40 vitórias em 141 GPs, como Schumi

GP MALESIA F1/2015

Esse ano de 2002 promete, poderiam dizer alguns desavisados ao ver um alemão ganhando com a Ferrari e Valentino Rossi triunfando na MotoGP. Coincidências à parte, depois da expectativa por recordes e mais recordes da Mercedes, foi a vez de algumas barreiras serem quebradas.

O GP da Malásia terminou com uma seca de 34 corridas sem vitória para a Ferrari e 20 para Sebastian Vettel. Apesar de ser a maior sequência sem triunfos para o alemão, a equipe italiana já viveu dias piores: ficou 58 provas sem um primeiro lugar entre 1990 e 1994.

Curiosamente, quem encerrou a fila foi Gerhard Berger que, ao vencer a 104ª prova da história da Ferrari, fez a Scuderia alcançar a McLaren na época. Hoje, há 20 triunfos de diferença entre as duas equipes, a favor dos italianos.

Seria injusto dizer que o resultado veio do nada, tamanho o salto que a Ferrari demonstrou ter dado neste ano, mas era difícil acreditar que, depois de liderar 32 voltas em 2014, o time comandaria o GP, superando esse número em apenas uma prova (Vettel, por sua vez, ficou na frente por 46 voltas, enquanto ano passado, só liderou uma). O alemão também conseguiu a melhor posição de largada desde Felipe Massa, também na Malásia, há dois anos.

Mesmo com tantas marcas batidas e sequências sem vitórias terminadas, houve uma sensação de déjà vu no ar. Não por acaso: foi a 76ª vez que os hinos alemão e italiano foram tocados em uma cerimônia de pódio na F-1. E a segunda, claro, com Vettel no lugar mais alto. Inclusive, esta não foi a primeira vez que Vettel venceu com um motor Ferrari. Afinal, ele é o único a ter conseguido isso com outra equipe que não a Rossa.

Nem preciso dizer que em 72 ocasiões, essa combinação de hinos veio com vitórias do grande ídolo de Vettel, Michael Schumacher. Ao chegar a sua 40ª vitória em 141 corridas, o alemão tem exatamente a mesma média do heptacampeão em 2000, quando atingiu a marca. Era o início da grande era de Schumi na Scuderia.

Falando em 40, esse também foi o número de poles que Lewis Hamilton atingiu na Malásia, logo em sua 150ª corrida. O inglês vive, ainda, sua maior sequência de pódios desde que ficou entre os 3 primeiros nos nove GPs iniciais da carreira.

Os tourinhos

Outro que está começando bem sua história na F-1 é Max Verstappen. O holandês ainda vai quebrar muitos recordes – que devem ficar intocados, já que a FIA não mais permitirá a estreia de pilotos abaixo de 18 anos a partir do ano que vem. Na Malásia, tornou-se o mais jovem a pontuar, aos 17 anos e 184 dias, superando seu antecessor na Toro Rosso, Daniil Kvyat, em cerca de um ano e meio.

Com Verstappen e outro que vem andando bem, Carlos Sainz, ambas as Toro Rosso terminaram à frente das Red Bull, algo que só aconteceu em quatro oportunidades: além do último final de semana, China 2007, Hungria 2008 e Bélgica 2008. É a primeira vez, portanto, que isso ocorre sem Vettel ao volante da equipe satélite.

Quem segue colecionando recordes negativos é a McLaren. Duas semanas depois de obter a pior classificação de sua história, o time teve um duplo abandono pela primeira vez desde o GP dos Estados Unidos de 2006. Mas, naquela ocasião, isso não aconteceu por nenhuma quebra: Juan Pablo Montoya causou um acidente que tirou ele e seu então companheiro Kimi Raikkonen da prova.

Resta saber quando vai acabar a sequência de 40 corridas sem vitórias da equipe de Woking, desde o GP do Brasil de 2012. Só não é a maior seca da história porque eles ficaram 48 provas sem vencer entre 1993 e 1997. Pelo menos por enquanto.

20 comentários sobre “40 vitórias em 141 GPs, como Schumi

  1. Desculpe ter ofendido o Hamilton, Vettel e Alonso. Tais agressões inúteis e infantis só ajudam a causar confusão em seu blog (provavelmente, o mais técnico que frequento).

    Tenha aqui minhas sinceras desculpas e a promessa de que nada parecido irá ocorrer novamente.

