A classificação ideal

Será que precisamos do parc ferme?
Será que precisamos do parc ferme?

A discussão sobre o sistema de classificação da Fórmula 1 roubou a cena no noticiário das últimas semanas, expondo as falhas no processo decisório da categoria e colecionando detratores. Ainda que cada vez fique mais claro que o total anti-clímax dos últimos minutos teve um ingrediente político, já que as próprias equipes se certificaram de que o sistema não funcionaria, incitadas pelo que consideraram uma mudança totalmente arbitrária por parte da FIA, a novidade tem alguns problemas de fato.

Basicamente, a alteração, que visava manter os carros mais tempo na pista e aumentar as chances de algo dar errado, colaborando para embaralhar o grid, tem dois problemas centrais: não há pneus suficientes e os times não têm como reabastecer os carros rapidamente, tendo que levá-los de volta à garagem para fazê-lo, e perdem muito tempo com isso. Assim, acabaram não alterando a tática dos últimos 10 anos, fazendo quatro ou cinco saídas ao longo de todo o treino. Isso, como o formato antigo, apenas fazia com que a pista ficasse vazia em alguns momentos, como no início do Q1 ou do Q3, mas com o sistema de eliminação significa efetivamente que elas deixam de brigar pelo lugar no grid.

Em outras palavras, esse sistema poderia funcionar. Mas não em conjunto com a atual regra de pneus ou combustível. Mesmo se os tempos fossem zerados a cada eliminação, como chegou a ser levantado por alguns torcedores e analistas, as equipes não teriam opção senão abdicar pela briga simplesmente por falta de tempo e pneus.

Antes de pensar em alternativas, é justo que se diga que não existia nada fundamentalmente errado com a classificação antiga. O sistema de divisão em três partes gerou algumas surpresas ao longo dos anos e melhorou significativamente com o pneu extra usado no Q3. Mas cabe a pergunta: qual seria o melhor sistema de classificação para a F-1?

Lewis Hamilton sugeriu um retorno à década de 90, com cada piloto tendo direito a 12 voltas ao longo da sessão. O problema disso é que a tendência é que o número de surpresas seja menor, porque são várias as chances dos melhores carros acertarem uma volta.

O sistema constantemente citado entre os pilotos é o de uma volta lançada. Ele tem várias vantagens dentro das regras atuais de pneus, combustível e limitações no uso de motores e câmbio: promove exposição de todos os carros de maneira igual, mantém o interesse do começo ao fim e pode gerar surpresas, como no caso de erros ou mudanças climáticas.

Fora isso, talvez uma saída fosse diminuir os treinos livres e manter o número atual de jogos de pneus disponíveis para incentivar as equipes a manterem os carros na pista, seja qual for o formato.

Outras mudanças poderiam ser pensadas: por que não liberar as mudanças no acerto após a classificação? Ou acabar com a regra que obriga os 10 primeiros (agora 8) a largarem com o pneu do Q2? Isso sim abriria alternativas estratégicas mesmo sem mexer na própria classificação ou adotar qualquer regra artificial.

Gostaria de ouvir a opinião de vocês: o que vocês mexeriam nas regras da classificação?

50 comentários sobre “A classificação ideal

  1. Julianne,
    Uma das questões citadas por você e na qual pensei bastante, foi justamente a questão dos pneus, sem pneus suficientes para classificação e corrida, as equipes ficam limitadas taticamente e quanto ao número de voltas que podem fazer na classificação.
    Como espectador gostei bastante do Q1 do novo formato, ver todos os carros na pista foi muito bom e abriu possbilidades interessantes, como uma STR ou uma Sauber uma Ferrari ou uma Mercedes. O Q2 também até foi interessante, tendo a frustração dos fãs ficado mesmo por conta do Q3.
    Sendo assim, havia imaginado uma mescla da fórmula antiga com a nova, aonde até o Q2 seria utilizada a fórmula nova e no Q3 a antiga. A isso seria somado que os dois melhores tempos disputariam a pole no “mano a mano” em uma única volta lançada para dar emoção na disputa pela pole.
    Com a citada questão dos pneus, os carros do Q3 teriam o direito a um jogo de pneus extra e os carros da disputa pela pole teriam direito a mais um jogo de pneus (dos mais macios disponíveis para a corrida) para a disputa da pole.
    Não acho que o problema da F1 seja exatamente político, acho que é mais uma questão de não conseguir se adaptar aos novos tempos, quem está à frente da F1 tenta reviver a época de ouro, tomando medidas que faça a categoria retornar a esses tempos, mas ignorando totalmente a evolução da tecnologia, a exceção de Honda e Renault em 2014 e 2015, a quanto tempo um carro de F1 não quebrava de forma tão constante? A quanto tempo um carro de F1 não sofre com quebra mecânica constantemente? Esses fatores que tornavam as corridas imprevisíveis não existem mais e nunca serão recuperados, e é isso que os promotores e diretores da F1 ignoram totalmente ao tomar as decisões atuais, tentam recuperar o que não pode ser recuperado.
    Claro que é apenas um ponto de vista, que não serve lá pra muita coisa
    Rs
    Um abraço pros meninos e um bjo pras meninas do blog!

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    1. Nato, a confiabilidade aumentou em tempos recentes pois as regras determinam número máximo de motores (ou unidades de potência) para toda uma temporada com pênalti para quem usar mais pecas alem do estabelecido. Assim, o desenvolvimento da performance é contido para atender o quesito durabilidade. Em outros tempos, os motores eram exigidos no limite entre a quebra e o pico de performance, existiam configurações ainda mais poderosas só para classificação (sabidamente não suportariam mais do que o uso dos treinos, mas tinham maximizado todos os parâmetros de desempenho).
      O regulamento também permitia mais liberdade na criação de soluções de engenharia. Víamos conceitos diferentes entre equipes diferentes, mas agora é tudo tão minuciosamente engessado que tornou-se muito difícil (pra não dizer impossível) achar um espaço entre as proibições para criar alguma detalhe. Essa criação e experimentação também expunha as equipes a falharem nos seus dispositivos.

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    2. Palavras do NATO:
      “…a quanto tempo um carro de F1 não quebrava de forma tão constante? A quanto tempo um carro de F1 não sofre com quebra mecânica constantemente? Esses fatores que tornavam as corridas imprevisíveis não existem mais e nunca serão recuperados, e é isso que os promotores e diretores da F1 ignoram totalmente ao tomar as decisões atuais, tentam recuperar o que não pode ser recuperado.”
      Eu já acho kro NATO, que os velhinhos-da-FIA sabem exatamente disto que você mencionou! O fato éh que nós, os irremediavelmente apaixonados pela F1, não queremos entender que a Formula 1, para os seus dirigentes, representa pura e simplesmente negócio$$$$! Estes kras, devido as suas ganâncias, sabem que se mexer no regulamento, em um dado momento irá produzir a queda da dinastia-de-plantão e, assim atenderá a certos interesses obscuros que sabemos que há no Circo. E a Scuderia já disse e mandou avisar: Ficar 10 (dez) anos sem títulos seria uma tragédia! – http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2016/02/12/ficar-10-anos-sem-titulos-seria-uma-tragedia-para-a-ferrari-diz-chefe.htm
      Então em nome de uma suposta “competitividade” este ano a Scuderia disputará e ganhará algumas corridas da equipe prateada.

