Três equipes, um motor, muito interesse

Mandatory Credit: Photo by Dunbar/LAT/REX Shutterstock (4850924u)  Lewis Hamilton, Mercedes F1 W06 Hybrid, battles with Nico Rosberg, Mercedes F1 W06 Hybrid, for the lead as the grid launches towards the first corner of the race.  Austrian Formula One 1 Grand Prix, Red Bull Ring, Spielberg, Austria - 21 Jun 2015.
Mandatory Credit: Photo by Dunbar/LAT/REX Shutterstock (4850924u)
Lewis Hamilton, Mercedes F1 W06 Hybrid, battles with Nico Rosberg, Mercedes F1 W06 Hybrid, for the lead as the grid launches towards the first corner of the race.
Austrian Formula One 1 Grand Prix, Red Bull Ring, Spielberg, Austria – 21 Jun 2015.

As ameaças não são poucas: da Red Bull, que promete fechar suas duas equipes caso não tenha motores competitivos ano que vem, e da Renault, que quer status semelhante à Ferrari, Williams e companhia para voltar a ter uma equipe de fábrica.

A menos de cinco meses dos primeiros testes para a temporada 2016, a F-1 mal sabe se terá carros suficientes no grid para honrar seus contratos.

Os problemas são decorrentes da má avaliação do que significaria dar às unidades de potência papel de protagonismo e do aumento do poder das equipes do chamado Grupo de Estratégia e suas vantagens financeiras.

Antes de 2014, com o regulamento dos motores congelado, a aerodinâmica era fundamental. Em um esporte no qual cada equipe tem de construir seu próprio carro por força do regulamento, isso significava que um time podia fazer um projeto melhor e se sobressair. Isso tem seus prós e contras: por um lado, quem conseguisse unir uma ótima estrutura de simulação a profissionais criativos e um orçamento quase ilimitado, como ocorreu com a Red Bull, tinha vantagem. Por outro, era mais fácil ‘ceifar’ os ganhos com mudanças no regulamento de um ano para outro, o que, se não impediu o time de Vettel de conquistar o tetra, ao menos gerou períodos de maior competitividade.

Com o regulamento de 2014, a ideia era diminuir a dependência aerodinâmica e recuperar o interesse das grandes montadoras. Porém, como, diferentemente do carro, várias equipes podem ter o mesmo motor, o risco era uma fornecedora ser muito superior às demais – e se tornar imbatível unindo isso às vantagens de ser um time de fábrica. É a atual realidade, com a Mercedes saindo na frente e escolhendo a dedo quais equipes têm seus motores.

Paralelamente, a criação do Grupo de Estratégia contribuiu para a elitização da Fórmula 1. Afinal, apenas Mercedes, Ferrari, Red Bull, Williams e McLaren têm direito de veto. Não coincidentemente, são elas que recebem altas somas segundo um questionável quesito de ‘valor histórico’.

Com isso, ou por não ter o melhor motor (Red Bull), ou poder e dinheiro (Renault) que desejam, há tantas ameaças. Prevendo esta situação, as equipes grandes têm um plano B de colocar três carros na pista cada a fim de completar o grid de 20 requerido por contrato. Isso ainda parece ser distante, uma vez que a F-1, mesmo em baixa, é, de longe, a melhor plataforma de marketing do automobilismo. Mas estarmos falando disso nesse ponto da temporada só mostra o buraco cavado com as próprias decisões dos últimos anos.

8 comentários sobre “Três equipes, um motor, muito interesse

  1. Xííí!!!! Tá feia a coisa na McLaren, Julianne!!! Alonso teria dado um ultimato à McLaren! Vide link abaixo. Já nem falo por Alonso, mas pela McLaren, que está uma tristeza, com Dennis paralisado – e catatônico – diante dessa dupla Arai/Boullier!!! Também acho que a melhora da McLaren passa pela saída desses cavalheiros.

    Vai ver que foi mesmo por esse ultimato de Alonso que Dennis resolveu segurar Button, porque, à luz da realidade, essa PU Honda não será competitiva tão cedo! O próprio CEO da Honda admite que uma substancial melhora talvez não ocorra a curto prazo. Só que se Alonso demorar a sair – só após a primeira prova da nova temporada – Dennis arrisca-se a perder o excelente Stoffel Vandoorne, em números o melhor piloto que já passou pela GP 2! Isto porque – segundo dizem as notícias – o competentíssimo mão-de-ferro Frederic Vasseur, Team Principal da ART GRAND PRIX, está cotadíssimo para exercer o mesmo cargo na futura equipe de fábrica da Renault e vive se derramando em elogios para Vandoorne, e pretende levar o velocíssimo e consistente belga com ele para a Renault. Vasseur já disse que seria uma tragédia a F 1 não dar uma chance a Vandoorne (acho que ele tem inteira razão). Aí – se Alonso sair – a McLaren iria de Button e Kevin Magnussen (este já teve sua oportunidade e não foi tão bem assim).

    Pelo visto, a dança das cadeiras ainda terá muitas rodadas, mas um que acho que já está certo na Manor é o ótimo Pascal Wehrlang, líder inconteste do DTM, ainda mais agora que a equipe de John Booth vai exibir musculatura com o uso das PU Mercedes. Do jeito que a coisa vai, a McLaren tem tudo para fechar a última fila do grid.

    http://www.autoracing.com.br/f1-alonso-da-ultimato-a-mclaren/

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    1. kro AUCAM como sempre bem informado! Acho eu que o Ron não manda o Boullier embora porque o custo da rescisão deve ser substancial. E o afastamento do Martin Whitmarsh não foi barata. E devido ao periodo de vacas-magras que vive a equipe, não vejo esta solução (apesar deu achar primordial) seja acatada por Dennis. Más o simples fato do Arai-kiri ser “rifado” será um meio caminho andado para a recuperação.

