inferiores, considero Markku Alen (Maximum Attack) tão hábil naturalmente quanto Juha Kankunnen e Tommi Makinen (sem esquecer o arrojadíssimo Henri Toivonen). Veja, Papa Léguas, não gosto e não tenho por hábito achincalhar qualquer piloto, por mais fraco que seja, posto que esses caras dão tudo e o melhor de si em favor do espetáculo, com risco de suas próprias vidas, posto que “Motosport is dangerous”, mas faço apenas críticas normais a atuações de A, B ou C; posso até usar imagens bem humoradas sobre alguns lances protagonizados por quaisquer deles, mas NUNCA faço comentários ofensivos pessoalmente a eles. Por isso, quando vejo comentários pesados feitos pessoalmente a qualquer um deles prefiro nem rebater, pois certamente não haveria diálogo. A melhor resposta que um piloto pode dar a um detrator é na pista, e, vamos convir, às vezes isso se torna até difícil, eis que o automobilismo é um esporte onde os competidores dependem DEMAIS do meio que têm em mãos.

        Papa Léguas, certamente concordaremos em muitas outras vezes no futuro, e também discordaremos, é natural, e aprecio suas observações sempre atentas. Não me leve a mal.

        Quanto ao meu nick, já lhe respondi em outro post, são as iniciais do meu nome que uso em minha rubrica. Gosto da sonoridade delas.

        Forte abraço.

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      2. Se o Raikkonen é um grande piloto ou não cada um tem a sua opinião, porem o GP do Japão de 2005 foi uma corrida de gênio. Largou lá atrás, acho que na posição 17 e ganhou a corrida com uma ultrapassagem por fora no Fisichella na abertura da ultima volta. A Mclaren era um carrão, porem o Renault do Fisichella também era um belo carro……

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      3. Caro Papa Léguas, sempre digo em meus pitacos aqui no Blog que não existem pilotos invencíveis. Ano passado, por algum tempo, eu estive disposto a REVER essa minha tese. Sabe em função de quem? De um bebê alienígena naturalizado espanhol chamado Marc Márquez. Ele vinha ganhando as 10 primeiras corridas do certame da Moto GP (e, de quebra, nessa temporada de 2014, detonou 34 recordes, é mole?). Pois bem: acabou perdendo para os seus principais adversários, todos “monstros sagrados”: Rossi, Lorenzo e Pedrosa. E admitiu essas derrotas com uma naturalidade e uma HUMILDADE impressionantes! Paralelo nessa grandeza? Só no Mestre Valentino Rossi, seu inspirador, e do qual é digníssimo sucessor em todos os aspectos. Você gosta de MOTOCICLISMO também? Então sugiro-lhe dar sempre uma passada e expor seus competentes pitacos e argumentos lá no blog do Gabriel Lima, onde também comentam algumas “feras” como o Bruz e o Fábio Medeiros, por exemplo.

        Mas porque todo esse meu lero-lero? Porque Hamilton, A EXEMPLO de Rossi e de Márquez, é um piloto genial – mas NÃO é invencível. Nem também o genial Alonso – que derrotou um heptacampeão mundial em seu auge (não me venham citar o amortecedor de massa da Renault, porque Fisichella, que não era nenhum braço duro, e que tinha o MESMO equipamento de Alonso, não conseguiu se impor a Schummy, e o espanhol era apenas um novato ainda). Então, com base nessa minha teoria tão óbvia, de que NINGUÉM é invencível (os pilotos, mesmo os geniais, ainda não são supra-humanos), vejo com NATURALIDADE LewIIs (ou qualquer outro gênio) ser superado aqui, ali e acolá eventualmente, por outros pilotos. Mas, caro Papa Léguas, responda SINCERAMENTE, NÃO para mim, mas para você mesmo: você acha REALMENTE que Kimi é mais piloto do que Hamilton? Se você responder afirmativamente, tudo bem, como bem disse o Ramon, no post abaixo, cada um tem a sua visão das coisas, e vou respeitar a sua.
        Grande abraço.