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  2. Julianne, bom dia. Essa é uma discussão que não tem certo e nem errado absolutos, né?
    Eu acho que o sistema proposto pra esse ano ainda não foi avaliado totalmente, mas não tinha pensado no viés politico que você citou… para mim, as equipes simplesmente ainda não tinham experiência concreta pra entenderem minúcias de como aproveitar melhor o treino. Um tanto por causa das muitas mudanças, idas e vindas de decisões tomadas e revogadas em sequencia que vimos após o fim da pre-temporada no tocante ao formato do treino classificatório. Devem ter sido feitas muitas simulações em cada equipe, mas como saber o que os outros fariam? Por isso, só na primeira corrida teríamos algumas respostas. Ficar na garagem nos últimos minutos do treino foi frustrante sim, mas analisando agora com o olhar que você trouxe, foi também um tapa de luva de pelica dado pelas equipes e pilotos nos dirigentes.

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  3. Vou expressar a minha opinião não apenas quanto à classificação, (que acho que deveria continuar como era, pois daqui a pouco vão inventar de botar lastro, grid invertido para a prova seguinte e outras sandices), mas vou expressá-la sobre a F 1 de um modo geral.

    O problema todo é que o melhor tecnicamente SEMPRE prevalecerá. Essa dominância pode ser momentânea ou perdurar muito tempo, isso é tão óbvio ao longo da existência da F 1 (e não apenas na categoria máxima do automobilismo). O que ocorre é que quem não consegue avançar rapidamente dentro de um regulamento começa logo a reclamar, pressionando por outro, que pode sair pela culatra e revelar uma nova equipe dominante, que não seria exatamente aquela que cada aficionado/torcedor quer. São as desditas da vida. . .

    Parece faltar planejamento e se dar tempo a qualquer novo regulamento, para que todos o compreendam e avancem. E NÃO SE PODE LANÇAR MÃO DE ATITUDES QUE PARECEM SER VERDADEIRA VELHACARIA, E TODOS CONCORDAREM, PENSANDO CADA UM QUE VÃO SE DAR MELHOR EM CIMA DOS DEMAIS. Não existem beócios, néscios, lorpas, pascácios, pacóvios e papalvos entre a elite técnica da F 1 para não ver que um engessamento vai acabar mal. Mas aprovaram. Aí surgiu uma dominância. Aí fica essa eterna lenga-lenga, essa eterna choradeira de quem não consegue avançar tecnicamente, seja por incapacidade, seja pelos altos custos. Quem está na chuva é pra se molhar.

    Não sou contra o progresso, mas não se pode chegar a este patamar extremo da F 1, muito bem descrito pelo HERIK, em post imediatamente anterior a este. Por que se modificar tão profundamente os regulamentos, virando-os de ponta cabeça de uma hora para outra? Nos tempos em que SebVet e a Red Bull faziam chover, ACHEI UM ABSURDO “ficarem sacudindo a árvore” para a Red Bull cair e acabar com a sua dominância e a de Vettel. Que todos corressem atrás botando as mufas pra funcionar, para anular a diferença! Newey sempre foi crucificado pela sua competência. Agora é Aldo Costa & Cia. que são crucificados (e chegou a ser demitido pela Ferrari, o que evidencia que as oportunidades estão aí para todos, é só questão de correr para alcançá-las).

    Vejo a F 1 cada vez mais longe de sua essência e chega um ponto em que as reclamações, VINDAS DE TODOS OS LADOS, CANSAM! A F 1 deveria voltar às suas raízes, sem reabastecimentos, sem trocas de pneus, com mais ação dos pilotos sobre os carros e menos dos engenheiros, dos boxes. Vai haver corridas lineares? E daí? Em havendo dominância de alguma equipe, que as outras vão à luta, ponham seus engenheiros de volta à prancheta, queimem a mufa para desafiar, igualar ou vencer quem está dominando, e não através de reclamações que nunca param e regulamentos mudados de acordo com a vontade dos que descobrem não ter competência para chegar lá.

    O que não pode é inventarem absurdos como vejo alguns falarem por aí: adoção de lastro, divisão da prova em baterias com grid invertido na segunda largada ou na prova subsequente e por aí vai. . . isso gera descrédito em aficionados até mesmo de longa data e a pior coisa é o descrédito, em qualquer atividade humana. Este ano não estou mais vendo nem pretendo ver a MOTO GP, dado o espetáculo de baixo nível protagonizado pelos três principais competidores em 2015. Sei que uma greve solitária não chega nem a beirar o ridículo, é simplesmente ridícula mesmo, mas o desânimo ficou e chama-se a isso descrédito.

    Eu quero ver o duelo entre Mercedes e Ferrari, entre Vettel e Hamilton SEM ARTIFICIALISMOS, de maneira justa para ambos. Infelizmente, não cabe a eles tomarem decisões muito menos o poder de implementá-las e muito menos ainda aos aficionados.

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    1. “Que todos corressem atrás botando as mufas pra funcionar, para anular a diferença”

      E isso acontecia, tanto que a “invencível” RBR quase foi derrotada em 2 temporadas pela Ferrari. Ninguém está “endemoniando” o Aldo Costa, o que se quer são campeonatos decididos por pilotos de equipes diferentes brigando até a última corrida. Na “era Vettel” ninguém sabia como seria o ano seguinte, mas desde o início do ano passado já se diz que a Mercedes ganharia tanto o ano passado como este daqui. E por causa da porcaria do regulamento, as equipes não podem por “as mufas pra funcionar, para anular a diferença” por causa do limite de “tokens”. Não se reclama de um “domínio”, se reclama da monotonia. Ou você acha que eu vou acordar 8 da manha num domingo pra ver uma corrida que eu já saiba que quem vai ganhar é um dos pilotos de uma mesma equipe?

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      1. Desculpe kro ROBERTO mas, eu acordaria sim cedo porque eu aprecio além da briga de pilotos e equipes a tecnologia empregada. Na época por exemplo do extraordinário Mp4-4 eu ficava embevecido com a saga do professor-Prost e o inesquecível Ayrton Senna que ganharam nada menos que 15 dos 16 GPs. O interplanetário do FW14-b (pra mim o melhor carro de todos os tempos). E sem falar da fantástica Ferrari na época do Schumacher de seus 5 títulos. E também o eficientíssimo Red Bull do Newey da era-Vettel! E agora esta fantástica-maquina da Mercedes sem dúvida são a mais alta expressão da tecnologia automotiva. Más agora torço para que a Scuderia possa confirmar na fase européia, toda a expectativa que ele deposita no carro deste ano. Se a F1 quiser imitar a nazcar ou a indy vai perder a sua essência que éh o mundial de construtores.

