Lista de desejos

F1 Grand Prix of Italy - Race
Olhar para trás para enxergar o que vem pela frente

Hoje a Fórmula 1 tem uma reunião importante do Grupo de Estratégia. Ou pelo menos teoricamente importante, uma vez que, como costuma dizer Bernie Ecclestone, o normal é ter uma reunião para discutir-se várias coisas e definir apenas a data do próximo encontro. Porém, pela necessidade de se dar respostas convincentes para manter uns e atrair outros para a temporada 2017, já está na hora de estabelecer as diretrizes. Principalmente se a ideia for mudar.

E mudança parece ser a palavra de ordem na Fórmula 1 no momento. Nos últimos dias, questionei pilotos, ex-pilotos, engenheiros e ouvi opiniões de jornalistas sobre o que gostariam que fosse mudado. E, basicamente, dois pontos se repetem: a volta do reabastecimento e da guerra dos pneus.

São dois fatores que vão na mesma direção: permitir que os pilotos forcem mais o ritmo durante as corridas, acabando com as fases de ‘banho-Maria’ que temos visto de 2011 para cá e que ganharam força com o novo motor e as restrições a uma tecnologia ainda imatura. O barulho em si não gera grandes reclamações no paddock e o nível atual de ultrapassagens é considerado adequado pela maioria – ainda que se reconheça que, em algumas pistas, o DRS é ‘efetivo demais’.

Mas queria saber a opinião de vocês: se pudessem sugerir uma mudança técnica ou do esportiva para o Grupo de Estratégia, qual seria e por quê?

32 comentários sobre “Lista de desejos

  1. Umas quatro mudanças, pelo menos:
    Desenvolvimento ilimitado de chassi e motor, inclusive com testes privados;
    Fim das limitações durante o FDS. Peças, pneus, motores, etc;
    Simplificação da tecnologia de motores ou liberdade na escolha do tipo de motor;
    Guerra de pneus.

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  2. Na minha opiniao, que as equipes pudessem escolher os tipos de pneus que quisessem no fds, que nao existisse um fabricante de pneus soh, que. Voltasse o abastecimento, que nos pit stops existisse um numero mas reduzido de pessoas na acao, que a pole position, volta mais rapida valessem pontos e por ultimo que tivessemos duas corrridas uma curta no sabado e do resultado dessa a largada de uma corrida longa com o grid invertido.

    Com isso poderiamos ter mais acao, carros mais rapidos e um fim de semana mais cheio de emocao.

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  3. Que o carro dependesse menos da aerodinâmica… como isso é difícil de controlar, pois você diminui a asa traseira e inventam um tal duto que gera a mesma pressão, melhor ter pneus mais largos, que garantam que o carro é dirigível quando alguém anda 3 ou 4 voltas colado no da frente, com intenção de ultrapassar. Motores sem restrições de potência, fluxo, rpm ou o que seja. Para que os fabricantes de motores busquem caminhos alternativos aos desenvolvimentos.

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  4. Ju, pra mim o banho maria tem um culpado, a restrição dos motores! Sobre o reabastecimento, não gosto, prefiro o tanque cheio e o piloto dosando até o fim da prova e daí sim despejar potência nas voltas derradeiras. O problema do reabastecimento é que ele dá uma falsa idéia de rapidez, onde o piloto com menos gasolina parece mais rápido, mas não terminará a frente pelo simples fato de menos combustível…enfim, um motor por corrida, liberdade de fluxo de combustível, liberdade para os pneus, carros e pneus mais largos, aumentando o grip mecânico e motores barulhentos, uufaaa!!!😉 Minha pequena lista, kkkk

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  5. Eu penso em uma única mudança, o que aproximaria a F1 dos tempos de glória: quem faz o melhor tempo, fica com a pole. Sem essa de Q1, Q2, Q3, Qn… Fez o melhor tempo é pole. Simples.

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      1. Também concordo que o pole deve ser o mais rápido dentro de 1h de treino. O problema é que quando era assim, os pilotos ficavam nos boxes esperando melhorar as condições de pista.

        Houve treino em que os carros só deixaram os boxes faltando 15min para o final, e isso não agradava as TVs.

        Mas era o ideal, principalmente se voltasse um pouco mais no tempo e fizessem valer o tempo da sexta-feira, seja para quem fosse o mais rápido nos dois dias, ou então que agregassem os tempos da sexta aos de sábado.

