GP da Rússia por brasileiros, britânicos e espanhóis: “Pane mental”

PA1911744.0036

Na quarta etapa da temporada, os narradores já estão espertos: quando as luzes vermelhas se apagam, o jeito é caprichar no gogó porque as primeiras curvas serão confusão na certa. Na Rússia, Galvão Bueno foi quem melhor definiu os primeiros metros da prova. “Larga bem Nico Rosberg, é o que ele queria para definir. Massa mantém a quarta posição e veja ali como o Bottas já ficou, teve gente que já tocou. Ihhh… aí já complicou tudo. Vettel já tinha tocado e agora está fora. Hamilton ganhou cinco posições na largada, entrou na corrida. Para quem é do tempo do boliche, foi um strike. Caíram todos os pinos.”

Na Sky Sports britânica, David Croft foca em Ricciardo e Kvyat: “Rosberg saiu bem, assim como Bottas, Raikkonen e Massa. Eles chegam na curva 2 e as duas Red Bull se tocam mais atrás. Tem uma rodada! E é a Ferrari que Sebastian Vettel que fica de fora na primeira volta. Ele joga as mãos para o ar pensando ‘de novo, não!’”. O narrador é socorrido pelo comentarista Martin Brundle. “Teve uma pancada de uma Red Bull por trás que furou o pneu dele. Acho que ele chegou na curva 3 já perdendo o carro.”

Na Movistar espanhola, o narrador Josep Merlos até esqueceu dos líderes. “Atenção porque vemos Hamilton saindo da pista. Muitos carros saindo da pista! Houve um toque, deram em Vettel por trás e ele saiu da corrida. Grande largada de Fernando Alonso, que chegou a se colocar em oitavo lugar.” O mesmo não aconteceu, contudo, com o comentarista Pedro de la Rosa, sincero como de costume. “Acho que Bottas foi pouco agressivo na freada e perdi o que aconteceu atrás porque foi muita coisa.”

Para Reginaldo Leme, Vettel bateu porque “por ter perdido as posições no grid, ele foi quem largou de forma mais agressiva.” Mas o replay logo ‘entrega Kvyat, que bateu duas vezes na traseira da Ferrari do alemão, que solta o verbo – ou melhor, os palavrões – no rádio. “Aí o rádio do Vettel cheio de piii”, diz Galvão. “Ele estava xingando sem saber que era o Kvyat. Imagina a hora que souber”, comenta Luciano Burti. “Eu entendo o Vettel falando ‘o que estamos fazendo aqui?’ Pareceu uma manobra de largada de categoria de acesso”, emenda Brundle.

Quando aparece o replay do ponto de vista de Kvyat, Galvão suspeita que o problema tenha sido até mais sério do que um simples erro. “Culpa total do Kvyat, sem nexo. Opa!! Essa segunda [batida] a gente não tinha visto. A segunda pancada foi ainda mais absurda. Não pode ser, não quero acreditar. Mas dá a sensação de ter sido algo proposital. Ou uma pane mental.” Mas Burti explica: “Acho que foi o seguinte: no onboard, dá para ver que o Vettel desacelerou muito porque o pneu estava furado e o Kvyat deve ter sido pego de surpresa.”

Os espanhóis, que só veem no replay os dois toques da Red Bull, concordam que Vettel, “desta vez”, tem razão em reclamar, mas De la Rosa é compreensivo com Kvyat. “É o que acontece quando se corre em casa. Você quer dar tudo e pode acabar se atrapalhando.”

A batida traz o Safety Car para a pista e faz com que os pilotos que tinham de parar devido ao caos da primeira volta coloquem pneus médios para tentar ir até o final sem parar mais, como salientam todos. “Eu perderia muito dinheiro se tivesse apostado que não veríamos esse pneu médio nesta tarde”, brinca Brundle, enquanto De la Rosa explica que “a sorte está lançada. Essa não é uma decisão científica, é uma aposta.”

A ação dos primeiros minutos é tanta que, só quando o SC já está na pista, os ingleses  percebem a posição de Hamilton. “Pelo menos alguma coisa funcionou para ele neste final de semana”, diz Brundle.

f1-russian-gp-2016-valtteri-bottas-williams-fw38Na relargada, Bottas “pega Kimi sonolento”, como diz o comentarista inglês, e passa o compatriota, ao mesmo tempo em que Hamilton supera Massa e pula para quarto. “Massa não tem um grande rendimento. Ele esperava um carro mais competitivo na corrida do que na classificação”, se preocupa Galvão.