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      2. Caro TRAMARIM: insisto: não existem beócios, néscios, lorpas, pascácios, pacóvios e papalvos na elite tanto técnica quanto administrativa da F 1. Por que então aprovaram um engessamento absurdo? Velhacaria de cada um, que julgava que ia se dar melhor que os outros? Francamente! Como aficionado, sinto-me tão lesado quanto você. Agora, que aguentem! Se não fosse a Mercedes, poderia ter sido outra. Veja bem: grafei em caixa alta no meu post acima que achei um absurdo derrubarem artificialmente a Red Bull e, por tabela, Vettel. O que enche o saco é essa gritaria interminável, essas reclamações que podem resultar em emendas piores do que o soneto. Já encheu! Sempre haverá dominâncias no automobilismo, AINDA MAIS NA F 1, pela essência em que ela foi moldada, a de ser sempre a expressão do estado da arte em tecnologia. Aqueles (aficionados ou participantes do circo) que pensam que mudando o regulamento a coisa vai cair para o lado deles por gravidade se enganam, a F 1 mexe com tanta tecnologia de ponta que é imprevisível o que vai sair de quaisquer modificações (ainda mais com tanta falta de testes na F 1 de hoje).

        TRAMARIM, eu não torço por Vettel (cada aficionado tem suas preferências por estilos de tocada, e elas têm de ser respeitadas, a de HAMILTON me agrada mais, por uma diferença ínfima em alguns aspectos em relação a VETTEL, idem em relação ao excepcional ALONSO), mas sempre ADMIREI e sempre EXALTEI aqui no Blog a genialidade de SebVet, bem como a de Newey e a façanha que a Red Bull, por não ter tradição no automobilismo, conseguiu. Nunca me atormentei com as enxurradas de vitórias de VETTEL em seus momentos de RED BULL avassaladora, ao contrário, APRECIAVA-AS, embora já soubesse de antemão que ele ia ganhar, pelo carro que tinha em mãos e pela qualidade excepcional de sua tocada.

        Nos tempos de bonança para a RED BULL, com todo o respeito, e eu prezo muito suas opiniões, nunca vi você reclamando sobre o fato de que Vettel chegava a botar 3 s por volta de diferença nos adversários. Aliás, vi sim, uma vez, uma reclamação sua, MAS quando VETTEL e a RED BULL não estavam em maré vencedora – veja seu comment 6920 neste post (que por coincidência consta da lista que encima neste post da JULIANNE eventos relacionados ao tema abordado AQUI NESTE POST em discussão :

        https://juliannecerasoli.com.br/2013/06/30/ganhadores-e-perdedores-do-gp-da-gra-bretanha-e-o-freak-show-dos-pneus/

        Quando a RED BULL “engrenava”, ninguém conseguia ser páreo para ela, veja que VETTEL em 2013 VENCEU 8 PROVAS CONSECUTIVAS (imagine se Hamilton vencesse 8 vezes consecutivamente!). . . Mérito só da RED BULL? Claro que não, VETTEL fez a parte dele com brilhantismo, CONSEGUINDO EXTRAIR TUDO DO CARRO QUE TINHA EM MÃOS, prova disso é que WEBBER não conseguia acompanhá-lo. Alonso, por sua vez, fazia das tripas coração com a sua Ferrari para acompanhá-lo, e chegou a ser VICE, ao contrário de WEBBER, que foi terceiro com um carro igual ao de VETTEL, o que prova o valor e o talento de ambos: de VETTEL e ALONSO. Até absurdas acusações de controle de tração existente na RED BULL aconteceram!

        Vamos examinar a temporada de 2012: após um início digamos assim um tanto claudicante da RED BULL, e após aquela crise gerada pelos pneus que explodiam perigosamente, e depois que a fabricante decidiu reformular a construção deles, POUCA GENTE SABE ou SE DEU CONTA que NEWEY VOLTOU ÀS PRANCHETAS E NÃO REFEZ o projeto claudicante, MAS PROJETOU UM CARRO INTEIRAMENTE NOVO para os novos pneus, que possibilitaram ao talento de VETTEL uma enxurrada de vitórias seguidas. É NESTE PONTO EM QUE EMBASO A MINHA VISÃO: QUE TODOS FAÇAM COMO A RED BULL/ADRIAN NEWEY FIZERAM: VOLTEM ÀS PRANCHETAS (aliás a Ferrari desde o ano passado vem trilhando esse caminho) COM AFINCO E DÊEM TRATOS À BOLA, QUEIMEM A MUFA PARA TENTAREM ANULAR AS DIFERENÇAS!!! NADA DE FICAR GRITANDO POR NOVOS REGULAMENTOS!

        QUER MAIS UM EXEMPLO DE VOLTAR ÀS PRANCHETAS E QUEIMAR A MUFA? Em 2009, quando a temporada começou e a BRAWN ASSOMBROU O MUNDO COM O DIFUSOR SOPRADO, EXERCENDO UMA SUPREMACIA que parecia INTRANSPONÍVEL, a RED BULL de início não dispunha do difusor soprado e NEWEY voltou às pranchetas e deu ao excepcional talento de VETTEL um carro que lhe proporcionou ganhar o VICE-CAMPEONATO, isto apesar de BARRICHELLO ter um carro igual ao de BUTTON e não ser um braço duro, LONGE DISSO (Barrica, que foi terceiro colocado naquela temporada, no conjunto da carreira foi um bom piloto, embora tenha tido a falta de sorte de cruzar com pilotos bem melhores do que ele, notadamente Schumacher, mas foi vice duas vezes; WEBBER, por exemplo, não: nem uma vez sequer foi vice, com a mesma RED BULL voadora de Vettel).

        AH, MAS NÃO PODE VOLTAR ÀS PRANCHETAS PORQUE ESTÁ TUDO ENGESSADO!!! E POR QUE ENTÃO APROVARAM ESSE ENGESSAMENTO ABSURDO, COM A CONCORDÂNCIA DE TODOS? ALI NÃO HAVIA INGÊNUOS, ninguém tinha a ingenuidade de uma flor! VELHACARIA, volto a perguntar? Cada um julgue como quiser!

        O que eu acho que “já deu” é esse negócio de muitos ficarem desmerecendo e enxovalhando o excelente trabalho que a Mercedes e Hamilton fizeram e vêm fazendo. Que os participantes vão à luta e que os aficionados se conformem com DOMÍNIOS que são marca registrada da F 1 (e de resto, são comuns no Automobilismo como um todo). Ou desconhecem a história da F 1, por não serem tão aficionados assim?. . . Ou talvez por serem jovens e não quiserem pesquisar, se informar sobre o Passado? E louvo as atitudes de Arrivabene, que desde que “ha bene arrivato” à Direção da Ferrari, botou a equipe para trabalhar mais e chorar menos, sob a liderança de VETTEL.

