Hamilton e um domínio que não se via há 17 anos

Estes dois ganharam mais da metade das provas disputadas desde 2007
Estes dois ganharam mais da metade das provas disputadas desde 2007

Sim, a Mercedes vem dominando as últimas duas temporadas de maneira impressionante, mas nunca Lewis Hamilton havia tido um final de semana tão absoluto quanto neste GP da Itália. Na verdade, há muito tempo não víamos um piloto liderar todas as sessões, todas as voltas e ainda sair com a volta mais rápida: desde o GP do Brasil de 1998, com Mika Hakkinen.

Foi naquela temporada, também, que vimos alguém – Michael Schumacher, com a Ferrari – obter uma distância maior em relação ao segundo colocado do que Hamilton os 25s que Hamilton colocou em Vettel no último domingo. Foi, também, a primeira vez que um piloto liderou todas as voltas neste ano.

O lucro do inglês no campeonato foi grande devido ao abandono de Nico Rosberg, na primeira vez que um carro da Mercedes não cruza a linha de chegada por um problema na unidade de potência desde a estreia desta tecnologia, na Austrália em 2014. Após o primeiro abandono da equipe no ano, Hamilton é o único piloto do grid a ter completado todas as voltas da temporada até aqui.

Em uma estatística impressionante, ele e Vettel venceram mais da metade (50,6%) das corridas disputadas desde o início da temporada de 2007. Foram 160 GPs desde então, sendo 40 para o inglês e 41 para o alemão. As demais provas foram conquistadas por Alonso (17), Button (14), Raikkonen e Rosberg (11), Massa e Webber (9), Ricciardo (3), Barrichello (2), Kubica, Kovalainen e Maldonado (1). Os números de Alonso saltam aos olhos, lembrando que o espanhol levou a decisão do título até a última prova em três oportunidades neste meio tempo.

O segundo e terceiro lugares no grid marcaram a melhor performance em casa desde 2010 para a Ferrari, quando Alonso fez a pole e Massa saiu em terceiro. Foi, também, a primeira vez desde o GP da Malásia de 2013 que duas Ferrari largaram no top 3 – contando classificações disputadas no seco, a última vez que isso tinha acontecido fora no Canadá, em 2011. Para Kimi Raikkonen, também foi a melhor classificação desde o GP da China de 2013. Por outro lado, a Ferrari vive uma seca de 60 GPs sem pole, a maior de sua história.

Na corrida, Massa conseguiu um suado terceiro lugar que lhe rendeu uma estatística inédita: pela primeira vez na carreira, o brasileiro superou um companheiro por cinco corridas seguidas (em provas as quais ambos terminaram).

Por outro lado, o final de semana foi dos piores para a Red Bull, que ficou de fora do Q3 na classificação com ambos os carros pela primeira vez desde o GP do Brasil de 2008. Uma grande parcela disso foi em função do desempenho ruim dos motores Renault, que ficaram de fora do top 10 pela primeira vez desde o GP de Cingapura de 2008.

A equipe contribuiu com 85 das 168 posições no grid em punições, um recorde histórico. O total é mais do que todas as penas dadas na temporada de 2014 inteira, mas é pouco significativo, uma vez que os números têm sido exagerados nas últimas duas provas devido a uma alteração no regulamento, que estimula a troca de diversos componentes do motor de uma só vez ao cancelar as penas que antes eram pagas durante os GPs.

17 comentários sobre “Hamilton e um domínio que não se via há 17 anos

  1. Nesse ritmo Vettel e Hamilton facilmente alcançarma marcas incríveis. É uma pena que seja com um dominando de cada vez ao invés de ambos engajados em disputas acirradas um contro o outro. O melhor quer tivemos foi por curtos períodos em 2009, 2010 e 2012.

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    1. E quem disse que não possa haver uma disputa-épica entre estes dois grandes? E melhor ainda: E quem sabe que a Honda resolva o seu problema do MGU-K e nos brinde com o Alonso se juntando pra esta festa? Eu acho que pelo menos a Ferrari vai oferecer resistência a Mercedes & Hamilton no ano que vem.