Não demora para Hamilton passar também Raikkonen, mas o inglês trava atrás da Williams. “Lewis deve estar pensando ‘eu posso vencer isso, só preciso me livrar dessa Williams’”, diz Brundle, voltas antes de avaliar que será muito difícil para Hamilton passar Bottas porque “os dois carros devem estar no mesmo modo de motor e têm a mesma unidade de potência”, como lembra Croft, e “Bottas não é um piloto que erra sob pressão. Lewis precisa de tráfego, mas não tem ninguém por perto”, como completa Brundle, que pede que a parada de seu compatriota seja antecipada. “A Mercedes precisa de um undercut”.

Mas quem faz isso é a Williams. “Bottas antecipou a parada. Acho que foi uma jogada boa, porque se o Hamilton para antes ele volta na frente. Agora ele tem alguma chance”, avalia Burti. De la Rosa, contudo, acredita que o piloto da Mercedes vai ganhar a posição de qualquer jeito. “Escutando o motor de Hamilton, dá para ver que ele está economizando gasolina. Isso me surpreende, mas ele sabe o que tem nas mãos.”

Os ingleses, por sua vez, lembram que Raikkonen continua na briga. “Ele conseguiu fazer 19 voltas com os supermacios nos treinos livres e isso pode ser importante para ele voltar ao pódio”, lembra Croft, acertando a tática da Ferrari, que retarda a parada do finlandês. Porém, quando a Ferrari voltou à pista, Hamilton já havia despachado Bottas tão logo saíra do box e a manobra do  campeão de 2007 só serviu para superar a Williams. “Quando parecia que a WIlliams tinha acertado a estratégia, Bottas custou para aquecer o pneu e Raikkonen se aproveitou”, lamentou Merlos.

A esta altura, mesmo com Hamilton em segundo, Brundle já havia desistido de ver uma vitória do compatriota. “Se Rosberg não tiver problemas, nossa questão agora é se Hamilton consegue chegar em segundo.”

O foco nas transmissões espanhola e britânica vai para as disputas no meio do pelotão, relatadas com grande entusiasmo pelos narradores. “Eles estão movendo tanto os carros que parecem bêbados”, se diverte Brundle. Já os espanhóis falam várias vezes da “corrida espetacular” de Alonso “em um circuito que não deveria ser bom para a McLaren”. Galvão, por sua vez, aproveita para criticar a Sauber e fala em “grande erro estratégico” na carreira de Nasr.

Até que, na volta 32, Hamilton anda 1s mais rápido que Rosberg e anima os brasileiros. “Será algum problema? Porque os pneus dele são quatro voltas mais novos”, lembra Reginaldo. “Vai ter briga. É muita diferença que o Hamilton consegue tirar no primeiro setor”, avalia Galvão. Os ingleses, por outro lado, são bem menos otimistas. “Não estamos mencionando nenhuma briga pela liderança porque ela não existe. Hamilton foi 1s mais rápido, mas Rosberg está no meio de muito tráfego”, explica Croft, seguindo a mesma linha dos espanhóis: “Não nos emocionemos demais porque ele estava passando os retardatários”, diz De la Rosa.

Porém, como Hamilton continua diminuindo a vantagem nas voltas seguintes, passando com mais facilidade pelos retardatários, “que parecem transparentes para Hamilton. Não quero tirar méritos da corrida de Rosberg, mas ele está se livrando dos carros muito mais rápido. Ele está com a raiva acumulada com as coisas que aconteceram”, nas palavras de Merlos, os ingleses acabam se animando, até que vem a mensagem de que há um vazamento de água no carro do tricampeão. “O que?!”, exclama Brundle. “Desgraça pouca é bobagem [minha tradução livre para a expressão ‘When it rains, it pours’, que fique claro]. Não quer dizer que ele vai ter de abandonar, mas talvez que ele vai ter de se contentar com o segundo”, lamenta Croft. Já De la Rosa lembra que “a questão é que não tem nada que ele possa fazer, só correr até esperar quebrar, porque um problema desse não se cura sozinho.”

Por conta disso, os espanhóis estranham quando a Mercedes avisa, voltas depois, que Hamilton não tem mais problemas. “Isso realmente quer dizer que o problema se estabilizou ou quer dizer ‘coloque o mapeamento tal e agora volte para o outro’?”, questiona Merlos.