        TRAMARIM, você demonstra paixão pela F 1 e conhecimentos dela em seus excelentes comentários, então eu quero que você se lembre que na Temporada de 1963 JIM CLARK venceu 7 (SETE !) PROVAS EM UM TOTAL DE DEZ QUE COMPUNHAM O CAMPEONATO! Nenhuma outra equipe conseguia fazer frente à LOTUS e ao gênio de CHAPMAN, com seu monocoque inovador, o LOTUS CLÍMAX 25. Mérito apenas do carro? Será? Já vi gente que NÃO VIVENCIOU CONTEMPORANEAMENTE A ERA CLARK FAZER ESSA ACUSAÇÃO ABSURDA! Gente que absolutamente desconhece a imensa grandeza, a estatura de CLARK no Automobilismo. O que ocorre hoje – ESSA GRITARIA TODA – é a reverberação – em altíssima velocidade – de descontentamentos, pela facilidade proporcionada pela cibernética, pela internet. VIVENCIEI CONTEMPORANEAMENTE aquela época de Ouro que reuniu CLARK, G. HILL, SURTEES E JACK BRABHAM e digo-lhe (com base em inúmeras revistas estrangeiras de automobilismo que eu lia) que não havia inconformismo com a supremacia técnica de CLARK e sua LOTUS; parece-me que os aficionados, em eras mais calmas, podiam refletir melhor sobre superioridades técnicas existentes, reconhecendo-lhes méritos, ao contrário de hoje, quando muitos denigrem qualquer competência que comece a incomodar.

        “Ou você acha que eu vou acordar 8 da manha num domingo pra ver uma corrida que eu já saiba que quem vai ganhar é um dos pilotos de uma mesma equipe?”

        Meu caro TRAMARIM: quanto a isso você só tem duas escolhas, não há nada a fazer fora delas, peço-lhe mil desculpas pela franqueza da minha sinceridade: ou você continua vendo (contrariado), ou deixa de assistir. Se você está incomodado com a F 1, faça como eu, que não estou mais assistindo a MOTO GP depois daquele espetáculo de baixo nível proporcionado pelos dois melhores participantes da categoria, aos quais eu vivia elogiando aqui no Blog da Julianne, pelo exemplo de esportistas que eu julgava serem. Caíram em descrédito, para mim, perante a minha insignificância. REALISTICAMENTE, a MOTOGP ESTÁ SE LIXANDO SE EU ASSISTO OU NÃO, MAS EU TAMBÉM NÃO PRECISO DA MOTO GP, tenho coisas mais agradáveis para ver e fazer, não obstante o fato de eu gostar de Motociclismo de velocidade. Com todo o respeito e apreço que eu tenho por você, pelos seus comentários, TRAMARIM, a F 1 existe há 65 anos e vai continuar existindo por outros tantos, mesmo atravessando por fases de trancos e barrancos, e não será por você ou eu deixarmos de assistí-la que ela vai acabar. Assim como tenho consciência plena de que a continuação da MOTO GP não depende sequer INFINITESIMALMENTE de eu continuar a vê-la ou não, sou realista.

        Por último, um forte abraço e não me queira mal por ter externado opiniões sinceras. Em tempo, caro TRAMARIM: não levarei este assunto adiante, não pretendo polemizar com você, já sou TERRIVELMENTE PROLIXO por natureza e creio que TUDO que eu poderia dizer ou argumentar já foi dito acima.

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      3. AUCAM, costumo respeitar suas opiniões, mas dessa vez gostaria que você fosse um pouco mais honesto. Minha reclamação em 2013 referia-se EXCLUSIVAMENTE a segurança por causa dos pneus. E eu chamava a atenção desse detalhe desde o inicio da temporada. O GP da Inglaterra mostrou que eu estava certo, quando vários pilotos, inclusive seu ídolo Hamilton, correram riscos desnecessários com estouros de pneus. Eu não imaginava que com a mudança de pneus Vettel ganharia 9 corridas. E eu já disse aqui mesmo que até pra mim aquele final de temporada estava um porre.

        Não sou contra domínios, sou contra engessamentos que impeçam o fim dos domínios. EM NENHUM MOMENTO eu ataquei a competência da Mercedes, muito pelo contrário, eu previ desde 2012 que ela seria a próxima dominante, como podem conferir aqui

        https://juliannecerasoli.com.br/2012/12/10/revolucao-de-2014-segue-a-pleno-vapor/

        O que eu reclamo é 3 anos seguidos sem disputa entre equipes por conta dessa regra estúpida. Se Ferrari e Renault merecem isso por terem sido tão mesquinhas quando aprovaram as regras provavelmente achando cada uma que seria a dominante, os fãs não merecem. E é pelos fãs, como eu, que eu reclamo, jamais seria em nome de qualquer “scuderia” da vida. Comparar o atual domínio, onde a dupla da Mercedes precisou de 2 temporadas e 1 corrida pra empatar em dobradinhas com o que a dupla Schumacher-Barrichello fez em SEIS temporadas de absoluto domínio é absurdo.

        A prova disso é que nunca a F-1 passou por essa crise de audiência, tanto que se não fosse isso este tópico não existiria e não estaríamos aqui discutindo a, pasmém, classificação. Na “era RBR”, em 2 temporadas o campeonato foi decidido entre pilotos de equipes diferentes até a ultima corrida. E foi isso que salvou aquele período porque se dependesse de 2011 e 2013, a categoria ia pra roça. Mas o regulamento da época permitiu um 2010 e um 2012. É pedir muito?

        Você estar gostando AUCAM, é seu direito, mas sempre que você tentar cercear a opinião de quem não está gostando, resumindo os argumentos em contrário como “choro”, vai receber a devida resposta.

        Ah sim, isso não tem nada a ver com torcida. Aposente-se o Vettel e permita o desenvolvimento livre dos carros que eu topo tranquilamente. Ou então, farei como você em relação a motoGP, vou procurar coisa melhor pra fazer.

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      4. TRAMARIM, disse que não pretendia levar adiante como polêmica as suas reclamações quando VETTEL não está ganhando, mas devo esclarecer-lhe que não existe mais honestidade ou menos honestidade, assim como não existe mais gravidez ou menos gravidez.

        Quem sou eu para cercear a opinião de alguém? Lamento se entendeu assim.

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      5. A minha reclamação não é porque “VETTEL não está ganhando”. Fora a Mercedes, só o VETTEL ganhou ano passado. A minha reclamação é com competividade e as regras, como deixei claro em todas as minhas queixas desde ano passado. Concordo contigo, não existe meia honestidade. Deixar de responder o que o interlocutor argumentou pra responder o que ele nunca reclamou é desonesto por inteiro. Passar bem!

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      6. Você me tacha de desonesto. Não sou. Não vou baixar o nível deste espaço que a atenciosa blogueira generosamente oferece a TODOS para a troca de opiniões em clima de cordialidade. Ponto final.