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  2. oi, Julianne, como vai? então, se possível, dá uma atenção à maneira a qual seu site carrega.. tenho ótimas conexões e não tenho problema em abrir site algum, porém seu blog fica bastante lento pra carregar tanto no desk(mac chrome, safari) e inviável no celular(testei android e ios)

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    1. Julianne neto esta certo seu site estoura qualquer pacote de dados para quem usa internet movel ele consome 22.7 mb so para carregar ate parei de acessar por isto.

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  3. Os números superlativos de Hamilton são uma justa recompensa à ousadia que ele teve em deixar a sua zona de conforto na McLaren e se transferir – numa atitude considerada pela esmagadora maioria das pessoas como temerária – para uma Mercedes na qual havia muitas incertezas, a ponto de na época Jackie Stewart temer até pela continuação da equipe na F 1. Mas essa é a marca de Hamilton, dentro e fora das pistas: a ousadia. Na equipe que foi criada para vencer, onde apenas Ross Brawn representava uma garantia de excelência, pois até o hoje reconhecido Aldo Costa tinha sido demitido da Ferrari como excessivamente conservador, Hamilton soube liderar muito bem a equipe na parte que lhe coube – como piloto – até mudando o seu estilo para poupador de acordo com os novos tempos, sem perder a sua agressividade quando necessário. Ele está cada vez melhor, mais maduro e consistente, sem perder seu estilo indomável. Os técnicos da Mercedes superaram problemas crônicos e terríveis como desgaste de pneus e dedicaram-se como mais ninguém a dominar a tecnologia híbrida. Foi uma jogada arriscada de Lewis que deu certo e, diante da excelência e da superioridade técnica esmagadora da Mercedes, não fica difícil visualizar um tetracampeonato e até mesmo um penta, mesmo com novos regulamentos.

    Mas sempre haverá aqueles que minimizam os feitos de Hamilton. Aliás, esses três pilotos – Hamilton, Vettel e Alonso – podem ganhar 10 campeonatos cada um mas ainda assim serão contestados! Menos paixão e mais racionalidade para apreciar a habilidade e a grandeza de cada um deles. São gigantes a caminho de se tornarem lendas. No futuro, será impossível falar de qualquer um deles sem falar nos outros dois. Quanto às estatísticas menores de Alonso até aqui, números são importantes, mas não são tudo. Números e recordes são feitos para ficarem em anuários e serem superados. Performances e demonstrações de habilidade natural ficam em corações e mentes e perpassam os tempos.

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    1. Bem Aucam, concordo em partes, Por outro lado não se vê Vettel e Hamilton receberem tratamento VIP nas equipes onde pilotam, não se vê sacanearem o cara da garagem ao lado e nem pedir para abrirem passagem. Conquistam os números unicamente no talento.

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    2. Boa grande AUCAM! Até onde estes três vão chegar éh algo que me deixa até emocionado que nós que gostamos de autombilísmo vemos que eles tem ainda “muita lenha pra queimar”. Eu creio que ainda vamos ver kro AUCAM, um confronto triplo destes que pra mim já estão na história da F1 como um dos grandes!

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      1. Caro BRAZ, parece que alguém já deu um murro na mesa lá por aqueles lados de Woking (teria sido Dennis?) e vão correr de lá com o Arai-kiri. Tem que correr com o Boullier, também. É preciso urgente por um ponto final a esse descalabro. E abandonar essa pintura que não deu sorte ao carro, o que você acha? Podiam fechar o pacote voltando ao laranja!

