Estratégia

Mônaco é posição de pista, não matemática

Mercedes Formula One driver Hamilton of Britain reacts on the podium after placing third in the Monaco Grand Prix in Monaco

Quando Lewis Hamilton parou seu carro por alguns instantes após a bandeirada do GP de Mônaco, achei que daria uma de Ayrton Senna. E voltaria para casa a pé, sem dar satisfação. Tinha lá seus motivos, convenhamos.

O inglês passou o final de semana inteiro falando em como as coisas não tinham dado certo para ele no Principado em algumas ocasiões, como ele não tinha aproveitado algumas oportunidades e, em outras vezes, simplesmente não tinha carro para vencer no circuito que, costumeiramente, aponta como sendo seu favorito e no qual é sempre um prazer vê-lo guiar. Desta vez, fez tudo certo e, mesmo assim, a vitória lhe escapou de maneira dolorosa.

Mas não, Hamilton continuou, e foi muito bem no pódio, evitando culpar a equipe e dizendo que só estava pensando em “voltar ano que vem e tentar de novo”.

Enquanto isso, Toto Wolff tentava explicar o inexplicável. Pode falar em erro de matemática, mas o fundamental é que, especialmente em uma pista como Mônaco, em que a posição de pista é o grande fator estratégico, nada justifica correr qualquer tipo de risco para ter pneus nas melhores condições.

Até porque qual era mesmo a situação que causou o Safety Car que mudou a história da corrida? A Toro Rosso de Verstappen vinha muito mais rápida, com pneus supermacios e mais novos, lutando contra a Lotus de Romain Grosjean, de macios usados. E o holandês não conseguia passar de jeito nenhum. Mesmo se houvesse a chance de que a Ferrari parasse Vettel e o alemão pressionasse Rosberg e Hamilton nas voltas finais, Mônaco não deixaria de ser Mônaco – como o próprio tetracampeão sabe bem, afinal, segurou Alonso e Button em 2011 com pneus usados por metade da prova. E Mônaco não é matemática e, sim, posição de pista.

Erros da Mercedes à parte, foi um final de semana em que vimos garotos mandando bem. No caso de Verstappen, até o péssimo julgamento na batida com Grosjean. Mas, para Sainz e Nasr, foi daqueles GPs que fazem com que o respeito só aumente dentro de suas equipes e do paddock. O espanhol foi o piloto que mais me impressionou nas observações que fiz na beirada da pista, no desafiador terceiro setor, pela precisão e agressividade. Pagou caro por não ter visto a tempo o sinal que lhe obrigava a parar para a pesagem na classificação, mas havia feito uma boa classificação e repetiu a dose na corrida.

Já Nasr não conseguia esconder a empolgação com sua corrida. Mesmo reconhecendo o sofrimento de guiar um carro difícil em Mônaco – ‘assustador’, em suas próprias palavras – o brasileiro teve um ritmo muito constante e se firmou como o piloto que mais ganha posições da classificação para a corrida no ano (já são 17). Em tempos de tanta turbulência política, é um alento saber que a categoria está em boas mãos dentro da pista.

46 comentários em “Mônaco é posição de pista, não matemática”

  1. Fica a clara impressão que os pilotos atuais não mandam coisa alguma na estratégia. E a consequência dessa falta de responsabilidade/controle é que eles se tornam menos persipicazes e atentos. Aposto que AP, AS e MS jamais se permitiriam erro tão claro. Provavelmente iriam contra a equipe, mas levariam a vitória.

    1. Perfeito o comentário. Eu pensei a mesma coisa, como que um piloto do calibre de Lewis Hamilton, BI CAMPEÃO da F1, contrato assinado, cobiçado por qualquer equipe, aceita ir aos boxes em MONACO, liderando, faltando poucas voltas para o fim.

      Ou o Lewis é um alienado e não sabe onde está guiando e precisa ser comandado, ou é muito submisso.

      Até Rubens Barrichelo na sua primeira vitória na Alemanha em 2000 resolveu por conta própria não parar e arriscar.

