McLaren dá sinais de que encontrou o caminho

Circuit de Catalunya, Barcelona, Spain Tuesday 23 February 2016. Fernando Alonso, McLaren MP4-31 Honda. World Copyright: Sam Bloxham/LAT Photographic ref: Digital Image _L4R7367

Não era difícil a missão de deixar uma impressão melhor do que em 2015, quando deu apenas 380 voltas – quase 1000 a menos que os líderes – ao longo de 12 dias de teste, e fechou com um melhor tempo 3s pior do que o ritmo dos pilotos da ponta. Mas nem mesmo os membros da McLaren conseguiram disfarçar a empolgação com o que foi visto até aqui em 2016, quando o time conseguiu dar 707 voltas em 8 dias, com a melhor marca a 1s949 da líder Ferrari, com o mesmo composto de pneu.

Jenson Button comemorou o que garantiu ser o fim dos problemas do MGU-H. Com a revisão do tamanho do turbo e compressor, o motor Honda passou a produzir energia suficiente para alimentá-lo, o que resolve em boa parte o problema de velocidade de reta. Porém, os números das velocidades máximas da pré-temporada ainda colocam a McLaren longe dos líderes.

Talvez a melhor notícia no campo da Honda é de que o motor utilizado na segunda semana de testes – e que não apresentou, como frisou Alonso, problemas graves de confiabilidade, é a especificação com a qual a McLaren começará a temporada. E mais, ao contrário da maior parte do ano passado, a equipe já usou o motor em 100% de sua capacidade nos testes.

Em relação ao carro, ambos os pilotos se mostraram satisfeitos com a evolução e quem observou os pilotos na beira da pista não vê um chassi tão bom quanto Mercedes ou Red Bull, mas um modelo bom.

As grandes mudanças em relação ao ano passado foram na dianteira, com a adoção do que provavelmente é o bico mais curto do grid, e também mais alto do que ano passado, melhorando o fluxo de ar na parte de baixo. Em conjunto com o duto S, adotado desde 2015, a intenção é melhorar o fluxo no assoalho. Outro ponto interessante é a nova suspensão, com o braço da push rod sendo colocado de forma bem mais alta, buscando maior estabilidade.

Na traseira, embora o conceito de miniaturização continue, houve um pequeno aumento para a realocação do turbo e compressor maiores usados pela Honda neste ano. Ainda assim, as entradas de ar parecem ainda mais estreitas que no ano passado, prova de que o aumento da eficiência da unidade de potência só ajuda na parte aeordinâmica.

É essa, na verdade, a grande aposta da McLaren: ainda que o prejuízo do ano passado seja abissal, quanto mais tempo o carro permanecer na pista e com a questão do MGU-H bem encaminhada, aumenta-se a possibilidade dos passos serem maiores do que em 2015. A grande fonte de ânimo da equipe foi o fato de que a evolução demonstrada nos testes de fábrica foi confirmada na pista, indicando o que deve ser feito daqui em diante. E, não por acaso, Boullier já anunciou que o time terá um pacote aerodinâmico totalmente novo já para a Austrália.

Isso porque os números indicam que ainda tem chão para a McLaren chegar pelo menos na luta pelo pódio. A equipe sequer foi a que mais evoluiu se comparados os tempos com o mesmo composto do GP da Espanha do ano passado – foi 3s mais rápida, no mesmo nível de Red Bull, Toro Rosso e Renault e abaixo do crescimento de Force India e Manor. No momento, a eqiupe é colocada na briga pelo top 10 – leia-se, nas últimas posições do top 10. Porém, se há algo que chamou a atenção nos testes foi que eles, finalmente, encontraram um caminho.

2 comentários sobre “McLaren dá sinais de que encontrou o caminho

  1. Acho difícil alguém chegar num nível de Red Bull ou Mercedes no chassi, parecem muito superiores aos demais com a Red Bull tendo o agravante do motor, mas ainda sim segundo a dados, no ano passado ainda era a mais rápida de curva. Esperar 2017 pra ver se muda a ordem das forças ou se fica como está.

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  2. Acho que agora a McLaren pode crescer bastante ao longo do ano. Com 2 excelentes pilotos que tem um boa leitura de corrida, podem usar de boas estratégias para irem pouco além do que o carro permite. Mas a falta de velocidade em reta pode atrapalhar as ultrapassagens.

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