Com a corrida decidida nas voltas finais, resta a De la Rosa brincar com a presença de Putin, que “chegou para pedir ao Vettel que não pegue Kvyat pelo pescoço.”

imageCom a bandeirada, chega o momento de lembrar que Rosberg estava na corrida – para vencer pela sétima vez seguida. “Para vocês verem como a cabeça é importante no automobilismo”, avalia Reginaldo. “Desde que ele cometeu aquele erro em Austin que deu o título ao Lewis, ele foi perfeito. Pelo que ele tem feito enquanto Hamilton tem problemas… teremos uma luta direta e bruta”, lembra Brundle.  

Burti também acredita em uma virada. “O Hamilton é muito forte, está tendo azar, mas já vai voltar brigando pela vitória. Ano passado, teve muita sorte, e agora virou. Automobilismo é assim.” Já Galvão lamenta a queda no final da prova. “O Massa está 10 pontos na frente do Bottas, o que é bom para a gente e para ele também. A corrida começou muito boa e depois caiu num marasmo quando os primeiros se estabilizaram.”

Os espanhóis, por sua vez, criticam a estratégia “sem ambição” da Ferrari, acreditando que Raikkonen poderia ter ameaçado Hamilton, e lamentam que a Pirelli não tenha levado o pneu ultramacio a Sochi. No mais, Merlos comemora o sexto lugar de Alonso dizendo que o compatriota “é capaz de tirar petróleo de uma pedra” e De la Rosa não se mostra tão otimista quanto ao futuro, avaliando que “é humilhante para a concorrência essa volta mais rápida do Rosberg na penúltima volta.” E mal sabia ele que o motor nem estava funcionando em sua máxima capacidade.

12 comentários sobre “GP da Rússia por brasileiros, britânicos e espanhóis: “Pane mental”

  1. Parabéns Ju, não só pelo post das transmissões, mas por todos os últimos.

    Alguém na F1 reclamou das posições ganhas por Hamilton e Alonso na largada?

    Curtir

    1. Pois é, caro AUGUSTO. Antes do começo desta temporada, ele declarou que sua meta este ano seria alcançar os 100 pontos. Tenho visto tantas bobagens escritas sobre Verstappen desqualificando-o, menosprezando-o, subavaliando-o e descrendo dele que só posso atribuir isso à má vontade pela sua pouca idade, as pessoas em geral não aceitam o fato de que um garoto de 18 anos – que já está em sua segunda (!) temporada na F 1 possa ser bem sucedido. E o pior, AUGUSTO, é que essas descrenças partem até mesmo de jornalistas especializados, como tenho visto em outros sites, o que eu acho inacreditável e fico pasmo! Não consigo entender como gente que vive dentro dos bastidores, dentro das pistas, muitas vezes podendo ver de perto o estilo e a arte de cada piloto, possa fazer avaliações tão equivocadas. Além da minha insignificante intuição pessoal, posto que eu acompanho as categorias de base também e – como aficionado – estou desde a década de 50 vendo surgirem e desaparecerem pilotos, eu prefiro ficar com a avaliação de quem conhece de perto o ofício, HELMUT MARKO, por ter sido piloto VENCEDOR com um dos carros mais POTENTES e FANTÁSTICOS da História do Automobilismo, o PORSCHE 917, (além de ter corrido na F 1). Acresça-se a essas credenciais de MARKO o fato de ter sido amigo pessoal e por isso ter acompanhado bem de perto OUTRO piloto genial – JOCHEN RINDT – que SEM QUALQUER DÚVIDA, foi um dos pilotos mais espetaculares e de maior habilidade natural que a Fórmula 1 já viu. RINDT foi um monstro e suas estatísticas absolutamente NÃO REFLETEM a sua dimensão como piloto, até porque morreu prematuramente, aos 28 anos de idade. Além disso, mais do que qualquer comentarista, MARKO tem acesso a telemetrias e outros dados que quem está de fora não tem, podendo, assim, fazer comparações COM BASE. MARKO até aqui tem revelado um excelente faro para identificar valores, pois a grande maioria dessa turma que passou pela Academia da Red Bull mostrou qualidades, o problema é que a fila na F 1 não anda, mas veja: BUEMI, por exemplo, que sempre mostrou muita velocidade, foi Campeão Mundial do WEC (além de ter feito um excelente trabalho no simulador, que muito ajudou o desenvolvimento do carro de Vettel, conforme atestaram vários prestigiosos sites europeus); Vergne – que infelizmente se perdeu – é melhor do que vários do atual grid que são incensados por muitos; veja Ricciardo, veja o gênio Vettel.