      É o piloto que tem que ter a palavra final, Lewis fica o tempo inteiro na corrida de mimimi reclamando no rádio que o carro está ruim e logo em seguida faz voltas boas, parece que não entende o que está fazendo e guia somente por instinto, o que não é verdade, claro, mas é o que nos passa de impressão.

      Qualquer guri de 10 anos que pilota um simulador no computador consegue perceber a burrada de entrar nos boxes naquele momento.

      Estou muito decepcionado, e não com a Mercedes ou algum “jênio” da matemática por lá, decepcionado com a falta de leitura do Hamilton da corrida, coisa que Alonso sempre teve de sobra.

      SE IMPONHA HAMILTON e vire homem.

      1. Com todo respeito, mas acredito que o piloto tem que confiar na sua equipe, porque ele não tinha noção da distância que o separava do segundo colocado. Nesse episódio eu isento o Hamilton de qualquer culpa.

      2. Alex falou tudo. O piloto tem que confiar no time, que teoricamente tem mais informaçoes da corrida e assim fica mais facil escolher o melhor caminho.
        E outra, o Lewis nao saber ler corrida é até piada falar isso, alguem chegar nos numeros que ele chegou nao foi de graça. Se ele nao fosse tao bom assim nao seria quem é.

      3. Lembrando que Hamilton não confiou na equipe no GP Hungria 2014…

        Após a prova, criticaram a falta de leitura de corrida da Mercedes e elogiaram a de Hamilton, porém agora (Mônaco) criticam a da Mercedes e isentam o inglês do erro crasso, hehe…

        [lembrando também que a equipe pediu para que o mesmo ficasse na pista, no entanto, ouviu um “está ruim”… (ora, também estava ruim pra Vettel e Rosberg, porém ambos usaram a inteligência e não pararam)]

        Abs.

  2. O Galvão e cia falaram um monte de bobagem, na minha opinião, sobre a batida do Max/Grosjean. Se a Lotus não reduzisse um pouco mais cedo (provável pneu gasto) na entrada da curva, além de posicionar o carro de forma diferente, fora da tangência, o Max já estava colocando o carro por dentro para a ultrapassagem, pois era o que tinha que ser feito. Ano passado com o Massa/Perez no Canadá, foi uma situação semelhante, e deu acidente também.

    1. Perfeito, fora a indelicadeza do Galvão em dar uma reprimenda ao vivo na Mariana Becker, que disse: “É assim que se aprende né Galvão?”

      Graças a Deus existem ainda pilotos como Verstapen, o que significa pimenta em corridas burocráticas. O Moleque tem só 17 anos, e com certeza vai evoluir. Concordo com a Mariana, é assim que se aprende sim, Galvão!

  3. A própria Mercedes venceu em 2013 se valendo pela posição de pista e controlando a prova, já que, dos carros ponteiros, era o que mais desgastava os pneus na época. Foi uma decisão absolutamente incompreensível. Nas paradas anteriores, um bom pit stop gastava em média 25 segundos. Hamilton não tinha essa vantagem para voltar em primeiro com margem de segurança. Não havia necessidade alguma.

    Ju, só uma curiosidade: está acompanhando as provas in loco agora?

  4. Fiquei com dó do Lewis. Do jeito que Eu sou, na situação do Lewis, morando por ali. Tinha ido embora pra casa e depois pagaria uma multa pelo abandono dos compromissos com patrocinadores.

    Fico pensando que, pra ser engenheiro de uma equipe de F-1 de uma montadora mundial, o cara tem que ter trocentos anos de estudos, cálculos mil, etc, etc. Aí, numa situação dessa, em que um cálculo bem simples seria suficiente pra determinar que era impossível sair na frente do povo, o cara vai e erra? Foi uma bundada muito grande.