        Eu torço por Hamilton pelo fato de sua tocada apresentar em doses ligeiramente maiores as características que eu mais valorizo num superpiloto, e que, para mim, constituem a ESSÊNCIA do automobilismo de velocidade: a própria velocidade em grau extremo, o arrojo (dentro e fora das pistas, vide sua decisão de se transferir da McLaren para uma Mercedes que ainda era uma incógnita), o talento inato e o espírito de luta indomável, que se traduz em disputar cada centímetro de pista, contra quem quer que seja, em qualquer momento, e com qualquer carro que tenha em mãos, buscando sempre exceder seus limites, os da máquina e os das Leis da Física. Fernando Alonso e Sebastian Vettel também têm esses predicados, mas na minha opinião Hamilton os tem em quantidade ligeiramente maior que os dois. Em compensação, Alonso e Vettel também têm em quantidade ligeiramente maior OUTRAS QUALIDADES que são ligeiramente menores em Hamilton, enfim, tudo se trata de quais características o aficionado valoriza mais em um superpiloto. LewIIs é sempre garantia de espetáculo, de velocidade, de emoções e de adrenalina! É o sal e a pimenta das corridas.

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      4. Caro Ramon, Kimi é um grandíssimo piloto, que sempre se notabilizou por sua velocidade e seus feitos têm que ser reconhecidos, é claro. Como grandíssimo piloto, pode ter lampejos de gênio, ainda mais se considerarmos que a F 1 é a elite do automobilismo e ele é um piloto de ponta. Vou lembrar outro fato grandioso que ele fez: quando Sérgio Pérez o abalroou afoitamente em Mônaco em 2013 e Kimi caiu do 5º lugar lá pra trás, perdendo muitas posições, em apenas 7 voltas (as últimas) ele ultrapassou seis carros e ainda conseguiu abocanhar um 10º lugar, dando um show de pilotagem nas ruas quase impossíveis de ultrapassar daquele circuito.

        É assim, grandes pilotos, ainda que não possam ser considerados como geniais, também têm seus momentos de gênio. Lembro-me que quando Jo “Seppi” Siffert ganhou seu primeiro GP, em 1968, com uma Lotus 49 particular, independente, da equipe de Rob Walker, muitos jornais e revistas da época estamparam a façanha com perplexidade, mas outros tantos comentaristas de automobilismo mais calejados refutaram a surpresa, afirmando que qualquer piloto do grid (pelo menos à época, hoje eu já não tenho tanta certeza sobre essa possibilidade) estava perfeitamente apto a vencer um GP sem causar queixos caídos. Eu sempre considerei Siffert um grandíssimo piloto e apreciava sua obstinação, sua velocidade, seu espírito de luta; ele foi um monstro ao volante dos poderosos e inesquecíveis Porsche 917 (Marko venceu as 24 de Le Mans, em 71, com um deles, em parceria com o holandês Gijs – pronuncia-se “Ráijis” – Van Lennep). Siffert teve seu lampejo de gênio ao volante da Lotus de Rob Walker diante de um cara incrível, um lutador e velocista inato – Chris Amon pilotando uma Ferrari de fábrica, a quem eu também muito admirava, e tive o privilégio de ver pessoalmente a sua única vitória na F 1, no GP de Buenos Aires de 1971, que infelizmente não era válida ainda para o Campeonato.

        Assim de cabeça, posso citar outros GRANDES pilotos que tiveram seus lampejos de gênio, como Jean Pierre Beltoise em Mônaco em 1972, uma das vitórias mais impressionantes da F 1 e John Watson, que, numa fase de vacas magras da McLaren, com um equipamento improvável, largou da 22ª posição e VENCEU o GP do Oeste dos Estados Unidos, em Long Beach, em 1983, fazendo dobradinha com seu companheiro Lauda, que largou em 23º lugar! Watson, em toda a sua carreira, ganhou apenas 5 GPs, mas essa vitória em Long Beach foi uma façanha!

        Um abraço!