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      7. Não lhe chamei de desonesto. Disse e reafirmo que responder coisa diversa que o interlocutor disse, imputar ao outro debatedor coisas que ele nunca disse, bem como perverter as motivações de quem argumenta, tudo isso é pura desonestidade. Sobre “baixar o nível”, falta de educação não é só xingar ou falar palavrões, mas também tratar com desdém os argumentos opostos. Você provocou e não aguentou a retorsão, mas deu. Já dei muito mais atenção a esta discussão do que ela merecia.

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  4. Falou tudo, Aucam.
    Sobre o treino especificamente, manteria igual do ano passado. Não adianta querer que o melhor carro largue atrás que é muito difícil acontecer. Mas pode acontecer. O que deveria acontecer, como já foi dito milhares de vezes, é dividir melhor a grana para dar chances das equipes médias e menores se prepararem melhor e chegarem mais perto das grandes. Isso já deixaria os carros mais próximos e ai cada um com sua competência em desenvolver melhor o carro.

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  5. Eu acho que deveria se adotar idéia semelhante a da Formula E e Stockcar Brasil, com 1 grupo com 8 carros e com 18 minutos para fazerem seu tempo e 2 grupos com 7 carros e com 16 minutos cada para se virarem para fazer tempo, esses serão grupos previamente sorteados antes do treino e mesclando por equipe para não ter risco de “equipes fortes ficarem com os 2 carros no mesmo grupo e pronto é só deixar o bicho pegar!

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  6. Gosto muito do sistema de Q1, Q2 e Q3 até o ano passado. Só mudaria duas coisas: o fim do parque fechado – as equipes poderiam acertar os carros como quisessem entre classificação e corrida; e a possibilidade para os que vão ao Q3 de largarem com o pneu que quiserem.

    Sou contra o sistema de volta lançada, não pelas surpresas que podem ocorrer devido a mudanças climáticas, mas exatamente no que isso pode acarretar, como no GP da Inglaterra de 2004, quando alguns pilotos, no primeiro treino, simularam erros para entrar o mais cedo possível na classificação seguinte e evitar a chuva prevista para o fim do treino decisivo.

    O sistema usado até 2002 para o mais justo, mas era bem ocioso: os líderes só iam à pista depois de meia hora, e isso era ruim.

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  7. Como era nos anos 80, 90. As equipes teriam liberdade de usar diferentes pneus, quantidade de combustíveis, mexerem nos carros, em todo o treino de 1 hora com direito de 12 a 15 voltas por carro. E a volta do warm up nas manhãs de domingo.

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  8. Não havia nada de errado na classificação usada nos últimos anos. O que acontece é que estão tentando “gambiarras”, como esse novo sistema de classificação, pra tentar dar artificialmente nos sábados a emoção perdida nos domingos.

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  9. Oi, Ju,

    Você tocou em dois pontos importantes que eu concordo plenamente: Eu nunca gostei dessa regra do parque fechado. Tudo bem que é para evitar que as melhore equipes tirem vantagem, mas da mesma forma que evita um domínio ainda maior da Mercedes, por exemplo, pune a Ferrari de poder mudar alguma coisa no acerto que torne seus carros mais equilibrados na corrida.

    Outra regra desnecessária é a obrigatoriedade de ter que largar com os pneus do Q2. É uma escolha que deveria ser livre para as equipes decidirem com que pneus vão para a corrida.

    Já houve coisas piores, como ter que largar com a quantidade de combustível do Q3, o que nos privava de ter uma classificação com o tempo real de cada piloto.

    Eu eliminaria o parque fechado e a obrigatoriedade de os pilotos terem que largar com os pneus do melhor tempo obtido no Q2.

    Para manter esse novo formato, eu valorizaria mais as três sessões de treinos livres: Os dois mais rápidos de cada uma das sessões de sexta-feira, mais os dois do treino livre de sábado, entrariam direto para o Q2, sem a necessidade de irem ao Q1. Caso um mesmo piloto repita o melhor tempo nessas sessões, o segundo colocado ficaria com a outra vaga e assim sucessivamente.

    Isso criaria maior interesse aos treinos de sexta, ao TL3 do sábado, e o Q1 teria uma disputa mais acirrada pelas vagas restantes para o Q2. Os carros já pré-classificados para o Q2, teriam mais jogos de pneus para serem usados no Q3, e todos seriam obrigados a no mínimo duas entradas na pista, sob o risco de ter o tempo anulado e largar em último.

    Soluções existem, basta a FIA adotar. Outros dois detalhes importantes: 1) Quem manda é quem deve ditar as regras, se errar, volta atrás e corrige. 2) Acabar com a tal da unanimidade. Em qualquer mudança, ganha a opção mais votada.

    Um abraço, Ju e parabéns pelo post.

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  10. Ta bom….. ta bom….. ta complicado assistir f1 este ano….mas com o tempo tudo volta….. ate o Guns ta ai para provar isto.
    Simplesmente coloque o novo Q3 para funcionar, De pneus e gasolina extras para os que chegarem a ele que o pau come solto.
    Ju muito boa a ideia de liberar os acertos, pode facilitar a vida da Mercedes mas também pode ajudar a carros com distintos comportamentos!

    Abraço Galera!

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  11. Eu tenho medo de algumas sandices da FIA. Essa história do grid invertido por exemplo é um absurdo. Por mim a classificação pode continuar como antes. Existem outros problemas maiores pra serem discutidos.

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    1. Pior ainda seria se inventassem de botar lastro. Já pensou se gastar milhões em busca de milésimos de segundo para no fim das contas algum peso “bandido” estragar tudo? Na F 1 isso é impensável. Tomara que não inventem. Seria ferir de morte a sua essência.

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  12. Palavras do AUCAM:
    “Sempre haverá dominâncias no automobilismo, AINDA MAIS NA F 1, pela essência em que ela foi moldada, a de ser sempre a expressão do estado da arte em tecnologia.”

    Boa AUCAM! As pessoas tem de entender que a F1 não éh competição de pilotos pura e simples! Esta categoria éh um campeonato de pilotos & construtores… Esta éh a essência desta categoria! O melhor carro (ou construtor) conduzido pelo melhor piloto disponível. Más estranhamente, alguns caciques que entraram sabendo desta regra do jogo, berram aos quatros ventos que do jeito que estar (Mercedes avassaladora!) será muito mal para a saúde da categoria. Más F1 éh isto! Chora menos quem tem garrafa vazia pra encher. E segue o enterro!

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    1. “O melhor carro (ou construtor) conduzido pelo melhor piloto disponível.”

      EXATAMENTE, caro BRAZ. E os melhores INEXORAVELMENTE se atraem, no momento certo.

      Um abraço!

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  13. Eu particularmente não via problema na classificação. A Fórmula antiga de Q1, Q2 e Q3 era a mais equilibrada na equação justiça x emoção. Eu pensaria em algo para as sessões de sexta, que são bem mortas em algumas situações, como em caso de chuva.

    Eu manteria o sistema anterior, mas se fosse para fazer o circo pegar fogo, usaria o sistema mais simples possível: Uma volta lançada para todo mundo: o mais rápido é o pole e se errar, larga no fundão sem choro nem vela. Usaria os pneus mais macios possível para essa volta. Seria o máximo do máximo de cada carro nesta volta.