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      2. Pois é Sergio, concordo contigo, hoje as equipes não vão para a pista na sexta, para poupar motores; não vão para a pista no Q3, para economizar um pneu e largar em 10; não vão para a pista, para CORRER DE VERDADE, NUNCA. Isso é o que me incomoda hoje na F1. Estou assistindo a semana de treinos para Indianapolis 500, isso sim é corrida. Largar e procurar ao máximo, chegar até a linha de chegada o mais rápido possível.

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  6. Melhor distribuição da receita da fom;
    Limitação só em peso do combustível, nada de fluxo. 100kg por corrida, use como quiser.
    As equipes poderem escolher que compostos a usar durante o final de semana, testa na sexta, escolhe e trava a escolha para o resto do final de semana.
    Aumentar a zona de utilização do DRS em 30 mts, mas permitir um boost do ERS para utilização livre do piloto durante a volta.
    Carros seriam homologados no início do ano e as equipes teriam um sistema de fichas para o desenvolvimento dos carros.
    Vamos supor que o teto de orçamento seja de 200MM de euros por ano, cada equipe teria 200 fichas de 1MM e poderia escolher como utilizar as fichas durante o ano.
    A cada três provas uma nova homologação da Fia.
    Mais horas no túnel de vento, mais fichas no desenvolvimento da MPU, mais fichas com peças novas, etc.
    Utilização de lastro, vencedor, 5kg, segundo lugar, 4.5kg, terceiro lugar, 4kg, etc. Lastro máximo de 10 kg, por exemplo, duas corridas já atinge o máximo em lastro, esse número não sobe mais. E zerando a cada homologação, ou seja, três corrida de lastro, homologa, e zera, três corridas, homologa, zera de novo.
    Fazer pneus mais macios e mais resistentes, com ampla janela de utilização, fácil de qualquer equipe fazer funcionar.
    Liberar as imagens da fom na internet em canal próprio da F1, melhorar as transmissões internacionais com diretrizes rígidas, como por exemplo silêncio nas câmeras onboard e obrigatoriedade de, ou traduzir os rádios das equipes, ou silenciar para que quem quiser escutar poder traduzir por si só.

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    1. Muito interessante suas ideias….Francisco para o Comitê da FIA.

      A única coisa “complicada” seria homologar esses carros a cada 3 corridas, de resto acredito que seja “simples” para os padrões da F1.

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      1. 10 kilinhos, três décimos só… Depois de três corridas zera, e dá tempo de todo mundo correr atrás.

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  7. Eu gostei da ideia da Force India… dar mais liberdade técnica para quem respeitar um teto orçamentário, seria muito interessante, inclusive com a liberdade de escolha do tipo de motor a ser usado… seria o máximo ver V6 Turbo, V8, V10, e quem sabe um V12 se enfrentando… levando a melhor o carro mais acertado, e não necessariamente o mais potente.

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    1. A Cosworth já falou, que se permitir V8 eles voltam. Eu tbem compartilho a mesma proposta que vc. Liberar os motores, a guerras dos pneus e reabastecimento.

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  8. Mais facil:
    1)Proibir qualquer apendice aerodinamico em toda a extensao do carro
    Largura como na decada de 80/90 com pneus largos como ate 92
    2) asa dianteia com apenas duas laminas. Sendo que o flap obrigatoriamente seja sem ser unido com um lado a outro e que estas laminas tenham no maximo 45 cm de comp.
    3) asa trazeira mais atras e 10 cm mais baixa com tambem so 2 laminas.
    ps: as asas so podem receber 3 modelos diferentes durante toda a temporada. Regulagem do angulo dos flaps livres.
    4) cada equipe pode usar apenas 3 assoalhos diferentes que possam ser homologados durante toda a temporada.
    5) fim do ers e similares. Motores v6 biturbos e/ou v8 aspirados. cada carrro com dirreito a 6 unidades por temporada. Uma obrigatoriamente deve ser usada apenas em treinos livres. e para a classificacao e corrida montores dentro da regra dos 6
    6) uso do carro reserva para pilotos aspirantes no primeiro treino livre
    7)pontuacao ate o oitavo colocado
    8) camoeao do mundo obrigado a usar o Numero 1
    9) voltar a tv aberta ao vivo nas corridas e classificacao. Abrir videos da corrida completa ou em melhores momentos para a internet. Bem como disponibilisar as entrevistas de fim de corrida (24horas apos cada gp).
    10) redistribuir os direitos da FOM para equipes menores (essa eh impossivel)

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  9. 1. Limite de 5 motores para equipes de fábrica e 10 motores para equipes cliente.

