Sem fôlego – parte 2

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Imagine se fosse possível usar uma configuração de carro ideal para Mônaco, e obter uma velocidade de reta mais alta do que em Monza? Sim, você leu direito: é essa a expectativa dos engenheiros para o GP do México.

Continuando a falar sobre os efeitos da altitude, vamos entender agora como o ar rarefeito dos 2.250m de altitude da capital mexicana afeta os carros.

Antes, só queria salientar que a questão dos motores, de fato, existe. Não é algo tão dramático quanto seria com os aspirados, claro, mas há uma perda de potência atestada pelos engenheiros da F-1. Tanto, que a McLaren decidiu usar novas peças experimentais e sofrer punições neste final de semana, justamente porque a deficiência do MGU-H ficará ainda mais evidente.

Mas os maiores efeitos da altitude são aerodinâmicos. Os carros devem usar a maior carga aerodinâmica possível, mas esperam gerar downforce menor do que em Monza. Isso ocorre porque, como o ar é mais rarefeito em comparação com regiões que estão mais próximas ao nível do ar, ele causa menos resistência, dificultando a estabilidade dos carros. Em outras pistas, isso é resolvido aumentando a inclinação das asas, para ‘devolver’ essa resistência. Mas nem isso é suficiente no caso da Cidade do México.

Com isso, a expectativa é de que a maior velocidade registrada até aqui na temporada, os 357,3km/h de Kimi Raikkonen no GP da Itália, seja superada. Fala-se em mais de 360km/h na classificação, mas isso depende de fatores como o vento e a oportunidade de pegar vácuo [atualização: logo no primeiro treino, Hamilton já ultrapassou 363km/h, mostrando que os engenheiros até estavam sendo pessimistas]. As estimativas tão altas, mesmo com os carros sendo configurados para resistir ao máximo ao vento, também têm a ver com a extensão da reta, uma das maiores do campeonato.

A altitude ainda provoca preocupações com a refrigeração dos carros, tanto na parte de freios – com os quais a Mercedes costuma sofrer – quanto do próprio motor. Para os pilotos, a tendência é que o número de erros aumente, uma vez que os carros estarão mais ‘nervosos’ nas freadas. São todos fatores que fazem aumentar a expectativa para o retorno de um GP que parece só ter vindo a somar ao campeonato.

6 comentários sobre “Sem fôlego – parte 2

  1. A propósito do asfalto escorregadio no Circuito Hermanos Rodriguez. . . Não é de hoje!

    http://renandocouto.grandepremio.uol.com.br/2015/10/mansell-e-o-mexico/

    Aliás, Mansell (que é “dos meus”, pois não recusava uma luta, ia sempre pra cima, era arrojado e velocíssimo), perguntado certa vez como conseguia fazer a temível e traiçoeira Peraltada “flat”, respondeu que “fechava os olhos na entrada e só os abria na saída”, hahahaha! O Leão sempre foi uma figuraça! E um pilotaço! Um tremendo talento inato! Esse não cozinhava o galo, muito menos em banho-maria, simplesmente servia-o VIVO (e com esporões) aos adversários! Que tinham que correr atrás do galo e não ficar de moleza! Mas é apedrejado por todos aqueles que adoram um automobilismo sonífero, entediante, apenas de resultados: o chamado “automobilismo de espera”, que produz grandes estatísticas (para serem superadas inexoravelmente), MAS zero de emoções e adrenalina. Aí seus detratores ficam dizendo que ele não tinha cabeça, que era um trapalhão, e por aí vai. Até Piquet (para quem ia a minha torcida) o subestimava, e levou um épico passão do Leão em um GP da Inglaterra! Automobilismo bom é aquele que levanta as arquibancadas!

    Fora das pistas, naquela série de entrevistas que deu quando veio ao Brasil para fazer um comercial de uma montadora, Mansell mostrou-se um cara inteligente e divertido em suas respostas, além de deixar transparecer ser uma pessoa de ótimo caráter e revelar preocupações com segurança no trânsito, inclusive tendo participação ativa como cidadão e VOLUNTÁRIO em campanhas educativas na Inglaterra.

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    1. Pois é, o tempo cura muita coisa. Como Piquetista eu odiava Nigel, ate que a vida me ensinou que quase todos tem um lado bom. Essa entrevista que os dois deram ao sportv foi bem reveladora, inclusive no desconforto do Piquet ao lado do Nigel que foi bloody gentleman.

      O que o Nelson falou varias vezes é que (segundo ele) xingava Nigel, a familia, e quem mais desse para tentar desestabilizar o cara e ver se conseguia ganhar a briga na equipe.

      Azar o meu que nao curti mais aqueles anos de ouro. A F-1 esta lotada de crianca chata e mimada, enquanto naqueles anos toda corrida tinha eventos surreais. Como alguem hoje quebra o eixo do carro numa saida de pits?

      E por ultimo o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Nigel ferrou com a fruta do falso Xenninha, o que foi lindo de ver na epoca.

      Bons tempos…. peraltada flat out.

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    2. Com todo respeito esse texto nao tem muito a ver com o tema de hoje do blog…motor, aerodinâmica, velocidade máxima mais altas dos últimos anos…

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