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  2. A McLaren já vem mal das pernas faz tempo. Mesmo na temporada passada, empurrado pela poderosa UP da Mercedes, decepcionou. Parece que a parceria com a Honda viria como a salvação. Mas a carruagem virou abóbora. Até já seria esperado a Honda ter alguma dificuldade, mas não como está sendo. E ainda por cima levaram o Alonso que está desesperado para ter um carro para disputar o título. E que tem um histórico de pressionar as equipes com declarações públicas e de tumultuar o ambiente interno.
    A McLaren e a Honda precisam de tempo para voltarem a ser competitivas e o Alonso não dispõe deste tempo. Pelo jeito a tormenta vai demorar para passar.
    Agora Aucam e amigos,imaginem se a Renault acerta a UP do ano que vem e com o Vandoorne andando na frente do Alonso.

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    1. Caro Alexandre, viajando pela Maionésia, essa bela dimensão onde tudo é possível, creio que Alonso vai acabar tirando um ano sabático em 2016 e tentar retornar em 2017, com os regulamentos bastante modificados, e, teoricamente, com a diferença entre os carros de ponta zerada . Alonso poderia ainda bater à porta da Mercedes e tentar se encaixar por lá. Não sei se a Mercedes o aceitaria, Lewis (a essa altura provavelmente já TETRACAMPEÃO) não faria objeção (não é de seu perfil). Rosberg, se quiser sair da sombra de Hamilton, poderia tentar um lugar ao Sol na Williams, por exemplo, pois não sei se a Mercedes vai querer renovar com o alemão em 2017, ainda mais tendo um Pascal Wehrlang vindo com tudo! (O que poderia atrapalhar Alonso, também).

      Fala-se muito nas atitudes polêmicas de Alonso como tendo sido sempre prejudiciais à sua carreira, e realmente o foram em muitos aspectos, mas, para mim, o problema maior de Alonso parece ser ele não confiar em seu próprio e imenso talento, levando-o a tanto desespero e decisões equivocadas. Seus fãs conhecem e confiam mais no talento do espanhol do que ele mesmo. Isso pra mim ficou claro quando, ao invés de ficar na dele, começou a exigir e a peitar o patrão Ron Dennis, querendo vantagens exclusivas em 2007. Deu no que deu. O bom cabrito não berra, sempre digo. Dennis até que vinha dando prioridade a Alonso, até ao GP de Mônaco de 2007 isso foi indiscutível. Alonso se surpreendeu com a extrema velocidade de Hamilton, mas devia ter ficado na dele e permanecido na McLaren no ano seguinte, ao invés de voltar “suicidadamente” para uma Renault ladeira abaixo.

      Se tivesse ficado na McLaren, além de ter brindado a todos nós aficionados com mais um confronto com Hamilton, poderia ter tido mais uma oportunidade para lutar por um título, pilotando um carro altamente competitivo. Para culminar, ele ainda naquela Renault decadente desdenhou de convites para a Brawn e para a Red Bull! Tudo bem, não tinha bola de cristal, e imediatista, apostou todas as fichas na Ferrari confiando na sua tradição. Não deu certo, obviamente.

      Mika Hakkinen bem recentemente fez críticas explícitas a esse imediatismo de Alonso, citando seu exemplo pessoal, de que precisou de 7 anos na McLaren para a sua primeira vitória! E Alonso está há só meia temporada na McLaren! É realmente desesperadora agora a sua situação em função de sua idade, mas Alonso me parece tão vigoroso quanto um Jack Brabham, que se aposentou aos 44 anos ainda tendo fôlego para se sustentar em Mônaco (1970) praticamente durante a corrida inteira à frente de Jochen Rindt com então apenas 28, numa caçada feroz e velocíssima, em que só perdeu a vitória para Jochen pelo cansaço que o levou a uma batida no guard-rail no finalzinho da prova, pois tinha passado a noite toda trocando ele próprio o motor de seu Brabham! (Brabham ainda chegou em segundo!). Então, como o vigoroso Brabham, creio que Alonso poderia correr competitivamente aí mais uns 5 anos, até os 39/40. Só tem que ter calma para examinar bem as perspectivas e os projetos, e tomar uma decisão se sai ou fica na McLaren (mas quem vai ter calma com essa McLaren/Honda de ARAI-KIRI, como muito bem diz o amigo BRAZ?). Ninguém é de ferro!

      Minha insignificante opinião, de crítico de sofá, (copyright para o amigo Alex).

      Grande abraço!

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  3. Uma pena saber que a McLaren pode vir a fechar o grid com o ótimo projeto da Haas e a Manor crescendo tanto, embora a Manor crescer seja bom sempre me pareceu a mais sérias das três nanicas que entraram junto. Seria mais pena ainda perder a Lotus ou Renault a essa altura do campeonato, o marketing da equipe anima um séria F1, como não lembrar da foto de Grosjean e Maldonado batendo na GP2?
    Mas por outro lado seria incrível três Mercedes na pista pilotadas por Vettel, Alonso e Hamilton, embora o contrato de Vettel com a Ferrari não vá permitir isso.
    Um grande abraço a todos do Blog.

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