    Abs.

    [não, não estou fazendo isso por conta da vitória de Vettel e Ferrari.🙂 ]
    .
    .
    .
    Desculpe também a todos os fãs dos pilotos acima que mencionei. Não gostar é uma coisa, ofender é outra. Sinto-me extremamente envergonhado pelas ofensas que pratiquei.

    Abraços.

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    1. Bravo, RedHorse! Como torcedor do Hamilton, me senti incluído nesta sua mensagem também. Errar ou cometer equívocos é inerente à condição humana, mas reconhecer eventuais excessos aqui ou ali revela grandeza de caráter e só os fortes o fazem. Gostei muito da nobreza de sua atitude, sobretudo em relação à atenciosa Julianne Cerasoli. Apreciei a sinceridade de suas palavras e concordo plenamente com a consideração e avaliação que você faz do Blog da Julianne, sem dúvida o mais técnico, e onde os comentaristas (todos genuinamente apaixonados por automobilismo) expõem seus pontos de vista com grande embasamento e fortes argumentos. Aqui só tem “feras” (você incluído, claro!). Bola (ou vamos acelerar) pra frente, amigo. Aliás, uma vez li um comentário seu sobre motociclismo e deu pra ver que você também manda bem nas duas rodas. Por isso, fica aqui meu incentivo a que você prestigie o excelente Blog do Gabriel Lima, expondo seus competentes pitacos lá, também. Gabriel também é superatencioso com todos os leitores.

      RedHorse, parabéns pela vitória brilhante e magnífica de Vettel: mesmo sendo torcedor de Hamilton eu fico feliz de ver esse alemão fora-de-série se reencontrando com a glória, MUITO ANTES do que eu poderia supor – não por SebVet, pois sempre acreditei nele, mas pela Ferrari, que estava realmente no fundo do poço: em tudo por tudo é muito interessante ver que se respira novos ares por lá, veja que Sérgio Marchionne tem até planos de revigorar a ALFA ROMEO, para a alegria de todos os corações alfistas (sou fã da marca, desde a Auto Delta à Jolly Gancia e lembro de grandes nomes que correram com as Alfas no Brasil, como Graziela Fernandes, Emílio Zambelo, Marivaldo Fernandes, Mário Olivetti em sua GTA vermelha e tantos outros). Será que mais à frente teremos uma revitalizada Auto Delta ou o fornecimento de motores da marca para a F 1, novamente? Taí um carro e marca de caráter e muitas glórias (que vêm desde lá da década de 30, com o grande Achille Varzi e o genial Tazio Nuvolari!).

      No mais, Arrivabene faz total jus ao sobrenome.

      Receba um forte abraço e todo o respeito deste duplamente velho aficionado (na idade e na paixão pelo automobilismo).

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  2. Li este post, resolvi pesquisar e me assustei…

    Vettel triunfou em 28,37% das provas que disputou. Schumacher, por outro lado, se aposentou vencendo em 29,55% das vezes [tirando o retorno à F1 (2010, 11 e 12), a média é de 36,4%].

    Logo, o alemão (Sebastian) teria que continuar vencendo, em média, seis corridas por ano pra se igualar a marca de 29,55% de Michael. Caramba!… Esse Schumacher foi um monstro.

    Forza Ferrari! Forza Michael!

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    1. É mais fácil o Vettel ser octocampeão do que alcançar as 91 vitórias do Schumi. O Michael venceu muitas corridas, fez muito mais vitórias que poles, ao passo que com Vettel é ao contrário. Pode ser questão de estilo, basta ver que caras como Senna, Hamilton, Vettel, sempre se deram melhor saindo na frente e controlando a corrida, e fazem mais poles que vencem.

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  3. Primeiramente gostaria parabenizar o site inteiro faco acessos diários ( nos dias de treinos até mais do que um por dia), Sei que as pessoas que fazem este maravilhoso site estar diariamente com novidades, essa pessoas tem N compromisso alem do site.
    Mas estou com SAUDADES (sim com letra maiúsculas) do CREDENCIAL TOTAL RACE… sem q seja mensal falando das provas q foram realizada no mês tipo resumão mesmo..