  5. Qualquer garoto que anda de kart sabe que em Monaco o que importa antes de mais nada é ‘track position”.
    A Mercedes comete um daqueles erros básicos que grandes times volta e meia cometem. Muitas vezes o excesso de tecnologia atrapalha. Uma equipe gigantesca, centenas de pessoas trabalhando na pista e na fábrica, fazendo mil cálculos por segundo, avaliando todos os pontos possíves e… se esquecem do básico.

    Já vi episódios onde a equipe ficou olhando pro radar pra saber se ia chover ao invés de olhar pro céu. A chuva caiu, o radar não mostrou e babau.

    Com Hamilton em primeiro, essa vitória era mais do que certa. Ninguém conseguiria tirar isso dele nem que estivesse correndo com três rodas.

    Eu fico imaginando se fosse algum piloto com uma leitura melhor da prova, provavelmente diria que não ia entrar.

    Hamilton põe a culpa em cima da equipe mas ele errou também. Até porque, ao contrário do que ele imagina, também faz parte dela. 🙂

      1. É verdade, ele disse. Mas disse apenas diplomaticamente.
        Não apareceu pra foto e fez aquele papel no pódio.

        É claro que ninguém gosta de perder, ainda mais nessas circunstancias, mas é preciso saber perder.

        Em tempo, durante boa parte da prova, o aplicativo da FIA avisava que a telemetria do carro de Hamilton não estava funcionando. Era possível ver os tempos de volta mas não a posição do carro no traçado.
        Não sei se isso aconteceu com mais pessoas.

      2. O cara pelo menos nao é um robo, ou faz cara de falso. Achar que ele fosse sorrir e falar…faz 10 minutos que eu perdi a vitoria que eu tanto trabalhei pra conseguir…mas tá tudo bem…estou feliz que agora a diferença do campeonato caiu pra 10 pts em vez dos 27 pts. Se ele fizesse isso seria o cara mais falso da Terra, acho que é bem compreensivel a sua reaçao….
        Qdo o Rosberg tava perdendo, antes da Espanha, ninguem aqui vinha criticar a cara de bunda que ele fazia. Principalmente naquela da entrevista que ele falou que o Lewis tava segurando ele. Ou mesmo em Monaco, qdo ele perdeu a pole.

      3. Concordo com seu ponto de vista JL, por mais que exista o fair play, estamos falando de seres humanos e suas reações…como não se lembrar de Alonso exibindo o dedo para Petrov, ou Senna no Japão exibindo o dedo para Prost em 1989, enfim, por mais que a moral e os bons costumes devam prevalecer, ainda assim, sou mais a favor da reação CRISTALINA de Hamilton! Não vi nenhuma ofença, apenas uma reação natural!

  6. Foi a maior burrada que vi e eu estou achando que ele (o engenheiro) pagará muito caro por isto.

  7. Fique pensando…Se Hamilton tivesse voltado só atrás de Rosberg será que a Mercedes iria pedir a troca como ocorreu em 1998 na Australia entre Hakkinen e Coulthard ? será que Rosberg iria aceitar? Acho que as trës partes ficaram até aliviadas por isso não ter acontecido.

  8. Naum vi nada dos treinos e corrida na tv, cheguei em casa agora e estou lendo o ocorrido e vejo q a mercedes fez uma merda sem tamanho e lewis num viu q se ficasse mesmos com pneus ruins ele venceria.

  9. Acho que falta aos membros das equipes assistirem mais as corridas. Ficam tão preocupados com contas e variáveis e não percebem o óbvio. Ano passado a Williams cansou de cometer erros bobos. E o Hamilton, estando na frente não deveria parar. Não acho que ele teve culpa nenhuma, mas o piloto também tem que saber a situação que se encontra na prova. Esse deve ter sido a maior burrice da história da F1.
    Ju, mesmo com um bom carro, mas ainda inferior a Mercedes, a Ferriri chega a incomodar tanto assim a ponto de cometerem um erro deste porte?

