Um motor caseiro para a Red Bull

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A espera da Red Bull em definir seu futuro e a silenciosa confiança com que seus pilotos e dirigentes têm lidado com o assunto parece ter sido desvendada nos últimos dias. A equipe estaria construindo, em sua sede, uma divisão dedicada ao desenvolvimento especialmente da parte híbrida dos motores para o ano que vem. A ideia seria, no futuro, estabelecer-se também como montadora ou, pelo menos ter algum envolvimento na indústria automobilística.

A teoria faz sentido. Há cerca de um ano, quando já ficara claro que a Renault tinha errado a mão no motor e não estava disposta a colocar tantos recursos quanto Mercedes e Ferrari para recuperar o tempo perdido enquanto fosse apenas uma fornecedora, a Red Bull teria iniciado a construção de uma divisão de motores em sua fábrica, sobre a tutela de Mario Illien (da antiga Ilmor), que ao mesmo tempo fora indicado pelo time para ajudar os franceses. A longo prazo, a ideia seria comprar os motores Renault e renomeá-los – possivelmente com a marca Infiniti, que é de propriedade da Renault e já patrocina o time há anos, em um futuro próximo – desenvolvendo-os na própria fábrica. De quebra, a parte híbrida do motor seria de responsabilidade da própria Red Bull.

Então, se tudo estava encaminhado, por que as tentativas de contar com outros motores? Teria havido uma demora no estabelecimento das diretrizes do contrato de propriedade intelectual sobre as diferentes partes do motor, algo que teria sido finalizado agora. Afinal, as dificuldades em estabelecer as margens para a co-produção de uma unidade de potência são claras. Pelo mesmo motivo, apenas no GP do Brasil a Red Bull vai utilizar o motor atualizado com os 12 tokens aos quais a Renault tinha direito durante esta temporada, algo que a equipe calcula que dará 40 cavalos a mais de potência.

A curto prazo, a ideia busca uma solução para o fato da Red Bull ficar de mãos atadas com o desenvolvimento dos motores e melhoraria algo fundamental neste regulamento, a integração entre chassi e unidade de potência, um dos fatores que explicam por que Mercedes e Ferrari, que fazem seus motores ‘em casa’, estão um passo à frente. Caso fosse mudar de motor agora, com o projeto do carro de 2016 já adiantado, a Red Bull sofreria muito nesse sentido, tanto na parte aerodinâmica (cada motor tem uma disposição de baterias, o que altera as carenagens), quanto no fundamental sistema de arrefecimento.
A longo prazo, a aposta é de que a Red Bull queira entrar no mercado de carros esportivos de luxo, algo recentemente confirmado por Christian Horner, aproveitando a vitrine de marketing da Fórmula 1 – como a Ferrari faz há anos. A confirmação ou não desta história, contudo, é esperada apenas para depois do GP do Brasil. Será que agora vai?

12 comentários sobre “Um motor caseiro para a Red Bull

  1. Red Bull (leia-se Didi-Mateschitz, o Dono!), tem idéias megalomaníacas (me de azas!). Então agora se explica toda esta arrogância no tratamento com a antiga-parceira-Renault e o desafio que ela fez a Mercedes e Ferrari por não quererem dispor de suas Unidades-de-Potência… Agora além de produzir um dos melhores carros da F1, ela também quer entrar na “seara” dos motores-hibridos produzindo (em casa mesmo) as suas “usinas-de-força”. Éh um projeto muuuuito ousado! Éh a cara desta referida empresa! Não simpatizo com ela más, torço que der certo esta empreitada. E se der certo hummmm preparem-se Mercedes, Ferrari, Honda e Renault!

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  2. Acho que seria um solução ousada e bem a cara da Red Bull. Um tapa com “luva de pelica” na cara dos medrosos Ferrari e Mercedes. Ou vocês acham que ambas as montadoras não morrem de medo de passar vergonha de ter uma equipe cliente andando na frente. Lembro de Luca de “montezumba’ dando piti quando a Sauber (acho) andava na frente das Ferraris, ainda no tempo que o motor Ferrari era V12 e os demais V10.

    So pra deixar claro, não sou fanzoca da Red Bull, mas admiro o foco e profissionalismo da equipe. Mas da mesma forma, desprezo a arrogância e pretenciosidade de seus dirigentes. Que são apenas mais extravagantes mas nem um pouco menos arrogantes que outros, como por exemplo Ron Dennis. Fair?

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  3. Tomara que a coisa de certo.
    Me lembrei agora do motor PURE do Pollock. Que fim levou esse motor?
    Em 2012/2013 ele dizia que forneceria para duas equipes em 2014 e que o motor estava em um estágio avançadíssimo de desenvolvimento. De repente ninguém falou mais nada e esse nome sumiu. JuCera, você sabe onde foi parar o Pollock com seu PURE ??

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  4. Não sou engenheiro, longe disso, mas não me parece muito realista um prazo tão curto para se construir uma planta de manufatura e desenvolver um motor…a própria Honda tentou trabalhar com um cronograma apertado desses e olha só o que tem acontecido.

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    1. Victor, lei a artigo de Matthew Somerfield acima. Não parece ser devaneio não…. Matt desfia toda a cronologia da relação Red Bull / Renault, incluindo Infiniti e outras repartiçōes da Red Bull. Bastante plausível. E pelo que entendi, o bloco do motor virá da Renault, então a Red Bull não precisa de um planta de manufatura…

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