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  4. Lewis é fera mesmo. Tem personalidade de piloto. Aquela coisa de, quando o adversário chega, é uma luta ultrapassar. Joga em cima, encosta roda, faz de tudo pra evitar.
    O Vettel, pra mim, mostrou que é fera no episódio do Multi21. Ignorou ordem e passou o companheiro sem o companheiro deixar, disputando mesmo.
    O comportamento dele fora da pista, eu acho meio extravagante, só que não me importo com isso. Se ele pinta o cabelo, depila a perna ou gosta de quengas, não muda nada. Observo apenas sua postura atrás do volante, no cockpit. Aprecio suas qualidades como agressividade e velocidade.
    Apesar de torcer pra ele, gosto quando ele larga ou fica mais pra trás, porque aí é certeza de emoção. Não tem essa de esperar a hora certa. A hora de passar é agora! É muito legal.
    Aliás, desde quando ele apareceu até hoje, em TODAS as provas tem algo relacionado a Lewis Hamilton. Todas.
    O Tri já está no bolso,. Como 2015 foi mais fácil que 2014, penso que 2016 será ainda mais fácil e é Tetra!!!!!!
    Viva os pilotos que aceleram, os que não levam desaforos para casa, os que defendem a posição com determinação, os que sabem dosar a frenagem como poucos, os bons de chuva.
    Viva Lewis Carl Davidson Hamilton!!!!

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    1. Na veia, Petrolhead Power! Gostei do seu comentário. Lewis é o sal (e quando larga de trás, a pimenta) que tempera as corridas. Eu também abomino o entediante e sonífero automobilismo de espera, o automobilismo de resultados. Automobilismo que se preza é feito de adrenalina e emoções, é o automobilismo feito no espírito do “Maximum Attack”, da lenda viva Markku Alen: “ANDAR SEMPRE EM MÁXIMO ATAQUE, NUNCA LEVANTAR O PÉ”. E as melhores vitórias são aquelas esmagadoras, no melhor estilo de outra lenda viva, Walter Rohrl, para quem não bastava vencer, mas sim era preciso vencer SEMPRE com a MAIOR distância possível.

      Markku Alen dizia que “pilotar um carro só faz sentido se for em máximo ataque. Tem que andar a 110%. Ou capotas, ou ganhas, mas serás sempre lembrado”. Tinha um estilo de tocada arrebatador, exuberante, velocíssimo, arrojado, mas incrivelmente preciso. Foi o Rei do Rally de Portugal, o qual venceu 5 vezes. Walter Rohrl, o Fred Astaire dos pedais, duas vezes campeão mundial no insano Group B, foi fantástico, muitos fãs o consideram talvez o melhor piloto de rally de todos os tempos.

      Lewis Hamilton pertence a essa mesma estirpe de pilotos, e já tem um seguidor na F 1: Max Verstappen. O Verstappinho já era considerado um fenômeno no kart e cheguei a fazer um comentário aqui no Blog sobre isso há muito tempo atrás, quando ele nem sequer estava sendo cogitado para a F 1. Quem já viu um guri de 16 anos (na época) ser disputado entre uma Mercedes e uma Red Bull para ser engajado na F 1? Com o privilégio de poder escolher, os Verstappen preferiram o convite de Marko, que permitiria engajamento imediato na Toro Rosso. Na Mercedes ele iria fazer companhia a Pascal Wehrlein, já que os alemães não têm uma equipe B. Fazer um aprendizado automobilístico na F 1, só para os raros. . . e Max vem correspondendo com seu ímpeto e arrojo.

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      1. Pois éh AUCAM! O Don Ron Dennis “o terrivel” mandou uma missiva lá pro Japão, pedindo na-bandeja a cabeça do Arai. E correndo o “sem-noção” do Arai-kiri descobriu o problema que tanto afetava a UP’s da Honda… O problema éh que a solução ficará pro ano que vem. Porém o mais preocupante éh que dois patrocinadores atuais, o Santander e a marca de Whisky Johnnie Walker comunicaram que este éh o ultimo ano na equipe. O rombo para 2016 será de 20 milhões de libras-da-rainha (R$ 117 milhões de reais). Tô com a sensação que a Mclaren em breve, se tornará uma Williams-da-vida ou seja, equipe de segunda-classe.