    E, completando a ideia, a escolha da estratégia de pneus seria definido pelas equipes para a largada, sem necessariamente usar o mesmo pneu ou a mesma configuração da classificação. Enfim, é o que penso.

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  14. Eu gostaria de ver o sistema híbrido! Já que estão experimentando, não seria nada demais, considerando que na Austrália foi daquele jeito, deve acontecer o mesmo no Bahrein.
    Mas mantendo esse modelo, poderiam dar mais pneus no Q3.
    Ou então, se for para alucinar: são três tipos de pneus e o classificatório é em tres partes, faz obrigatoriamente o Q1 com o pneus mais duro, Q2 com o médio e o Q3 com o mais macio do final de semana, e libera estratégia dos pneus para largada!

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  15. Sempre encarei a F-1 como uma excentricidade! Ora, carros que fazem 3,5 km por litro de gasolina não são a realidade do planeta. Retrocessos as vezes são necessários para se evoluir, mudar a rota…não digo ditadura no lugar da verdadeira democracia, rsrsrs, algo que verdadeiramente NUNCA tivemos no brasil ;/, mas puxar o freio de mão nos desvarios de tornar uma categoria voraz e orgulhosa, em uma categoria politicamente correta e verde, ora! Dizer que a F-1 megasuperhiperblastermuda salvará a indústria automobilística mundial é tão falso quanto a política feita no país brasil do samba, carnaval e futebol. A F-1 é tão importante para o futuro, que a fibra de carbono já chegou aos carros populares brasileiros, rsrsrsrs, sqn. O efeito solo equipa os carros mundo a fora para que se evite saidas de pista e mortes. Não vejo problema nos melhores conjuntos vencerem, ainda mais em um esporte de competição física-financeira e mental como a F-1, reclamo de se tolher a liberdade para se correr atrás de melhorias, pela vitória, nesse ponto, concordo com Hamilton, 12 voltas a qualquer hora! Na minha insignifcante opinião, a derrocada técnica da categoria começou com essa história de limite de motores, ora, motores v8, v10 ou v12 por corrida, pela simplicidade com a tecnologia atual não seriam tão caros quantos essas puquepariu atuais…possibilitariam brigas vorazes e voltas voadoras, o limite explorado, a essência da categoria. O melhor tem que vencer, e para que haja disputa real, treinos, investimento, tem que ser disponibilizados de forma a garantir a sustentabilidade da disputa, nada de bolsa equipe, nada de valor histórico, nada de regalias, mas disputa limpa. Ora, a F-1 perderia sem a Ferrari? E o que seria da Ferrari sem a categoria máxima do automobilismo? Uma marca de esportivos para milionários, nada mais, pois o que trás a aura de imortal para a equipe italiana, é a bravura de seus pilotos durante os fins-de-semana, arriscando suas vidas e nos brindando com sua arte, resumindo, ninguém é a engrenagem mais importante dessa máquina, todos são iguais, garagistas, turma do fundão, grandes, todos farinha do mesmo saco. Nada de socialismo utópico, nada de populismo, mas a democracia capitalista e crua que da liberdad e premia os esforçados e inventivos, esse é o cerne da categoria que imita a vida, para dar certo, dividam o bolo com mais parcimônia, que pilotos, garagista e engenheiros fazem o resto, reitero, nada de regalias, devaneios, queremos que o melhor vença, de forma simples e pura, mas que seja uma vitória lutada, com retardatários atrapalhando, havendo erros e acertos, e assim caminha a humanidade…

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  16. Um adendo: a f-1 com minúsculo mesmo, chegou a tal aberração competitiva, que uma Haas da vida (nada mais que uma Ferrari sem grife), entra para a história como a primeira estreante a pontuar, mesmo apenas comprando a Ferrari via leilão,( construindo com as próprias mãos quase nada de seu carro) no ferro velho de Maranello, kkk por essa vertente, dou mais valor a Arrows, Sinteks, Minards, Dalaras, por representarem uma categoria mais real e menos “bombada”, ou seria plastificada? kkkkk.

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    1. Grande Wagner, compartilho de vários de seus importantes e interessantes pontos de vista sobre a F 1.

      Permita-me fazer uma pequena correção sobre a impressão que você tem de que a HAAS “entra para a história como a primeira estreante a pontuar”. Por você ser bem mais jovem do que eu, você não vivenciou épocas mais remotas da F 1, e assim, por esse motivo (ou mesmo por mero esquecimento, pois sei que seus conhecimentos sobre a F 1 também abrangem períodos em que você não a vivenciou) creio que você se esqueceu de que a WOLF – com um então já “ex-vaca braba” (pois já estava “domesticado”) JODY SCHECKTER – ESTREOU NA F 1 VENCENDO O GP DA ARGENTINA DE 1977, para mencionarmos primeiramente o exemplo mais recente.

      A WOLF RACING era uma equipe canadense, pertencente ao austríaco WALTER WOLF, magnata da indústria do petróleo que adotou a cidadania canadense. O carro, o WR-1, tinha uma bela e marcante pintura, e fez sucesso logo de cara. Como na F 1 pode-se aplicar a Lei de Lavoisier, onde “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, na realidade a WOLF RACING teve início embrionariamente com a compra de PARTE DA WILLIAMS (então com sérios problemas financeiros – Sir Frank foi mantido como Chefe de Equipe), MAIS o espólio da HESKETH F 1, PORÉM em 1977 WOLF se apresentou à F 1 com uma nova equipe e um carro inteiramente de sua fabricação, projeto do famoso HARVEY POSTLETHWAITE. Depois, a WOLF RACING foi comprada pelos Fittipaldi e se transformou na Fittipaldi Automotive, dando início à COPERSUCAR FITTIPALDI. FRANK WILLIAMS, quando foi removido do cargo de Chefe de Equipe por Wolf, saiu dela e deu continuidade à sua própria equipe se associando a Patrick Head.

      Dentro de um rigor maior e inteira pureza, a ALFA ROMEO – com GIUSEPPE FARINA – FOI NA VERDADE A PRIMEIRA EQUIPE A ESTREAR VENCENDO NA F 1, ao ganhar o GP da Inglaterra em 1950, primeira prova do primeiro campeonato que marcou a criação da F 1 como a conhecemos.

      Depois, houve mais duas equipes a ESTREAREM na F 1 COM VITÓRIA:

      a MERCEDES (pra variar, rsrs), em 1954, com Fangio, no GP da França; e a

      BRAWN (na realidade, a sucessora da HONDA; de qualquer maneira, já correndo com identidade própria).

      E -já exercitando a minha prolixidade, rsrs,- vai aqui um vídeo do strike que SCHECKTER fez em Silverstone em 1973, no tempo em que ainda era vaca braba:

      https://www.youtube.com/watch?v=7R_XId0YabQ By the way, NO DRS, NO KERS, NO MGU, NO MGU-H, ONLY BALLS

      Observem uma das características mais marcantes da tocada de STEWART, a de abrir muito logo no início, livrando grande distância, enquanto todos os demais competidores ainda “apalpavam” a corrida. VETTEL TEM O MESMO ESTILO.