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      5. Aucam respodendo sua pergunta sobre quem é melhor hamilton ou kimi se for agora eu responderia que hamilton esta numa faze melhor, kime e vettel deixaram a desejar e fizeram a temporada mais medonha de suas carreiras decepicionaram seus fans que agora os veem com outros olhos, mas se vc me perguntar quem foi melhor em 2012 e 2013 a minha opinião e a mesma do autosport kimi foi melhor, hamilton por sua vez teve mais oportunidades do que kine de ser campeão e jogou fora, perdeu de forma vergonhosa em 2007 um campeonato que ja estava ganho, em 2010 teve carro para ser campeão, 2011 nem se fala foi um fiasco mesmo sendo o queridinho de ron dennis levou um coro de button, 2012 a mclaren teve o melhor carro em boa parte das corridas e hamilton ainda assim fez um fiasco cometeu um monte de erros e vergonhosamente foi superado pela lotus de kime que voltava de dois anos de afastamento, ano passado ele foi campeão e com todos os meritos eu adimito afinal ele enfrentou um companheiro forte que batel até o grande schumy, mas este ano vettel e kime terão a chance de se redimir e provar a seu fans e detratores que não foram campeões por acaso.

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      6. Papa Léguas, você acha vergonhoso um piloto estreante – Hamilton – ser vice-campeão mundial (pela melhor qualidade dos resultados no critério de desempate) em cima de um bicampeão mundial com indiscutível talento fora-de-série, que vinha de bater um heptcampeão mundial no auge de sua forma? E num ano Mandrake como aquele 2007, de acontecimentos impensáveis? Vergonhoso? Seja razoável, meu caro amigo. O grande ator Steve McQueen (Bullit), que tinha um extraordinário talento inato para o volante (chegou inclusive a obter um segundo lugar numa 12 Horas de Sebring com um Porsche 908 , correndo com uma perna enfaixada, fazendo dupla com Peter Revson), dizia sempre que AMAVA o automobilismo porque era o ÚLTIMO ESPORTE DECENTE DA TERRA. Posso imaginar como ele ficaria triste e decepcionado se ainda fosse vivo, presenciando aqueles acontecimentos impensáveis, volto a dizer. Raikkonen só foi campeão pela luta fratricida que se estabeleceu na McLaren em 2007, e ainda assim com um jogo de equipe da Ferrari em Interlagos, posto que era Massa quem vinha liderando a prova em Interlagos e dando show de velocidade, e não Kimi. E no final ainda houve uma dúvida sobre a gasolina usada pela BMW, que teve as posições de chegada de seus carros validadas, tendo Hamilton declarado que não gostaria de ter o título em cima de dúvidas, no que fez muito bem. Lewis Hamilton fez em 2007 o mais brilhante campeonato para um estreante, na história da F 1.
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        http://en.wikipedia.org/wiki/2007_Brazilian_Grand_Prix
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        Não se pode afirmar assim peremptoriamente que em 2010 Lewis tinha carro para ser campeão: a Red Bull e Vettel e a Ferrari e Alonso estavam em melhores condições técnicas/mecânicas que Hamilton; 2011 foi realmente um mau ano para Hamilton, mas ainda assim ele venceu 3 vezes, empatando com Button em número de vitórias e sendo superado no número de pontos, é verdade. Mas não é vergonha perder para outro campeão mundial, na minha ótica, pois, como lhe disse, não existem pilotos invencíveis, supra-humanos. Hamilton inclusive é o ÚNICO piloto deste atual grid que NUNCA teve uma temporada “lisa”: até em 2009, quando a McLaren lhe entregou uma draga, conseguiu vencer com ela. Em 2012 Hamilton poderia até ter sido campeão mundial, se a McLaren – e não ele, Hamilton – não tivesse “pisado tanto na bola”. Li em muitos foruns ingleses comentários indignados de furibundos e iracundos internautas ingleses sobre um suposto favorecimento em favor de Button, eis que o contrato de Lewis se expirava naquele ano e as negociações estavam difíceis, o que de fato acabou levando LewIIs para a Mercedes. Hamilton fez corridas brilhantíssimas em 2012, enquanto pelo meio da temporada Button não se entendia com a suspensão da McLaren e apresentava péssimas atuações. Assim é a vida, meu caro Papa Léguas.