      Se antes eu já esperava nesta temporada pelo menos um pódio mesmo com a Toro Rosso, agora na equipe principal eu espero pódios (assim, no plural) de MAX VERSTAPPEN, cuja carreira acompanho desde o kart e cheguei a postar aqui no Blog da JULIANNE que muito ainda se iria falar dele, quando ainda nem se cogitava que MAX ascenderia tão rápido à F 1. É que eu já via elogios entusiasmados ao seu talento, por parte de ESPECIALISTAS que cobrem o kart, e que não se enganaram em seus vaticínios. CARLOS SAINZ é um piloto muito promissor, talvez seja até mais rápido que VERSTAPPEN, PORÉM A CHAMA DA GENIALIDADE ESTÁ NO HOLANDÊS. Então, na minha insignificante opinião, MAX vai sim se sair muito bem na RED BULL, ao contrário do que vaticinam seus “haters”.

      Quanto a KVYAT, realmente ser “sacado” dessa maneira é muito traumatizante e, particularmente, eu acho que essa troca deveria ser feita ao final da temporada, dando mais tempo para que o russo pudesse mostrar mais suas habilidades e negociar com outras equipes. Mas é o estilo MARKO, que talvez estivesse pressentindo um assédio irresistível em cima de MAX, principalmente da Ferrari (já que eu acredito que a renovação de Rosberg na Mercedes está garantida, a menos que houvesse alguma calamidade no restante de sua temporada, o que, à luz da lógica, é pouquíssimo provável). Particularmente, acho um absurdo a crucificação que fizeram do russo, pois até HAMILTON, ALONSO e inclusive VETTEL já “encheram” a traseira ou a lateral de adversários também. Infelizmente o fluxômetro daqui do Blog não aceita mais de um link por post, e assim não posso ilustrar isso, pois teria vários exemplos para postar, mas basta ir ao Youtube para ver como o Trio de Ouro também já bateu na traseira de adversários, ou “encheu” a lateral. Dizer que o toque de Kvyat em Vettel foi proposital é um absurdo! Corridas são corridas, os carros de F 1 são extremamente velozes e surpresas acontecem. Há também que se considerar que alguém pilotando um carro menos potente tenha necessidade de andar em limites mais extremos, para não perder a embalagem, a velocidade, sujeitando-se, consequentemente, a mais riscos. Comparando-o com seus adversários CONTEMPORÂNEOS, (já consagrados ou em vias de se consagrarem) KVYAT tem BEM MENOS potencial para ser campeão mundial sobre eles (salvo se ocorresse com ele um fenômeno como a BRAWN), mas o russo tem sim potencial para vencer Grandes Prêmios se estiver numa grande equipe e com um bom carro. Ele anda até bem em pista molhada e, depois desse rebaixamento, já recebeu um importante elogio sobre o seu potencial de ninguém menos que TOTO WOLFF. Da minha parte, vou torcer muito para que KVYAT faça um excelente trabalho em sua volta à Toro Rosso (onde ele terá um excelente parâmetro em CARLOS SAINZ JR.) e possa ser aproveitado em outra equipe fora dos taurinos, ao final da temporada. Acho, por exemplo, que ele seria uma excelente aquisição para a RENAULT ao lado de Magnussen no ano que vem. Na F 1, PALMER vem se revelando muito fraco, talvez a GP 2 fosse mesmo o seu limite.

      Grande abraço, AUGUSTO!

      Curtir

      1. Aucam, velocidade o menino parece ter, mas ainda esta mais facil ficar la no meio do campo e ir dando umas cargas do que quando ele estiver la na frente e ter a pressao de ter os outros atras dele. Time and again isso acontece nos esportes e na vida. Tem gente que nao aguenta estar ou ser numero 1.

        Por isso que vou esperar um pouco antes de dizer que o Max he genio ou que pertence ao clube dos grandes. Provavel que ele seja otimo mesmo…veja que ate o Rosberg pode fazer um bom trabalho. Hoje em dia ha todo um trabalho para fazer dessa meninada campeoes tambem na parte psicologica. Antes nasciam campeoes, agora sao formados.