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      2. DVDBRAZ,
        O Alonso faz escolhas tão erradas que fico pensando que ele esteja com o saco do tamanho do papai noel em ver Lewis dando volta nele.
        Aí é perigoso do cara pedir pra sair e assumir o “novo projeto da Renault” se ele realmente existir.
        Se ele pedir a conta em 2015 e ir pra Renault em 2016, o que vai acontecer, como já vimos antes….
        A McLaren vai acertar a mão e vai andar uma barbaridade.
        O cara é muito pé frio. Saiu da McLaren em 2007, em 2008 ela foi campeã. Saiu da Ferrari e a Scuderia parece que está no caminho certo.
        Como piloto ele é bom demais. Mas o cara deve ser mala, ter um comportamento difícil, sei lá, alguma coisa tem.

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  5. 2016 promete ,mas a mercedes um pouco afrente,um pouquinho…acho q esse carro totalmente desenhado por james alison e um motor novo q vem sendo trabalhado acho q a ferrari encosta ,mas a mercedes um pouco afrente e 2017 muda tudo e a mclarem volta…pq se ficar como estas a mclarem vai falir rsrsrs

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  6. Lewis Hamilton, o garoto prodígio que assombrou o mundo em 2007, quando a promessa se torna realidade ao disputar de igual com um bicampeão do mundo de F1, poderíamos dizer, Hamilton foi campeão de fato naquele ano. Devido a circunstâncias de força maior ou por inexperiência acabou perdendo o título para Kimi. O tempo passou e o prodígio amadureceu, dono de um estilo de pilotagem impa que atualmente mescla agressividade com a característica de um piloto poupador, econômico. Julgo o chamá-lo atualmente de maestro das pistas, quando está focado é difícil batê-lo. E se a Mercedes continuar competitiva mesmo com as mudanças de regras em 2017, presenciara quebra de record. Força Hamilton o tri esta quase no bolso quiçá tetra em 2016…

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  7. Acho que Hamilton será tetra em 2016. Talvez com o Vettel chegando mais próximo, mas um carro tão dominante não será facilmente alcançado num período curto. A RedBull na era Vettel não era tão dominante quanto essa Mercedes, mas tinha um desenvolvimento bem maior que as outras. E só a mudança nas regras freiou os touros, e o motor Renault. E essas equipes tinham grandes pilotos,para tirarem o máximo do carro. Um ótimo carro e um excepcional piloto,a combinação perfeita.

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  8. Esse Hamilton. Já virou uma religião! Torço com a alma por ele. A forma como usa os freios, esse cara é surreal. Lembro em 2007 aquela segunda largada, sua sequência entre os três primeiros. …lembro de um 2009 inacreditável, e 2011 muito abaixo com questionamentos constantes. Agora o possível tri está aí. Merecido, Hamilton é um lutador. …

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  9. Colega Power dando parecer sobre Don-Alonso-das-Astúrias: “Como piloto ele é bom demais. Mas o cara deve ser mala, ter um comportamento difícil, sei lá, alguma coisa tem.”

    kkkkkkkkkk! Não éh só tú que tens sérias suspeitas sobre o-jeito-de-ser do El-Fondon não! Veja a declaração do Aldo Costa, atual projetistas dos W’s da Mercedes e que foi sumariamente demitido quando o Fernandito era da Scuderia: “Não acho que em 2011, depois do GP da Espanha, Alonso pediu para me tirar. Considero Fernando grandíssimo quando está guiando um carro. Mas fora do carro, nunca fui capaz de entendê-lo. Para mim, ele é um personagem indecifrável e enigmático”, – a fonte: http://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/atualmente-na-mercedes-costa-descreve-alonso-como-personagem-indecifravel-e-enigmatico
    Isto pra mim éh uma pena! Com estas atitude (enigmaticas) ele esta se destruindo e fazendo uma fama duvidosa na história da F1.

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