        E anote aí: não sou detrator de Vettel, muito ao contrário, se tiver paciência, pode vasculhar o Blog da Julianne. Tenho-o como um dos maiores multicampeões da História da F 1, um piloto completo, excelente em qualquer piso, seco ou molhado e que vai reencontrar a glória e as vitórias, não tenho dúvidas. E também não detrato Raikkonen, apenas não o considero genial e o tenho como o menos brilhante dos três campeões mundiais finlandeses. É apenas a minha insignficante opinião, se me permite.

        Grande abraço.

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  7. Aucam haha eu tb me enganei pesei q seria o button pela sua tocada suave rsrsrs mas eu acho com todo respeito rosberg mediano, ricardo tem potencial sim e esse ano é de afirmação pra muita gente do grid essa temporada prometeeeee

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  8. O que ele ta fazendo no top 4??????? Não entendi nada, particularmente, é um piloto bom e com um título doado pelo hamilton, nada mais, um cara q conseguiu a proeza de tomar pau do massa, aff este cara ai ja ta fazendo hora extra na F1, porém, nitidamente ele ta na f1 por grana, deixa claro isso, acho legal isso de ser sincero. Nas pistas com rarissimas exceções fez algo que o tornasse diferente dos outros. Eu colocaria o Ricciardo ou o Nico em 4

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    1. O massa antes do acidente era um piloto incrivel, eu acredito que a ma compania de alonso sendo um verdadeiro escudeiro tenha interferido de forma negativa, massa ainda é um grande piloto e mostrou isso dando a volta por cima e superando botas na segunda metade do campeonato ano passado o mesmo não aconteceu com vettel que não reagiu e saiu com o rabo entre as pernas da redbull, esse ano eu tenho esperança de ouvir o hino nacional no podio.
      Força massa ainda tem gente que acredita em você.

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  9. Sobre Kimi.
    Houve, no terço final do campeonato passado, um alarido sobre reclamação de Kimi segundo o qual seu carro era mais pesado e com peças ultrapassadas em relação ao de Don Mimadon. Alguém contou a ele que exigiu retratação da Ferrari (ou explicação) que nunca veio.
    Caiu no esquecimento. É mais fácil dizer que Mimadon é um gênio. Como foi Schumacher até voltar à F-1 que não via mais graça nele e não o apoiou como nos tempos de Ferrari.
    Mas, vamos ao campeonato deste ano.
    Os puxa sacos de Mimadon vão ter que se desdobrar……

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  10. Eu “achei” acertada a escolha do “G4”, Apesar de Vettel e Raikkonen não se entenderem com seus carros em 2014. Ricciardo e Bottas são promessas, Já Alonso, Vettel, Hamilton e Raikkonen são pilotos top na F1. Apesar De Ricciardo, Bottas, Rosberg e Button demonstrarem muitas qualidades, na minha opinião eles não tem ou ainda não chegaram no mesmo nível do G4 da Julianne Cerasoli.

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  11. Aucam se vc fosse fazer um top 10 em ordem como ficaria na sua opinião hoje?
    Eu sinceramente não saberia a ordem a primeira eu colocaria Alonso depois não saberia escolher a ordem só sei que hulkenberg estaria pelo menos no top 5.

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    1. Bem, vou fazer minha lista dos Top Ten pela performance que os pilotos apresentaram MASSIVAMENTE em termos de performance na temporada de 2014, acrescida de uma – digamos assim – pequena pitada do potencial natural que cada um deles tem; mas, MAJORITARIAMENTE, VOLTO A DIZER, pelo rendimento que tiveram no ano passado, porque se for apenas pelo talento JÁ PROVADO E COMPROVADO, o Trio de Ouro para mim ainda continua sendo com CONVICÇÃO Alonso, Hamilton e Vettel, com a ordem à escolha do “freguês”, de acordo com quais características que cada aficionado valorizar mais. No meu caso, eu ponho em primeiro Hamilton e, em segundo, EMPATADOS, Alonso e Vettel.

      1. LewIIs Hamilton – extrema velocidade sempre, arrojado, lutador indomável e agora um grande poupador, mostrando excepcional capacidade de adaptação às novas regras!