  10. Depois o publico perde o interesse, eles nao sabem o porque. O fans querem ver compentiçao…que o campeao ganhe no braço, sem mutreta. E o Rosberg já mostrou que só conseguem ganhar com ajudas externas, sem isso nao tem talento pra brigar
    E a Mercedes que se cuide, pois se o Hamilton decidir fazer serviço padrao, vao tomar pau da Ferrari, pois qdo tiveram que depender do Nico pra regular um carro, o Vettel ganhou a corrida.

  11. Tudo bem que a Mercedes errou, mas aliviar a barra do Hamilton não é nada sensato. Afinal, qualquer piloto sabe (deveria saber) que Mônaco é uma procissão e, pra conseguir ultrapassar, tem de estar muito mais rápido ou torcer por algum erro dos adversários. Não são simplesmente pneus mais novos que irão proporcionar ultrapassagens.

    Pra quem é considerado o segundo melhor em leitura de corrida, Lewis Hamilton decepcionou legal seus fãs.

    1. A burrice maior foi da Mercedes e seu grupo de estrategistas, sem dúvidas. Mas expôs também um dos ainda pontos fracos do Hamilton: a leitura de corrida. Button não tem metade do talento dele, mas ele poderia ter aprendido mais com o companheiro enquanto estiveram na Mclaren. Quantas corridas caóticas Button ganhou por ter a leitura exata do que fazer? Para quem já considera Hamilton o melhor piloto da Fórmula-1, ele ficou devendo nessa.

      1. Concordo, fico me perguntando se os pilotos não estudam as variáveis que podem a conhecer e já saem com um planejamento. Tanto em relação a ganhar ou perder posições na largada,e em relação a algum outro piloto. Possibilidades de ultrapassar ou não. O cara tem que ter noção do que acontece é até confrontar a equipe de como ele sente a corrida dentro do carro.

      2. Nao acho que Button tenha metade do talento do Hamilton,eles tem talentos diferentes o que é diferente. Hamilton é velocissimo mas ta longe se ser um piloto completo

  12. Tem que ser avaliado que o Hamilton, antes do SC, estava reclamando dos pneus, e quando houve a batida, a equipe avaliou que daria tempo para fazer o pit stop e ainda continuar e 1.
    O Hamilton assumiu também parte da culpa, e, hoje em dia, a maior parte da leitura de corrida que você diz, vem dos boxes.
    A Mercedes é uma equipe, e não somente um toma uma decisão, é erros acontecem.
    Se a estratégia tivesse dado certo, todos não estariam falando que o Hamilton não sabe fazer leitura de corrida, e sim colocando o mesmo no top dos top.

  13. Foi um erro conjunto.

    Hamilton comentou na conferência de imprensa após a corrida que observou via aqueles telões espalhados pela pista uma movimentação nos pits e, julgou que Rosberg e Vettel tinham parado para pneus novos.

    A princípio, a equipe recomendou a Hamilton para ficar fora mas depois, como notamos, cedeu.

    Acho que por isso que a reação do Hamilton foi até “branda” dada a grandeza do erro (“só” perdeu a vitória, em Monaco). Se fosse 100% culpa da equipe, estaria falando até agora, que estão favorecendo Rosberg e outras bobagens.

    Como já colocado por outros colegas, faltou para Hamilton a leitura da corrida e considerar a “natureza” da pista de Monaco. Com o melhor carro do grid e pneus ainda “meia-vida” em uma pista estreita, ninguém conseguiria ultrapassá-lo sem jogar sujo, nem mesmo Rosberg.

  14. Um erro tão evidente… mas será que é erro mesmo?

    Em um passado não muito distante, as paradas nos boxes eram utilizadas para fazer, de forma discreta, o “jogo de equipes”. A Mercedes tem um carro que é, em voltas lançadas, pelo menos 8 décimos mais rápido do que a Ferrari, e há quem diga que a Mercedes tem condições de controlar a diferença em relação à Ferrari. Se o Hamilton continuar ganhando, o campeonato acaba antes da metade, e aumentariam os pedidos para alteração nas regras para diminuir a vantagem da Mercedes.