    2. Volta do reabastecimento

    3. Fim da fornecedora única de pneus

    4. Limite de uso do DRS durante a corrida. Extipular um máximo de 5 ou 6 utilizações do sistema.

    5. Pontuação para quem fizer a pole, a melhor volta e quem liderar ao menos uma volta também levaria 1 ponto.

    6. Pontuação da corrida mais extensa. Poderia ter uma tabela que alcançasse todos os piltos que terminassem a corrida.

    7. Fim dos treinos na sexta. Todos os treinos seriam no sábado e a corrida no domingo ou treinos livres no sábado e qualy e corrida no domingo.

    8. Liberar a venda de chassis para equipes clientes e divisão do campeonato de equipes; “Aberto” (clientes) e “Construtores”, isso concerteza ajudaria a “inchar” o grid e eliminar categoria sem nenhuma expressão como a GP2

    9. Autorizar equipes a utilizar diferentes patrocínos entre seus carros.

    10. Liberar o desenvolvimento do motor nas próximas 2 ou 3 temporadas.

    11. Utilizar o sistema da Formula E no qualy. 4 grupos por vez em tempos de 10 minutos utilizando um sistema alternado de acordo com as posições finais da última corrida. Exemplo: Grupo 1 ( 1º, 5º, 9º, 13º, 17º), Grupo 2 (2º, 6º, 10º, 14º, 18º) … etc

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  10. Volta do reabastecimento é um idiotice sem tamanho. O resto tranquilo, tem de mudar várias coisas mesmo, mas reabastecimento é algo absolutamente desnecessário. Engenheiros dizem que querem isso por assim não tem batalha na pista e menos risco de piloto colidir com outro.

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  11. Oi Ju,

    Só a volta do reabastecimento não trás novidades. Quando havia a regra, todos reclamavam que ninguém forçava ultrapassagem, pois esperara o reabastecimento para ganhar a posição nos boxes.

    Guerra dos pneus é interessante, mas seria bom que os pneus se tornassem mais largos para que os carros tenham mais aderência mecânica e menos aerodinâmica. Esta questão da aderência mecânica acho mais interessante do que reabastecimento.

    Rebastecimento era interessante nos anos 80 quando ninguém sabia quem largava com tanque cheio (e não parar) ou com pouca gasolina, disparar na frente, reabastecer e ganhar a corrida. Eram estrategias diferentes. Piquet ganhava corridas assim!

    Como havia recentemente era igual pra todo mundo, todos paravam na mesma janela e pouca coisa mudava. Outro detalhe importante: acabar com essa bobagem de parque fechado, de os pilotos terem que largar com os pneus que classificam, no caso de reabastecimento de terem que largar com a mesma quantidade de combustível com que se classificaram.

    Se for para voltar como era antes, será trocar seis por meia dúzia.

    A solução para a Fórmula 1 voltar a ser interessante eu vejo na concepção dos carros, menos dependentes da aerodinâmica, mas aderência mecânica. O resto fica por conta dos pilotos e de quem tem um motor mais potente.

    Um abraço!

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  12. Fazer alguma mudança, não sei se aerodinâmica ou nos pneus, para permitir que os carros andem mais próximos em curva-se facilite as ultrapassagens.
    Um motor por corrida.
    A única limitação do combustível é a capacidade do tanque, que tem que durar a corrida toda.
    Limitar no máximo a quantidade de pneus por fim de semana e cada equipe escolhe os tipos livremente.
    Transmitir também pela internet, dando alternativa de escolher ver a corrida onboard. Cobrar um valor que seja acessível(o pay-per-vier da nba, leaguepass, custa $120 e permite ver todos os jogos).
    Fazer os pilotos terem mais contato com o público.

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  13. A história as vezes nos da chance de rever alguns conceitos…essa foto é emblemática! A diferença na largura do aerofólio, chassi e pneus é MONSTRUOSA entre os carros atuais e os carros de 1988! Naquela época era muito mais fácil seguir o carro que ia a frente, ultrapassar, pois o grip mecânico era gigantesco, por isso quando os caras dizem que é foda ultrapassar hj, muitos dizem que é conversa, mas uma imagem diz mais que mil palavras! http://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/video-alonso-pilota-mclaren-historica-de-senna-em-video-publicitario-as-vesperas-do-gp-da-espanha-de-f1

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  14. Enquanto o carro tiver esses freios fortíssimos, precisando frear a 300km/h quase ali nos 50m, e enquanto o carro depender mais da aerodinâmica do que do grip mecânico, vai continuar isso aí, podem mudar os enfeites mas a festa será a mesma.

    Minha receita é simples: Piorar os freios e aumentar o grip mecânico.