      2. Fernando Alonso – obstinação incansável, sempre agressivo e extraindo do carro muito mais do que ele pode dar;

      3. Daniel Ricciardo – desempenho surpreendente, massivo e vertiginoso, extremo oportunismo, um estilo pessoal brilhante e decisivo de ultrapassagens, e um inesperado mas hoje INDUBITÁVEL potencial para campeão mundial;

      4. Nico Rosberg – um lutador duro, formidável, e cujo talento está ficando cada vez mais apurado, com potencial para campeão mundial também;

      5. Vettel – sem dúvida um mau ano (por muitos e até insondáveis fatores) para o MELHOR tetracampeão mundial da história da F 1 (um piloto completo e brilhante no seco e na chuva); se a Ferrari lhe der um carro competitivo ele voltará a ser um devorador de recordes, com todos os méritos;

      6. Valteri Bottas – calmo, preciso, focado e muito rápido, erra muito pouco, e tem potencial para grandes voos;

      7. Jenson Button – o “velho” campeão soube se impor de modo surpreendente a um voraz estreante, Magnussen. Certamente vai valorizar muito a atuação de Alonso em 2015 e talvez vejamos a repetição de duelos épicos.

      8. Daniil Kvyat – achei que o bebê russo correspondeu plenamente à expectativa, diante de um bom, rápido e já experiente piloto como Vergne. Tem excepcional domínio do carro, apesar de ter sido seu primeiro ano com um carro mais pesado e mais veloz, como é um F 1, e provou isso.

      9. Felipe Massa – sempre o achei um ótimo piloto, rápido, mas nunca genial. Entretanto, depois da “molada” e de sua convivência com Alonso, tornou-se o piloto mais DESCONCERTANTE do grid, mas creio que ainda tem potencial vencedor, basta ver que a pole conseguida pela Williams foi por ele, e não pelo promissor Bottas.

      10. Sérgio Pérez – a pilotagem fervendo e apimentada só tem paralelo na culinária de seu colorido País, o México. Pérez é aguerrido, não se intimida e na hora de a Force India obter glória – pódio – ela veio dele, (apredrejassímo por muita gente, não por mim), e não através do festejadíssimo Hulkenberg, um piloto capaz de reunir praticamente uma unanimidade em torno de si, quando até Hamilton, Alonso e Vettel, apesar de todas as suas glórias, levam pedradas de todo lado, o tempo todo. O décimo primeiro é Vergne.

      Meu caro Papa Léguas, sei que você vai ficar INDIGNADO comigo não vendo nessa lista nem Raikkonen nem Hulkenberg. Mas você pediu minha opinião, e, mais uma vez, tenho certeza de que não coincide exatamente com a sua. Mas entenda que as pessoas não podem pensar igual e não estou desmerecendo ninguém, apenas externando minha insignificante opinião. Você tem todo o direito de discordar de mim, e não pretendo levar qualquer polêmica adiante, posto que em geral, nós – aficionados por automobilismo – geralmente temos opiniões muito cristalizadas, e só quem pode mudá-las são os próprios atores, com suas atuações nas pistas: pilotos e equipes.

      Já exaltei bastante as qualidades de Kimi neste post, mas, a meu ver, (posso até queimar minha língua, tenho ciência disso), pelo seu desempenho fraquíssimo e decepcionante em 2014, Raikkonen parece ter iniciado sua trajetória declinante, mais que uma simples falta de adaptação a um novo regulamento ou ao carro complicado da Ferrari em 2014. Vamos ver em 2015.