  15. Qual o motivo de Monaco não fazer o uso do GPS nos carros ?
    Pelo que entendi foi por isso que teve erro de calculo na distancia do LH pro NR.
    Ou sera que to viajando…. :/
    Quem puder ajudar… agradeço.

    1. Rs, infelizmente essa a Julianne passou longe rsrs. Não é devido a interferência de sinais. O sinal do GPS possui frequência de 1,5GHz, sendo difícil “interferir”. O maior problema do GPS é o sinal fraco dos satélites e são necessários 4 satélites para ter um FIX, ou posição valida. Uma vez que Mônaco possui diversos prédios, o tunel e relevo inclinado é um lugar ruim para se conseguir um fix. Outro problema é a reflexão do sinal do GPS nos prédios que “criam” sinais ruins para calcular a posição. Apesar que hoje com 100 canais de calculo isso não é tão grave nas contas…. Se inferência fosse um problema seria impossível ter uma posição valida na AV. Paulista, um dos lugares com maior interferência de RF no nundo.

  16. Deixo uma pergunta simples no ar para os intelectuais de plantão
    Se Vettel ou qualquer outro piloto que não fosse Rosberg estivesse na segunda posição a Mercedes chamaria Lewis pros boxes?Aguardo respostas

    1. Boa Black! Éh evidente que não chamariam! A posição (2º lugar) do Rosberguinho foi decisivo para chamarem Seu-Amilton pro box.

  17. Hamilton entrou acreditando que Rosberg já tinha feito a parada ,Tanto é que antes dele entrar ele olhou pro telão e viu a equipe preparada não pra ele é lógico. Não faz o menor sentido se preparar sem avisar ao piloto. Na visão de Hamilton ou qualquer outro que estivesse liderando a corrida só iria deduzir que a equipe estava pronta para o outro piloto.Por que não chamaram Rosberg pra parar ?Resposta óbvia, Por que ele perderia a posição pra Vettel Simples assim.Outra questão:A equipe chamaria Lewis com Vettel ou qualquer outro pilotoque não fosse Rosberg estando na segunda posição? É lógico que não. É tão simples

  18. Ops esse é o link corretohttp://f1team.leiaja.com/wolff-explica-como-a-mercedes-errou-ao-chamar-hamilton-para-o-seu-terceiro-pit-stop/

    1. Boa análise do Livio. Em Mônaco não se ultrapassa, em condições normais.
      Precisa fazer uma análise da corrida do Sains, mas os pilotos a sua frente devem ter parado mais vezes, teve a batida do Verstapen e o abandono do Maldonado. O carro da Menor é tão mais lento que forçando dá para passar. E se o cara da frente bobear o outro passa, vide o Ricciardo no Kimi.

      1. A corrida do Sainz foi excelente e a estratégia foi baseada em alongar ao máximo o stint com pneu macio (ele fez 66 voltas e em um bom ritmo!) até porque a desvantagem dele era muito grande porque, tendo ido até o Q3, não tinha mais pneus supermacios novos à disposição. Ele está se mostrando um piloto muito inteligente nestas primeiras provas, é bom ficar de olho.

    2. São duas coisas diferente. Falar que Mônaco é track position tem a ver com a estratégia: se você está na frente e tem dúvida se o que vem atrás vai parar e te atacar com pneu novo, você não vai ao box para não arriscar sua track position.

  19. E agora começam a sair versões mais completas… Lewis viu no telão a Mercedes se movendo, perguntou se dava para parar, reclamou dos pneus. Ele sugeriu. A equipe errou, também, mas o piloto não precisa tomar decisões? A equipe falou que dava pelo gap de 25 segundos, porém ele tentou antever uma jogada de Rosberg e Vettel. E sem GPS, a equipe não poderia abortar a parada após o tempo perdido com o safety car.

    Novamente, apenas Hamilton poderia ver, ali, que perdeu tempo com o carro de segurança. Ele poderia, então, ter mudado de ideia.

Deixe uma resposta