      Meu abraço, WAGNER.

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  17. Que saudades as conversas com os verdadeiros fãs desse esporte!
    Wagner,
    A Haas não “comprou a Ferrar a leilão”, apenas utilizou tudo o que o regulamento permitia, não sei se você acompanha a Nascar (aonde Gene Haas tem equipe), mas lá ele fazia algo parecido, utilizava tudo o que era permitido por regulamento de outra equipe e inclusive BATIA a equipe de fábrica, tendo sido campeão de construtores por DUAS VEZES. Apenas esse ano ele partiu para “voo solo’ na categoria, vamos ver se vai funcionar na F1 com toda a sua briga política e politicagem…
    Daniela,
    também tenho medo dessa berração de grid invertido.
    DVDBraz,
    “Desculpe kro ROBERTO mas, eu acordaria sim cedo porque eu aprecio além da briga de pilotos e equipes a tecnologia empregada.”
    Seu comentário me representa!
    Aucam,
    “Não sou contra o progresso, mas não se pode chegar a este patamar extremo da F 1, muito bem descrito pelo HERIK, em post imediatamente anterior a este. Por que se modificar tão profundamente os regulamentos, virando-os de ponta cabeça de uma hora para outra?”
    Um ótimo exemplo disso, é a fracassada negociação da Force India com a Aston Martin:
    http://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/force-india-garante-que-parceria-com-aston-martin-ainda-e-possivel-e-que-depende-da-definicao-das-regras-para-2017
    Apenas para complementar o que dissera anteriormente sobre reviver o passado:
    Até mas ou menos 2006 os ganhos de tempo da F1 se dava na casa dos SEGUNDOS, depois disso passou a ser na casa dos MILÉSIMOS DE SEGUNDO, o que isso quer dizer exatamente?
    Que um piloto como Senna, Prost, Piquet, entre tantos outros geniais de sua época, ao ganharem cerca de 1 SEGUNDO no BRAÇO, equivalem a gênios como Fernando, Hamilton, Vettel, Verstapen, Ricciardo entre outros que aparecerão e ganharão 1 MILÉSIMO DE SEGUNDO no BRAÇO! É isso que os novos e antigos fãs, têm de entender.
    Beijos pras meninas e abraços pros meninos!

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    1. Pois é, caro NATO. Lembrando que JACKY ICKX, o Rei da Chuva, um cara que classificava seu F 2 à frente de Fórmulas 1 nos grids em que corriam juntos e misturados, dizia em sua época que “talento na Fórmula 1 se mede em décimos de segundos”. Hoje se mede em MILÉSIMOS, estão aí HAMILTON e ROSBERG para comprovarem isso.

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  18. Minha idéia:
    30 minutos de treino para definir ordem de saída para a parte final, Na parte final uma dança das cadeiras total: Classificação aferida a cada volta, o último na classificação deixa o treino. Os pilotos teriam que fazer uma mini corrida com todas as voltas lançadas sob pena de cair fora. Errou = embaralhou o grid para a corrida do dia seguinte.

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  19. Minha preferencia:
    Melhor tempo de cada um em treino de 1:00 hr ao menos. Quem quiser acertar carro para corrida, que o faca. Quem quiser fazer pole, fique a vontade. 2 jogos de pneus para o treino que nao serao usados na corrida.

    Eu me sentiria melhor no autodromo ou pista assistindo a isso. Ou mesmo na telly.

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  20. Treino classificatório dividido em DOIS grupos; 25 minutos para cada grupo.

    O grupo “A” seria formado pelos pilotos que tivessem vencido seus companheiros de equipe na corrida anterior; no grupo “B”, teríamos os derrotados.

    O grupo que sairia primeiro seria o que tivesse, na somatória de pontos no campeonato, a maior pontuação.

    O GP Bahrein seria assim:

    Grupo “A”, saindo primeiro >>> Rosberg, Vettel, Massa, Ricciardo, Grosjean, Hulkenberg, Sainz, Palmer, Button, Nasr e Wehrlein.

    Grupo “B” >>> Hamilton, Raikkonen, Bottas, Kvyat, Gutiérrez, Pérez, Verstappen, Magnussen, Alonso, Ericsson e Haryanto.

    Deste modo, creio que a audiência não seria excitante apenas nos últimos 15 minutos (ultimamente, nem isso).

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  21. Na minha opinião, o que está errado é esse negócio de só poder mexer X tokens no motor e o fluxometro. Carros de alto desempenho com restrição de combustível?? Tá de brincadeira. Se você vai fuçar no motor do seu carro pra aumentar o desempenho. Primeira coisa. Arrombar tudo que tem no sistema de alimentação.
    Acho que o simples fato de liberarem o fluxo já seria o suficiente para dar uma sacudida na categoria e, de quebra, acabar com o ronco xoxo.
    Aucam. Cara, seus comentários são demais. Aucam para presidente!!!

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    1. Grande POWER! Muito obrigado pelo apoio aos meus pitacos. Domingo próximo espero vê-lo como um dos primeiros aqui no Blog da Julianne a postar seu comentário sobre o GP do Bahrein, feito naquele seu estilo habitual e que eu aprecio muito: em “four wheel drift”!

      Grande abraço!

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  22. O Aucam falou muito bem quando disse que o melhor carro via de regra vence, assim como fará a pole.
    Dessa forma tentar embaralhar o grid para gerar competição não é muito justo. Então defendo a volta lançada única porque permite ao melhor carro a pole e cobra a frieza na hora da classificação, o que não deixa de medir qualidade do piloto.
    O sistema anterior também é justo, mas permite duas voltas no Q3 o que diminui um pouco a pressão.
    Quanto ao sistema de dança das cadeiras eu daria mais tempo. Não chega a ser uma grande ideia, mas poderemos ter sim algumas classificações bem intensas nessa regra. Mônaco, por exemplo, será que os pilotos não sacrificariam pneus nos treinos para tentar a pole? Afinal, já vimos pelo ano passado que um pneu supermacio novo não consegue ultrapassar um macio usado, então estar à frente é mais importante do que ter pneus novos.
    Raciocínio semelhante para pistas que consomem pouca borracha.

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  23. Olá Ju, gostava muito do sistema de volta única como vc citou, bom paras equipes menores que ganhavam em exposição, e VC analisava cada volta rápida dos pilotos.