      Quanto a Hulkenberg, não o considero mau piloto, LONGE disso, mas considero-o apenas uma versão atualizada de Nick Heidfeld, com uma pilotagem correta e CONSISTENTE, mas apenas MORNA, sem brilho nem tempero. Em várias ocasiões em 2014 ele foi simplesmente trucidado pelo apedrejadíssimo Sérgio Pérez, que largou atrás dele e chegou na frente. Não consigo entender como reúne essa unanimidade em torno dele, enquanto seu compatriota Vettel, com 4 títulos nas costas e estatísticas astronômicas é tão apedrejado por muitíssima gente. Hulkenberg é para mim uma das grandes decepções na F 1. Ganhou TUDO, TODOS os títulos nas categorias de acesso e NAUFRAGOU na categoria máxima. Acontece, infelizmente. Heidfeld também ganhou a Fórmula 3000, precursora da GP 2. Em seu ano de estréia na F 1, Hulk sucumbiu em pontos e em velocidade a um senhor de quase 40 anos, em final de carreira, desacreditado por muitos: Barrichello. Sua pole naquele ano foi obtida em condições climáticas atípicas, mas lhe rendeu muita fama. Só dirigiu tranqueiras? Giancarlo Fisichella, com uma “tranqueira” de Vijay Mallya a levou a uma pole position e obteve um segundo lugar com ela no GP da Bélgica de 2009. Hulkenberg, quando INESPERADAMENTE teve em mãos uma “tranqueira” Force India em condições REAIS de vencer, jogou a vitória fora, ou pelo menos um pódio certo, em Interlagos em 2012, ao rodar bisonhamente na Curva 1, fruto de uma má avaliação do piso para quem já não era mais um estreante. Ao contrário, o apedrejadíssimo e execradíssimo Maldonado (não por mim), na mesma situação, ou seja, quando se viu inesperadamente com uma Williams em condições de vencer, foi lá e CRAU, isso diante da fúria telúrica de Fernando Alonso, o que não é pouca coisa. Hulkenberg também demorou a se impor ao opaco Paul Di Resta e apenas empatou com ele em posições de largada no grid quando correram juntos na mesma Force India. Seus melhores resultados na categoria foram dois quartos lugares, se bem me lembro. Nunca foi ao pódio na F 1. SÃO FATOS. Assim, continuo sem entender todo esse oba-oba em torno desse piloto alemão festejadíssimo e tido como o grande injustiçado da F 1. Não acredito que um pouco mais de peso pessoal seja um fator eliminatório para a sua contratação por grandes equipes, se ele REALMENTE tivesse um talento fora-de-série, para compensar isso. Sinceramente, torço para que tenha chance em alguma grande equipe para mostrar seu real valor, para vermos se é tudo isso que todos festejam. Eu não creio, me desculpe. No entanto, acredito que seria um grandíssimo piloto no WEC, talvez seja essa sua vocação, torço para que tenha uma boa chance na Porsche. Ele até vem demonstrando atitudes humildes ultimamente, o que para mim tem um grande valor, pois é uma qualidade que só os grandes têm. Sei que minha opinião sobre Hulk vai desagradar a muitos aqui (inclusive meu amigo Marcelo Dutra, que torce por ele, peço desculpas), por isso, escolham pedras pequenas e leves, hahahaha!!! E desculpem, mas não vou alimentar polêmicas intermináveis.

      Grande abraço!

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      1. Aucam, gosto da suas opinoes, e principalmente imparcialidade. Assino em baixo sua avaliação baseado no desempenho do ano passado. Agora gostaria da sua avaliação dos atuais pilotos do grid e sua expectativas baseado nos dados existentes até o momento.
        Abs

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      2. Elcir, muito obrigado pela consideração que você tem pelos meus pitacos. Em primeiro, devo dizer que também concordo INTEGRALMENTE com a definição concisa que você fez lá em cima sobre Hamilton, Alonso, Vettel e Kimi.

        Então, já que você pediu minha opinião, vou continuar a lista dos melhores de 2014, dentro dos mesmos critérios, começando pelo 11º:

        11 – Jean Eric Vergne – muito rápido e combativo, agora já mais experiente, eu gostaria muitíssimo que a F 1 não o jogasse fora, e queria vê-lo dividindo a Ferrari com Vettel, em 2016. Tenho certeza de que se ele tivesse tido um carro melhor, estaria entre os Top Ten, pois muitas vezes foi até melhor que Ricciardo, quando dividiram a Toro Rosso;

        12 – Roman Grosjean – Rápido, arrojado e agora mais maduro, foi muito prejudicado pelo carro horrível da Lotus. Merece mais um ano de oportunidade com um Lotus melhor nas mãos, para mostrar de verdade até onde poderá ir seu potencial;