        O vestibular para F-1 esta cada vez mais dificil e cruel. Cara com somente 22 anos ja nao serve mais se nao estiver pronto. Abrazo por tras ao Kivyat.

        Andiamo.

        Curtir

      2. MIKE, respeito sua a opinião, não quero e não tenho (nem poderia ter) a menor pretensão de mudá-la, e entendo sua prudência, porém, em que pese a minha expectativa OUSADA, eu considero MAX NO MÍNIMO com o mesmo potencial de RICCIARDO, que ainda não teve um carro REALMENTE vencedor para mostrar TUDO o que é capaz com seu estilo oportunista, certeiro e inesperado. MAX poderá andar atrás do australiano, no início? Sim, seria normal, vai começar agora o seu aprendizado com um carro com o qual Ricciardo já tem bastante intimidade. Max vai lidar com um motor diferente, com a pressão natural de uma equipe grande, que você apropriadamente sublinha, mas observe que para a sua pouquíssima idade ele tem se mostrado – a meu ver – até aqui bem maduro e consistente (até não o acho tão veloz, mas ele compensa isso com a sua rápida capacidade de adaptação, além de boa visão de corrida – em certa medida, traços comuns com o inquestionável e excepcional Alonso, e no domínio natural do carro e do arrojo, com Hamilton). Não obstante sua pouca experiência no Automobilismo (MAX praticamente está fazendo o seu aprendizado no esporte JÁ na F 1!) ele provou até aqui grande capacidade de aprender (quase todas as pistas em que correu eram desconhecidas para ele no ano passado). Verstappen vai bater algumas vezes? Quem não bate ou nunca bateu no Automobilismo, na F 1? Normal. As contas têm que ser feitas no fim do dia, digo, da temporada. Nem vou ficar aqui recordando batidas de alguns dos grandes ases que considero muito, vou citar um que não me empolgava, hahaha, Jody Schekter, que batia muito em seu início (o espetacular strike que fez na primeira volta no GP da Inglaterra em 1973, em Silverstone, ficou célebre) e que acabou sagrando-se campeão mundial em 1979. Lembro, por exemplo, que quando MAX bateu em Mônaco na temporada passada, um de seus maiores críticos foi o Felipe Massa, esquecendo-se dele próprio – MASSA, para ser bem enfático – o qual fez a MESMÍSSIMA coisa, no MESMÍSSIMO lugar, abalroando canhestramente a traseira da Arrows de Enrique Bernoldi, quando ele (Felipe) era ainda um novato e estava na Sauber, isso com 20 anos de idade e muito mais bagagem de automobilismo do que o holandês. Isso está no Youtube, para quem quiser ver.

        Acho também que VERSTAPPEN não deve se impor pressão, a estrela lá na Red Bull é o Ricciardo. Max chega (pelo menos até o momento) com um discurso de aprendizado com um colega mais experiente. Isso é bom. Tudo o que fizer melhor que Ricciardo será lucro e só confirmará o seu talento. As minhas expectativas são sim, altas. Mas o Futuro é uma dimensão que pode ser apenas intuída, não vislumbrada. Enfim, caro Mike, vamos aguardar. Se eu estiver equivocado, eu, um comentarista de sofá, (embora com longuíssimo tempo de observação), estarei em boa companhia, na companhia de Helmut Marko, alguém que sabe o que é acelerar e domar um carro extremamente potente e impressionante como eram os 917.

        Quanto a KVYAT, insisto que seria uma grande aquisição para a RENAULT (até pela experiência com o motor). Cada aficionado tem a sua opinião, mas a minha é a de que o russo merece essa chance.

        Abraço!

        Curtir

      3. Aucam foi una tremenda injustiça com kyviat afinal , ano passado ele bateu daniel rucciardo que havia derrotado vettel, acredido que kyviat poderia virar o jogo em cima de ricciardo nesta temporada , esse marco é um tremendo mal carater, o menino russo é mais um grande talento jogado no lixo por marko.

        Curtir

      4. Aucam foi una tremenda injustiça com kyviat afinal , ano passado ele bateu daniel ricciardo que havia derrotado vettel, acredido que kyviat poderia virar o jogo em cima de ricciardo nesta temporada , esse marco é um tremendo mal carater, o menino russo é mais um grande talento jogado no lixo por marko.