    Não sei né as vezes vocês já estão com espaço na Telinha e não estou sabendo o canal…

    Forte ABRAÇO…

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      1. Sei q não é culpa de ninguém, mas esse novo blog do Ico só faz dar mais saudade da época do TOTALRACE. Aqui o público é mais específico. Lá o q tem de gente comentando pra dizer q as matérias “não tem nada a ver” ou q o Massa isso, Massa aquilo. Sei lá… eu q sou meio avesso a mudanças mesmo… mas acho q até o texto dele mudou. kkkkk Mas como tudo tem um lado bom, acho q com isso, a Ju virou a camisa 10 do TR. Vieram uns posts mais políticos, mais textos, mais atenção. Isso eu tô curtindo…. na real é bom pra gente né? temos agora mais espaço, mais locais para pegarmos informações. Mas q dá saudade, dá…

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  4. A vitória de Vettel, além de tudo o que já foi citado, vale também por duas circunstâncias bastante relevantes: ele conseguiu se manter a frente de Rosberg na largada, e conseguiu voltar a frente dele na última parada. Se qualquer uma dessas não tivesse ocorrido, acho que a vitória não teria vindo, mesmo com o acerto em ficar na pista no safety car.

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  5. Julianne, apesar do record negativo a Mclaren deu um salto de evolução, sinceramente não acho que o carro seja essa desgraça toda e o problema maior é o motor honda…

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  6. Essas marcas do Schumacher, Vettel e Hamilton são todas incríveis e merecidas. Mas é melancólico ver as marcas do Senna serem inevitavelmente batidas por pilotos que estão aproveitando circumstâncias extremamente mais favoráveis (carro muitíssimos mais confiáveis e um calendário inflado). Nenhum desses três teve que esperar cinco anos até finalmente guiar um carro de ponta. Quanto mais Senna teria vencido sem quebras e com 19/20 provas por ano? 1985 e 1989 foram anos em que a sorte dele foi extremamente cruel. Um pouco mais de sorte e ele teria igualado os títulos de Fângio e as vitórias de Prost.

    Anyhow…

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    1. Fiz levantamento rápido no forix.

      Senna não terminou cerca de 25% das provas que disputou por falha mecânica (e por conta delas perdeu entre 15 e 30 pódios e vitórias, tomando por base a posição em que estava antes do carro falhar e sendo conservador ou não);
      Schumacher 12,1%
      Vettel 10,6%
      Hamilton 6,6%
      Alonso 9,7%

      Não é coincidência que ele atingiu números quase inalcançàveis justamente nas marcas menos dependentes de confiabilidade, poles e largadas na 1a fila. 65 e 87, que representam 40,37% e 54,03%.

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  7. Falando em números, Lewis Hamilton está ‘perto’ de bater o percentual de vezes que terminou nos pontos. Se não me falha a memória, Fangio pontuou em 82% das corridas que disputou e Lewis está na faixa dos 78%.

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  8. Outro dado interessante -e que carece de confirmação- é que Lewis Hamilton é o único piloto em toda história da F1 a ganhar corridas e fazer poles em todas as temporadas que disputou.

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  9. Vettel está no mesmo nível de Michael Schumacher e Ayrton Senna e Hamilton e Alonso estão no mesmo nível de Jim Clark,Fangio e Prost,ou seja,o alemão de Heppenheim já está no nível dos dois hiper-gênios da modalidade,Hamilton e Alonso estão um nível abaixo,mas sim,são gênios.

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    1. Eu não colocaria qualquer um dos pilotos atuais no nível do Schumacher ou Senna. Vettel tem os números, porém conquistados em máquinas imbatíveis do Newey e contra o fraco Webber. Hamilton ainda precisa mostrar que amadureceu e superou erros infantis. Alonso fez más escolhas demais e seus erros o custaram títulos e vitórias.

      E ainda acho que o Alonso corre grande risco de ver o bonde passar e aposentar sem outros grandes feitos enquanto Mercedes e Ferrari estiverem por cima.

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  10. Oi Julianne.

    Ha colunas que so ficam aqui e outras la no tal de uol? Os portais no brasil geralmente tem uma agenda politica nao muito honesta e o nivel da gramatica e dos textos da medo. Por isso desmotiva ter que ir la te procurar. Desmotiva para ficar na palavra que passa pela censura. Da vontade de dizer outra coisa.

    Voltando ao tema principal: Havera textos iguais aqui e la ou um ou outro aqui e outras coisas escritas por la?

    Tomara que ao menos essa mudanca (com bruta queda de qualidade pelo “local de trabalho”) compense na sua conta bancaria…

    Obrigado.

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