        13 – Nico Hulkenberg – tem pilotagem correta e CONSISTENTE, errando pouco, porém morna e sem molho, sem estamina, nunca protaganizou duelos eletrizantes, inclusive uma vez levou um baita passão de Bruno Senna (não recordo o GP). Nunca protagonizou duelos eletrizantes na F 1, apenas no GP da Coréia de 2013 chegou a conter o ímpeto de Hamilton e Alonso, mas seu carro tinha tanto poder tração nas saídas de curva que mesmo de asa fechada na reta fugia dos dois com as asas abertas, que não encontravam jeito de se aproximar o suficiente. Fernando Alonso toda vez que vem em corrida de remontada faz gato e sapato de Hulkenberg quando se encontra com ele. Definitivamente, gostaria de vê-lo o que poderia produzir numa equipe grande, pois não consigo ver nele todo esse talento que a quase unanimidade das pessoas vê em Hulk e não vê no Vettel, no Alonso e no Hamilton, bastante apredrejados por muitos, sempre.

        14 – Kimi Raikkonen – um piloto grandíssimo que esteve IRRECONHECÍVEL e sucumbiu de maneira devastadora diante de Alonso. Uma temporada para esquecer e TEMO que – MAIS que o carro complicado da Ferrari em 2014 ou a falta de adaptação ao novo regulamento – ele tenha iniciado sua trajetória declinante precocemente. Acredito que 2015 será um ano decisivo para ele desfazer essa impressão e dar continuidade à sua permanência na F 1.

        15 – Kamui Kobayashi – o que alguém, por melhor que seja, pode fazer com uma Caterham? Ainda assim, Koba lutou bravamente durante o ano, e poderia ter beliscado algo em Mônaco se não tivesse havido aquele toque entre o carro dele e o de Bianchi em Mônaco, em que o bravo Koba levou a pior. Sou devoto dele pelas suas ultrapassagens irreverentes e descomplicadas, cuja vítima predileta é o Button – lembre-se principalmente da “carimbada” que o japonês deu na faixa novinha de campeão do lorde inglês em Abu Dhabi, em 2009, quando ainda não havia o DRS e a pista era considerada de ultrapassagem praticamente impossível. Koba deu uma aula de ultrapassagem em Abu Dhabi, e era ainda praticamente um estreante na F 1, pois entrou com a temporada em andamento. Se o genial Alonso tivesse estudado o vídeo dessa ultrapassagem, que está no Youtube, em 2010 certamente não teria ficado através de Petrov (que defendeu etica e legitimamente sua posição, ressalte-se). Gostaria de ver Koba tendo uma chance numa equipe competitiva, pelo colorido que ele daria às corridas, certamente.

        16 – Pastor Maldonado – outro que foi muito prejudicado pelo carro horrível da Lotus. Maldonado é rapidíssimo, não se intimida com ninguém, topa parada até com Hamilton (hahaha), é estabanado mas pode ser surpreendente, e tenho sempre em mente o que o genial Jackie Stewart disse: que ninguém vence em Mônaco, em QUALQUER categoria, se não tiver talento. Maldonado venceu lá duas vezes com autoridade, na F Renault 3,5 World Series e na GP 2. Vamos ver o que fará com um Lotus melhor nas mãos, em 2015.

        17 – Kevin Magnussen – muito rápido e combativo, mas ficou aquém das grandes expectativas que eu depositava nele. Merece mais uma oportunidade na F 1, a meu ver, mas onde? Tá difícil, até porque vem muita gente boa por aí, das categorias de acesso: principalmente Stoffel Van Doorne, Esteban Ocon e Tom Blomqvist (este filho do Stig Blomqvist, “fera” e ex-campeão mundial de Rally, tremendo “bota”, sueco de estilo espetacular, lenda ao volante, primeiro nos Saab e depois nos monstruosos e lendários Audi Quattro, que aceleravam no cascalho (!) quase igual a um F 1 da época, nos dias de loucura do insano Group B FIA). E lamento por talentos brilhantes que foram inacreditavelmente desperdiçados pela F 1, como o holandês Robin Frijns e o inglês James Calado, por exemplo, uma pena!

        18 – Adrian Sutil – Não é mau piloto, foi mais outra vítima de um carro ruim, mas acredito que não terá mais oportunidades na F 1, talvez na futura Haas se isso ocorrer, em função de sua experiência. Quando foi testado conjuntamente com Jules Bianchi por Vijay Malya para uma vaga na Force India – mesmo tendo passado um ano fora das pistas – Sutil foi mais rápido que Bianchi e ficou com o lugar.