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  24. Em relação às corridas como um todo concordo com outra ideia do Aucam. Acabar com reabastecimento (já existe) e troca de pneus.
    A década de 80 foi farta em corridas disputadas, mas naquela época os pilotos tinham que poupar carros (motor, câmbio, freios), pneus e combustível. Alguns ultrapassavam no início e outros guardavam o carro pro final.
    Repetir isso é um desafio até porque não é mais o piloto quem poupa o carro e sim a equipe e suas milhares de medições. Dos ml de combustível gasto na curva 3 até os milímetros de borracha por freada.
    Lembro de me animar quando criaram a regra do combustível em 2014. Os tais 100kg. Eu achei que iríamos ter esse tipo de coisa, o piloto gastando mais e tendo que poupar depois, mas que nada, as equipes acharam os mapeamentos e a coisa parece que nem existe, nem se ouve falar em piloto ter que poupar.
    Poderiam acabar com a regra dos 100kg por hora e permitir que o piloto gastasse um monte de gasolina numa ultrapassagem, aumentando significativamente a potência do carro, mas depois tivesse que poupar pra terminar a corrida. Mas pra funcionar teriam que proibir o computador de bordo, ou seja, o piloto sabia quantos litros tinha e não o mapeamento que deveria usar para acabar com a corrida.

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    1. Augusto tocou no ponto que acho mais importante, a informação. Se o desejado é que haja maior imprevisibilidade nas corridas e que o papel do piloto seja mais relevante deve-se limitar o uso de sensores nos carros. A ideia das restrições de rádio vão neste sentido, mas são ineficazes. Não faz sentido o engenheiro ter os dados e não passar ao piloto. Não adianta implementar ideias mirabolantes como a dança das cadeiras. Havendo informação vasta e acessível os agentes altamente racionais que compõem a F1 a usarão para prever cenários, tomando decisões de forma que o resultado convirja (e cada vez mais rápido, é isso que de fato tira a emoção) a um equilíbrio que todos já esperam de antemão: os carros/pilotos ordenados de forma decrescente em termos da performance. Todo mundo concorda, e o mestre Aucam traduziu muito bem “o melhor tecnicamente SEMPRE prevalecerá”, chato é ver isso ocorrer sem nenhum tipo de ruído, atrito, perturbação. As brigas por posições (não simplesmente as ultrapassagens) é que geram o êxtase em qualquer corrida, e são as perturbações na “ordem natural” dos competidores que as produzem. Hoje tenta-se provocar tais perturbações via modificações diretas na dinâmica do jogo, que na verdade criam outro jogo de resultado semelhante. Para mim o jogo deveria ser mantido (sem dança das cadeiras, mas com pneus diferentes, DRS, motor híbrido…) com a retirada de informações dos agentes.

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      1. “As brigas por posições (não simplesmente as ultrapassagens) é que geram o êxtase em qualquer corrida,”

        Caro PIETRO, você enunciou UMA GRANDE VERDADE: as emoções não advêm APENAS de ultrapassagens, muitas vezes a defesa de posições produz momentos eletrizantes. Em Mônaco, em 2001, o “bota” Enrique Bernoldi conseguiu se manter por 39 (!) voltas à frente de Coulthard, defendendo sempre com ética e legitimamente a posição que ocupava, pois Coulthard teve um problema no início e precisou fazer uma corrida de recuperação. Mas ele não contava se deparar com um Bernoldi “carne de pescoço” na sua frente. Tudo bem que em Mônaco é difícil de ultrapassar, mas Bernoldi pilotava uma reumática ARROWS, e Coulthard um avião. Bernoldi sempre foi muito subavaliado e não teve apoio, porém era muito rápido. Há muitos outros exemplos, mas vou me cingir a este (até porque o sistema só permite a postagem de um link por vez). Vejam:

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    2. Pois é, AUGUSTO. Estou postando o vídeo lá embaixo só para ilustrar as raízes da F 1, a sua verdadeira essência, sem reabastecimento, sem trocas de pneus, sem DRS e produzindo chegadas eletrizantes como essa em que Surtees, depois de um duelo com o australiano, percebe antes de Brabham uma trilha fresca de óleo (já havia outra coberta com pó de cimento) e abre uma “avenida” para Brabham, que não hesita em receber “o presente”. . . O carro do australiano destraciona, balança ainda na reta, ele perde o traçado na curva e proporciona a Surtees um conforto ínfimo que lhe permite vencer a prova POR MILÉSIMOS de segundos, uma das chegadas mais próximas e eletrizantes da história da F 1, numa prova em que CLARK deveria ter vencido, se não tivesse ficado sem gasolina no finzinho; explico: o escocês, que liderava desde a largada, teve um pneu furado, voltou aos boxes e, na troca do pneu furado, CHAPMAN resolveu retirar gasolina do carro para torná-lo mais leve, porém errou o cálculo da quantidade, o que acabou acarretando pane seca no final. CLARK perdeu muito tempo no box, voltou uma volta atrás dos que herdaram a liderança, descontou a volta e recuperou a liderança, mas depois foi traído pela falta de gasolina, embora ainda tivesse assegurado o terceiro lugar. Muitos reputam esse GP de Monza 67 como a melhor corrida de sua vida. SÓ CLARK MESMO! Um monstro!

      Naquelas épocas primevas, havia grande competitividade sem recursos extravagantes como os de hoje. Outros exemplos assim de cabeça que posso citar são a chegada mais apertada da história da F 1 ATÉ hoje, em Monza 1971, com ínfimos 0,61s separando 5 carros na vitória de GETHIN com uma decadente BRM, e a chegada de Mônaco em 1973, com pouco mais de 1 segundo separando o vencedor – STEWART – do segundo colocado – E. FITTIPALDI, que colocaram ambos 1 volta em cima do terceiro, simplesmente RONNIE PETERSON!

      Grande abraço!

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      1. NATO, leia aqui no Bandeira Verde a SABOROSA descrição desse memorável episódio! BERNOLDI – como tocava esse cara! Talvez o mais injustiçado, o mais subavaliado dos pilotos brasileiros que tentaram o sucesso lá fora. Em 1996, cinco anos antes dessa aula de pilotagem para Coulthard, ele sofreu – como passageiro – um grave acidente rodoviário que o deixou duas semanas em estado de coma. Ah, e me enganei: não foram 39 (minha memória falhou), foram 44 voltas à frente de Coulthard!

        https://bandeiraverde.com.br/2012/05/22/clique-enrique-bernoldi-monaco-2001/

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  25. No meu modo de ver, a classificação nunca foi o maior problema. Eu manteria o sistema do ano passado, mas liberando mais pneus e regulagens livres. De que adianta impedir uma equipe de ponta mexer no carro se as demais também estão impedidas.
    Pra corrida, carros com efeito solo, sem essa bobagem de limitação de fluxo de combustível, sem rádio, quantidade de pneus liberados.
    Não tem coisa mais chata do que ouvir numa corrida que o piloto tem que economizar combustível e pneus.
    Já imaginaram no futebol o técnico mandar seu time chutar menos senão a chuteira vai arrebentar?! Ou chutar com menos força pra não estragar a bola?! Ou não correr muito pra não suar demais e estragar o uniforme!?
    Sei que no passado havia limitação de combustível. Assisto a F1 desde o final dos anos 70, mas nunca concordei com isso. Se o objetivo é economizar, que diminuam o número de voltas, mas deixem os pilotos acelerarem ao máximo.

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