Williams (enfim) lucra com estratégia menos engessada

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Ficou claro durante o GP do Canadá que a Ferrari não lutou com todas as suas armas, em parte pelo problema no sistema de recuperação de energia no carro de Sebastian Vettel no sábado, e também pela rodada que obrigou Kimi Raikkonen a mudar de estratégia. Porém, ao contrário do que aconteceu repetidamente desde que voltou a disputar as primeiras colocações, desta vez a Williams soube lucrar bem com as chances que apareceram.

Isso, principalmente no caso de Valtteri Bottas, que foi para a prova com a intenção de fazer duas paradas e acabou mudando de planos no meio do caminho para superar a Ferrari.

E olha que não foi uma prova das mais fáceis para os estrategistas, tanto pela alta incidência de SC na pista canadense, quanto pela falta de simulações de corrida devido à chuva na sessão de treinos livres mais importante do final de semana (única realizada exatamente no horário da largada), a segunda. A prova do ano anterior, em que a preferência foi por duas paradas, não era uma referência válida devido à mudança na construção dos pneus, que os tornou mais resistentes.

Ainda assim, a Williams começou a corrida com a estratégia de duas paradas em mente. Porém, as informações de Bottas, dando conta de que o pneu supermacio estava aguentando bem, fizeram o time flexibilizar sua escolha, não parando na primeira janela de pits, que seria por volta da do 15º giro.

Quando, na 29ª volta, Raikkonen rodou com pneus frios tão logo saiu dos pits, a equipe reagiu rapidamente e viu a chance de fazer o offset (quando se ganha vantagem ao parar depois, algo relativamente raro na F-1 de alta degradação dos Pirelli). Caso Bottas tivesse mantido a estratégia original, não estaria em posição de aproveitar aquele momento, pois estaria muito atrás. E é essa flexibilidade que vinha faltando nas táticas da Williams. A segunda parada de Kimi, que acabou com seus pneus com o erro, só facilitou a vida de seu compatriota.

Falando em estratégia, foi curioso como a Ferrari geriu a tática de Vettel supondo que todos parariam duas vezes. O alemão foi aos boxes logo na volta 7, na tentativa de sair do tráfego e rodar sozinho na pista para ganhar tempo, mas isso presumia que todos trocariam seus pneus nas voltas seguintes.

Isso é particularmente interessante pela Ferrari ter começado o ano como aquela que se beneficiava do menor desgaste dos pneus, mas isso não vem ficando tão claro nas últimas provas. Talvez seja uma vantagem bastante específica – uma vez que a zona de temperatura ótima do pneu deste ano é bem pequena – ou o próprio desenvolvimento do carro tenha diminuído esse fator.

A tática da Ferrari, contudo, acabou servindo para neutralizar a estratégia da Williams com Massa, cuja tentativa era largar com o pneu macio e ficar na pista o máximo possível. Quando Vettel fez seu segundo pit stop, na volta 35, teoricamente seria o momento da Williams cubri-lo, mas nesse caso o brasileiro ficaria tempo demais na pista com os supermacios. Como Felipe já tinha atingido o objetivo traçado pela equipe para ele na prova (ganhar pontos em cima das duas Red Bull), a opção foi por não arriscar perder muito terreno com os pneus acabados no final.

5 comentários sobre “Williams (enfim) lucra com estratégia menos engessada

  1. Parece que.o.pessoal da Williams assistiu mais a corrida do que ficou presa a números. Até foi bom ter chovido no segundo treino livre, assim eles se basearam no desgaste de pneus que ocorria na corrida.
    Mas como o Botas se aproveitou do erro do Kimi e e equipe se preocupou com a RedBull, a Willians se contenta em ser a terceira força do campeonato.
    Grande prova do Vettel fugindo do tráfego no início da.prova para.pegar os carros mais espaçados na pista. Boa estratégia da Ferrari. Pena que o Kimi não vem ajudando.

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  2. Ju, não acha que o Rosberg quando larga atrás do Hamilton,todas as provas menos na Espanha, deveria tentar uma estratégia diferente? Já deu para perceber que dificilmente vai passar na pista. E se ficar na mesma estratégia, não vai ganhar nunca. Assim a Mercedes definirá a briga interna no treino e na largada. Mesmo correndo o risco de perder o segundo lugar para a Ferrari, a única que chega mais perto, tem que tentar algo diferente.

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      1. Eu acho que a única solução para a F1 (e pro Rosberg) seriam carros menos aerodinâmicos e pneus mais, muito mais, aderentes. Só assim se poderá ultrapassar. Mas como isso não deve acontecer tão cedo, continuaremos a saber quem ganha a corrida no sábado.

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  3. Bem, na minha opinião Rosberg até tenta acompanhar o ritmo de Hamilton, porém o limite do inglês vai além um pouquinho do Germânico, e o mesmo sabe disso, Então ele fica só no comboio. esperando um erro e seguir para a vitória, vide Mônaco.

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