        19 – Jules Bianchi – fico consternado pelo terrível acidente que sofreu. Sem dúvida, marcar dois pontos com uma anoréxica Marussia é uma façanha, mas eu achava que ele vinha repetindo a história de Hulkenberg, com dificuldades de se afirmar, depois do talento que esboçou ao ganhar o título da Fórmula 2.0. Talvez pudesse ter sido grande no WEC como o foram seu avô Mauro Bianchi e o seu tio-avô Lucien Bianchi: este inclusive venceu em Le Mans na geral em 1968, ao volante de um Ford GT-40, em dupla com o grandíssimo Pedro Rodriguez. Lucien também correu na F 1 e chegou a obter um terceiro lugar em Mônaco em 1968, com uma Cooper-BRM. Torço muito pela sua recuperação, pelo menos para levar uma vida normal, como Stirling Moss, que também sofreu grave acidente que interrompeu sua brilhantíssima carreira, mas está aí, cheio de saúde.

        20 – Esteban Gutierrez – outra vítima do péssimo carro da Sauber em 2014. Nas categorias de acesso sempre foi muito combativo e obteve vitórias na GP 2 e o título da GP 3 em 2010, mas creio que esses foram os seus reais limites. Na Ferrari, eu não gostaria de vê-lo substituindo Raikkonen eventualmente, preferiria mil vezes Vergne.

        21 – Max Chilton – Obteve vitórias aqui e ali na GP 2 e se equivale a Ericsson. Classifico Chilton na frente de Ericsson pela “façanha” de ter completado todas as provas de seu ano de estréia na F 1. Não tem nível para disputar competitivamente a F 1, a meu ver.

        22 – Marcus Ericsson – também venceu corridas na GP 2, mas creio que ali era o seu limite.

        Sobre as minhas expectativas para 2015, Nasr não conseguiu me “arrebatar” (copyright do magnífico verbo para Dé Palmeira) até agora: por mais que me esforce, não consigo vê-lo como melhor e mais promissor que Ricardo Zonta, Antonio Pizzonia, Lucas Di Grassi ou Bruno Senna, que não conseguiram se firmar na F 1, e inclusive tiveram mais brilho que Nasr nas categorias de acesso imediatamente anteriores à F 1, como a F 3000 e a GP 2. Mas quero que Nasr se firme, pois não podemos prescindir de um brasileiro na F 1 após Massa, não somos a Itália, que tem a Ferrari, cuja história se confunde com a da F 1.

        Vejo um monte de gente jogando pedras no Verstappinho, pela pouca idade, mas se tem uma coisa que eu aprendi a respeitar é O FARO de um advogado e hoteleiro austríaco – o Dr. Helmut Marko – que foi amigão de um dos meus maiores ídolos (Jochen Rindt), e que “por acaso” rsrsrs é ex-piloto de F 1 e dos poderosos, fantásticos e lendários Porsche 917 (para muitos o carro de corrida definitivo). Então, boto muita fé no Verstappinho, mais que no Carlos Sainz Jr., que, apesar de rápido, no início de carreira andou batendo além da conta.

        Fiquei frustradíssimo de não ver Simona de Silvestro na F 1 como titular na Sauber em 2015, essa menina acelera muito, e tenho certeza que faria uma boa temporada com um bom carro nas mãos, seria melhor que muitos marmanjos. Gostaria de ver mais mulheres competindo no automobilismo, pois é da quantidade que se extrai a qualidade.

        Forte abraço, Elcir.

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  12. Só passando pra dizer que o blog está maravilhoso.

    Embora eu tenha andado meio sumido, venho acompanhando vocês e me deliciando com os posts e comentários maravilhosos.

    Um abraço especial ao mestre Aucam e parabéns pelos comentários, sempre precisos e relevantes ao blog.

    Bom carnaval a todos…

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    1. Meu caro amigo MP4-23, eu estava notando e já estava para reclamar de sua ausência aqui no Blog da nossa querida Julianne; e retribuo o abraço especial pelo prazer de vê-lo de volta aos comentários, com suas opiniões sempre muito competentes e imprescindíveis.

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