        Curtir

      5. MARCELO, muito bom vê-lo de volta aos comentários. Como eu falei lá em cima, na minha insignificante opinião a troca só deveria ser feita no final da temporada, avisando-se KVYAT com antecedência, para que este pudesse encetar negociações com outras equipes. Isso daria tempo para que ele mostrasse melhor seu trabalho, confirmando ou não a supremacia que estabeleceu em pontos em cima de Ricciardo, no ano passado. E também daria mais quilometragem de aprendizado a Max Verstappen numa equipe menor (se bem que eu acho que o holandês vai pegar o pião na unha, na Red Bull).

        Também como eu disse lá em cima, sem dúvida é traumatizante para o russo esse rebaixamento. Mas não creio que a carreira dele já esteja no lixo. Estaria se tivesse sido demitido, como foram Buemi e Alguersuari. Eu acredito que KVYAT vai se impor a CARLOS SAINZ e veja que Toto Wolff já disse que o russo está aí, dando sopa para outras equipes. Se nós – simples aficionados – notamos isso, os responsáveis por outras equipes também notam. O problema maior é que a F 1 cada vez mais só se move a patrocínio, e não a mérito (sem falar que os velhos medalhões custam a se aposentar, e, embora já tenham mostrado todo o seu estoque, ainda são capazes de ter lampejos aqui, ali e acolá, sem falar na experiência que têm, o que faz a fila não andar na F 1). Acho também que KVYAT – mesmo que não seja contratado por outra equipe – ainda terá mais uma chance na Toro Rosso no ano que vem. Poderia ter até na própria RED BULL, se a Ferrari tirasse de lá o Ricciardo, o que é bem difícil, por motivos contratuais.

        Um fator que pode prejudicar uma eventual contratação de KVYAT pela Renault, por exemplo, é que a Renault tem seu próprio programa de pilotos e quem está aguardando vez lá é o inglês Oliver Rowland, campeão da Renault 3,5 em 2015, que vai correr na GP 2 pela equipe MP. Sem falar que a RENAULT também sempre teve olhos compridos para ESTEBAN OCON (agora na aba da Mercedes). E VASSEUR não esconde a consideração que tem por seu ex-pupilo VANDOORNE, piloto McLaren (o que dificulta a ida do belga para a Renault).

        Embora a tônica no Programa Junior da Red Bull tenha sido a troca constante de pilotos ao final do segundo ano na Toro Rosso, e também não obstante o estilo BRUSCO e IMPLACÁVEL de MARKO, do alto da minha insignificância e petulância eu acho que ele estaria dando um tiro no pé substituindo SAINZ JR. ou KVYAT por PIERRE GASLY, este a meu ver um tanto fracote, bem mais fraco que o espanhol e o russo, a meu ver. Acho que GASLY só subirá para a Toro Rosso (sacrificando um dos dois, Kvyat ou Sainz) se levantar o título na GP 2 este ano, o que particularmente não levo fé, pois GASLY enfrentará outros “macacos velhos” do mesmo nivel dele ou até melhores, como ALEX LYNN (reserva da Williams) e o veloz MITCH EVANS (essas coisas também dependem de como as equipes vão se sair em 2016: LYNN estará na tradicional DAMS e MITCH EVANS na CAMPOS). Isso sem falar que o russo SERGEI SIROTKIN andou demonstrando muita velocidade na pré-temporada da GP 2 deste ano e correrá pela ARDEN, na qual o excelente VANDOORNE se sagrou campeão em 2015. GASLY andou tendo uns brilharecos na pré-temporada da GP 2 este ano, mas não me convence (será que sem ganhar o título GASLY vai conseguir convencer o implacável MARKO?). Então, é possível que vejamos em 2017 ainda na TORO ROSSO os velozes SAINZ JR. e KVYAT. Vão ter que mostrar serviço para serem cobiçados por outras equipes fora do universo taurino.

        Por último, acho que MARKO quis se garantir logo com o MAX VERSTAPPEN, que vinha sendo discretamente assediado pela FERRARI, que também cobiça veladamente RICCIARDO. Não é qualquer garoto que aos 16 anos pode chegar em casa com duas propostas para escolher para ir para a Fórmula 1: uma da Mercedes (mais a longo prazo) e outra da RED BULL (para início imediato na TORO ROSSO). Isso se impondo na chuva a ESTEBAN OCON e a TOM BLOMQVIST, recém saído do kart.

        Curtir

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s