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  15. A questão citada pelo Sérgio é muito relevante, afinal com todos os dados de telemetria, os supercomputadores estipulando em que posição o piloto vai chegar, o reabastecimeto perde sentido, afinal os áureos tempos do reabastecimento eram pautados na surpresa, algo que com a tecnologia atual deixou de existir… pra mim, um dos primeiros passos do banho maria foi dado em 2007, quando por exemplo em Interlagos Alonso não pode brigar pela ponta por contar com um motor meia boca (10 motores por temporada), enfim, creio que motores comuns, um por corrida, serima mais baratos que esses motores ultramegapowermudos atuais! REITERO, a F-1 ecohightech NÃO VAI SALVAR o mundo, pois outras categoria e até mesmo a indústria automobilstica atual já fazem isso…o teto orçamentário seria bom, mas os motores a combustão normal seriam muito mais baratos que os atuais, imagino…

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  16. Uns gostam, outros não, mas apesar disso, o reabastecimento voltará em 2017. Pelo menos é mais uma variável movimentando as corridas.

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  17. Meus pontos são.
    1 – Liberar a tecnologia do motor, somente determinando equalizacoes de proporcoes. Ate 1.6 litros pode turbo, v8 2.0 litros, V10 diesel, etc
    2 – Limitar o consumo pela quantidade e não pelo fluxo. 100 kg e basta, ai a empresa escolhe a tecnologia melhor a se utilizar. Hibrido, diesel, turbo, elétrico, etc
    3 – Fim do parque fechado, somente proibindo horario de trabalho. Nada de virar a noite.
    4 – Limitar a quantidade de pessoas no box e no pitstop.
    5 – liberar os pneus, podendo escolher entre tres tipos e suas resistências.
    6 – pontuação extra para pole, melhor volta e maior quantidade de voltas na liderança.

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  18. Tirar o Jean Todt da presidência da FIA.
    O cara foi co-piloto de rali. Piloto bom numa FIA administrada por um perfil assim é o que dosa combustível e poupa pneu. E não é isso que os fãs da F-1(exceção aos burocráticos por natureza) querem ver.

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  19. A ideias são ótimas.
    Pra mim a Fórmula Um é atraente quando existem pelo menos duas equipes com chances reais de ganhar o campeonato de piloto.
    Já vi temporada boa com reabastecimento, sem reabastecimento, com motor livre, com motor congelado, com guerra de pneu, só com um composto.
    Minha ideia é: Consigam fazer uma temporada com duas equipes brigando pelo mundial de pilotos e mais duas com chances de ganhar corrida e a audiência aumenta.

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  20. Por quê é um erro o reabastecimento sendo que, atualmente, existem pneus que se degradam muito e ERS, KERS além da asa móvel?
    Quem quiser ir segurar, não vai conseguir. Além disso, os compostos tem diferença significativa.

    Ademais, sugeriria que houve 5 motores para treinos livres para que se possa testar os carros e tentar o melhor acerto e no Qualy e Corrida mais 5 motores (apenas para esses dois eventos).

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  21. Minha única sugestão vem de algo q pensei por causa da restrição atual ao consumo de combustível , o q causa tremenda decepção ao sabermos q não poucas vezes pilotos competitivos têm de tirar o pé do acelerdor conforme a situação do consumo ; acho isso simplesmente inaceitável em corridas da categoria.
    Uma coisa é um piloto ter que abandonar a corrida por pane seca, outra, bem diferente , é ser punido porque ‘passou do limite’ … de consumo! , nesse caso – ridículo !

    Sugiro substituir combustíveis derivados de petróleo por biocombustíveis – resolveria a pressão ambientalista , eliminaria a necessidade de economizar gasolina (petróleo) e ajudaria claro na imagem pública – a questão das emissões de poluentes , a sustentabilidade dos renováveis etc.
    (nesse último ponto, ajudaria fazer também todos os caminhões e motorhomes q servem a F1 usarem biocombustíveis – já há aviões comerciais operando tal troca , e corridas nos EUA e no Brasil , muitas já foram, e ainda são, realizadas com alguns tipos de álcool, como se sabe)
    Derivados de petróleo só nos lubrificantes.
    O maior empecilho creio ser político-economico – o que gostaria mesmo é q deixassem o petróleo pra ser usado à fabricação de plásticos tintas e outras 1001 utilidades – usar pra ser instantaneamente queimado em veículos motorizados é de uma estupidez abissal.
    (reabastecimento: medo de ver novamente corridas como um GP em Monza , numa temporada da década de 2000, não lembro exato qual , em que só houve troca de posições em paradas de box , nenhuma na pista – isso em Monza, de todos os lugares !)

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